30/07/2014

Luiz Moura e cinco empresas de ônibus são suspeitos de lavagem de dinheiro para o PCC


Parlamentar e viações que operam na zona leste de São Paulo são citados em apuração coordenada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco); seu irmão, o vereador Senival Moura (PT), também aparece na investigação

Luiz Moura e cinco empresas de ônibus são suspeitos de lavagem de dinheiro para o PCC
Evelson de Freitas/Estadão

"O deputado Luiz Moura"


SÃO PAULO - O deputado estadual Luiz Moura (PT) e cinco empresas de ônibus que operam em São Paulo são citados em investigação que apura esquemas de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC). O procedimento, sigiloso, é coordenado pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público Estadual. A informação foi antecipada pelo estadão.com.br. Moura nega as acusações.

O Tribunal de Justiça ainda precisa dar aval para que o deputado seja investigado. Ele está suspenso do PT desde o mês passado. Moura foi flagrado pela Polícia Civil em março, em uma reunião de perueiros em que havia suspeitos de integrar a facção criminosa.

Moura apareceu na investigação do Ministério Público depois de os promotores apurarem denúncia de que o Consórcio Leste 4, grupo contratado pela SPTrans em 2007 para operar linhas de ônibus na zona leste da capital, era formado por três empresas cujos sócios eram “indivíduos que estariam lavando dinheiro, produto do cometimento de crimes” para a facção que opera nos presídios, segundo os autos. Sete pessoas foram denunciadas. Inicialmente, o nome de Moura estava fora das acusações.

Em 2010, quando as investigações tiveram início, Moura era diretor de uma das empresas citadas, a Happy Play. As outras eram a Himalaia e a Novo Horizonte. Ao investigá-las, os promotores observaram que um dos endereços da Happy Play era de uma casa de carnes. O outro era o da garagem da cooperativa Transcooper - que tinha Moura como um dos sócios e o irmão dele, o vereador Senival Moura (PT), como cooperado.

Finanças. Ao analisar a movimentação financeira dos demais investigados, os promotores descobriram ainda casas sendo compradas à vista, perueiros com patrimônio superior a R$ 22 milhões e motoristas com seguros de vida superiores a R$ 1 milhão, segundo as informações do processo.

Dois dos suspeitos, Gerson Adolfo Sinzinger e Vilson Ferrari, o Xuxa, levantaram R$ 4 milhões cada, no intervalo de dois anos, enquanto trabalhavam nas cooperativas da cidade, segundo as investigações.

O dinheiro serviu para o acúmulo de capital da empresa Happy Play, ainda de acordo com a investigação do Ministério Público. “A empresa não possuía nenhum veículo, mas recebia repasses do Consórcio Leste 4”, diz um trecho dos autos.

Ambos ainda fizeram parte do quadro societário da cooperativa Aliança Paulista, que também opera na zona leste. Essa empresa, também investigada, é citada em boletins de ocorrência anexados à investigação, acusada de usar funcionários para ameaçar motoristas e cobradores da concessionária Via Sul, que atua na mesma região.

As ameaças seriam para que a empresa cedesse linhas tidas como mais lucrativas para os perueiros - o caso resultou em ação na Promotoria do Patrimônio Público e Social.

A investigação aponta que a dupla chegou a fazer parte das três empresas que compunham o Consórcio Leste 4. A reportagem não conseguiu localizar seus representantes ontem.

Sigilos. Diante das evidências de enriquecimento ilícito - complementadas também por representação feita por sócios descontentes da Viação Novo Horizonte -, os promotores do caso pediram e obtiveram quebra de sigilo financeiro de Moura, dos outros sete suspeitos e das cinco empresas (Consórcio Leste 4, Himalaia. Novo Horizonte, Happy Play, Trascooper e Aliança Paulista), ainda em 2011. Segundo o processo, os bancos demoraram mais de um ano para repassar os dados - e chegaram a ser multados.

Agora, os promotores solicitam ao Tribunal de Justiça a instauração de um procedimento investigatório para esclarecer se o enriquecimento verificado teve relação com lavagem de dinheiro de drogas para o Primeiro Comando da Capital, como disseram as denúncias, ou se foram fruto de alguma outra irregularidade.

by Estadão

CRISE HÍDRICA BRAÇO DA BILLINGS QUE ABASTECE REGIÃO PERDE VOLUME DE ÁGUA

29/07/2014 - 
 Por: Renan Fonseca

 


No Estoril, já é possível ver o recuo das águas da represa, que 
já perdeu quase 10 pontos percentuais da capacidade.
 Foto: Rodrigo Pinto
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) há meses empurra a crise da água em São Paulo para evitar que a má repercussão respingue em sua campanha à reeleição. Isso fez com que o Sistema Cantareira chegasse ao fundo do poço arrastando consigo Alto Tietê, Guarapiranga e agora a represa Billings. O braço do manancial do ABCD já mostra sinais da má gestão estadual, que ordenou, no último dia 16, o aumento da captação no Rio Grande, localizado no Riacho Grande, São Bernardo. Pela mudança, o braço Rio Grande passou a enviar água para 150 mil moradores de Santo André que antes eram abastecidas pelo Sistema Rio Claro.

Em um mês, o braço da Billings perdeu sete pontos percentuais do volume (de 92,6% para 86,3%). Do dia 17 deste mês, quando aconteceu a alteração, até esta segunda (28/07) a perda foi mais drástica: quatro pontos percentuais - dos 90% para 86%. Os dados foram colhidos no site da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo). A previsão da companhia é ampliar em mais 0,5 metro cúbico por segundo a captação até setembro.

Especialistas em recursos hídricos e ambientalistas apontam que o Rio Grande está caminhando para a seca que atinge os principais reservatórios, Cantareira e Alto Tietê.

“O Estado saturou grandes reservatórios e sobrecarrega os sistemas menores, como Rio Grande e Rio Claro”, disse o engenheiro Júlio Cerqueira César Neto, especialista em recursos hídricos que já foi diretor de planejamento do DAEE (Departamento de Águas e Energia Elétrica).

Mais que isso, o morador do ABCD pode ver com os próprios olhos o recuo da água nas margens da Billings – lado esquerdo da Anchieta para quem segue sentido Capital.

Terra no lugar de água - No Estoril, em São Bernardo, as margens, antes verdes e cobertas de vegetação, ganharam coloração amarronzada devido à terra e areia aparentes. Tocos de madeira e raízes ficam expostos ao ar formando cenário bem diferente do visto no ano passado.

Nesta segunda-feira (28/07), ainda conforme o governo do Estado, o Cantareira estava com 15,8% da capacidade, sendo a totalidade do volume morto. Já o Rio Grande estava com 86,3% – em fevereiro, esse porcentual era de pouco mais de 94%. O Alto Tietê tinha 21,3%.

“O governador está empurrado o problema da falta d’água até a eleição para não se prejudicar com a população. E por isso evita falar em racionamentos, mesmo que já aconteçam em partes da Capital”, opinou Neto.

Para o engenheiro, o que a Grande São Paulo e o ABCD vivem é apenas a ponta de um iceberg. “A crise não é agora. Será em janeiro do próximo ano, quando não haverá água para abastecer todas as cidades”, previu. “O próximo período de chuvas não vai reabastecer as bacias como pensa o governador. As chuvas que começam em outubro vão encher volumes mortos”, esclareceu. “No próximo ano estaremos vivendo com menos da metade da água necessária.”

Tsunami - Só existiria uma possibilidade de o plano de Alckmin (aguardar as próximas chuvas) dar certo, conforme Neto. “A seca só não afetará a Grande São Paulo se acontecer um tsunami de chuvas. Em situação normal, não escaparemos”, frisou. A Sabesp foi procurada e, mais uma vez, evitou se pronunciar sobre a situação.

Manancial recua e deixa à mostra lixão adormecido - O ambientalista Virgílio Farias fotografou nesta segunda-feira (28/07) uma cena que poderá ser percebida em breve nas cercanias da Billings dentro do ABCD: a própria represa, no braço Taquacetuba, na Capital. A seca fez a água recuar e deixar à mostra um mar de lixo.

Sacos, garrafas e materiais de diversos tipos integram o novo lixão. “Falta chuva, falta água e o Estado não se preocupa em despoluir e cuidar da Billings. Por isso acontece isso”, disse o ambientalista. O local fotografado não pertence à parte que serve ao abastecimento. “Mas isso pode acontecer com toda a represa. O Estado considera a Billings como um depósito de lixo e esgoto.”

De acordo com Virgílio, o estatuto que rege a gestão da represa garante que o manancial deve ser utilizado para fornecimento de água. “Mas como isso pode acontecer se 80% da represa está contaminado”, questiona Farias.
by abcdmaior.

Garotinha descobre que irmãozinho vai crescer e abre um berreiro

RAFAEL CISCATI

29/07/2014 19h55
Não cresce não... (Foto: Reprodução / Youtube)

Sadie é uma garotinha de 5 anos de idade que acaba de ter uma  dessas tristes revelações da vida: seu irmãozinho, um dia, deixará de ser um bebê babão e fofinho e vai crescer. Nada que Sadie esteja disposta a aceitar sem protesto: "Eu não quero que você cresça", diz, aos prantos. "E eu não quero morrer quando tiver 100 anos de idade". Que barra hein, Sadie? Os dramas da vida da garota bombaram na web. Confira:

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