by Deise Brandão
Em 2024, foram mais de 2,4 milhões de encerramentos. Nos primeiros oito meses de 2025, outros 1,9 milhão. Dados oficiais mostram a dimensão dos fechamentos, mesmo com saldo positivo de novas empresas.
O Brasil registra um volume expressivo de encerramentos empresariais. Segundo o Mapa de Empresas do governo federal, 2.153.840 empresas foram fechadas em 2023, aumento de 25,7% em relação a 2022. Em 2024, o número chegou a 2.436.190. São milhões de registros encerrados em apenas dois anos.
Os boletins consultados apresentam o seguinte quadro:
| Período | Empresas fechadas |
|---|---|
| 2022 | Cerca de 1,71 milhão |
| 2023 | 2.153.840 |
| 2024 | 2.436.190 |
| Janeiro a abril de 2025 | 973.330 |
| Maio a agosto de 2025 | 942.049 |
Fontes: boletins do Mapa de Empresas de 2023, 2024 e dos dois primeiros quadrimestres de 2025. Os números correspondem às informações publicadas em cada edição e podem sofrer revisões posteriores.
Somados os dois primeiros quadrimestres de 2025, são 1.915.379 encerramentos entre janeiro e agosto — média calculada de aproximadamente 7,9 mil por dia. Esse número é parcial e não deve ser apresentado como o total anual de 2025.
Os pequenos empreendedores têm forte presença nesse movimento. Dos 942.049 encerramentos registrados entre maio e agosto de 2025, 677.921 eram de microempreendedores individuais, os MEIs: aproximadamente 72% do total.
Nesse mesmo quadrimestre, o comércio de roupas e acessórios registrou 48.117 fechamentos. Cabeleireiros, manicures e pedicures somaram 32.569; obras de alvenaria, 22.543; e lanchonetes, casas de chá e de sucos, 20.998. São atividades presentes no cotidiano dos bairros e das cidades.
As aberturas superam os fechamentos, mas isso não elimina a necessidade de investigar por que tantos negócios encerram suas atividades. Em 2024, foram abertas 4.254.903 empresas, com saldo positivo de 1.818.713. Entre maio e agosto de 2025, houve 1.668.753 aberturas e saldo positivo de 726.704 registros.
É necessário distinguir encerramento cadastral de falência: uma baixa de CNPJ não comprova, sozinha, insolvência, demissões ou a causa do fechamento. O próprio Mapa de Empresas registra que mudanças administrativas já facilitaram a baixa formal de negócios que haviam parado de funcionar anteriormente.
Ainda assim, o volume exige atenção. Quais dificuldades levam ao encerramento? Quanto pesam crédito, custos, impostos, demanda e falta de planejamento? Os totais cadastrais não respondem a essas perguntas.
Uma política de empreendedorismo precisa olhar também para a permanência dos negócios. Facilitar a abertura é uma etapa. Entender os fechamentos e criar condições para que empresas viáveis continuem funcionando é outra, igualmente necessária.
Vamos cuidar da nossa vidibnha? Parar de se meter nas 'casas alheias' me parece uma 51. Não estamos em condiçoes, físicas, mentais e menos ainda, detentores de algum STATUS.
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