sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Surto de peste negra na África preocupa OMS: 'Alarmante', diz diretora



Doença transmitida por pulgas de rato contaminou 263 
pessoas em Madagascar, matando 71 desde novembro


POR DANDARA TINOCO
COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS





Pesquisadores trabalham para desvendar esqueletos de vítimas da Peste Negra - HO / AFP



RIO e GENEBRA -Responsável por uma das mais devastadoras epidemias da História e temida por sua brutal mortalidade, a peste negra volta a preocupar autoridades internacionais. A doença, também conhecida como peste bubônica, infectou 263 pessoas na ilha de Madagascar, na África, levando a 71 mortes desde setembro passado, de acordo com dados divulgados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) anteontem. O surto teve seu pico entre novembro e dezembro e, ainda que haja indícios de arrefecimento, deve continuar até abril.

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Com uma letalidade que varia de 30% a 60% se não tratada, a doença matou 50 milhões de pessoas durante o século XIV. Embora considerada erradicada em diversas partes do mundo, há registros de epidemias em África, Ásia e América do Sul, nas últimas décadas, com destaque para o primeiro continente, desde os anos 1980. Em 2013, foram 783 casos e 126 mortes notificados em todo o mundo. Madagascar, um arquipélago com 20 milhões de habitantes, é um dos países mais atingidos. Nos EUA, por exemplo, onde moram mais de 300 milhões, são, em média, dez casos por ano, todos em áreas rurais.

A doença é causada pela bactéria Yersinia pestis, transmitida aos seres humanos pelas pulgas de ratos pretos e outros roedores. Porém, 8% dos casos progridem para uma pneumonia letal, transmissível diretamente entre uma pessoa e outra.

MÁ HIGIENE FACILITA DISSEMINAÇÃO

De acordo com especialistas, a doença poderia chegar a outros países por meio do trânsito de viajantes. Porém, barreiras locais são eficazes na contenção da doença. Além disso, a disseminação da doença costuma ocorrer em ambientes favoráveis a essa proliferação: locais com más condições de higiene, com ratos e pulgas, vetores da doença.

- Qualquer doença pode atingir outros países, especialmente nos dias atuais, pela frequência da movimentação de pessoas. Mas, no caso da peste, são necessárias condições propícias para o seu desenvolvimento, relacionadas principalmente à existência de doentes e a condições precárias de vida, onde haja presença de ratos e pulgas de forma não controlada - explica a coordenadora do Comitê Científico de Medicina de Viagem da Sociedade Brasileira de Infectologia, Sylvia Lemos Hinrichsen. - Adotar medidas de barreira em locais onde há a doença, o que inclui diagnóstico precoce, isolamento de doentes/suspeitos e tratamento rápido com antibióticos, fará, nos dias atuais, a diferença dos tempos medievais.

De acordo com a OMS, a praga está afetando a capital de Madagascar, Antananarivo, proliferando-se em favelas densamente povoadas.

O virologista Fernando Portela Câmara, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica que a doença tem um alto grau de imprevisibilidade:

- A doença tem uma dinâmica inesperada e complicada. O grau de letalidade depende da linhagem dos bacilos. No entanto, hoje há tratamento, caso a peste seja diagnosticada rapidamente.

Câmara acrescenta que, assim como o ebola, a doença normalmente emerge depois de um período de seca seguido de uma temporada de chuvas. O ambiente propício à transmissão é de temperatura abaixo dos 26°C.

Em carta ao comando da Organização das Nações Unidas (ONU) no final de janeiro, a diretora da OMS, Margareth Chan, destacou que o assunto merece atenção. Segundo a OMS, enchentes geradas por uma tempestade tropical no Oceano Índico e um ciclone atingiram Madagascar em janeiro, deixando sem casa dezenas de milhares de pessoas “e espalhando um sem-número de ratos, intensificando o risco de mais epidemias originadas em roedores”, escreveu a dirigente. O documento foi elaborado em meio a discussões sobre o orçamento da organização para 2016 e 2017. A praga foi citada por Margareth como exemplo de doença que pode ser um problema sério no futuro e para o qual a entidade internacional de saúde precisa estar preparada.

“Esse é o tipo de surto localizado que a OMS foi criada para conter. A praga é endêmica em Madagascar, onde epidemias sazonais são amplificadas pelas forças da pobreza e da urbanização desorganizada. Detectada precocemente, a doença responde bem a tratamento”, escreveu a diretora, explicando ainda que pesquisadores locais do Instituto Pasteur desenvolveram um teste que entrega o diagnóstico em 15 minutos. “Mas o surto que começou em novembro do ano passado tem dimensões perturbadoras. As pulgas que transmitem essa doença antiga de ratos para humanos desenvolveram resistência ao inseticida de primeira linha”.



Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/sociedade/saude/surto-de-peste-negra-na-africa-preocupa-oms-alarmante-diz-diretora-15306338#ixzz3Rd8CxUw7
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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Três morrem em explosão em navio-plataforma da Petrobras no ES


Há ainda 4 trabalhadores feridos e 6 desaparecidos, segundo o Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo; Petrobras ainda não se manifestou

Luís Lima
Navio plataforma FPSO Cidade São Mateus
Navio plataforma FPSO Cidade São Mateus (Divulgação)
Um vazamento de gás causou uma explosão na casa de bombas do navio-plataforma da Petrobras FPSO Cidade de São Mateus e deixou pelo menos 3 trabalhadores mortos, 4 feridos e 6 desaparecidos no litoral do Espírito Santo nesta quarta-feira, segundo o diretor do Sindicato dos Petroleiros do Estado, Davidson Lombo.
O acidente, que atingiu funcionários terceirizados pela estatal, ocorreu por volta de 14h50 na região litorânea de Aracruz, no norte do Estado. "É um acidente trágico. Não havia acontecido um acidente nessa plataforma antes e o sindicato vai apurar as causas reais", disse Lombo ao site de VEJA, ressaltando o risco de operar plataformas terceirizadas. "Se todas as embarcações fossem ocupadas por plataformas próprias, teríamos menos riscos", afirmou.
Ainda segundo o sindicato, há 33 funcionários deslocados para uma baleeira, uma espécie de embarcação de fuga, e que não sofreram ferimento algum.
A Petrobras ainda não se manifestou sobre o assunto. Segundo o governo do Espírito Santo, ainda não há confirmação sobre mortos e feridos.
O navio-plataforma pertence à BW Offshore, é afretado no campo de Camarupim e pode produzir 35 mil barris de óleo e comprimir até 6 milhóes de metros cúbicos de de gás por dia.
As ações da Petrobras, que operavam em alta nesta quarta-feira, começam a cair. A ação ordinária (ON) recua 0,9%, a 8,75 reais, enquanto a preferencial (PN) cai 0,34%, a 8,89 reais.
Trata-se do segundo acidente da petroleira este ano. Uma explosão no último dia 19, na Refinaria Landulpho Alves (Rlam), na Bahia, deixou três trabalhadores feridos, um deles com queimaduras em 70% do corpo. O acidente aconteceu na Unidade Geradora de Hidrogênio, durante um serviço de manutenção na unidade. 
by Veja

Plataforma da Petrobras explode no ES e deixa mortos e feridos


    Foto:  site.edgarlisboa
Um navio-plataforma da Petrobras explodiu na tarde desta quarta-feira (11) na cidade de Aracruz, no norte do Espírito Santo, provocando três mortes e deixando pelo menos quatro pessoas feridas em estado grave.
As mortes foram confirmadas pelo diretor do Sindicato dos Petroleiros do Espírito Santo, Davidson Lombo. Segundo ele, há trabalhadores que estão desaparecidos.
A assessoria de comunicação da Petrobras no Espírito Santo informou não ter detalhes sobre a explosão. Segundo a estatal, uma nota oficial será enviada à imprensa nas próximas horas.
Cerca de 30 funcionários teriam sido retirados da plataforma, que operava nos campos de Camarupim e Camarupim Norte, a cerca de 80 quilômetros de Vitória.
Segundo a Secretaria de Saúde do Espírito Santo, o governo acionou esquema de emergência para receber feridos no aeroporto de Vitória.
"A plataforma está sem comunicação. Estamos fazendo contato por meio da plataforma Vitória (próxima ao local do acidente)", disse o diretor da FUP (Departamento de Segurança da Federação Única dos Petroleiros), José Maria Rangel.
O navio-plataforma produziu em média 2,5 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia e 2 mil barris de petróleo por dia em dezembro, segundo Rangel. 
(Com Reuters)

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