quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Em Porto Alegre, Dilma anuncia nova ponte do Guaíba

Nova ponte do Guaíba deve custar cerca de R$ 900 mi. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação
Nova ponte do Guaíba deve custar cerca de R$ 900 mi
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação
                                                                             Daniel Favero
                                                                             Porto Alegre
A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta terça-feira, em Porto Alegre, a construção da segunda ponte que passa pelo Guaíba. De acordo com ela, o projeto deve custar cerca de R$ 900 milhões e o processo de licitação deve durar até um ano e meio.
"Nós começamos liberando hoje o direito do Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutra de Transportes) para investir, porque vai ser um obra pública de R$ 900 milhões. Nós pretendemos licitar diretamente o projeto executivo, não queremos que haja nenhum problemas daqueles que dá quando se licita o básico, e quando vai se fazer a obra é outro, o risco é outro, o projeto de engenharia é outro", afirmou a presidente.
"Nós já temos o estudo de viabilidade técnica porque nós contratamos. Por exemplo, vamos explicar como é o traçado, como é que vai ficar (...) e pretendemos lançar a licitação em janeiro. Esse projeto executivo, no Brasil, demora em média um ano e três meses, um ano e meio e, partir daí, nós licitamos a obra, e acreditamos que ela leva, pela complexidade da ponte, geralmente obra de arte desse tamanho e tendo que passar em cima de água, ela levará em torno de dois anos e meio a três", disse.
De acordo com o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, o projeto envolve pouco mais de 8 km de intervenções: "nós temos a ponte, com os elevados de cerca de 1,9 km, mas temos todo o conjunto de acessos e articulações". "Nós vamos já, ao final do mês de janeiro, colocar na rua o edital de licitação do projeto executivo. É bom sublinhar, projeto executivo, a presidenta não quer que trabalhemos com projeto base", disse o ministro, explicando que projetos básicos criam incertezas em relação a custo.
Segundo ele, a ponte terá um vão livre de 36 m de altura, projetado com base na maior cheia registrada no Guaíba, que vai permitir que as embarcações transitem sem necessidade de paralisar o trânsito, como ocorre com a ponte atual, que se eleva para permitir a passagem dos barcos. Serão duas pitas de cada lado, com a possibilidade de ampliação para três faixas no futuro.
Dilma afirmou que a ponte é uma promessa de campanha, mas que possui "consistência". "Nós fizemos em Rio Grande um pólo naval, necessariamente, vai ter um escoamento maior ainda do que temos no porto de Rio Grande, um dos portos desse País que tem um movimento de commodities imenso. Necessariamente, isso vai significar escoamento dessa produção, e passa por onde? Pela ponte pequenininha, mecânica. Não pode. Então nós consideramos a ponte do Guaíba como um processo estruturante para o Estado", afirmou.
Segundo a presidente, desde o governo Lula, a União passou a ter obrigação de realizar obras que não podem ser comportadas pelos Estados ou municípios. "Eu tenho de olhar para uma obra mais difícil de ser feita, que exige mais recursos, porque o orçamento que nós fizemos de R$ 900 milhões é estimado, pode dar menos, como pode dar mais. Então, é uma obra que apresenta um nível de risco compatível com a União. Com o que a União tem de recurso. Hoje é diferente porque, no passado, a União nem se mexeria para fazer uma obra dessas, 'porque não era minha obrigação', mas para nós é obrigação. Desde o governo do presidente Lula, é obrigação. Nós achamos que as obras que as unidades federadas não tem condições de fazer, é obrigação da União nacional."

Eleições municipais

Perguntada sobre se já tinha escolhido um candidato para as eleições municipais em Porto Alegre, a presidente Dilma, que começou sua carreira política no Estado pelo PDT, disse que está cada vez mais inclinada a não participar de eleições quando sua base de apoio está incluída.
"Eu sou uma pessoa está cada vez mais inclinada a não participar de eleições quando a minha base está envolvida. Tenho de ter responsabilidade com o País. Eu posso ter até aqui dentro (disse ao apontar para o peito), mas aqui dentro é uma coisa, e como presidenta, não".

Ela foi ao RS para a entrega de retroescavadeiras a prefeituras gaúchas. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação
Ela foi ao RS para a entrega de retroescavadeiras a prefeituras gaúchas
Foto: Roberto Stuckert Filho/PR/Divulgação

Daniel Favero
 Porto Alegre
Ao responder uma pergunta sobre por que o governo acredita que o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, não deve ir ao Congresso para falar sobre denúncias, a presidente Dilma Rousseff disse nesta terça-feira, em Porto Alegre (RS), que "o governo não acha nada".
"O governo só acha o seguinte. É estranho que o ministro preste satisfações no Congresso da vida privada, da vida pessoal passada dele. Se ele achar que deve ir, ele pode ir; se achar que não deve ir, que não vá. Agora, sobre assuntos do governo é obrigado a ir", disse a presidente.
Ela veio ao Estado para a entrega de retroescavadeiras para prefeituras para a criação de estradas vicinais, que possibilitarão o escoamento de produção, que faz parte do PAC 2, e para o lançamento da Rede Brasil Rural.
Sobre o nome para ocupar o Ministério do Trabalho, pasta que era comandada por Carlos Lupi, que deixou o ministério após denúncias de corrupção, Dilma respondeu com bom humor. "Vocês aguardem, podem todos aguardar e ficarem calmos", disse ela provocando risos entre os jornalistas.
Dilma esteve em Porto Alegre na véspera de seu aniversário, que ela deve comemorar na capital gaúcha. "Eu sou refratária a festas, prefiro ficar quieta. Outro dia me perguntaram onde ia passar as férias, e respondi: no meu quarto", disse. Perguntada sobre o que gostaria de ganhar de presente afirmou: "se puderem me dêem livros".

Aeronáutica: ano de 2011 bate recorde com 128 acidentes aéreos


by Terra


Só no período de 1º de janeiro a 31 de outubro o Brasil registrou 128 acidentes aéreos, 17 a mais do que o contabilizado durante todo o ano passado e 14 a mais do que os ocorridos em 2009, quando o País registrou recorde de acidentes. Segundo os dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), ligado à Aeronáutica, divulgados nesta segunda-feira, este ano ocorreram 106 acidentes de aviões civis e 22 de helicóptero. Vinte e cinco foram fatais e 30 aeronaves ficaram irrecuperáveis.
De acordo com o oficial de sobreaviso do Cenipa, major Matos, ainda não foram concluídos as relatórios sobre as causas dos acidentes. "Qualquer análise neste momento seria especulação", disse ele, ao explicar que a elaboração dos relatórios depende do encerramento da coleta de informações e da análise detalhada dos dados.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) também publicou a relação de acidentes ocorridos neste ano. Até o dia 26 de julho, foram notificados 89 acidentes. Segundo a agência reguladora, havia, até 30 de setembro, 13,8 mil aeronaves registradas no Brasil (7,5% a mais que em dezembro no ano passado); além de 1,3 mil helicópteros e 1,2 mil aeronaves agrícolas.


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