quarta-feira, 25 de junho de 2014

Genoino e Dirceu recebem de volta o direito de trabalhar fora do presídio

25/6/2014 19:41
Por Redação - de Brasília
Barroso foi enfático ao afirmar que ‘mensalão’ é um ‘ponto fora da curva’
Embora o Supremo Tribunal Federal (STF) tenha negado a concessão de prisão domiciliar para o ex-presidente do PT José Genoino, o ministro relator do pedido, Luís Roberto Barroso, colocou o dia 25 de agosto deste ano como data limite para que volte a rever o caso, com o vencimento de prazo fatal para que o líder petista possa cumprir o restante de sua pena em regime domiciliar. Caso seja chamado a trabalhar, Genoino terá garantido o seu direito a passar o dia fora do presídio. O julgamento ocorreu na tarde desta quarta-feira.

Barroso votou contra a solicitação do ex-ministro da Defesa, durante o governo da presidenta Dilma Rousseff, para que fosse transferido, imediatamente, do regime semiaberto para prisão domiciliar, devido ao estado de saúde dele, que não é grave, segundo os laudos médicos, e para que não se praticasse uma exceção diante do elevado número de prisioneiros com problemas de saúde tão ou mais graves do que a cadiopatia da qual o ex-deputado é portador.

Sete ministros acompanharam o voto do relator: Teori Zavascki, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Gilmar Mendes, Celso de Melo e Marco Aurélio Mello. A favor da prisão domiciliar votaram Dias Toffoli e Lewandowski. Joaquim Barbosa não participou da sessão em que veria derrotada, no momento seguinte, a tese de que o ex-ministro José Dirceu e os demais presos após julgada a Ação Penal 470 não poderiam cumprir suas penas em regime semiaberto, com direito a trabalho externo.

Barroso colocou-se, “filosoficamente”, a favor da prisão domiciliar, mas afirmou que a atual legislação não prevê a concessão do benefício em casos como os de Genoino. Segundo seu voto, os laudos médicos não asseguram a necessidade imediata do benefício e a situação de centenas de outros presos no sistema do Distrito Federal é similar ou pior do que a de Genoino. O magistrado citou o levantamento da Vara de Execuções Penais (VEP) de que além de 11 presos internados, há no sistema 306 hipertensos, 16 cardiopatas, dez com câncer, 56 com diabetes e 65 com HIV.

– A situação é preocupante e inspiradora de cuidados como é a situação do agravante não é diferente da de centenas de detentos. Estaria produzindo uma exceção e esse entendimento não teria como ser reproduzido para todas as pessoas seriamente doentes que se encontram no sistema carcerário – afirmou.

Quanto ao direito a trabalhar fora do presídio, Genoino, Dirceu e os demais requerentes do benefício, segundo decisão da Corte Suprema, por maioria, foram liberados, em uma derrota, até agora, sem precedentes para o presidente demissionário do STF, ministro Joaquim Barbosa.

Vestido de noiva de Rio Preto, SP, voa pela janela horas antes de casamento

25/06/2014 07h30 - Atualizado em 25/06/2014 07h30
Saga atrás do vestido incluiu noivo e vizinhas de prédio.
‘Ficar nervosa não ia me ajudar. Por isso, comecei a rir’, conta noiva.

Natália ClementinDo G1 Rio Preto e Araçatuba
A rio-pretense Stéfanie Fares Sabbag, de 26 anos, passou por um susto grande no dia de seu casamento. O vestido dela voou do prédio onde se arrumava horas antes da cerimônia, parou numa caixa de ar-condicionado, sujou, por pouco não rasgou e precisou do noivo para resgatá-lo. Se a noiva surtou? Com muitas risadas e bom humor, ela apenas guardou a história para contar.Stéfanie e o engenheiro de computação Luiz Carlos Irber Júnior, de 28 anos, casaram-se no último dia 7, em São José do Rio Preto (SP). Ela é rio-pretense, ele gaúcho, ambos moram fora do país onde trabalham e estudam. Ela realiza trabalho voluntario e é estudante de doutorado
O vestido foi comprado em São Paulo, feito de renda. Com o calor de Rio Preto, tornou a opção da noiva que o combinou com uma bota, para entrar no clima da festa, que seria em uma fazenda. “Ao me arrumar para a cerimônia, coloquei o vestido na janela do meu quarto e nem percebi que ela estava aberta. Meu noivo estava lá, mas como fazia outras coisas, não viu quando ele voou. Quando perguntei "Deu para pendurar o vestido certinho?", ele respondeu "O vestido? O vestido não está aqui. O vestido voou”. Achei que fosse brincadeira, mas quando vi que não era, corri para o quarto”, conta a noiva.
Vestido caiu em caixa de ar-condicionado e noivo resgatou com ajuda de vizinhos (Foto: Danilo Vieira)Vestido caiu em caixa de ar-condicionado e noivo
resgatou com ajuda de vizinhos (Foto: Danilo Vieira)
A primeira reação de Stéfanie foi inesperada para uma noiva horas antes do “grande momento”. “Comecei a rir. Quando me debrucei na janela e vi que ele tinha parado na caixa de ar do apartamento dois andares abaixo, só conseguia rir. Todo mundo estava assustado, mas a improbabilidade do fato só o deixava mais divertido. Não consegui ficar desesperada porque aquilo era tão inusitado que só dava para rir mesmo”, diz.
Aí começou a saga atrás do vestido. Do apartamento onde a noiva estava, uma tela de proteção impedia o resgate. Eles começaram a pensar em como resgatá-lo. O andar logo abaixo - de onde até seria possível pegar - estava sem contra piso e inabitado. A solução seria ir até o andar onde ele parou e tentar alcançar o vestido mesmo com a tela de proteção do andar. “Meu noivo, então, correu batendo de porta em porta e as vizinhas o deixaram entrar. Pela sacada, eles alcançaram o forro do vestido e, com um cabo de vassoura, o pegaram jogando-o entre os andares. O forro ficou todo sujo, mas naquela altura não dava mais pra limpar. A renda que ele tinha tapava tudo e aparentemente não sofreu nenhum dano. Casei assim mesmo”, conta Stéfanie.
Para quem viu a cena, as perguntas eram muitas: “E se não der para pegar?”, “Você vai ficar sem o vestido?”. Para Stéfanie, foi fácil lidar. “Se tivesse rasgado até tinha outro vestido para casar, o problema é que não teria o sapato e os acessórios. Ia entrar descalça mesmo. O problema seria meu noivo, porque eu o faria trocar de roupa e iria ser uma confusão. A situação toda era muito engraçada e eu não estava disposta a ficar nervosa por isso. Nervosismo não ia ajudar em nada e o melhor mesmo era ver tudo com o senso de humor que o momento pedia”, explica Stéfanie.
Para Luiz, a situação acabou sendo mais tensa. Ele tinha a responsabilidade de trazer o vestido de volta e contar com a ajuda dos vizinhos para isso. "Quando toquei a campainha do apartamento e disse “Boa tarde, o vestido da minha noiva voou e caiu em cima do ar condicionado de vocês, será que posso pegá-lo?", quem estava no apartamento não acreditou. Eles me “vigiaram” e quando viram que era realmente verdade, ficaram perplexos e me ajudaram a pegá-lo. Foi bastante tenso porque o cabo da vassoura não estava equilibrando muito bem o vestido, e achei que ele pudesse cair. Mas felizmente deu pra esticar o braço o suficiente para alcançá-lo”, conta o noivo.
Luiz já tinha visto o vestido e o casal não se incomodou com a tradição que diz dar azar. “Não acreditamos muito em superstições. Antigamente, o problema não era ver o vestido, mas sim a noiva como um todo. Isso vem de muito antes. Provavelmente hoje se mantém como tradição, mas não vejo porque não incluir o noivo inclusive na escolha do vestido.  Nós já tínhamos uma união estável antes e para todos os efeitos já éramos casados. Faltava só o religioso mesmo. Ele me ajudou a escolher o vestido, deu opinião e tudo mais”, diz Stéfanie.
Depois do susto, Stéfanie se casou usando o vestido escolhido (Foto: Danilo Vieira)Depois do susto, Stéfanie se casou usando o vestido
escolhido (Foto: Danilo Vieira)
Apesar do susto, Stéfanie e Luiz casaram-se no pôr do sol daquele sábado. O tema do casamento também surpreendeu: foi uma festa junina. Ao invés da valsa, houve quadrilha e quem levou as alianças ao altar foram os avós da noiva. O noivo também usou um traje típico do Rio Grande do Sul ao invés do terno.
A festa seguiu como planejada mesmo com o contratempo. “O que eu esperava era que meu casamento fosse bem descontraído e nesses moldes não posso surtar por conta de um vestido voador, né? Muitas vezes as pessoas perdem de vista é que o casamento é uma celebração do amor, respeito, carinho e companheirismo. Não precisamos surtar com vestido, decoração, nem nada do que de errado aconteça. O mais importante de um casamento é a união de duas pessoas que se amam e isso é tudo que precisa dar certo, o resto é resto.”, conta.
Para o noivo, apesar do susto, o dia foi perfeito. “O que mais contou foi o pragmatismo em fazer uma celebração que nos agradasse e também aos convidados, sem se importar muito com formalismos e superstições. Desviamos do protocolo tradicional de um casamento em quase todos os passos. Com essa saga atrás do vestido então, superamos o dia. Fica agora outra boa história para contar deste dia incrível”, finaliza Luiz.
Saga atrás de vestido tornou dia mais divertido e o improvável uma boa história para contar (Foto: Danilo Vieira)Saga atrás de vestido tornou dia mais divertido e o improvável uma boa história para contar (Foto: Danilo Vieira)

Argentino é baleado após discussão em bar no Centro de Porto Alegre

25/06/2014 06h13 - Atualizado em 25/06/2014 06h52

Torcedor foi atingido na perna e se dirigiu ao HPS, de onde foi liberado.

Fato aconteceu na Rua Fernando Machado após discussão sobre futebol.

Argentino foi baleado em bar no Centro de Porto Alegre (Foto: Leo Urnauer/G1)

Um argentino de 30 anos foi baleado no final da noite desta terça-feira (24) dentro de um bar no Centro de Porto Alegre, informou a Brigada Militar. Após ser atingido na perna, ele foi sozinho ao Hospital de Pronto-Socorro (HPS), de onde foi liberado durante a madrugada.


Segundo a polícia, ele foi atingido por volta das 23h no estabelecimento localizado na Rua Fernando Machado. Testemunhas relataram que ele havia se envolvido em uma discussão com outros torcedores sobre clubes de futebol da Argentina.
by G1

Em Alta

"Nós saímos de 1534. Mas 1534 nunca saiu da gente"

"No Brasil, em quase todos os estados, o poder político é transmitido como uma herança de sangue. As mesmas famílias atravessam geraçõe...

Mais Lidas