by Deise Brandão
Não te detenhas na Bíblia como fábula, nem na maçã, nem em Eva. O que importa é entender o mecanismo.
A astúcia do mal não se vence no confronto direto, nem na força bruta. Ela atua nas frestas: na distração, na dúvida, na autossabotagem silenciosa. Nenhum ser humano derrota isso por arrogância ou coragem cega. O único antídoto real é vigília — lucidez contínua, alinhada a princípios.
O erro é subestimar. A inteligência do mal não é barulhenta; é estratégica. Atua confundindo, distorcendo, relativizando. Vende mentira com aparência de verdade, empacota engano como se fosse liberdade. Enquanto lhe damos atenção, ele não nos trata como adversários. Pelo contrário: nos usa.
Mas há um ponto em que ele falha sempre.
Não diante do grito.
Não diante da culpa.
Mas diante da verdade afirmada com clareza.
Quando a consciência está ancorada em algo maior — chame de Palavra, princípio, eixo ou verdade — não há espaço para negociação interna. A dúvida perde força quando encontra convicção. É por isso que o ataque vem em duas fases bem conhecidas: primeiro, o sussurro permissivo — “não é tão grave assim”. Depois, o golpe acusatório — “agora já foi longe demais”.
É o mesmo roteiro, repetido há séculos.
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