sexta-feira, 13 de maio de 2022


por Maysa Vilela


Uma família moradora da cidade de Queensland, na Austrália, viveu momentos de pânico nos últimos dias, após ter a área externa da casa invadida por várias cobras píton.

Quatro cobras chegaram até a residência enquanto buscavam uma fêmea para reproduzir. Stuart McKenzie, um especialista em captura de cobras da organização Sunshine Coast Snake Catchers, compartilhou um vídeo assustador no Facebook mostrando os répteis.

Stuart recebeu o chamado da família, que alegou ter duas cobras píton no deck externo da casa. Chegando lá, ele fez a retirada dos animais e foi embora.

Cerca de quatro horas depois, o especialista precisou voltar para capturar mais duas cobras que apareceram lá também.

Invasão de cobras píton

“Este é outro macho pensando que pode ter um pouco de sorte com a fêmea, mas infelizmente, amigo, eles já se foram”, disse Stuart no vídeo.

“Ele é muito ativo, na busca, ele sabe que houve uma fêmea aqui, mas infelizmente ela saiu com outro cara“, complementou ele, que se impressionou com o tamanho das pítons.

Nas redes sociais, o especialista esclareceu que “o caso não acontece com muita frequência, mas durante a reprodução, vários machos costumam se direcionar para o mesmo local em busca de uma fêmea”.

Além disso, é claro, o fato de a família morar em uma casa cercada pela floresta tropical – habitat preferido das pítons – também contribuiu para a infestação de cobras no local.

Veja também:


Veja na imagem abaixo, um macho e uma fêmea que estavam prestes a acasalar:
Foto: Reprodução/Facebook

Nesse caso que aconteceu na Austrália, as cobras eram machos que foram atraídos pelo cheiro da fêmea. Entretanto, o tamanho surpreendeu até Stuart McKenzie, que está acostumado a realizar captura de cobras.

“É uma das maiores cobras que já vi em Buderim, especialmente o mais grosso, talvez não o mais longo, mas é bem grande”, afirmou ele em entrevista.

Depois das capturas, a organização Sunshine Coast Snake Catchers emitiu uma nota esclarecendo para a população australiana que aparição dos répteis nesta época não é um fenômeno comum, mas durante a reprodução, as cobras ficam mais agitadas e se deslocam para vários locais.

“Essa situação também é influenciada pela mudança de estação. Assim que o inverno terminar, o período de reprodução entre elas estará mais intenso”, diz o comunicado.



sábado, 7 de maio de 2022

Entendendo o processo de Impeachment

O termo impeachment não é novidade no vocabulário brasileiro. Já tivemos o do ex-presidente Fernando Collor, em 1992, e o da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016. Recentemente, o termo voltou a pauta com o “superpedido” de impeachment do atual presidente, Jair Bolsonaro.

Como acontece com vários temas sobre a política institucional do nosso país, vários mitos e inconsistências sobre o processo de impeachment se espalharam rapidamente pela internet e nas redes sociais nos últimos anos, causando ainda mais confusão no entendimento das pessoas sobre o assunto.

by Politize

1. O que é impeachment?

É um processo em parte jurídico, em parte político, conduzido pelo Congresso Nacional, que julga se uma pessoa com função pública cometeu um chamado crime de responsabilidade. No caso do presidente, ele pode ser condenado por oito grupos diferentes de crimes de responsabilidade.


2. Quem pode estar sujeito a um processo de impeachment?

Pessoas com função de chefia no Poder Executivo podem sofrer impeachment: a lei prevê o uso desse processo contra Presidente e seus Ministros de Estado na esfera federal, bem como Governadores e seus Secretários na esfera estadual. É controverso se vice-presidentes e vice-governadores também podem sofrer impeachment, mas grande parte dos juristas entende que sim. A lei também não prevê esse procedimento contra prefeitos, mas de fato eles podem ter seus mandatos cassados pelas Câmaras de Vereadores de seus municípios.

3. Quem pode fazer um pedido de impeachment?

Qualquer cidadão pode fazer um pedido de impeachment. Basta entregar uma denúncia contra uma pessoa com função no Executivo à Câmara dos Deputados. É claro que, para ela ser acatada, ela tem que estar acompanhada de provas do suposto crime cometido pela pessoa acusada. Outros critérios para que a denúncia seja aceita são conter uma lista de pelo menos cinco testemunhas e ter uma assinatura com firma reconhecida.

4. Caso um pedido de impeachment seja aceito, o que acontece em seguida?

1. Se o presidente da Câmara considerar que a denúncia é válida, ele deve lê-la em plenário para a Câmara.

2. Em seguida, ela é encaminhada para uma comissão formada especialmente para analisar o caso.

3. A comissão ouve a acusação e a defesa do presidente. Prazo para os trabalhos da comissão: 10 sessões.

4. O relator da comissão apresenta um parecer sobre o caso. Depois da leitura do parecer, ele é discutido e votado pela comissão dentro de 5 sessões.

5. 48 horas após a apresentação do parecer, o documento deve ser incluído na ordem do dia e votado em plenário pelos deputados (513, ao todo). São necessários dois terços dos votos (342) para que a abertura do processo de impeachment seja recomendado para o Senado (abstenções e ausências são votos contra a abertura do processo).

6. Aprovado no plenário da Câmara, o pedido é repassado para o Senado, que é responsável pelo julgamento propriamente dito.

7. O Senado também deve decidir pela abertura do impeachment. Para isso, é instalada uma comissão especial, semelhante à comissão da Câmara.

8. Após a comissão elaborar e votar o parecer do relator, ele é levado para votação em plenário. Para que seja aberto o processo, basta o voto da maioria simples dos senadores (41 de 81; a maioria dos presentes basta).

9. Quando o Senado instaura o processo, o presidente é afastado de suas funções por um período 180 dias e se torna oficialmente réu por crime de responsabilidade. Começa a fase de pronúncia, em que uma nova comissão é instalada para aprofundar as investigações das acusações. Essa comissão designa um relator, que elabora novo parecer recomendando se o acusado deve ser julgado ou não. Esse parecer é encaminhado ao plenário, que mais uma vez por maioria simples decide se a presidente é julgada ou não.

10. Finalmente, chega o dia do julgamento. A sessão do Senado em que o presidente é julgado por crime de responsabilidade é presidida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal. Dessa vez, dois terços dos senadores (54 de 81) precisam ser a favor do impeachment para que ele seja condenado (abstenções e ausências também são votos contra a condenação).

11. O prazo para finalizar o processo é de 180 dias, mas ele pode se estender mais. Se demorar mais que 180 dias, o presidente volta às suas funções; mas se for considerado culpado, será novamente afastado.

12.O presidente condenado em processo de impeachment, além de perder o cargo, fica inelegível por oito anos.

13. Se não for condenado, o presidente volta às suas funções.
5. Quem assume se o Presidente sofrer impeachment?

O substituto imediato do Presidente é o seu vice. Como você deve lembrar, com o impeachment de Dilma da presidência, Michel Temer tornou-se o presidente interino.

Mas e se o vice também não puder exercer o cargo, seja por cassação ou renúncia? Nesse caso, quem assume em um primeiro momento é o Presidente da Câmara dos Deputados – se ele não puder assumir, o cargo cai no colo do Presidente do Senado. Mas esses não podem ficar por muito tempo no cargo: será necessário que eles convoquem novas eleições para a escolha de um novo representante. Nesse caso, é preciso atentar a um detalhe importante:Se os cargos de Presidente e Vice-Presidente ficarem vagos nos primeiros dois anos de mandato, novas eleições diretas serão convocadas. Isso deve acontecer 90 dias após o último cargo ficar vago.
Se a saída de ambos ocorrer nos últimos dois anos de mandato, a escolha do novo presidente será indireta, por votação do Congresso (Câmara e Senado). A escolha deve ser feita em 30 dias.

Um último detalhe: a pessoa que assumir o cargo nessas hipotéticas eleições apenas cumpriria o mandato de quem o antecedeu. Portanto, tem um mandato mais curto do que normalmente um presidente teria.

Confira o infográfico que preparamos para você sobre o assunto!

Atualizado em 1 de julho de 2021.

Em apenas 35 dias, Bolsonaro gastou R$ 4,2 milhões no cartão corporativo

por: Igor Tarcízio Postado em: 07/05/2022 - 18:30 Atualizado em: 07/05/2022 - 17:25
O deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) continua na cola dos gastos de Jair Bolsonaro (PL). (Imagem: Reprodução via PSB)

O deputado federal Elias Vaz (PSB-GO) continua na cola dos gastos de Jair Bolsonaro (PL). Por meio de um levantamento no Portal da Transparência, o parlamentar identificou mais uma conta milionária do cartão corporativo do presidente.


A quantia chega a impressionar: de abril até 5 de maio, ele gastou nada menos do que R$ 4.208.870,16. O valor é pouco menor do que o já registrado de janeiro a março, que foi de R$ 4.649.448,66.

“A conta do primeiro trimestre já era alta, mas a situação piorou. E o presidente Bolsonaro continua mantendo os gastos em sigilo, contrariando o discurso que ele fez durante todo o tempo que foi deputado. Quem não deve não teme”, declarou Vaz.

“Enquanto você luta pra garantir comida na mesa, Bolsonaro tá torrando milhões com cartão corporativo. E tudo indica que ele está usando o cartão pra participar de motociatas, campanha ilegal, fora de época. Com dinheiro público”, postou o deputado.

Do montante gasto nesses 35 dias, R$ 2.894.851,20 são referentes a despesas da Secretaria Especial de Administração da Presidência da República. A conta da Agência Brasileira de Inteligência foi de R$ 933.789,24 e o restante, R$ 380.229,72, do Gabinete de Segurança Institucional.

“Há evidências de que Bolsonaro está fazendo campanha de forma irregular, antes do prazo legal, e, para piorar, com dinheiro público. Quem está pagando pelas motociatas em vários estados do país é o cidadão”, ressalta.

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