sábado, 5 de março de 2022

QUARESMA: Quando abrem os portões do Umbral

 



    Ao contrário do que muitos pensam, a quaresma não é uma data importante apenas para a Igreja Católica. Outras comunidades Cristãs, como: Calvinistas, Luteranas, Anglicanas, Ortodoxas, também a adotam, conforme seus preceitos.
    Curiosamente, não se trata apenas de um período de purgação espiritual simbolizado nos 40 dias em que Jesus passou no desertou ou Moisés no monte Sinai.Trata-se de um período com fortes implicações espirituais, cuja tradição remonta, pelo menos, 1600 anos.
    Asseguram-nos os espíritos que, neste período, há uma profunda agitação na atmosfera Umbralina, o que faz com que muitos espíritos consigam vir à superfície da Terra com muita facilidade.
Embora existam espíritos responsáveis por vigiar os “canais de saída”, nesse período, a agitação é tão grande que, mesmo eles, não conseguem impedir a passagem dessas entidades. É quando uma imensa quantidade de espíritos sofredores e perturbadores ganham livre acesso ao mundo dos homens.
    O que se passa, então, é um verdadeiro caos: cada um segue por conta do seu interesse. Alguns, viciados, correrão para saciarem-se; outros, perturbados, buscarão seus familiares; alguns, vingativos, o que tanto anseiam e por aí vai. Com tantas entidades perturbadoras perambulando livremente, a chance de cairmos em sentimentos nocivos que nos farão mal é muito grande. Desavenças são acirradas. Vinganças são alimentadas. Ódios são cultivados. É preciso ter muita firmeza de cabeça.
    Nesse período, mais do que qualquer outro do ano, temos que ter cuidado redobrado com nossos pensamentos e sentimentos, pois com imensa facilidade, poderemos ser alvo das investidas inferiores.

Vigiai pois no Umbral Espíritos desequilibrados, perdidos, revoltados não dormem!!!

    É provável, contudo, que a maior parte das pessoas não perceba todo esse perigo. Entretanto, os médiuns percebem, com facilidade. As próximas duas quaresmas, até o ano de 2023 , serão intensamente mais fortes que as anteriores. São os momentos finais, agônicos, de uma sociedade, encarnada e desencarnada, prestes a se renovar ou se atrasar, conforme as escolhas feitas.
    Este é um período de intenso trabalho, de redobrada caridade e auxílio aos encarnados e desencarnados. Nenhuma casa Espírita deve fechar as portas.
    DEvemos todos concentrar nossos esforços no bem, na caridade, no amor ao próximo. Refugiarmos na oração e na vigília constante de nossos pensamentos e atos e nada teremos á temer.
    Em muitas casas e Terreiros conforme sua doutrina, trabalham nessa época de quaresma com a linha da Esquerda para limpeza e automaticamente,  combater essa energia densa do umbral. 

sexta-feira, 4 de março de 2022

Sobre o 1 milhão de índios que integram os 220 mi


Publicado em 12/11/2013 

Desde 1500 até a década de 1970 a população indígena brasileira decresceu acentuadamente e muitos povos foram extintos. O desaparecimento dos povos indígenas passou a ser visto como uma contingência histórica, algo a ser lamentado, porém inevitável. No entanto, este quadro começou a dar sinais de mudança nas últimas décadas do século passado. A partir de 1991, o IBGE incluiu os indígenas no censo demográfico nacional. O contingente de brasileiros que se considerava indígena cresceu 150% na década de 90. O ritmo de crescimento foi quase seis vezes maior que o da população em geral. O percentual de indígenas em relação à população total brasileira saltou de 0,2% em 1991 para 0,4% em 2000, totalizando 734 mil pessoas. Houve um aumento anual de 10,8% da população, a maior taxa de crescimento dentre todas as categorias, quando a média total de crescimento foi de 1,6%.


Um dado importante foi o aumento da proporção de indígenas urbanizados. A atual população indígena brasileira, segundo resultados preliminares do Censo Demográfico realizado pelo IBGE em 2010, é de 817.963 indígenas, dos quais 502.783 vivem na zona rural e 315.180 habitam as zonas urbanas brasileiras. Este censo revelou que em todos os Estados da Federação, inclusive do Distrito Federal, há populações indígenas. A Funai também registra 69 referências de índios ainda não contatados, além de existirem grupos que estão requerendo o reconhecimento de sua condição indígena junto ao órgão federal indigenista.

FORAM REGISTRADAS NO PAÍS 274 LÍNGUAS INDÍGENAS

Com relação às 274 línguas faladas, o censo demonstrou que cerca de 17,5% da população indígena não fala a língua portuguesa. Esta população, em sua grande maioria, vem enfrentando uma acelerada e complexa transformação social, necessitando buscar novas respostas para a sua sobrevivência física e cultural e garantir às próximas gerações melhor qualidade de vida. As comunidades indígenas vêm enfrentando problemas concretos, tais como invasões e degradações territoriais e ambientais, exploração sexual, aliciamento e uso de drogas, exploração de trabalho, inclusive infantil, mendicância, êxodo desordenado causando grande concentração de indígenas nas cidades.

Hoje, segundo dados do censo do IBGE realizado em 2010, a população brasileira soma 190.755.799 milhões de pessoas. Ainda segundo o censo, 817.963 mil são indígenas, representando 305 diferentes etnias. Foram registradas no país 274 línguas indígenas.



Os Povos Indígenas estão presentes nas cinco regiões do Brasil, sendo que a Região Norte é aquela que concentra o maior número de indivíduos, 305.873 mil, sendo aproximadamente 37,4% do total.

Na Região Norte o estado com o maior número de indígenas é o Amazonas representando 55% do total da região.


Os povos indígenas estão presentes tanto na área rural quanto na área urbana. Sendo que, cerca de 61% dos indígenas estão concentrados na área rural. A região que concentra a maior população em números absolutos é a Região Nordeste com 106.150 mil indígenas.


A Região Nordeste conta com cerca de 25,5% da população e possui no estado da Bahia a maior concentração de indígenas.


A terceira região com maior concentração de indígenas é a região Centro-Oeste. Sendo que o estado do Mato Grosso do Sul concentra 56% da população da região.


As regiões com menor número de indígenas são a Sudeste e a Sul, nessa ordem, sendo São Paulo no Sudeste e o Rio Grande do Sul no Sul os estados com maior número de indígenas em suas regiões.


O povo Tikuna, residente no Amazonas, em números absolutos, foi o que apresentou o maior número de falantes e consequentemente a maior população. Em segundo lugar, em número de indígenas, ficou o povo Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul e em terceiro lugar os Kaingang da região Sul do Brasil. 

quinta-feira, 3 de março de 2022

‘Quando você envia uma foto do seu pênis por e-mail, a NSA recebe uma cópia’, diz Snowden

Em entrevista a comediante, ex-espião diz que governo dos EUA está coletando fotos íntimas de cidadãos


RIO - O ex-analista da Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês), Edward Snowden, hoje refugiado na Rússia, concedeu uma entrevista bem-humorada ao comediante inglês John Oliver, que foi ao ar neste domingo. Durante a conversa, que foi gravada em Moscou para o programa “Last Week Tonight”, o entrevistador sugeriu que os americanos só se oporiam à vigilância maciça do governo americano sobre os dados compartilhados na internet se tivessem certeza de que o Estado tem acesso a fotos íntimas suas. A ideia foi reforçada com um vídeo que mostrou diversos transeuntes, em Nova York, afirmando que isso seria uma invasão de privacidade e que, se o monitoramento acontece mesmo, as pessoas devem exigir leis claras sobre privacidade on-line.

— Este é o limite mais claro para as pessoas: o governo pode ver meu pênis? — argumentou o apresentador, sugerindo que a NSA tem acesso a e-mails pessoais dos internautas.

O ex-operador da NSA que divulgou documentos secretos da agência entrou no clima da brincadeira e, entre risadas e afirmações sérias, descreveu como as autoridades podem violar a privacidade das pessoas, inclusive, ter acesso a fotografias indiscretas.

— A boa notícia é que não há um programa [de espionagem] chamado “fotos de pintos”. A má notícia é que o governo ainda está coletando informações de todo mundo, incluindo fotos de seu pênis — respondeu Snowden. — Isso é visto como algo corriqueiro na cultura da NSA, porque você vê fotos de pessoas nuas o tempo todo.

Após os atentados de 11 de setembro de 2001, o então presidente americano, George W. Bush, assinou a lei antiterrorismo “Patriot Act”, cujas implicações só foram descobertas pelos americanos em 2013, depois que Snowden revelou documentos que mostram a amplitude da coleta de informações pelas agências de inteligência. A lei foi alterada nos anos seguintes, e hoje quase todos os elementos dela tornaram-se permanentes, com a exceção do famoso “Artigo 215”. Este artigo que continuará vigente até junho autoriza a NSA a coletar informações sobre os telefones chamados, duração e horário das comunicações, sem registrar o conteúdo.

— A NSA tem a maior capacidade de vigilância que já vimos na história — afirmou Snowden na entrevista. — O que ela vai argumentar é que não usa esse poder para propósitos nefastos contra cidadãos americanos. O problema é que ela está usando essa capacidade para nos tornar vulneráveis, só que então dizendo: “Tenho uma arma apontada para a sua cabeça, mas não vou puxar o gatilho”.

Snowden lembrou que a base legal para o monitoramento de cidadãos comuns está na seção 702 da chamada “FISA Amendment Act”, de 2008, e explicou como isso é feito.

— O Artigo 702 permite a coleta de comunicações de internet fora do país. Se você tem uma conta de e-mail hospedada em outro país, ou que em qualquer momento cruze as fronteiras dos Estados Unidos, a foto do seu pênis vai parar no banco de dados — brinca o ex-agente da CIA, antes de explicar melhor a captura de informações privadas: — Quando você manda uma foto íntima por Gmail, por exemplo, aquilo fica armazenado nos servidores do Google. O Google movimenta essas informações de banco de dados para banco de dados sem seu conhecimento, então suas informaçãoes podem ser levadas para fora dos EUA temporariamente. Ou seja, quando você envia uma foto do seu pênis por e-mail, a NSA recebe uma cópia.

Apesar de estar ciente da coleta de dados, Snowden acredita que os cidadãos não devem parar de compartilhar informações privadas por conta da vigilância do Estado.

— Você não deve mudar seu comportamento porque uma agência está fazendo a coisa errada. Se sacrificarmos nossos valores porque estamos com medo, então não ligamos tanto para eles.


MATERIAL FOI PASSADO AOS JORNALISTAS’
Apesar do tom de humor, Oliver também fez perguntas duras ao delator, como uma sobre quantos documentos Snowden realmente leu antes de divulgá-los. O entrevistador questionou se não foi irresponsável expor papéis do serviço secreto sem avaliá-los com cuidado.

— Em minha defesa, não estou mais lidando com nada disso. O material foi passado aos jornalistas. Eles estão usando medidas de segurança para que isso seja passado ao público da forma mais segura possível — justificou Snowden.

O apresentador, no entanto, citou o caso de um documento mal editado pelo jornal New York Times em que era possível ler, por baixo da tarja preta inserida pelo veículo, informações confidenciais perigosas.

— Temos que aceitar que alguns erros são cometidos no jornalismo. Esse é o conceito fundamental da liberdade. Você nunca estará completamente livre de risco se não estiver livre — minimizou o refugiado.

O GLOBO

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