sábado, 6 de abril de 2013

BRICS faz os EUA recuarem no palco internacional


6.04.2013, 10:01, hora de Moscou


EPA

Os países ocidentais não têm o direito de estabelecer o regime democrático na Síria e estão responsáveis pela violência e mortes no país, declarou o presidente da Síria Bashar Assad em entrevista ao canal de TV turco Ulusal Kanal.

Assad considerou a crise síria como uma luta de grandes potências entre si, referindo-se a uma oposição entre vários países ocidentais, adversários do regime atual de Damasco, e os países do BRICS que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.
“A formação do BRICS marcou que os EUA já não podem ser o único poder político no palco internacional. Agora os países devem levar em consideração também os interesses desta organização”, destacou o presidente sírio, continuando que o grupo BRICS “não apoia de qualquer forma o presidente Assad ou o estado da Síria”.

Bombardeio em segunda maior cidade síria mata ao menos 9 crianças (ONG)


06/04/201318h07






BEIRUTE, 06 avr 2013 (AFP) - Pelo menos 15 pessoas, incluindo nove crianças, morreram neste sábado em um bombardeio das forças de segurança no bairro curdo de Cheikh Maqsoud, na cidade de Aleppo (norte), segunda maior da Síria, indicou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos.

Neste sábado, os combates entre rebeldes e soldados continuavam em diversas frentes, incluindo nas províncias de Damasco, Idleb (noroeste) e Deraa (sul), informou o OSDH.

De acordo com essa ONG, o registro provisório da violência neste sábado é de pelo menos 116 mortos, sendo 61 civis, 27 rebeldes e 28 soldados.

"Um avião militar bombardeou o oeste de Cheikh Maqsoud, matando pelo menos 15 civis, incluindo nove crianças e três mulheres", segundo a organização, que indicou que o setor atingido é controlado pelo Partido da União Democrática (PYD), ala síria do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK, turco curdo).

Algumas horas após o ataque, as milícias do PYD atacaram um posto do Exército na entrada sul de Cheikh Maqsoud, matando cinco soldados, acrescentou o OSDH, que se baseia em uma vasta rede de militantes e fontes médicas civis e militares.

"Foi um ato de vingança após o ataque", comentou Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH.

Este ataque aéreo ocorre depois de vários dias de intensos confrontos entre combatentes curdos e tropas lealistas e após a chegada de rebeldes ao setor, indicou a mesma fonte.

Um vídeo postado na internet mostra uma espessa coluna de fumaça negra e chamas que saíam do local do ataque. Podia-se ouvir crianças chorando, enquanto a pessoa que filmava a cena pedia ajuda: "Perto do posto do PKK, há corpos no chão. Rápido, busquem carros para retirar as vítimas!".

O mesmo vídeo mostra uma mulher chorando enquanto carregava o corpo de uma menina e, perto dali, moradores corriam para recolher corpos de crianças para colocá-los em uma picape.

Citando fontes curdas, o OSDH indicou que alguns feridos estão em estado grave e que o registro pode aumentar.

"Está claro que o Exército decidiu atacar os curdos nos últimos dias. O Exército tenta arrastar o PYD para dentro do conflito sírio", comentou Abdel Rahman.

Até o momento, os curdos da Síria estavam divididos sobre a guerra civil no país, com a maior parte tentando manter uma posição de neutralidade.

O primeiro-ministro da rebelião, Ghassan Hitto, iniciou consultas para formar um governo de 11 ministros que terão autoridade sobre toda a Síria, segundo um comunicado da Coalizão Nacional de Oposição.

Cada ministro deverá "ser um advogado da revolução síria" e atuar no território sírio, insiste a Coalizão, indicando que os pilares do regime de Bashar al-Assad ou "aqueles que cometeram crimes contra o povo sírio" não possam fazer parte deste governo.

Bashar Assad jura vingar-se de Israel

3.03.2013, 16:43, hora de Moscou


Bashar Assad, presidente, Síria
EPA

O presidente da Síria, Bashar Assad, declarou, em entrevista ao semanário britânico The Sunday Times, que o ataque de Israel aos alvos situados perto de Damasco não ficaria impune.

“A represália não significa – míssil por míssil ou bala por bala. Não convém falar sobre como iremos fazê-lo”, disse o presidente sírio.
O presidente Assad declarou também que a informação sobre a participação de iranianos e combatentes do Hezbollah na defesa de seu regime não corresponde à realidade. Ele negou-se a comentar os rumores sobre a eventual entrega dos arsenais de armas químicas sírias ao Hezbollah e explicou que não pretende debater nunca e com ninguém o tema dos armamentos sírios.

by UOl

Como transformar o hobby em empresa Profissionais contam como fizeram para unir prazer e negócio



Elisa Prenna aproveitou suas habilidades culinárias para montar um bistrôFoto: Lauro Alves / Agencia RBS
Maria Amélia Vargas

maria.amelia@zerohora.com.br


Quem não sonha em combinar prazer e trabalho? Mas o que em teoria parece perfeito, na prática não se confirma ser assim tão simples. De acordo com Viviane Ferran, gerente de atendimento do Sebrae-RS, o primeiro erro de quem pensa em empreender a partir de habilidades e/ou interesses que lhe trazem satisfação é acreditar que o mercado será receptivo ao seu objeto de interesse.

— Antes de abrir um negócio, deve-se avaliar muito bem se aquele produto ou serviço atrairá o interesse das pessoas e se já não há diversas empresas oferecendo o mesmo — alerta Viviane.

O caderno Pense Empregos buscou exemplos de pessoas que conseguiram unir o útil ao agradável e montaram negócios bem-sucedidos a partir de seus hobbies e/ou habilidades.

Chicafundó

Do sonho alimentado desde a infância, Elisa Prenna, 38 anos, colheu os ingredientes para trocar a carreira na área de comércio exterior e transformar em negócio o prazer que sentia ao cozinhar para os amigos. Quando decidiu, no início de 2010, montar o próprio restaurante, a administradora decidiu fazer um test-drive:

— Por alguns meses, montei projeto-piloto em casa. Montava cardápios e recebia amigos e pessoas próximas a eles para colher opiniões. A partir daí, pude montar o cardápio e pensar no formato do meu bistrô — conta a proprietária do Chicafundó.

Quando abriu o Chicafundó, Elisa já sabia exatamente o que queria e o resultado foi semelhante à proposta inicial. Como se estivesse na copa da casa da avó, o cliente é tratado com o acolhimento da família. A comida preparada em um fogão de duas bocas pela própria dona do negócio e mais dois chefs traduzem a proposta intimista.

Cupcake

Colegas de trabalho em uma agência de comunicação digital — João Vitor de Souza (em pé), 24 anos, Paulo Fabrício de Araújo (sentado), 29 anos, e Eduardo Stefani Pacheco, 25 anos — compartilhavam a paixão pelos games. Da convivência diária surgiu a amizade e as ideias para a criação de novos jogos de computador. Projetos esses que não poderiam ser executados na empresa na qual trabalhavam.

Assim, o trio decidiu empreender e, em 2012, abriu a Cupcake, com o objetivo de desenvolver soluções de comunicação e entretenimento por meio dos passatempos virtuais em uma sala no bairro Auxiliadora, na Capital.

Lagom


A cerveja uniu o engenheiro de controle e automação Nicolai Poletto (da E para D), 30 anos, o publicitário Maurício Chaulet, 34 anos, e o chef Luciano da Rocha Filippetto, 37 anos. Da fabricação de bebida artesanal em casa e da troca de experiências entre os amigos cervejeiros surgiu a ideia de lançar a própria marca, o que levou o trio a se dividir entre suas carreiras e a vida de empresários da Lagom Brewery & Pub. Com o sucesso da empresa, os sócios passaram a se dedicar só ao negócio.

— Em 2012, o Daniel Nasi (sentado), dono da cervejaria Sieben, se associou a nós para abrirmos uma loja no Moinhos de Vento — resume Filippetto.

Lugastal

Após duas décadas advogando, Luciana Gastal (foto), 42 anos, voltou para a Capital, depois de temporada morando em Brasília, disposta a mudar o rumo profissional. Com dicas do marido Claudio Gastal, consultor empresarial na área de gestão, transformou o prazer do artesanato — mescla de design com patchwork — em negócio.

A marca Lugastal já existia informalmente por meio de um blog, lido por centenas de artesãs e aspirantes ao empreendedorismo. Mas, em 2010, nasceu formalmente a empresa. A partir do estúdio que funciona como ateliê de costura e loja, a empresária hoje vende seus produtos para 27 lojas brasileiras e uma uruguaia.

Dicas específicas


— Descubra se o produto ou serviço que você pretende oferecer interessará às pessoas.

— Faça uma pesquisa para saber se o mercado já não está saturado na área em que você pretende atuar.

— Inove, procure oferecer um diferencial (seja no produto, na forma de pagamento ou de atendimento, por exemplo).

— Estude a viabilidade do negócio (se o valor que você terá de cobrar pelo trabalho garantirá o giro financeiro necessário ao sucesso da empresa).

— Vá até a prefeitura da sua cidade e descubra se poderá ou não instalar a empresa no endereço que você pretende (se o local oferece condições de parada aos fornecedores e clientes, se há segurança, se é possível colocar uma placa na fachada da rua).

— Busque sócios que se complementem nas atividades técnicas e administrativas.

— Respeite a sua capacidade de investimento (ou seja, não dê o passo maior que a perna).

— Não misture o dinheiro da empresa com finanças pessoais.

— Lembre-se que estoque também é dinheiro (não fique com o dinheiro parado).

— Invista em publicidade (adequada ao seu tamanho).

Fonte: Viviane Ferran, gerente de atendimento do Sebrae-RS
Zero Hora

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