domingo, 4 de janeiro de 2026

Erin Brockovich: Uma mulher de talento.

by Deise Brandão

O nome dela é Erin Brockovich.

E tudo começou com uma pergunta simples — e perigosa: por quê?

Em 1993, Erin era mãe solo de três filhos, duas vezes divorciada, sem dinheiro e sem prestígio. Trabalhava arquivando papéis em um pequeno escritório de advocacia. Um lugar onde ninguém espera que você pense. Muito menos que questione. Mas ela questionou.

Ao organizar documentos de um caso imobiliário, percebeu algo fora do lugar: exames médicos misturados a registros de terras. Laudos, resultados de sangue, diagnósticos. Por que uma empresa de energia precisava disso? Ela não fingiu que não viu.

Foi até Hinkley, uma cidade pequena, quente, silenciosa — e doente. Conversando dentro das casas, ouvindo histórias na mesa da cozinha, percebeu o padrão: sangramentos, dores constantes, problemas respiratórios, câncer demais para um lugar tão pequeno.

A empresa garantia que a água era segura. Que continha apenas cromo “inofensivo”. Erin foi atrás dos fatos. Descobriu que havia dois tipos — e que o usado ali era o cromo-6, altamente tóxico e cancerígeno.

Durante anos, resíduos foram despejados no solo. A água foi envenenada. E as pessoas, adoeceram em silêncio.

Erin reuniu provas, convenceu seu chefe e bateu de frente com uma gigante bilionária. Não era mais um processo. Era um levante.Foram 634 moradores.

Em 1996, a empresa pagou 333 milhões de dólares — o maior acordo judicial direto da época. Mas o valor real não foi o dinheiro.

Foi provar que uma mulher fazendo a pergunta certa pode desmontar um sistema inteiro.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Crise na Venezuela: Trump Confirma Captura de Maduro e Brasil Monitora Impactos

Imagem Ilustrativa gerada por IA

by Deise Brandão

Em um dos eventos geopolíticos mais surpreendentes dos últimos anos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou neste sábado (03) que o governo norte-americano realizou uma operação militar na Venezuela que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Segundo Trump, ambos estão sendo levados para os Estados Unidos, onde enfrentarão acusações criminais.

Trump detalha a operação

Durante entrevistas e comunicados oficiais, Trump descreveu a ação como uma operação coordenada entre agências militares e de inteligência. Ele afirmou que a complexidade da missão “se assemelhava a um programa de televisão” e que ela foi acompanhada em tempo real por autoridades americanas.

Maduro e Cilia Flores, segundo o presidente, foram levados para um navio de guerra americano com destino a Nova York, onde responderão por acusações já existentes de narcotráfico e outros crimes federais.

Trump também anunciou que os Estados Unidos assumirão temporariamente a administração da Venezuela, até que uma “transição segura e apropriada” possa ser implementada. Além disso, revelou planos para a entrada de empresas americanas na indústria petrolífera venezuelana, com foco na reconstrução econômica do país.

Contexto e motivações da operação

A ofensiva é parte de uma campanha diplomática e militar iniciada ainda em 2025, com bloqueios navais e ataques pontuais a instalações supostamente ligadas ao narcotráfico. O governo americano justificou a intervenção como necessária para combater crimes transnacionais e restaurar a ordem democrática no país vizinho.

Reações internacionais e clima de incerteza

A operação gerou fortes reações internacionais.

  • O governo venezuelano, que ainda resiste em Caracas, classificou a ação como um “ato de agressão” e “violação da soberania nacional”.

  • Líderes de oposição, como María Corina Machado, celebraram o que consideram o “início da liberdade”.

  • Organismos multilaterais e países como Alemanha, Rússia e China manifestaram preocupações com a legalidade da ação americana e pediram uma transição pacífica.

Enquanto isso, não há confirmação independente do paradeiro atual de Maduro, e o controle efetivo do território venezuelano permanece em disputa.

O povo nas ruas: medo, esperança e divisão

Em Caracas e outras cidades, o clima nas ruas é de silêncio e apreensão.
Moradores relatam temor de novos bombardeios ou confrontos armados, e muitos evitam sair de casa.
Ao mesmo tempo, manifestações populares dividem-se entre apoiadores do chavismo, convocados pelo governo, e grupos oposicionistas que comemoram a queda de Maduro.

Entre a população civil, prevalece uma mistura de medo e esperança: para alguns, o fim de um governo autoritário; para outros, o receio de uma ocupação estrangeira e de uma nova crise prolongada.

Consequências para o Brasil: alerta máximo na fronteira

Diante da instabilidade na Venezuela, o governo brasileiro está em estado de alerta, especialmente nos estados de Roraima e Amazonas, que fazem fronteira com o país vizinho.

Principais riscos e medidas em curso:

Fluxo migratório:
Autoridades brasileiras temem um novo aumento no número de refugiados venezuelanos. A fronteira de Pacaraima (RR) já começou a registrar maior movimento, e o governo federal discute medidas de controle e assistência humanitária.

Tensão na segurança regional:
A possibilidade de confrontos armados na região de fronteira levou à mobilização de tropas do Exército Brasileiro para garantir a soberania e evitar a entrada de grupos armados.

Pressão sobre serviços públicos:
O sistema de saúde e assistência social de Roraima e Boa Vista pode novamente sofrer sobrecarga, como ocorreu em crises anteriores.

Diplomacia e riscos políticos

No plano diplomático, o Brasil ainda não reconheceu oficialmente nenhuma nova autoridade venezuelana e busca manter uma posição cautelosa. Um eventual apoio explícito aos EUA pode repercutir negativamente em países da região com visões divergentes sobre a intervenção.

No cenário interno, a crise já começa a ser instrumentalizada politicamente:

  • Setores à esquerda denunciam a intervenção como imperialismo.

  • Setores à direita comemoram o fim do chavismo e pedem alinhamento com os EUA.

Economia e geopolítica: riscos e oportunidades

Empresas brasileiras do setor energético estão de olho na possível abertura do mercado petrolífero venezuelano. Contudo, instabilidade jurídica e risco de sanções ainda geram cautela.

Enquanto isso, analistas apontam que o Brasil pode assumir papel relevante na mediação regional e na reconstrução democrática, caso atue com equilíbrio diplomático.

A situação da Venezuela continua em evolução acelerada, com fortes impactos políticos, sociais e diplomáticos na América do Sul. O Brasil, vizinho imediato, deve se preparar para desdobramentos migratórios, econômicos e de segurança, mantendo postura firme e prudente.

Em um momento delicado, a condução dos próximos passos pela diplomacia brasileira poderá definir não apenas o futuro da relação com a Venezuela, mas também o papel do Brasil no cenário internacional.

Beba na Fonte

Associated Press (AP News)
“Trump says US will run Venezuela at least temporarily after military option”

CNN Brasil
“Trump disse que assistiu à captura de Maduro como programa de televisão”

The Guardian
“Caracas on edge in aftermath of US blitz”

RTP Notícias (Portugal)
“EUA atacam Venezuela e capturam Nicolás Maduro e a mulher”

New York Post
“Maria Corina Machado celebrates US capture of dictator Nicolás Maduro”

Reuters
“World reacts to US strikes on Venezuela”

Veja
“Maduro é levado para Nova York após captura em Caracas”

Senado Federal (Brasil)
“Situação de brasileiros na Venezuela preocupa Comissão de Relações Exteriores”

EUA e a suposta captura de Nicolás Maduro: o que se sabe — e o que NÃO se sabe




by Deise Brandão

Circula nas últimas horas, em redes sociais e canais alternativos de informação, a alegação de que Nicolás Maduro teria sido capturado por forças ligadas aos Estados Unidos. A notícia se espalhou rapidamente, impulsionada pelo histórico de tensões entre Washington e Caracas.

Até agora, porém, não existe qualquer confirmação oficial, seja por parte do governo venezuelano, do governo norte-americano, da ONU ou de organismos internacionais independentes.
Por que esse boato ganha força?

Não surge do nada. Maduro:  é alvo de sanções econômicas severas; responde a denúncias internacionais por violações de direitos humanos; já foi formalmente acusado por autoridades norte-americanas em investigações relacionadas a narcotráfico e corrupção; governa um país sob colapso institucional prolongado.

Em cenários assim, qualquer ruído vira manchete, e qualquer desejo vira “informação”.
O padrão histórico: boatos antes de rupturas. Há precedentes claros: rumores semelhantes antecederam a queda de líderes no Oriente Médio;em outros casos, boatos foram usados para testar reações populares e internacionais; também há histórico de operações psicológicas (psyops) usando desinformação como arma.
Ou seja: o boato pode não ser verdadeiro, mas ele não é inocente.

Silêncio estratégico ≠ confirmação

O silêncio das autoridades não confirma captura alguma.
Em diplomacia e inteligência, silêncio pode significar apenas isso: silêncio.
Até que: haja nota oficial, imagens verificáveis, ou confirmação por agências internacionais confiáveis, qualquer afirmação deve ser tratada como especulação.

O que é fato, hoje: Maduro segue sob forte pressão internacional. Venezuela permanece instável política e economicamente, há interesse global real em uma mudança de cenário no país. Não há prova de captura
Notícia não é torcida. Desejo não é fato. E verdade não se constrói no grito.

Registrar o boato como VERDADE NÃO é jornalismo e confirmá-lo sem prova é desinformação. E é exatamente nesse limite — entre o que se quer e o que se comprova — que se mede quem informa e quem manipula.

Pessoalmente, espero que seja o MELHOR para o POVO VENEZUELANO. Venezuela me serve de exemplo do que NAO DEVE SER.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Quando a militância substitui o jornalismo, e a Justiça vira retórica

 


by Deise Brandão

No Brasil, não falta lei. O que falta, com frequência, é Justiça no sentido real da palavra.
E isso precisa ser dito sem rodeios.

Juízes corruptos não fazem Justiça.
Juízes que inovam fora da lei não aplicam o Direito.
Juízes que ignoram direitos fundamentais não obedecem a Constituição, ainda que tentem se esconder atrás dela.

O Judiciário não é um ente mecânico que apenas “executa leis”. Essa narrativa é confortável, mas falsa. Juízes interpretam, decidem, escolhem — e, quando escolhem mal, quando agem por interesse, conveniência, corporativismo ou alinhamento político, violam a própria função que deveriam proteger.

Em 2019, isso ficou escancarado quando Dias Toffoli, então presidente do Supremo Tribunal Federal, determinou o acompanhamento e monitoramento de magistrados, (vários do RS), que vinham:

  • descumprindo direitos fundamentais,

  • inovando decisões sem base legal,

  • desrespeitando regras processuais,

  • atuando fora dos limites constitucionais.

Esse movimento não surgiu do nada. Ele foi resposta a abusos reiterados, a um Judiciário que, em muitos casos, deixou de ser garantidor para se tornar produtor de ilegalidades.

Por isso, é intelectualmente desonesto transferir toda a responsabilidade para o Legislativo ou para o Executivo, como se o Judiciário fosse uma engrenagem neutra e impotente. Não é. Nunca foi.
Quando a Justiça falha, ela falha por ação ou por omissão de quem julga.

Jornalismo não é militância seletiva.
Crítica institucional não pode ser discurso de conveniência.
E defender a legalidade exige coragem para dizer o óbvio: sem juízes comprometidos com a Constituição, não há Justiça — há apenas encenação institucional.

A Astúcia do Mal



by Deise Brandão

Não te detenhas na Bíblia como fábula, nem na maçã, nem em Eva. O que importa é entender o mecanismo.

A astúcia do mal não se vence no confronto direto, nem na força bruta. Ela atua nas frestas: na distração, na dúvida, na autossabotagem silenciosa. Nenhum ser humano derrota isso por arrogância ou coragem cega. O único antídoto real é vigília — lucidez contínua, alinhada a princípios.

O erro é subestimar. A inteligência do mal não é barulhenta; é estratégica. Atua confundindo, distorcendo, relativizando. Vende mentira com aparência de verdade, empacota engano como se fosse liberdade. Enquanto lhe damos atenção, ele não nos trata como adversários. Pelo contrário: nos usa.

Mas há um ponto em que ele falha sempre.
Não diante do grito.
Não diante da culpa.
Mas diante da verdade afirmada com clareza.

Quando a consciência está ancorada em algo maior — chame de Palavra, princípio, eixo ou verdade — não há espaço para negociação interna. A dúvida perde força quando encontra convicção. É por isso que o ataque vem em duas fases bem conhecidas: primeiro, o sussurro permissivo — “não é tão grave assim”. Depois, o golpe acusatório — “agora já foi longe demais”

É o mesmo roteiro, repetido há séculos.

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