28/03/2013

Lula e Dilma ajudam os pobres, que dão mais dízimo, diz ministro da Pesca


Em encontro evangélico, Marcelo Crivella afirmou que pastores devem aplaudir o atual governo

22 de março de 2013 | 
SÃO PAULO - O ministro da Pesca, Marcelo Crivella (PRB), bispo licenciado da Igreja Universal, disse nesta sexta-feira, 22, a um grupo de cerca de 3 mil pastores evangélicos que eles deveriam "aplaudir" o governo da presidente Dilma Rousseff (PT), porque as políticas públicas voltadas para a população mais pobre permitiram uma arrecadação maior do dízimo - pagamento mensal feito por fiéis para sustentar as atividades das igrejas.
"A nossa presidenta e o presidente Lula fizeram a gente crescer porque apoiaram os pobres. E o que nos sustenta são dízimos e ofertas de pessoas simples e humildes", disse Crivella durante um evento da Convenção Nacional das Assembleias de Deus - Ministério Madureira, em São Paulo. "Com a presidenta Dilma, os juros baixaram. Quem paga juros é pobre. Com menos juros, mais dízimo e mais oferta."
Crivella participou do congresso acompanhado do ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência), que discursou como representante de Dilma. O ministro da Pesca elogiou programas sociais adotados pelo PT no governo federal e destacou o efeito dos avanços da economia brasileira no crescimento das igrejas evangélicas.
"A presidenta Dilma disse: não vamos mais explorar o povo. E quando sobra mais dinheiro, o povo evangélico não é o povo que vai para a butique pra comprar roupa de marca. Sabe o que o povo faz? Ele vai mais na igreja, porque tem condições de pagar o metrô e o trem. Ele dá mais oferta, mais dízimo, faz mais caridade. Então nós temos que aplaudir a presidenta Dilma", declarou Crivella para os pastores.
A Convenção Nacional das Assembleias de Deus reuniu dirigentes e líderes religiosos para traçar as diretrizes da igreja evangélica para os próximos quatro anos. No evento, montaram uma comissão política para acompanhar as eleições e o processo de elaboração de leis, com foco no engajamento contra a descriminalização do aborto e da união civil de pessoas do mesmo sexo. O pastor Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, discursou em um evento nesta manhã. 

Ato contra aumento da passagem em Porto Alegre termina em tumulto


Foto: Futura Press
Manifestantes tentaram invadir o prédio da prefeitura, diz Brigada Militar
Manifestantes tentaram invadir o prédio da prefeitura, diz Brigada Militar
Um novo protesto contra o aumento da passagem de ônibus em Porto Alegre terminou em tumulto e depredação no final da tarde desta quarta-feira (27), segundo a Brigada Militar. Manifestantes tentaram invadir o prédio da prefeitura, mas foram impedidos pela polícia e pela Guarda Municipal. Uma pessoa foi presa e pelo menos três ficaram feridas.
Desde o final da tarde, centenas de manifestantes se reuniram em frente ao Paço Municipal, no centro da capital, portando faixas e cartazes. Eles protestavam contra o reajuste da tarifa de ônibus, elevada para R$ 3,05 na última segunda-feira (25). Atos semelhantes foram realizados em vários pontos da cidade durante a semana.
Segundo a Brigada Militar, o tumulto começou quanto um grupo de manifestantes tentou invadir a prefeitura. Eles foram contidos pelos policiais e começaram a reagir, arremessando pedras, pedaços de madeira, bolas de gude, tinta e outros objetos contra o prédio. Janelas foram quebradas e algumas pessoas, atingidas. As paredes do prédio também foram pichadas;
De acordo com o relato de testemunhas, pelo menos três pessoas ficaram feridas: dos membros da Guarda Municipal e um manifestante, que teria sido encaminhado para o Hospital de Pronto Socorro (HPS). Um manifestante que conseguiu ingressar dentro do Paço Municipal acabou preso, segundo a prefeitura.
O Batalhão de Operações Especiais (BOE) usou bombas de efeito moral para dispersar a multidão. No deslocamento do grupo, houve mais quebra-quebra, ainda conforme o relato de testemunhas. O para-brisas de um carro da Guarda Municipal foi quebrado. Outros veículos, inclusive particulares, também teriam sido depredados. 
O secretário de Governança de Porto Alegre, Cezar Busatto, foi atingido com tinta pelos manifestantes. Minutos depois, ele concedeu uma entrevista coletiva na prefeitura e classificou o protesto como “selvageria”.
“Não houve nenhum espaço para diálogo. O que se viu foi uma fúria enlouquecida de alguns jovens, que simplesmente começaram a avançar para cima de nós. Agrediram um guarda, arrancaram os meus óculos e começaram a jogar essa tinta para cima de nós”, descreveu Busatto. 
O secretário afirmou que ele e o guarda municipal que ficou ferido no confronto vão registrar ocorrência na Polícia Civil. As imagens das câmeras de segurança da prefeitura serão usadas para tentar identificar os envolvidos no tumulto e responsabilizá-los por crimes como lesão corporal e depredação do patrimônio público. 
“Nós repudiamos e exigimos providências das autoridades constituídas. Vamos fazer uma ocorrência na polícia para que se abra um inquérito e os responsáveis sejam identificados. Pessoas que fazem isso não podem ficar impunes”, declarou o secretário de Governança.
Depois do tumulto, os manifestantes subiram em caminhada pela Avenida Borges de Medeiros. Houve uma concentração no Largo Zumbi dos Palmeiras, na Avenida Loureiro da Silva. Em seguida, o grupo seguiu para a Avenida João Pessoa, bloqueando o trânsito na avenida.
A manifestação, organizada nas redes sociais, já era prevista e sucedeu uma série de outras semelhantes. Na segunda-feira (25), um grupo bloqueou a Avenida Ipiranga, em frente à Pontifícia Universidade Católica (PUC-RS), por mais de três horas. Na ocasião, também houve princípio de tumulto entre os manifestantes e a Brigada Militar.
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Paredes da prefeitura de Porto Alegre também foram pichadas / Reprodução / RBSTV

BY g1

27/03/2013

Para quem tem filhos universitários, eis uma boa dica para desenvolver cidadania, solidariedade, conhecimento da realidade social, politica e econimica do Pais. E automaticamente, um amante do exercício da cidadania. Eu fiz Projeto Rondon, em 79 e 80. Como podem ver, o resultado foi extremamente produtivo e eu nao tenho absolutamente nada a reclamar. by Deise


O QUE É O PROJETO RONDON?

O Projeto Rondon, coordenado pelo Ministério da Defesa, é um projeto de integração social que envolve a participação voluntária de estudantes universitários na busca de soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável de comunidades carentes e ampliem o bem-estar da população.




O Projeto Rondon é realizado em parceria com diversos Ministérios e tem o apoio das Forças Armadas, que proporcionam o suporte logístico e a segurança necessários às operações. Conta, ainda, com a colaboração dos Governos Estaduais, das Prefeituras Municipais e de empresas socialmente responsáveis.

As ações do projeto são orientadas pelo Comitê de Orientação e Supervisão do Projeto Rondon, criado por Decreto Presidencial de 14 de janeiro de 2005. O COS, como é conhecido, é constituído por representantes dos Ministérios da Defesa, que o preside, do Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Educação, Esporte, Integração Nacional, Meio Ambiente, Saúde e da Secretaria-Geral da Presidência da República.

OBJETIVOS DO PROJETO

O Projeto Rondon tem por objetivos:

. Contribuir para a formação do universitário como cidadão.

. Integrar o universitário ao processo de desenvolvimento nacional, por meio de ações participativas sobre a realidade do País.

. Consolidar no universitário brasileiro o sentido de responsabilidade social, coletiva, em prol da cidadania, do desenvolvimento e da defesa dos interesses nacionais.

. Estimular no universitário a produção de projetos coletivos locais, em parceria com as comunidades assistidas.

NOSSA HISTÓRIA

O Projeto Rondon foi criado em 1967 e durante as décadas de 1970 e 1980, permaneceu em franca atividade, tornando-se conhecido em todo Brasil. No final dos anos oitenta, o Projeto deixou de receber prioridade no Governo Federal, sendo extinto em 1989.

Em 2005, já com uma nova roupagem, o Projeto Rondon voltou a figurar na pauta dos programas governamentais, sendo atribuída a sua coordenação ao Ministério da Defesa. Desde então, o Rondon já levou mais de 12.000 rondonistas a cerca de 800 municípios.

Hoje, o Projeto encontra-se em processo de consolidação, com uma procura cada vez maior pelas universidades e pelos universitários. O Rondon é mais que um projeto educacional e social, é uma poderosa ferramenta de transformação social, na medida em que conscientiza jovens que terão nas mãos o destino deste país e da importância do seu papel de protagonista na busca de uma sociedade mais justa.

QUEM FOI MARECHAL RONDON?

Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu em Mimoso, no estado do Mato Grosso, no dia 5 de maio de 1865. Filho de Cândido Mariano da Silva e Claudina de Freitas Evangelista da Silva, perdeu os pais muito cedo e foi criado em Cuiabá pelo tio, de quem herdou e incorporou o sobrenome "Rondon".





Tornou-se professor primário aos 16 anos mas optou pela carreira militar servindo como soldado no 2o Regimento de Artilharia a Cavalo, e ingressando dois anos depois na Escola Militar da Praia Vermelha. Em 1886 entrou para a Escola Superior de Guerra onde assumiu um papel ativo no movimento pela proclamação da República. Fez o curso do Estado Maior de 1ª Classe e foi promovido a alferes (atual "aspirante-aoficial"). Graduou-se como bacharel em Matemática e em Ciências Físicas e Naturais e participou dos movimentos abolicionista e republicano por volta de 1890. Em 1889, Rondon participou da construção das Linhas Telegráficas de Cuiabá, assumindo a chefia do distrito telegráfico de Mato Grosso, e foi nomeado professor de Astronomia e Mecânica da Escola Militar, cargo do qual se afastou em 1892. Entre 1900 e 1906 dirigiu a construção de mais uma linha telegráfica, entre Cuiabá e Corumbá, alcançando as fronteiras do Paraguai e da Bolívia.

Começou a construir a linha telegráfica de Cuiabá a Santo Antonio do Madeira, em 1907, sua obra mais importante. A comissão do Marechal foi a primeira a alcançar a região amazônica. Nesta mesma época estava sendo feita a ferrovia Madeira-Mamoré, que junto com a telegráfica de Rondon ajudaram a ocupar a região do atual estado de Rondônia. Rondon fez levantamentos cartográficos, topográficos, zoológicos, botânicos, etnográficos e lingüísticos da região percorrida nos trabalhos de construção das linhas telegráficas. Por sua contribuição ao conhecimento científico, recebeu várias homenagens e muitas condecorações de instituições científicas do Brasil e do exterior.

Foi convidado pelo governo brasileiro para ser o primeiro diretor do Serviço de Proteção aos Índios e Localização dos Trabalhadores Nacionais (SPI), criado em 1910. Incansável defensor dos povos indígenas do Brasil ficou famosa a sua frase: "Morrer, se preciso for; matar, nunca."

Entre 1919 e 1925, foi diretor de Engenharia do Exército e, após sucessivas promoções, chegou a general-de-divisão. Em 1930, solicitou sua passagem para a reserva do Exército. Nos anos 40 virou presidente do Conselho Nacional de Proteção aos Índios (CNPI), cargo em que permaneceu por vários anos. Em 1955, o Congresso Nacional conferiu-lhe a patente de marechal. E no ano seguinte, o então estado de Guaporé, passou a ser chamado de Rondônia em homenagem ao seu desbravador. Faleceu no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1958, com quase 93 anos.

ETAPAS DO PROJETO RONDON?

Uma operação do Projeto Rondon segue as seguintes etapas:

1. PLANEJAMENTO

O planejamento realizado pelo Projeto Rondon se inicia com a definição da região e dos estados onde a operação será realizada. Assim é feito um levantamento dos municípios de interesse da área (baixo IDH, tamanho do município etc) e detalhamento das necessidades logísticas.

2. RECONHECIMENTO

A primeira etapa ocorre quando os municípios selecionados recebem a visita de um integrante do projeto, para:

a) Informar à prefeitura e às lideranças locais sobre as possibilidades e as limitações do trabalho dos rondonistas.

b) Verificar se os conjuntos de ações selecionadas para a operação respondem às principais necessidades do município e carências da população.

c) Apresentar a contrapartida solicitada aos municípios.

Nesta fase, a prefeitura confirma seu interesse em aderir e participar do Projeto Rondon.

3. DIVULGAÇÃO DO CONVITE PARA AS IES

Neste segundo momento é divulgado o convite para a participação das instituições de ensino superior (IES) na operação. O convite indica os municípios, os conjuntos de ações a serem realizados, o cronograma de atividades e as condições a serem observadas pelas IES.

4. INSCRIÇÃO DA INSTITUIÇÃO

Após conhecer todas as regras de participação na operação, a IES terá que acessar o site do Projeto Rondon para efetuar a sua inscrição. Durante a inscrição a IES terá que informar para qual operação ela está se inscrevendo. Ao término da inscrição a IES receberá um número de protocolo, que será usado durante todo o processo de seleção.

5. ELABORAÇÃO DO PLANO DE TRABALHO

A elaboração do plano de trabalho é de inteira responsabilidade da IES, que tem total liberdade quanto ao conteúdo e formatação. É desejável que o plano de trabalho contenha, para cada conjunto de ações: atividades previstas; objetivos; metodologia; público-alvo; cronograma; e o retorno esperado para a comunidade.

6. SELEÇÃO DAS PROPOSTAS DE TRABALHO DAS IES

A seleção das propostas de trabalho encaminhadas pelas IES é realizada pela Comissão de Avaliação de Propostas do Projeto Rondon (CAPPR), especialmente designada pelo coordenador-geral, que inclui a participação de técnicos de diversos ministérios. Os critérios de seleção da proposta envolvem a excelência e a qualidade acadêmica da IES e o mérito, a pertinência e a exequibilidade do plano de trabalho proposto.

7. VIAGEM PRECURSORA

Após a divulgação das IES selecionadas, os professores que coordenarão as equipes de rondonistas visitam os municípios e ajustam com as lideranças municipais e as prefeituras as ações que serão realizadas pela universidade durante a operação, de forma a atender às reais necessidades de cada município. Neste momento também é definido o apoio logístico (alojamento, alimentação e transporte no interior do município) que será prestado aos rondonistas.

8. PREPARAÇÃO E COMPOSIÇÃO DAS EQUIPES

A equipe é composta por dois professores e oito alunos. Cada equipe deve ser multidisciplinar, de forma a possibilitar a realização das diversas ações previstas.

A preparação das equipes é de responsabilidade das IES e deverá respeitar os ajustes feitos com as prefeituras durante a viagem precursora. A qualidade dos trabalhos é reflexo da atenção dada pela IES à preparação da equipe.

9. CADASTRAMENTO

Durante a preparação, é realizado o cadastro de todos os rondonistas – professores e alunos – pelo representante da instituição de ensino superior junto ao Projeto Rondon.

10. OPERAÇÃO

Terá a duração de 15 dias, sendo os dois primeiros destinados à concentração, ambientação, abertura e deslocamento dos rondonistas aos municípios e o último para o encerramento e retorno às cidades de origem.

11. RELATÓRIO

A IES terá que enviar o relatório dos trabalhos desenvolvidos no município. O prazo para o envio será definido no convite de cada operação.

O QUE FAZ O PROJETO RONDON

As operações do Projeto Rondon são realizadas em janeiro e julho de cada ano, durante o período de férias escolares. Os convites (edital) são divulgados no site www.defesa.gov.br/projetorondon, normalmente, nos meses de março e agosto.

O convite detalha o local e o período de realização da operação, as ações a serem realizadas, o cronograma de atividades, as responsabilidades do Ministério da Defesa e da Instituição de Ensino Superior – IES entre outras informações.



Divulgado o convite, as IES devem se cadastrar no site do Projeto Rondon e anexar uma proposta de trabalho detalhando como serão realizadas as ações nas áreas de Cultura, Direitos Humanos e Justiça, Educação e Saúde (conjunto A) ou nas áreas de Comunicação, Tecnologia e Produção, Meio Ambiente e Trabalho (conjunto B).

As propostas de trabalho enviadas são submetidas à Comissão de Avaliação de Propostas de Trabalho do Projeto Rondon – CAPPR, que avalia e seleciona os melhores trabalhos.

Após a seleção, a Coordenação-Geral do Projeto Rondon divulga a relação das IES selecionadas com a designação dos respectivos municípios onde serão desenvolvidos os trabalhos.

Divulgado os resultados, a IES participa da viagem precursora, que tem como objetivo conhecer os interlocutores do município, ajustar a proposta de trabalho e definir o cronograma de atividades com o município.

A última etapa é o desenvolvimento da operação, que é realizada pela equipe da instituição, composta por dois professores e oito alunos.

ÁREA DE ATUAÇÃO DO PROJETO RONDON

O decreto de criação do Projeto Rondon estabelece que suas regiões prioritárias de atuação são aquelas com maiores índices de pobreza e exclusão social, bem como áreas isoladas do território nacional que necessitem de maior aporte de bens e serviços. Por essa razão, a Diretriz Estratégica do Projeto Rondon prioriza as regiões norte e nordeste do país.




NOSSA HISTÓRIA

O Projeto Rondon foi criado em 1967 e durante as décadas de 1970 e 1980, permaneceu em franca atividade, tornando-se conhecido em todo Brasil. No final dos anos oitenta, o Projeto deixou de receber prioridade no Governo Federal, sendo extinto em 1989.

Em 2005, já com uma nova roupagem, o Projeto Rondon voltou a figurar na pauta dos programas governamentais, sendo atribuída a sua coordenação ao Ministério da Defesa. Desde então, o Rondon já levou mais de 12.000 rondonistas a cerca de 800 municípios.

Hoje, o Projeto encontra-se em processo de consolidação, com uma procura cada vez maior pelas universidades e pelos universitários. O Rondon é mais que um projeto educacional e social, é uma poderosa ferramenta de transformação social, na medida em que conscientiza jovens que terão nas mãos o destino deste país e da importância do seu papel de protagonista na busca de uma sociedade mais justa.

QUEM FOI MARECHAL RONDON?

Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu em Mimoso, no estado do Mato Grosso, no dia 5 de maio de 1865. Filho de Cândido Mariano da Silva e Claudina de Freitas Evangelista da Silva, perdeu os pais muito cedo e foi criado em Cuiabá pelo tio, de quem herdou e incorporou o sobrenome "Rondon".





Tornou-se professor primário aos 16 anos mas optou pela carreira militar servindo como soldado no 2o Regimento de Artilharia a Cavalo, e ingressando dois anos depois na Escola Militar da Praia Vermelha. Em 1886 entrou para a Escola Superior de Guerra onde assumiu um papel ativo no movimento pela proclamação da República. Fez o curso do Estado Maior de 1ª Classe e foi promovido a alferes (atual "aspirante-aoficial"). Graduou-se como bacharel em Matemática e em Ciências Físicas e Naturais e participou dos movimentos abolicionista e republicano por volta de 1890. Em 1889, Rondon participou da construção das Linhas Telegráficas de Cuiabá, assumindo a chefia do distrito telegráfico de Mato Grosso, e foi nomeado professor de Astronomia e Mecânica da Escola Militar, cargo do qual se afastou em 1892. Entre 1900 e 1906 dirigiu a construção de mais uma linha telegráfica, entre Cuiabá e Corumbá, alcançando as fronteiras do Paraguai e da Bolívia.

Começou a construir a linha telegráfica de Cuiabá a Santo Antonio do Madeira, em 1907, sua obra mais importante. A comissão do Marechal foi a primeira a alcançar a região amazônica. Nesta mesma época estava sendo feita a ferrovia Madeira-Mamoré, que junto com a telegráfica de Rondon ajudaram a ocupar a região do atual estado de Rondônia. Rondon fez levantamentos cartográficos, topográficos, zoológicos, botânicos, etnográficos e lingüísticos da região percorrida nos trabalhos de construção das linhas telegráficas. Por sua contribuição ao conhecimento científico, recebeu várias homenagens e muitas condecorações de instituições científicas do Brasil e do exterior.

Foi convidado pelo governo brasileiro para ser o primeiro diretor do Serviço de Proteção aos Índios e Localização dos Trabalhadores Nacionais (SPI), criado em 1910. Incansável defensor dos povos indígenas do Brasil ficou famosa a sua frase: "Morrer, se preciso for; matar, nunca."

Entre 1919 e 1925, foi diretor de Engenharia do Exército e, após sucessivas promoções, chegou a general-de-divisão. Em 1930, solicitou sua passagem para a reserva do Exército. Nos anos 40 virou presidente do Conselho Nacional de Proteção aos Índios (CNPI), cargo em que permaneceu por vários anos. Em 1955, o Congresso Nacional conferiu-lhe a patente de marechal. E no ano seguinte, o então estado de Guaporé, passou a ser chamado de Rondônia em homenagem ao seu desbravador. Faleceu no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1958, com quase 93 anos.

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