segunda-feira, 30 de março de 2026
UMA CIDADE ONDE NINGUÉM ESTÁ PERDIDO — MESMO QUANDO A MEMÓRIA SE FOI
sábado, 28 de março de 2026
Sincericídio de Luiz Inácio. Ou da cópia dele.
sábado, 28 de fevereiro de 2026
Os números do PT
by Deise Brandão
Existe a narrativa de que o PT é um partido gigante, mas, quando se observam os números institucionais, o cenário é mais modesto.
Atualmente, o partido ocupa aproximadamente:
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3.130 vereadores (cerca de 5% do total nacional)
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252 prefeitos (em torno de 4,5%)
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1 prefeito de capital
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68 deputados federais (aproximadamente 13% da Câmara)
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4 governadores
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9 senadores (cerca de 11% do Senado)
Considerando uma média simples desses percentuais, o partido detém algo próximo de 9% das posições políticas eletivas no país. É um percentual relevante, mas distante da imagem de hegemonia que muitas vezes se constrói no debate público.
Senado: o ponto mais sensível
No Senado Federal, o PT conta com 9 parlamentares. À primeira vista, pode parecer um número expressivo. Contudo, parte significativa dessas cadeiras está sujeita a renovação eleitoral, o que impõe risco político concreto.
Entre os nomes frequentemente mencionados no cenário eleitoral:
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Jaques Wagner (BA) e Humberto Costa (PE) são apontados como nomes competitivos em seus estados.
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Paulo Paim (RS) enfrenta disputa acirrada, dependendo de arranjos locais.
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Rogério Carvalho (SE) também enfrenta cenário desafiador.
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Gleisi Hoffmann (PR) tem avaliação de campanha difícil.
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Fabiano Contarato (ES) e Randolfe Rodrigues (AP) são vistos como vulneráveis em determinados diagnósticos políticos.
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Fátima Bezerra (RN) aparece como incógnita no cenário eleitoral.
Em estados estratégicos como São Paulo e Minas Gerais, o partido ainda depende fortemente de lideranças nacionais para viabilizar candidaturas competitivas.
Dependência de liderança
O argumento central apresentado por críticos é que o PT aparenta ser maior do que efetivamente é porque conta com a liderança nacional de Luiz Inácio Lula da Silva como principal ativo político.
A comparação feita por alguns analistas é com o que ocorreu com o PSDB após o declínio da liderança de Fernando Henrique Cardoso: a perda gradual de protagonismo nacional.
Há também a avaliação de que o partido enfrenta dificuldades na renovação de quadros e na construção de novas lideranças com projeção nacional equivalente.
Por fim, os números mostram que o PT permanece relevante no cenário nacional, mas não possui hegemonia institucional ampla. Sua força política está concentrada em determinados estados e fortemente associada à figura de sua principal liderança histórica.
O debate, portanto, não é sobre inexistência do partido, mas sobre seu tamanho real dentro do sistema político brasileiro e sua capacidade de renovação para o futuro.
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