29/07/2014

Aplicativo do Facebook vai perder recurso de bate-papo

Usuários que acessam a rede por meio de smartphones e tablets terão que usar obrigatoriamente o Messenger, app dedicado às mensagens instantâneas

Rafael Sbarai




Ícone do Whatsapp sobre uma tela com o ícone do Facebook
Dois encontros em onze dias decretaram o bilionário negócio entre Facebook e WhatsApp - Dado Ruvic/Reuters

A rede social Facebook vai remover nos próximos dias o recurso de bate-papo de seu aplicativo para smartphones com sistemas operacionais iOS (Apple) e Android (Google). A estratégia já começou a ser testada entre usuários que acessam o serviço na Europa e deve chegar aos mais de um bilhão de cadastrados nas próximas semanas: uma notificação já é exibida às pessoas que ainda não aderiram ao app de mensagens instantâneas — inclusive usuários brasileiros.
O aplicativo oficial da rede vai manter o ícone de mensagens, mas, ao clicar nele, o usuário será direcionado a outro app: o Facebook Messenger, recurso lançado pela companhia em 2011 especialmente para troca de mensagens instantâneas — por ora, a companhia americana exibe um comunicado a uma parcela de usuários notificando a mudança e recomenda o download do aplicativo, conforme mostra a imagem abaixo. Em contato com a reportagem de VEJA.com, o Facebook afirmou que o usuário terá sete dias para se adequar à exigência a partir da data de recebimento do aviso.

Aplicativo do Facebook vai perder função de bate-papo

Segundo a empresa, a medida tem como objetivo deixar o aplicativo principal mais rápido e não se aplica a dispositivos móveis com sistema operacional Android de baixo custo e Windows Phone. Pessoas que acessam a rede social por meio de desktops não serão afetadas com a mudança.
Nos últimos meses, o Facebook tem criado uma série de estratégias agressivas para o universo móvel, para onde migram milhões e milhões de usuários. Na última quarta, a companhia informou que mais de 1 bilhão de pessoas se conectam ao serviço por meio de smartphones e tablets. Em fevereiro, a rede adquiriu o serviço de mensagens instantâneas WhatsApp por 19 bilhões de dólares.
by Veja

Entenda por que o surto de Ebola está fora de controle

Epidemia


Desde o início do ano, vírus já causou mais de 660 mortes em quatro países no oeste africano. Propagação da epidemia em áreas urbanas e crenças populares ajudam a explicar a dimensão que o problema tomou

Imagem mostra profissionais de saúde na Libéria protegidos para evitar o contágio pelo vírus Ebola
Imagem mostra profissionais de saúde na Libéria protegidos para evitar o contágio pelo vírus Ebola (Zoom Dosso)
pior epidemia de Ebola da história, como classificou Organização Mundial da Saúde (OMS), já infectou mais de 1 000 pessoas e matou ao menos 660 no oeste da África. A doença, para a qual não existe cura ou vacina, é conhecida por ser altamente transmissível e mortal: a taxa de óbitos entre infectados pode chegar a 90%. Neste fim de semana, com a confirmação do primeiro óbito na Nigéria, o surto passou a afetar quatro países, incluindo Serra Leoa, Guiné e Libéria. 
O vírus Ebola foi descoberto em 1976, quando houve 431 mortes. Desde então, os principais surtos aconteceram em 1995 (254 óbitos), 2000 (224) e 2007 (224), todos na África. O atual surto teve início em março na Guiné e, em maio, se espalhou para Serra Leoa após um curandeiro infectado transitar entre os dois países. Profissionais de saúde que ajudam a tratar pacientes infectados estão entre as vítimas, como um médico que liderava o combate à doença na Libéria, morto no sábado.
Propagação — Alguns fatores ajudam a explicar por que a epidemia cresceu tanto. Um deles é o fato de que, pela primeira vez, o vírus ultrapassou áreas rurais e chegou às capitais, onda a densidade demográfica é mais alta. "Os surtos anteriores foram localizados, o que facilitou o isolamento dos pacientes e o controle da doença", disse ao jornal britânico The Guardian Nestor Ndayimirije, representante da OMS.
Além disso, crenças populares e falta de informação atrapalham o combate à moléstia. Como não existe prevenção contra a doença, medidas como identificar pessoas infectadas rapidamente e colocá-las em quarentena para evitar transmissão do vírus ajudam a controlar o surto. No entanto, nos países endêmicos, há relatos de pessoas que escondem familiares doentes; de pacientes que fogem do isolamento; e de famílias que mantêm o cadáver de um parente por vários dias em suas casas.
A OMS afirma que divulgar o maior número de informações sobre a doença para a população é importante para prevenir os surtos de Ebola. Mas o baixo investimento em saúde nos países acometidos pela doença dificulta essa estratégia. Segundo reportagem da rede americana CNN, na Guiné, por exemplo, onde a expectativa de vida da população é de 58 anos, o governo gastou uma média em 7 dólares por pessoa em saúde em todo o ano de 2011. No mundo, a média em 2010 foi de 571 dólares per capita.
Algumas autoridades de saúde africanas, porém, acreditam que os relatos de casos e mortes têm dado mais atenção ao Ebola. "Não estamos dizendo que está tudo bem, mas agora há menos pessoas morrendo em silêncio", disse Sakouba Keita, ministro da Saúde da Guiné.
Medidas — Um comunicado da OMS divulgado na semana passada exigiu que os governantes adotassem medidas "drásticas" para combater o surto atual diante da preocupação com a possibilidade de transmissão a países vizinhos.
No domingo, a presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf, anunciou o fechamento da maior parte das fronteiras terrestres do país. Os poucos pontos que não foram interditados, segundo ela, terão centros para auxiliar na prevenção da epidemia. Ellen também determinou que hotéis e restaurantes exibam a seus clientes um vídeo de 5 minutos contendo informações sobre a moléstia e proibiu eventos públicos e manifestações, para reduzir o risco de contágio.
Mundo — A OMS considera baixo o risco de contágio entre pessoas que viajam a regiões endêmicas, já que a transmissão do vírus acontece a partir do contato com fluidos corporais dos doentes (sangue, suor, urina e saliva, por exemplo) – e não pelo ar, por exemplo.
Nesta terça-feira, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou que o governo brasileiro segue as recomendações da OMS – não há recomendação para que pessoas deixem de viajar a países endêmicos. "A situação nesses países se agrava pois são regiões em conflito, aonde os profissionais de saúde muitas vezes têm dificuldades para chegar. Mas, pelas características de transmissão da doença, não há risco de disseminação global", afirmou Chioro.
O Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), órgão de saúde dos Estados Unidos, acredita que o risco de o surto de Ebola se espalhar pelo país é remoto. Dois americanos contraíram o vírus na Libéria, onde estão recebendo tratamento.

Entenda o surto de Ebola na África

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O que é o Ebola?

O vírus Ebola foi descoberto em 1976 a partir de diagnósticos simultâneos na República Democrática do Congo e no Sudão, na África. Ele provoca uma grave doença conhecida como febre hemorrágica Ebola, que pode afetar seres humanos e primatas, como macacos e chipanzés. O surto de Ebola pode chegar a provocar a morte de 90% das pessoas infectadas. Atualmente, não existe vacina e nem cura para a doença.

Como a doença é transmitida?

O Ebola é transmitido de pessoa para pessoa principalmente a partir do contato direto com sangue, secreções e outros fluidos corporais de pessoas infectadas. A transmissão também pode acontecer a partir do contato com ambientes e objetivos contaminados por esses fluidos, como roupas. Segundo a OMS, não há risco de contágio no período de incubação do vírus — ou seja, entre a infecção e os primeiros sintomas. No caso do Ebola, esse tempo pode variar de 2 a 21 dias.

Quais são os sintomas da infecção?

A doença costuma aparecer com quadros de febre, fraqueza e dores musculares, de cabeça e de garganta. Em seguida, surgem sinais como náusea, diarreia, feridas na pele, problemas hepáticos e hemorragia interna e externa. O tempo entre a infecção pelo vírus e o os primeiros sintomas variam de 2 a 21 dias.

Como é o tratamento da doença?

Não existe um tratamento específico para a febre hemorrágica Ebola. Pacientes graves recebem cuidados intensivos, que incluem reidratação oral e intravenosa, e devem ser isolados e receber a visita apenas de profissionais de saúde que seguem todas as medidas de prevenção contra a infecção

Quem corre maior risco de contrair o vírus?

Segundo a OMS, as pessoas com maior risco de contágio são profissionais de saúde e familiares de pacientes contaminados. A organização considera que as probabilidades de infecção entre turistas que visitam uma área endêmica são baixas.

by Veja

O que acontece com um hambúrguer no seu estômago



REDAÇÃO ÉPOCA

28/07/2014 
Um lanche na sua barriga (Foto: Reprodução/ Youtube)
O que acontece com um hambúrguer mergulhado em ácido clorídrico? Era o que alguns pesquisadores da Universidade Nottingham , no Reino Unido queriam saber. Afinal, trata-se de uma reação corriqueira que, na maioria das vezes,  ocorre longe dos nossos olhos. Toda pessoa carrega consigo uma porçãozinha de ácido clorídrico. A substância é um dos principais componentes do suco gástrico. Depois de passar algumas horas submerso na mistura, um hambúrguer fica com uma aparência...bom, melhor que você mesmo veja.

>>Siga o mestre: bebê comanda 500 meninos em acampamento nos EUA

Os pesquisadores fazem a ressalva de que, no estômago, as pessoas dispõem de outras substâncias que auxiliam a digestão, o que significa que a aparência do alimento na sua barriga não é bem essa. Mas dá uma boa ideia. Confira:


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