by Deise Brandão
O príncipe herdeiro Sheikh Hamdan bin Mohammed Al Maktoum decidiu chamar “dona de casa” pelo que de fato é formadora de gerações. Simples. Direto. Correto.Porque é isso que uma mulher faz quando está presente na vida dos filhos: forma gente.
Agora olha o contraste.
No Brasil, ao invés de valorizar, a discussão virou outra:como evitar até dizer a palavra “mulher”. Criam termos técnicos. Inventam substituições. Transformam algo básico em debate ideológico.E no meio disso tudo, a mulher real desaparece: A que gera. A que cria. A que educa. A que segura a estrutura emocional de uma família inteira. Enquanto isso, a realidade segue:
– filhos sendo criados por terceiros
– vínculos cada vez mais frágeis
– mulheres sem autonomia financeira
– e uma romantização perigosa da dependência
Porque vamos falar claro: dependência não é proteção. É risco.
Mulher precisa ter renda. Precisa ter independência.Precisa poder sair de qualquer situação — sem pedir permissão.
E aqui entra a maior incoerência: Se formar gerações é o trabalho mais importante que existe,por que não é tratado como trabalho de verdade?
Ou se valoriza de fato — inclusive financeiramente —ou se para de romantizar.
O Brasil hoje faz o pior dos mundos: não remunera, não reconhece e ainda confunde. Reduz a mulher á nada, fora e dentro dos tribunais.
Dubai fez só uma troca de palavra.
Mas às vezes é exatamente isso que revela tudo:quem entendeu o papel da mulher…e quem ainda está perdido tentando redefinir o óbvio.


