quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Quando O TEMA é sério e o entendimento distorcido

 

by Deise Brandão

Nos últimos anos, a palavra narcisismo passou a circular com força no debate público.

Ela aparece para explicar tudo: política, relações pessoais, redes sociais, conflitos sociais e até crises institucionais.

Mas há um problema sério nisso:o termo está sendo usado de forma imprecisa, abusiva e, muitas vezes, ideológica. Antes de diagnosticar uma “era narcísica”, é preciso entender do que estamos falando de verdade.

O QUE É NARCISISMO (SEGUNDO A PSICOLOGIA)

Na psicologia, o narcisismo não é sinônimo de egoísmo, vaidade ou amor-próprio.

Ele se refere a um traço de personalidade que existe em graus variados em todas as pessoas.
Em níveis saudáveis, o narcisismo está ligado a: autoestima, senso de identidade, capacidade de se afirmar no mundo.

O problema surge quando esse traço se torna rígido, inflado e defensivo, evoluindo para o Transtorno de Personalidade Narcisista (TPN).

Esse transtorno se caracteriza por:necessidade constante de admiração,incapacidade de lidar com críticas,empatia reduzida ou instrumental,uso do outro como espelho ou objeto,reações agressivas à frustração.

Não é comum.Não é diagnóstico coletivo.  Não define uma sociedade inteira.

O QUE NARCISISMO NÃO É

Narcisismo não édiscordar, se posicionar politicamente, ter autoestima, criticar instituições, buscar reconhecimento profissional, reagir a injustiças.

Chamar tudo isso de narcisismo é esvaziar o conceito e transformá-lo em rótulo moral.Quando o termo vira xingamento intelectual, ele deixa de explicar e passa apenas a desqualificar.

NARCISISMO NÃO EXPLICA A VIOLÊNCIA HISTÓRICA

A história humana não é marcada por surtos psicológicos coletivos, mas por: disputas de poder, dominação econômica, controle simbólico,violência institucional.

Guerras, perseguições religiosas, escravidão e repressões políticas não aconteceram porque as pessoas eram “doentes”, mas porque estruturas de poder permitiram e incentivaram esses atos.

Reduzir esses processos a “doenças típicas da época” é retirar a responsabilidade histórica de Estados, igrejas, elites e sistemas econômicos.

E A SAÚDE MENTAL HOJE?

O aumento de diagnósticos como: depressão, ansiedade, burnout, transtornos de atenção,não aponta para uma “era narcísica”. Aponta para: precarização do trabalho,  insegurança permanente, hiperexposição, cobrança de performance constante, colapso de vínculos sociais e institucionais. Ou seja: não é excesso de amor-próprio. É falta de proteção psíquica e social.

QUANDO O TERMO VIRA FERRAMENTA DE PODER

Há um uso perigoso do conceito de narcisismo no debate público:
quando ele serve para invalidar críticas, silenciar dissenso ou patologizar quem questiona.

Nesse caso, o narcisismo deixa de ser objeto de estudo e passa a ser instrumento de controle simbólico.

Quem critica vira “doente” Quem questiona vira “narcisista”. Quem obedece vira “maduro”. Isso não é psicologia. É retórica de deslegitimação.

O VERDADEIRO PROBLEMA DO NOSSO TEMPO

Se há algo que marca nossa época, não é uma epidemia de narcisismo, mas: instituições que não se autoavaliam,  concentração de poder, responsabilização seletiva e o uso de linguagem psicológica para esconder conflitos reais.O maior risco não é o espelho.É quem decide quem pode falar e quem deve ser rotulado.

Narcisismo é um conceito clínico sério. Usá-lo como slogan intelectual empobrece o debate e confunde a sociedade.O que precisamos hoje não é de diagnósticos morais travestidos de ciência,mas de responsabilidade, clareza conceitual e honestidade intelectual.

Quem nunca foi vítima de uma relação verdadeiramente narcísica não sabe, de fato, do que está falando. O narcisismo real não se revela em discursos grandiloquentes, mas na experiência concreta de quem foi silenciado, manipulado, esvaziado e usado como extensão do outro.

Fora dessa vivência, só há duas possibilidades: ignorância conceitual — ou o próprio narcisismo falando em causa própria.

O termo deslocado para um discurso genérico, histórico e moralista, onde tudo vira “doença da época”, não é análise. É confusão conceitual.

Narcisismo não é metáfora histórica. Não é rótulo moral. Não é explicação universal do mundo.

É um fenômeno psicológico específico, que se manifesta principalmente nas relações, produzindo vítimas reais, danos emocionais profundos e dinâmicas de poder silenciosas.

Quem nunca foi vítima de uma relação verdadeiramente narcísica não compreende o fenômeno em sua profundidade. E quando alguém fala sobre o tema sem rigor, ignorando a experiência das vítimas e distorcendo conceitos clínicos, resta uma hipótese incômoda: não se trata de análise — mas de projeção. 

"Sociedade do Cansaço" : O peso da liberdade irrestrita


 by Deise Brandão

Vivemos tempos em que tudo pode — ou, ao menos, é isso que se quer fazer crer. A antiga estrutura social, com seus limites claros, hierarquias visíveis e deveres bem delineados, foi substituída por uma nova ordem: a da performance, da autoexploração, da incessante positividade. Muitos a celebram como emancipação. Outros, porém, percebem nela a sutil metamorfose da opressão.

É curioso observar como o discurso da liberdade plena tem se tornado um imperativo sufocante. Já não há espaço para o descanso verdadeiro, para o silêncio interior, para o simples direito de dizer "não". Quem recusa é visto como antiquado, preguiçoso, ou — pior — como fracassado. Nesse novo modelo, não basta viver: é preciso superar-se continuamente, reinventar-se a cada dia, ser um “empreendedor de si”.

Essa lógica tem nome, e já foi descrita com precisão filosófica por Byung-Chul Han. O autor coreano-alemão, com o rigor que lhe é característico, identificou essa transição da sociedade disciplinar para a sociedade do desempenho. Não se trata de mera evolução ou progresso, mas de uma mutação nos mecanismos de poder e controle: antes, éramos sujeitos da obediência. Hoje, somos algozes de nós mesmos.

O sujeito do desempenho não é livre. Ele se torna cúmplice de sua própria dominação, internalizando as exigências do sistema sob a aparência de autonomia. Trabalha mais, se cobra mais, vive exausto, mas sem saber a quem responsabilizar — afinal, agora ele é seu próprio patrão, seu próprio carrasco.

Confundir essa nova estrutura com libertação é não compreender seus efeitos psíquicos devastadores: depressão, ansiedade, síndrome de burnout. A positividade constante se transforma em violência — uma violência que não vem de fora, mas se instala dentro de nós.

Há quem celebre essa nova ordem, vendo nela o triunfo do “projeto”, da “motivação”, do “progresso”. Mas talvez seja necessário parar — apenas parar — e escutar o cansaço. Não como sinal de fraqueza, mas como indício de que algo está profundamente errado.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

STF: NÃO É só “CRISE DE VALORES”. É crise de RESPONSABILIDADE



by Deise Brandão

Reduzir o que está acontecendo no Brasil a uma suposta “falência moral da sociedade” é a forma mais preguiçosa — e conveniente — de evitar o debate real.

Não estamos diante de um problema abstrato de “caráter do povo”.
Estamos diante de instituições que perderam o pudor de se autoavaliar.

Quando membros do Supremo Tribunal Federal passam a: atuar como atores políticos, 
escolher quando a Constituição vale e quando pode ser reinterpretada, blindar estruturas de poder enquanto o sistema financeiro implode silenciosamente, o problema não é educacional, não é “falta de valores em casa”, nem “grosseria do eleitor”. O problema é institucional.
 
AUTORIDADE NÃO É INFALIBILIDADE
Democracia não se sustenta em cargos vitalícios tratados como dogmas.
Se sustenta em controle, transparência e limites. Quando qualquer poder  deixa de prestar contas, reage à crítica com censura moral, trata questionamento como ameaça, critica LEGITIMA como OFENSA.  ele já não atua como guardião da Constituição, mas como parte interessada do jogo.
Nenhuma Corte está acima do escrutínio público.
Nenhuma toga transforma erro em virtude.
Nenhum cargo converte silêncio cúmplice em “defesa da democracia”.
 
O DISCURSO DO “GOLPE” VIROU UM ESCUDO
Chamar tudo de “golpismo” virou uma estratégia de bloqueio: bloqueia investigação, bloqueia crítica, 
bloqueia perguntas incômodas.
Isso não protege a democracia.
Isso atrofia a democracia.
A pergunta que realmente importa não é: “Quem grita mais alto?”Mas sim:  Quem se beneficia do silêncio institucional?
 
O MAIOR ESCÂNDALO NÃO É O QUE SE DIZ — É O QUE NÃO SE INVESTIGA
O país atravessa o maior escândalo financeiro dos últimos tempos, com impactos diretos sobre bancos,  fundos, investidores, economia real.  
E, ainda assim, o debate público é empurrado para  moralismo raso,  xingamentos,rótulos ideológicos.

Enquanto isso, ninguém responde pelo núcleo do problema. Ninguém é responsabilizado e punido, e assim, a cultura do VIL se sedimenta.
Não é ignorância popular.
É gestão seletiva da verdade.

QUESTIONAR O STF NÃO É ATAQUE À DEMOCRACIA É EXERCÍCIO DELA
Democracia não exige devoção.
Exige vigilância.
Quando o Supremo erra, deve ser questionado.
Quando acerta, deve ser elogiado.
Quando se cala diante de estruturas que ruem, deve ser cobrado.

Isso não é extremismo.É maturidade cívica.
O Brasil não precisa de sermão. Precisa de responsabilização real.
E nenhuma instituição — nenhuma — pode se colocar fora desse alcance.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

Em tempos de Banco Master, de "eu não sabia de nada", relembrar É PRIMORDIAL

PF diz que grampos indicam Lula como dono de sítio em Atibaia; ouça



17/03/2016 19h20 - Atualizado em 18/03/2016 21h38

Gravações foram anexadas em autos da investigação nesta quinta (17).

Ex-presidente, familiares e donos do sítio foram grampeados pela PF.

Fernando Castro e Samuel Nunes
Do G1 PR


Em relatório anexado aos autos de investigação da 24ª fase da Operação Lava Jato nesta quinta-feira (17), a Polícia Federal (PF) aponta indícios de que o ex-presidente Lula seria o real dono do sítio Santa Barbara, em Atibaia (SP). As afirmações são baseadas em novas ligações grampeadas de Lula, familiares e os proprietários registrados do sítio.

 

As ligações foram anexadas nos mesmos autos de que o juiz Sérgio Moro levantou o sigilo na quarta (16). No relatório, a PF explica que essas ligações foram consideradas relevantes, mas que ainda não haviam sido apresentadas.

Veja fotos do sítio divulgadas pela Justiça Federal nesta quinta (17).

Foi gravada uma conversa entre Lula e um funcionário, em que o empregado avisa que a chave do sítio está com alguém chamado Marcos. Para a PF, trata-se de Marcos Silva, filho do ex-presidente. Lula avisa que vai cedo na manhã do dia seguinte para o sítio e por isso precisa da chave.

“Tais indícios sugerem que o sítio de fato seja da família de Lula, pois a chave do mesmo não fica com Fernando Bittar e Jonas Suassuna, mas com Lula e seus filhos”, aponta o relatório da PF. Veja a transcrição da conversa:

Lula: Ô Azevedo, sou eu.
Funcionário: Boa noite, presidente, pode falar.
Lula: Deixa eu falar uma coisa pra você. A chave do sítio tá com o Marcos, né?
Funcionário: Sim senhor
Lula: Você precisa entrar em contato com ele porque eu não sei que hroas ele vão chegar, vão chegar tarde pra cacete., pra gente pegar a chave amanhã de manhã, porque nós vamos pro sítio cedo amanhã
Funcionário: Ah, sim senhor, tá ok. Eu vou tentar falar com a dona Carla agora. Tá bom?
Lula: Tá bom
Funcionário: Tá ok, presidente

Outra ligação é entre o filho de Lula Fábio Silva e Kalil Bittar – irmão de Fernando Bittar – um dos donos do sítio. A PF informa que a gravação foi feita dias antes de uma manifestação marcada para acontecer em frente ao sítio, e pede que Kalil Bittar organize um churrasco no local no mesmo dia, para manter o sítio ocupado. Leia trecho:

Kalil: Eu vou ver se eu convenço o Fabiano de “vim” pra cá, né?
Fábio: É uma boa.
Kalil: Tá? Eu tenho sua autorização pra isso, tenho? Alô? Alô?
Fábio: Tô ouvindo.
Kalil: Eu tenho sua autorização pra isso?
Fábio: Você tem autorização pra tudo, meu amor.
Kalil: Então tá bom.
Fábio: Tá bom? Mas leva mais gente também. Faz um churrasco, compra picanha... tem cerveja lá... faz um churrasco.
Kalil: Tá.
Fábio: Passar o dia na piscina.

“Causa estranheza o fato de que apesar de, oficialmente, o sítio de Atibaia ser de propriedade de Fernando Bittar e Jonas Suassuna, Kalil Bittar pede autorização de Fábio Silva para convidar determinadas pessoas para o churrasco (...), bem como é Fábio quem conversa com Maradona (caseiro da propriedade) para avisar que Kalil vai chegar para passar o dia no sítio”, afirma a PF. Leia abaixo o diálogo:

Fábio: O irmão do Fernando, o Kalil, ta indo praí.
Maradona: Ah, tá bom.
Fábio: Ele te ligou do número 019 e acho que você não atendeu.
Maradona: Ah, é que eu tava lavando os pedalinhos ali no lago, ô, Fábio, eu vi agora tem uma ligação perdida mas eu nem vi de quem que é.
Fábio: É, é dele, se você puder retornar, retorna, senão ele vai ligar de novo e aí você atende.
Maradona: Ah, então tá bom, Fábio
(...)
Fábio: Ele tá indo praí, qualquer coisa você me liga, tá?
Maradona: Tá bom, Fábio, pode deixar.

Outra conversa destacada é entre Renata, esposa de Fábio Silva, com Kalil Bittar, ocorrida no dia do referido churrasco. (Ouça ao lado)

"Kalil diz que está na casa daquela acumuladora chamada Marisa Letícia. Kalil fez uma 'limpa' na geladeira, porque ela estava cheia de comida vencida, que foi comer um hamburguerzinho, mas que estava vencido desde antes da eleição de Dilma. Kalil diz que abriu um vinho que deve ser muito caro, porque tem até número de série. Renata diz que não tem problema" relatam os policiais.

Na sequência, "Kalil diz que olhou no quarto da família, e que a arma que o presidente tem é uma lanterna".

Paulo Gordilho
Para a Polícia Federal, outro indício de que Lula é o verdadeiro dono do sítio está numa conversa de Paulo Gordilho, ex-diretor de engenharia da construtora OAS. Gordilho entrou na mira da Lava Jato depois que investigadores descobriram que foi ele quem encomendou e pagou os móveis planejados do sítio e do triplex no Guarujá.

Na gravação, ele reclama para uma mulher, que sofreu busca e apreensão da PF:

Paulo Gordilho: Não roubei, não matei, não ganhei nenhum dinheiro com isso... Presidente pediu... Eu fiz.
Mulher: É lógico, você cumpre ordens, né?
Paulo Gordilho: E ganhei, no final do ano, desemprego.

Os investigadores não dizem se o presidente citado por Paulo Gordilho é Lula ou Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS.

Contrato
Mais cedo, a Polícia Federal informou que apreendeu no apartamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Bernardo do Campo (SP), uma minuta de contrato de compra do Sítio Santa Bárbara.

O documento não tem assinatura e é datado de julho de 2012, sem o dia exato do mês. Ele indica um compromisso de venda do sítio em nome de Fernando Bittar e sua mulher, Lilian, para Lula e sua mulher, Marisa Letícia. O valor previsto da venda é de R$ 800 mil (R$ 200 mil no ato da compra, e R$ 600 mil divididos em três prestações mensais).

Esse documento foi apreendido, segundo a polícia, na 24º fase da Operação Lava Jato, realizada no dia 4 de março e que teve como alvo o ex-presidente. A propriedade é investigada na Lava Jato porque teria sido reformada por empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras.

Minuta de contrato de venda do sítio em Atibaia para Lula pag.1 (Foto: Reprodução)
Minuta de contrato de venda do sítio em Atibaia para Lula pag.3 (Foto: Reprodução)
Minuta de contrato de venda do sítio em Atibaia para Lula pag.4 (Foto: Reprodução)

Outro lado
O ex-presidente nega as acusações. Desde que as investigações se tornaram públicas ele afirma que não é proprietário do espaço. O Instituto Lula chegou a afirmar que o ex-presidente nunca escondeu que frequenta o local, que pertence a amigos dele e de sua família, em dias de descanso. Leia na íntegra nota do Instituto Lula:

O ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva soube que a família de Jacó Bittar e Jonas Suassuna haviam comprado o “Sítio Santa Bárbara”, em Ataibaia (SP) em 13 de janeiro de 2011. Frequentou o local pela primeira vez em 15 de janeiro de 2011.

O sítio, além de servir para que amigos de longa data pudessem frequentar e conviver, também serviu para receber parte do acervo presidencial entregue ao ex-Presidente Lula pela Secretaria da Presidência da República ao final do seu mandato, como foi idealizado por Jacó Bittar – que é amigo de Lula e companheiro na política há mais de 35 anos.

As reformas que foram feitas no sítio foram realizadas pelos proprietários para adequar as instalações a essas necessidades. Amigos e parentes do ex-Presidente Lula acompanharam parte da reforma e auxiliaram no que era possível.

A partir de janeiro de 2011, quando o ex-Presidente e seus familiares passaram a frequentar o sítio em dias de descanso juntamente com os proprietários, também houve o auxílio para a manutenção do local.

Esses fatos justificam todos os documentos que foram apreendidos durante a busca e apreensão realizada na residência do ex-Presidente Lula e no próprio sítio em Atibaia.

Não se sabe qual o critério usado pela Polícia Federal para afirmar que não há pertences dos proprietários no sítio. De qualquer forma, essa afirmação não muda em nada a propriedade do local, que é atribuída a Fernando Bittar e Jonas Suassuna por título dotado de fé pública.

A defesa de Lula afirma ainda que Kalil Bittar não pede autorização a Fábio Luís Lula da Silva nesta ligação - e que ele havia telefonado diretamente para o caseiro do sítio, mas não havia conseguido contato. Segundo o advogado Cristiano Zanin Martins, o filho de Lula apenas auxiliou Kalil Bittar a localizar o caseiro.

O advogado do ex-presidente disse também que o sítio Santa Bárbara, em Atibaia, pertence a Fernando Bittar e a Jonas Suassuana, que pagaram pelo imóvel e podem dar a ele a destinação que quiserem.

Paulo Gordilho e Kalil Bittar não retornaram o contato.

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