terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Manifesto pela Praia que Não É Mais a Mesma

 


by Deise Brandão

Na Praia Brava, algo se quebrou. E não foi apenas a vida de dois cães.

Orelha foi assassinado. Pretinha resistiu o quanto pôde, mas também morreu, carregando no corpo as marcas da violência. Não foi por acaso, nem uma doença isolada. Foi consequência — de mãos humanas, da covardia, da omissão, de um tipo de brutalidade que não termina no ato, mas se estende no tempo, nos corpos, na memória.

Dizem que a medicina fez tudo o que era possível. E fez. O que nunca foi feito — e ainda não é — foi impedir que essa violência acontecesse.

Hoje há casinhas vazias na praia. Isso não é metáfora. É sinal visível de que a crueldade não mata só indivíduos: ela mata o espírito de um lugar.

Quem fez isso não feriu apenas dois animais indefesos. Feriu uma comunidade inteira, feriu a ideia de convivência, feriu a sensação de segurança, feriu o direito de existir sem medo.

Não aceitamos o silêncio como resposta, nem o esquecimento como solução. Não aceitamos que isso seja tratado como “mais um caso”, porque não foi.

Enquanto não houver responsabilização real, enquanto a violência contra os vulneráveis continuar sendo relativizada, enquanto a vida seguir sendo tratada como descartável — nenhuma praia será apenas uma praia.

Este manifesto não é sobre cães. É sobre humanidade.
E se isso não nos revolta, então já perdemos muito mais do que Orelha e Pretinha.

#JustiçaPorOrelhaEPretinha
#PraiaBravaFerida
#ViolênciaNãoÉAcidente
#CausaAnimalÉUrgente
#NãoFoiSóUmCaso
#OmissãoTambémMata
#ProteçãoAnimalJá
#VulneráveisImportam
#NenhumaPraiaÉSóPraia
#ManifestoPorHumanidade

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