China confirma terceira morte por novo vírus da gripe aviária


03/04/2013 09h52 - Atualizado em 03/04/2013 09h52

País já registrou nove casos do vírus H7N9.

Aves migratórias podem ter espalhado vírus, diz Ministério da Agricultura.

Da Reuters

China encontrou dois novos casos de uma nova cepa da gripe aviária, e uma das vítimas morreu, na cidade de Hangzhou, informou a mídia estatal nesta quarta-feira (3). Agora são nove os casos registrados da doença, com três mortes.
A televisão estatal anunciou a notícia em seu microblog oficial, sem dar detalhes.
Dos sete outros casos da nova cepa H7N9, duas pessoas morreram, ambas em Xangai. As outros cinco estão em estado crítico num hospital em Nanjing.
Xangai, Nanjing e Hangzhou ficam perto uma da outra, no leste da China.
O Ministério da Agricultura chinês disse que ainda não encontrou qualquer animal infectado com o H7N9, e acrescentou que possivelmente o vírus foi levado à China por aves migratórias.
Cientistas analisam o vírus H7N9 em Pequim (Foto: Reuters/Stringer)Cientistas analisam o vírus H7N9 em Pequim (Foto: Reuters/Stringer)
A Organização Mundial de Saúde disse na segunda-feira que os três primeiros casos não mostraram evidência de transmissão entre pessoas, mas que há perguntas sem respostas sobre a origem da infecção e o modo de transmissão.
A China intensificou o nível de alerta desde que os casos vieram à tona e disse que está sendo transparente em lidar com o surto.
O país tem um histórico negativo quando se trata de enfrentar más notícias. Muitas vezes elas são encobertas por funcionários temendo que possam atrair atenção indesejada de seus superiores e prejudicar as perspectivas de promoções.
Em 2003, as autoridades inicialmente tentaram encobrir uma epidemia da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars, na sigla em inglês), que surgiu na China e matou cerca de um décimo das 8 mil pessoas infectadas em todo o mundo.
by G1

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21/06/2012 16h38 - Atualizado em 21/06/2012 16h46



Pandemia de gripe aviária em humanos 


é possível, dizem cientistas



Estudo sobre o vírus H5N1 foi publicado na revista 'Science' desta semana.
Mutações do organismo poderiam tornar contágio de pessoa para pessoa.

Da Reuters

O mundo ainda não viu uma forma mortal do vírus da gripe aviária que possa se espalhar facilmente entre os seres humanos e provocar um surto global, mas isso não significa que não vai acontecer, disseram cientistas nesta quinta-feira (21). Um estudo sobre o vírus H5N1 foi publicado na revista "Science" desta semana.
"As mutações remanescentes podem evoluir em um único hospedeiro humano, fazendo de um vírus que se desenvolve na natureza uma ameaça potencialmente séria", afirmou o líder da pesquisa, Derek Smith, da Universidade de Cambridge, na Inglaterra.
Depois de investigarem dados de 15 anos sobre o vírus da gripe aviária na natureza, os pesquisadores acreditam que algumas cepas já estão a meio caminho de adquirir as mutações necessárias para se transformar em uma forma que poderia causar uma devastadora pandemia no homem.
Funcionários da agência de saúde de Hong Kong colocam galinhas mortas dentro de sacos de lixo em um mercado de aves nesta quarta-feira (21). Serão abatidos cerca de 17 mil frangos após umas galinha morta ser diagnosticada com H5N1, o vírus da gripe aviári (Foto: Tyrone Siu/Reuters)Em foto de 2011, agentes de saúde de Hong Kong colocam galinhas mortas em sacos de lixo. No fim do ano, foram abatidos 17 mil frangos após uma galinha ser diagnosticada com o H5N1 (Foto: Tyrone Siu/Reuters)
Atualmente a gripe aviária pode ser transmitida de aves para aves, e de aves para humanos, mas não de humanos para humanos – como o que ocorreu com a gripe suína (H1N1) em 2009. Quando passa de aves para homens, é geralmente fatal.
Dois estudos anteriores, de pesquisadores nos Estados Unidos e na Europa, descobriram que, com apenas cinco mutações, o H5N1 pode se tornar transmissível pelo ar entre mamíferos, potencialmente incluindo o contágio de pessoa a pessoa.
Esses trabalhos causaram controvérsias porque os autores manipularam os vírus em laboratório para produzir novas cepas mutantes.
Até agora, os cientistas não estão certos se essas mesmas mutações poderiam se desenvolver na natureza. Mas o pesquisador Colin Russell, parceiro de Smith, diz que o atual estudo mostra que isso é possível.
"Vírus que têm duas dessas mutações já são comuns em aves, o que significa que há vírus que teriam que obter apenas três mutações adicionais em um humano para se tornarem transmissíveis pelo ar", explicou.
Até agora, o H5N1, detectado pela primeira vez em Hong Kong, em 1997, já infectou dezenas de milhões de patos, gansos, galinhas e outras aves. As pessoas contaminadas – 606, das quais 357 morreram – tiveram, na maior parte, contato próximo com as aves
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