quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Brasil pode estar na trajetória do segundo balão espião da China?


O uso de balões é muito maior do que se imaginava e a Amazônia pode estar sendo espionada sem ninguém se dar conta

O céu é o limite: balões viraram método comum da China para espionar todo mundo // Peter Zay/Anadolu Agency/Getty Images

Um já foi, mas e o outro? Ou melhor, os outros?

A espionagem de instalações militares através de balões é muito mais disseminada do se suponha, disse o porta-voz do Pentágono, general Patrick Ryder. Ele enumerou as regiões onde os balões estão operando há anos: América do Sul, América Latina, Sudeste Asiático, Leste da Ásia e Europa. Ao todo, foram mencionados doze países.

A comoção, na opinião pública americana, em relação ao balão que atravessou o espaço aéreo dos Estados Unidos, derrubado quando chegou ao Atlântico, tirou de foco o segundo balão. O aparelho veio da China, sobrevoou a Costa Rica, Colômbia e Venezuela, numa trajetória que indicava a Amazônia brasileira como a etapa seguinte.

O baixíssimo índice populacional e a dificuldade em detectar balões – uma das vantagens desse método de espionagem – deixam praticamente o campo livre para sermos espionados.

Só para dar uma ideia: o balão derrubado no sábado foi o quinto detectado sobre os Estados Unidos. Se a maior potência militar do planeta deixa escapar aparelhos sobre áreas críticas de seu território, sobretudo as instalações onde se abrigam as armas nucleares mais potentes, imaginem países com menor aparato tecnológico.

Todo mundo espiona todo mundo, é uma lei da vida, mas a desfaçatez dos balões chineses, que podem ser avistados de terra, impressiona por revelar uma atitude estudadamente agressiva.

A vantagem de balões sobre satélites, segundo os especialistas, são imagens mais claras e tiradas de vários ângulos.

O mundo inteiro interessa à China e os recursos luxuriantes do Brasil, entre outros países latino-americanos, ocupam um lugar importante nessa lista. Mas o interesse mais imediato é a Ásia, o teatro de operações do confronto que inevitavelmente haverá em torno da ilha de Taiwan – com guerra cinética, como dizem no jargão militar, ou outras operações que tragam de volta um território que o regime comunista se comprometeu a arrastar de volta, seja por qual meio for.

Por isso, a atividade denunciada nos Estados Unidos é intensa na região asiática, onde existe uma verdadeira guerra geopolítica para não deixar tradicionais aliados americanos se deslocar para a área de influência de Pequim.

Para o Brasil, interessa mais diretamente a expansão chinesa em território latino-americano. Só na Venezuela, a pegada é enorme e as críticas de Nicolás Maduro ao “ataque” contra o “balão meteorológico” seguem uma lei imutável: tudo o que o déspota venezuelano diz é exatamente o contrário da realidade.

Podemos manter as exportações brasileiras, de importância existencial para o país, sem cair na armadilha da perda de soberania em espaços vitais?

Esta é uma das questões geopolíticas mais importantes do momento atual e só tende a aumentar nos próximos anos.

Um governo de esquerda como o atual vai naturalmente tender a privilegiar a China em detrimento dos Estados Unidos, um erro tremendo que deveria ser evitado a todo custo – sem deixar de lado as vantagens que os americanos podem oferecer em troca do não alinhamento do Brasil com a candidata a potência hegemônica.

Para quem acha o imperialismo americano um horror, é bom parar por um momento para pensar na alternativa. Ou olhar para cima.

Rogerio Marinho ironiza indicação de Dilma para diretoria do banco do BRICS:




O senador Rogério Marinho criticou a possível escolha de Dilma para chefiar o Banco do Brics no lugar do diplomata Marcos Troyj. De acordo com coluna do jornal Folha de São Paulo, o ministro da Economia, Fernando Haddad, pediu a saída do atual presidente do banco para colocar a ex-presidente em seu lugar na China.

Piloto que xingou nordestinos pagará R$ 25 mil e terá de ler livro

 Foi homologado acordo de não persecução penal com o MPF.

Nesta segunda-feira, 6, foi homologado judicialmente um ANPP entre o MPF e um piloto de avião pelo crime de disseminar na internet preconceito generalizado contra os nordestinos. No acordo, o piloto pagará multa de R$ 20 mil, em quatro parcelas, iniciando o pagamento em março de 2023. A multa será destinada a uma entidade indicada pela Justiça Federal.

O trato também inclui pagamento de R$ 5 mil para substituir pena de prestação de serviço à comunidade; envio de mensagem de retratação para ser publicada pelo MPF; e leitura do livro "Crimes de Ódio - diálogos entre a filosofia política e o direito", de autoria da juíza Federal Claudia Maria Dadico.

O acordo foi homologado pelo juízo da 16ª vara Federal da Paraíba.

Postagem feita pelo piloto nas redes sociais.(Imagem: Reprodução)

O crime ocorreu em 2014, quando o piloto xingou nordestinos na rede social Facebook, ao reclamar do atendimento em um restaurante em João Pessoa, na Paraíba.

Conforme o acordo, ao final da leitura da obra da juíza Federal, o piloto deve apresentar à Justiça um resumo da obra, com, no mínimo, 30 páginas, seguindo as regras da ABNT. O livro tem 334 páginas.

"O objetivo dessa leitura é proporcionar ao investigado a oportunidade de adquirir o conhecimento necessário à reflexão crítica sobre a gravidade e as consequências maléficas do discurso de ódio", explicou o procurador da República José Godoy Bezerra de Souza, que conduziu o acordo.

Retratação pública

O piloto enviou ao MPF a seguinte mensagem de retratação pública:"Venho por meio desta, me desculpar e deixar aqui meu profundo arrependimento pelas palavras fortes e de muito mau gosto que foram usadas por mim contra as pessoas e a cidade de João Pessoa em meados de 2014. Gostaria mais uma vez de pedir desculpas pelo meu comportamento e deixar claro que não ha nunca ouve [sic] nenhuma intenção de magoar ou ofender diretamente ninguém de forma tao pesada quanto foi dito. Foi um momento de raiva e imaturidade de minha parte, e com muita infelicidade no uso errado das minhas palavras. Mais uma vez, eu peco desculpas e gostaria de demonstrar todo respeito pelo povo nordestino e principalmente Paraibano."

Beba Na Fonte


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