terça-feira, 8 de julho de 2014

Alemanha destrói o Brasil com 7 a 1 e vai para a final da Copa do Mundo

REDAÇÃO ÉPOCA
08/07/2014




Julio César: "Saio de cabeça erguida" (Foto: AP)

Logo ao final da derrota do Brasil para a Alemanha, por 7 a 1, na maior goleada sofrida pela Seleção em Copas, o goleiro Julio César falou sobre o desempenho do time na semifinal. Com o resultado, o país está fora da disputa e a seleção alemã vai para sua oitava final.

"É complicado de explicar. Explicar o inexplicável é complicado. Temos que reconhecer o grande futebol alemão, que joga junto há seis anos. Até aqui tava tudo muito lindo. O povo brasileiro está de parabéns, a torcida também por todo o apoio até aqui. Os jogadores vão falar, vão agradecer, vão se desculpar. Eles foram muito fortes. Temos que reconhecer que depois do primeiro gol deu um apagão. Ninguém esperava. Agora vamos voltar para nossas casas, abraçar nossos familiares. Fica aqui meu agradecimento a todo o povo brasileiro."

E continuou:

"Chegamos perto, mas não conseguimos. Fica um sentimento muito triste. Troco minha falha que carreguei durante quatro anos pelo jogo de hoje. Preferia que terminasse 1 a 0 por um erro meu, do que 7 a 1. O time é forte, os jogadores vão saber levantar a cabeça. Saio de cabeça erguida. Agradeço a Deus pela oportunidade de jogar a Copa no meu país. Fica o meu agradecimento e um beijo no coração de cada brasileiro."

Polícia investiga tentativa de explosão de coluna do monotrilho em SP

06/07/2014 13h21 - Atualizado em 07/07/2014 08h45

Dinamites foram colocadas em obra da Linha 15-Prata na Av. Sapopemba.

Ação ocorreu em 29 de junho e teve participação de quatro pessoas.

Kleber Tomaz

Do G1 São Paulo
Dinamites presas com fitas à coluna de sustentação da Linha 15, no dia 29 de junho. (Foto: Reprodução)Dinamites presas com fitas à coluna de sustentação da Linha 15, no dia 29 de junho. (Foto: Reprodução)
Quatro pessoas não identificadas tentaram explodir uma das colunas da obra do monotrilho da Linha 15-Prata do Metrô, na Zona Leste de São Paulo, na madrugada de 29 de junho, segundo investigação da Polícia Civil. Previsto para ser inaugurado em setembro, o primeiro trecho do monotrilho vai ligar as estações Vila Prudente e Oratório. O incidente ocorreu em um trecho mais adiante, na Avenida Sapopemba, altura do nº 10.200.
Duas bananas de dinamite e 2 m de pavio de pólvora foram afixados com fita adesiva a um dos pilares na Av. Sapopemba. O G1 teve acesso a imagem que mostra o material fixado no concreto com fitas adesivas (veja acima).
O delegado Marco Antonio Desgualdo, diretor do Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade), informou que a Delegacia do Metropolitano (Delpom) suspeita de "grupos desordeiros". Os criminosos que colocaram os artefatos fugiram após ver um vigilante da obra. Os explosivos foram apreendidos pelo Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) da Polícia Militar.
Olha, eu acho que isso aí não foi nada de atentado. É um explosivo, mas muito antigo. (...) Me pareceu aí pelo que o pessoal disse que seria meio inócuo. Está cheirando mais molecagem"
Marco Antonio Desgualdo,
diretor do Departamento de Capturas e Delegacias Especializadas (Decade)
Com medo, o vigia da obra que acompanhou a chegada do grupo disse que optou por pedir demissão. “Por causa disso eu até saí fora já, nem estou mais”, disse aoG1, pedindo anonimato.
Atentado descartado
O diretor do Decade explicou que os cartuchos estavam sem detonador e, mesmo que fossem acionados, não teriam potencial para derrubar ou abalar a estrutura da coluna.
Para Desgualdo, o mais provável é que um "grupo de desordeiros" colocou a bomba para chamar a atenção.
O delegado lembrou que o país vive uma onda de protestos em meio a cenários de disputas políticas e críticas aos gastos públicos com a Copa do Mundo - as dinamites foram afixadas a pilastra 10 horas depois de o Brasil ter vencido o Chile pelo mundial de futebol.
“Olha, eu acho que isso aí não foi nada de atentado. É um explosivo, mas muito antigo", disse o delegado. "Me pareceu aí pelo que o pessoal disse que seria meio inócuo. Está cheirando mais a molecagem”.
O diretor afirmou que nenhuma hipótese de autoria está descartada. "O leque [da investigação] está aberto, mas não tem nada assim de grande potencial. Você tem que apurar circunstâncias, motivos e autoria”, disse o delegado.
Até a publicação desta reportagem, os suspeitos do crime não foram identificados ou presos e o motivo da ação também não foi esclarecido. "Local ermo, não tem imagem nenhuma. Mas nós estamos correndo”, disse Desgualdo.
Uma das colunas de sustentação da obra do monotrilho prata, na Avenida Sapopemba, na Zona Leste de São Paulo, foi alvo de pessoas que queriam explodi-lo horas depois de o Brasil vencer o Chile pela Copa do Mundo. (Foto: Kleber Tomaz / G1)Obra do monotrilho prata, na Avenida Sapopemba. (Foto: Kleber Tomaz / G1)

Sem detonador
Policiais ouvidos pelo G1 disseram que, no material apreendido, não havia um detonador. O caso foi registrado como tentativa de explosão no 69º Distrito Policial (DP), Teotônio Vilela. Depois, seguiu para investigação do 70º DP, Vila Ema,  e agora está sob responsabilidade da Delegacia do Metropolitano.

Além de policiais, vigilantes da obra e testemunhas disseram à equipe de reportagem que suspeitam que a tentativa de explosão da coluna do monotrilho não foi realizada por criminosos profissionais. Para eles, quem afixou os cartuchos explosivos não tinha conhecimento do seu poder de detonação.
Sapateiro Joseílton de Moura trabalha em frente à obra do monotrilho; ele aponta para coluna onde desconhecidos colocaram duas bananas de dinamite e fio para acionar pólvora (Foto: Kleber Tomaz / G1)Sapateiro Joseílton de Moura trabalha em frente à
obra do monotrilho; ele aponta para coluna onde
desconhecidos colocaram duas bananas de
dinamite e fio para acionar pólvora.
(Foto: Kleber Tomaz / G1)
Em busca de câmeras e teorias
O sapateiro Joseilton de Moura, de 44 anos, é vizinho do canteiro de obras. Ele disse que funcionários buscam teorias para a motivação do crime.
"Outros operários me contaram que esse grupo queria explodir a coluna do monotrilho para causar e chamar a atenção para essa gastança do dinheiro público (por causa da Copa)”, disse Moura.

De acordo com Moura, que há mais de um ano tem uma sapataria voltada para a Avenida Sapopemba, um delegado do 70º DP o visitou e perguntou se ele tinha câmera de segurança voltada para a rua. “Isso aconteceu no dia 30, um depois da ameaça de tentativa de explodir a bomba na coluna da obra”, afirmou. "Mas não tenho câmera aqui", relatou.
Ainda segundo o sapateiro, o delegado havia lhe informado que criminosos planejavam roubar e por isso estavam com explosivos. "Ele só não me disse roubar o quê. Para mim foi estranho porque o burburinho que ficou aqui é de que queriam explodir a pilastra. Afinal de contas: o que tinha para se roubar num canteiro de obras?”, afirmou.

G1 apurou que os explosivos apreendidos no monotrilho são os mesmos usados por criminosos para destruir caixas eletrônicos. De acordo com o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados pelo Centro de Operações da PM (Copom) por volta das 3h do dia 29 de junho “para atender ocorrência de ameaça de bomba”.
Chegando ao local, “constataram a existência de duas bananas de dinamite (cartucho) e dois metros de pavio de pólvora”.Em seguida, a equipe do esquadrão de bombas da PM foi até a obra do monotrilho, onde apreendeu os artefatos.

“No local, em entrevista com o vigilante responsável pela obra ali realizada (Monotrilho Prata), soube-se que quatro indivíduos desconhecidos ali se encontravam em atos preparatórios para realizar a detonação das dinamites, não concretizando a ação tendo em vista a chegada do vigilante, evadindo-se todos a pé para rumo ignorado, e que devido ao horário, não fora possível efetuar a descrição dos mesmos”, informa o registro policial feito no 69º DP.
Desde o início da Copa, quarenta pontos da cidade de São Paulo estão sendo vigiados 24 horas por dia por um efetivo composto por 4.265 policiais militares. São hotéis, centros de treinamento, áreas de festa e vias considerados potenciais alvos de ameaças durante a Copa do Mundo. Entre os pontos estratégicos estão estações e linhas do Metrô.
Monotrilho previsto para setembro
De acordo com a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos, o monotrilho da Linha 15-Prata do Metrô, na Zona Leste de São Paulo, deverá funcionar a partir de setembro deste ano. Provavelmente, a partir do próximo dia 26 deste mês, o novo modal será aberto ao público, mas para visitas monitoradas e nos finais de semana.

A previsão é que a Linha 15 tenha 26,6 quilômetros operacionais e 18 estações, ligando Vila Prudente à Cidade Tiradentes. Ela custará R$ 6, 4 bilhões.
Em junho, um acidente em outra obra do monotrilho deixou um morto. O acidente ocorreu na Avenida Washington Luís, na Zona Sul de São Paulo, em estrutura da futura Linha 17-Ouro do Metrô.
  •  
Metrô realizou testes nesta sexta no trecho localizado na Avenida Professor Luiz Ignácio de Anhaia Melo (Foto: Cristiano Novais/CPN/Estadão Conteúdo)Teste de circulação do monotrilho. (Foto: Cristiano Novais/CPN/Estadão Conteúdo)

Diante de goleada alemã, torcedores começam a deixar a Fan Fest em Porto Alegre


Ainda no primeiro tempo, as mais de 13 mil pessoas


1 / 3
Grande movimento causou filas pouco antes do início do jogo
Foto: Mariana Ceccon / Rádio Gaúcha
Milhares de torcedores acompanham o jogo do Brasil na Fan Fest de Porto Alegre, na tarde desta terça-feira (08). O evento abriu os portões ao público às 11h. Por volta das 15h30, o grupo Tchê Guri se apresentou no palco do Anfiteatro Pôr-do-Sol.  Mais de 13 mil pessoas acompanharam o início da transmissão do jogo entre Brasil e Alemanha, pela semifinal da Copa do Mundo. O público cantou junto com os jogadores o hino nacional. Entretanto, antes do final do primeiro tempo, muitas pessoas já deixavam o local por conta da goleada alemã sobre o Brasil. 
Após a partida, tem show da banda Vera Loca, a partir das 19h. A capacidade do evento é para 20 mil pessoas. Há milhares de pessoas em uma fila do lado de fora aguardando para acessar o Anfiteatro Pôr-do-Sol. O trânsito está bloqueada na Avenida Edvaldo Pereira Paiva, entre a Rótula das Cuias e a Avenida Ipiranga.
by gaucha.clicrbs

Em Alta

JBS: Poder & Dinheiro inimagináveis.

 

Mais Lidas