09/11/2025

Catar conchas virou crime — mas destruir praias com patrola pode



Imagem criada por IA

by Deise Brandão

Há coisas no Brasil que beiram o absurdo. Uma delas é descobrir que, oficialmente, catar conchas na praia pode ser considerado crime ambiental.
Sim, segundo a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), retirar da natureza qualquer “elemento natural” — conchas, pedras, corais — é proibido.
Na teoria, a intenção é proteger o ecossistema.
Na prática, é mais uma daquelas regras que parecem feitas para quem anda a pé, e não para quem passa de trator.
 
A lógica que não fecha

É claro que o meio ambiente precisa de respeito e preservação.
Mas afirmar que pegar meia dúzia de conchas é ameaça ecológica, enquanto se permite o arrasto de areia por caminhões, construções em dunas e despejo de esgoto nas praias, soa no mínimo cômico — ou trágico.
O Ministério do Meio Ambiente recomenda que nem conchas mortas sejam recolhidas.
Enquanto isso, patrolas abrem estradas à beira-mar, muros e quiosques avançam sobre áreas de restinga, e milhares de toneladas de lixo urbano vão parar nos rios e no mar.
Mas, claro, o problema é quem achou uma conchinha bonita e quis levar pra casa.
 
Entre o bom senso e o fanatismo ambiental

A bióloga Anna Clara Assumpção, da UFRGS, explica que as conchas devolvem minerais ao ambiente e servem de abrigo a outros organismos.
É verdade.
Mas a natureza lida com proporção — o que desequilibra não é o olhar curioso de quem caminha, e sim a máquina, a omissão e a ganância.
Preservar é fundamental. 
Criminalizar o gesto de pegar uma lembrança do mar é burocratizar o afeto pela natureza.
 
Um país que confunde o essencial com o acessório

O Brasil é mestre em inverter prioridades.
Protege o símbolo, destrói a essência.
Cria leis para controlar o cidadão comum, enquanto fecha os olhos para o que realmente devasta.
O resultado é essa contradição:
Quem leva uma concha pode ser enquadrado.
Quem leva uma praia inteira, ganha licitação.

Reflexão inspirada na matéria publicada pelo portal Terra (18/04/2024) e na Lei nº 9.605/1998.

08/11/2025

A Vaidade da Influência

 


by Deise Brandão)

Há quem confunda poder com acesso.
Acreditam que um telefonema resolvendo algo os torna importantes — quando, na verdade, apenas revelam o tamanho da distorção institucional em que vivemos.

O poder verdadeiro não liga, não pede, não se gaba.
Mas há quem viva de “ligar para alguém”, colecionando favores e narrando pequenos abusos como se fossem conquistas.
Esses não têm influência — têm dependência.

E o mais curioso é que, anos depois, transformam o próprio desvio em lembrança sentimental.
Publicam histórias de “amizade” e “boa vontade”, sem perceber que estão confessando o mesmo vício que destrói a credibilidade do país: o favor acima da lei.

É essa corrupção miúda, travestida de esperteza e vaidade, que alimenta a grande.
É nela que o sistema se sustenta: nos “deixa comigo que eu resolvo”, nos telefonemas, nos acessos indevidos.
A corrupção começa onde a ética vira piada — e termina exatamente aí: nas mãos dos que confundem amizade com poder.

24/10/2025

Glândula Pineal: a Antena Cósmica Dentro de Nós


Imagem criada para o post por IA GPT

by Deise Brandão

Por muito tempo, a glândula pineal foi tratada apenas como uma pequena estrutura no centro do cérebro, associada à regulação do sono e à produção de melatonina. Um ponto minúsculo, quase esquecido nos livros de anatomia.

Mas quem se aprofunda no estudo dessa misteriosa glândula descobre algo fascinante: a pineal é, na verdade, um órgão sensorial extraordinário, capaz de perceber campos magnéticos, captar vibrações sutis e traduzir essas informações em impulsos neuroquímicos que modulam estados de consciência.

Em outras palavras, ela funciona como uma antena natural, uma ponte viva entre o corpo e o cosmos.

Quando está ativa e saudável, a pineal cria uma rede neural sofisticada que conecta mente, corpo e espírito. É ela que nos torna sensíveis — ainda que de forma imperceptível — às influências do Sol, da Lua, das marés, dos ciclos planetários e até dos campos astrofísicos e geofísicos que nos envolvem.

Assim como as estações mudam, também os nossos ritmos internos se transformam.
A pineal é a tradutora dessa dança universal: converte frequências em sensações, luz em percepção, vibração em intuição. Quando está bloqueada, calcificada ou inativa, perdemos parte dessa sintonia — ficamos mais racionais, mas menos perceptivos, mais despertos no relógio e adormecidos no sentir.

Por isso, cuidar da pineal é mais do que uma questão biológica; é um ato de reconexão. Meditação, silêncio, contato com a natureza, sono adequado e alimentação limpa são caminhos que ajudam a desintoxicar e reativar essa glândula, restaurando o equilíbrio entre o físico e o sutil.

A união entre neurociência e espiritualidade não é fantasia — é expansão de fronteiras.
Estudar a pineal é compreender que não somos separados do universo: somos parte dele, pulsando na mesma frequência de tudo o que existe.

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