terça-feira, 9 de abril de 2013

Vamos ver este ano, o que vão apresentar.

17 DE ABRIL DE 2012 - 13H22 

Abril Vermelho: Nossa causa é social, por isso é justa


“Pela democratização da terra e por justiça social”. É com esse objetivo que desde segunda-feira (16) os movimentos que lutam pela Reforma Agrária no país se mobilizam em atos em cerca de 20 estados, com 38 ocupações de terra, nove ocupações de sedes do Instituto Nacional Colonização (Incra), cinco protestos em prédios públicos, além de bloqueios de estradas e avenidas e criação de acampamentos em diversas cidades.



Compondo a agenda da “Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária”, nesta terça-feira (17), rodovias de diversos estados foram fechadas por 21 minutos para relembrar a morte dos 21 trabalhadores rurais assassinados no Massacre de Eldorado dos Carajás, em operação da Polícia Militar, no Pará, em 1996.


De acordo com a direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), esse Abril Vermelho pede pressa na Reforma Agrária, pede projetos de infraestrutura nos assentamentos, como os de geração de emprego e renda e a construção de escolas, entre outras reivindicações.

Em entrevista ao vermelho, o coordenador nacional do MST, José Ricardo, que está mobilizado, desde segunda-feira (16), em frente ao Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), disse que as manifestações estão sendo realizadas de forma pacífica, e que estão obtendo resultados positivos em todos os estados mobilizados.

“Ocupamos o MDA de forma pacífica e sem danificar o patrimônio público. Ocupamos em protesto ao descaso por parte deste governo, que não tem cumprindo com o que foi acordado. A presidente precisa ouvir os trabalhadores rurais, pois nossa causa é justa. A Reforma Agrária não pode continuar a ser posta de lado como tem acontecido, ela deve fazer parte do projeto nacional de desenvolvimento defendido por Dilma”, exclamou Ricardo.

Ele informou que foi com uma cerimônia simbólica, na qual diversas entidades externaram apoio à mobilização e cantaram hinos de luta, que os trabalhadores rurais desocuparam o prédio do ministério e se organizaram em frete à instituição.


“Deixamos o prédio após ato em homenagem aos 21 companheiros assassinados no Massacre de Eldorado dos Carajás. Sindicatos, federações, confederações, movimento de mulheres, movimento negro, e muitas outras vieram prestar também sua homenagem aos que, durante anos, lutam para garantir a sobrevivência neste país”, destacou.

Ricardo também informou que hoje a coordenação do MST terá audiência com o ministro Pepe Vargas. “Iremos apresentar, novamente, nossas propostas. Queremos um posicionamento concreto sobre a questão da terra no Brasil. Queremos justiça aos que deram sua vida pela Reforma Agrária. Esse governo não pode ser conivente com a impunidade”, enfatizou. 

Impunidade


Segundo José Ricardo, dos 155 acusados no caso Carajás, 142 foram absolvidos, 11 foram retirados do processo e apenas dois foram condenados. 

Em 2002, o Coronel Mário Colares Pantoja e o Major José Maria Pereira Oliveira foram condenados a 228 e 154 anos de prisão. No entanto, apesar da sentença, os dois respondem em liberdade, sem previsão para execução da pena. 

“Queremos justiça. Um país como o Brasil não pode tolerar mais que criminosos fiquem impunes. Lutamos pela justiça social, pela transparência e por um Estado que olhe pelos brasileiros”, afirma. 

Sucateamento do Incra

O dirigente também criticou o contingenciamento, em quase 70%, dos recursos destinados ao Instituto Nacional Colonização (Incra). Segundo ele, um dos principais efeitos do corte será uma brutal redução dos serviços de assistência técnica aos assentamentos da reforma agrária. 

“Esse corte vai na contramão do que foi dito pela presidente. Questionamos como vamos melhorar a produtividade dos assentamentos já existentes e criar outros se não houver recursos”, indaga Ricardo.

Segundo ele, “de R$ 240 milhões, o Incra só receberá R$ 75 milhões. Como poderemos avançar em nossas bandeiras e são colocados obstáculos. O MST não recuará até o governo rever esse corte”.

Em nota do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), o ministro Pepe Vargas informou que já iniciou diálogo com o Ministério do Planejamento para rever o corte. 

Segundo a nota, o MDA não discorda da posição do governo - de reduzir o custeio da máquina pública, exigindo que se torne mais eficiente com menos recursos -, a questão é que o Incra engloba rubricas fundamentais que não podem deixar de funcionar.

Pronera

José Ricardo também falou sobre os impactos nos programas educacionais. Ele frisa que outro problema que os trabalhadores rurais enfrentam é com o corte dos recursos destinados ao o Programa de Educação Rural nos Assentamentos (Pronera).

“A redução dos recursos atingirá um eixo estratégico de desenvolvimento, pois se o corte não for revisto muitos dos assentados que estão em universidades não poderão renovar suas matrículas.

Ações pelos estados

Em Brasília, nesta terça-feira (17), quando serão completados 16 anos do Massacre de Eldorado dos Carajás, serão realizados um ato público no Plenário 2 da Câmara dos Deputados, às 17h30, e uma vigília em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF), a partir das 17h, onde serão colocadas 500 cruzes em frente ao prédio à instituição. 

De acordo com José Ricardo, os atos pretendem denunciar a impunidade que marca a história de violência no campo brasileiro e reafirmar a necessidade da realização da Reforma Agrária para o combate à pobreza e o desenvolvimento do meio rural.


Ato em São Paulo na Rodovia Anhanguera

Em São Paulo, cerca de 300 trabalhadores rurais bloquearam a Rodovia Anhanguera nos dois sentidos por 35 minutos. Segundo informações da coordenação nacional do MST, participaram do ato organizações como a Consulta Popular, Conlutas, MAB, Uneafro, Levante Popular da Juventude, Sindicato dos Advogados de São Paulo, Sindicato dos Químicos de Osasco, entre outras que compõem o Comitê do Pinheirinho.

Na oportunidade foram homenageados os mártires do Massacre de Eldorado dos Carajás em falas, canções e faixas, exigindo punição para os responsáveis.

Ainda nesta terça-feira (17), no Rio de Janeiro, cerca de 300 trabalhadores rurais bloquearam a Avenida Presidente Vargas, na altura do prédio do Detran, onde fica a sede do Incra. Depois do protesto, os manifestantes partiram para o Tribunal de Justiça do Estado do Rio, onde realizaram ato cobrando ações efetivas do Judiciário. 

Em Minas Gerais, cerca de 200 trabalhadores rurais paralisaram a BR-365, em Jequitaí, no norte do Estado. Durante o ato, os militantes denunciaram a violência do latifúndio e a violação dos direitos humanos nos grandes projetos, como no caso do Projeto Jequitaí e do Gorutuba, desenvolvido pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (CODEVASF). 

Em Pernambuco, aproximadamente 2,6 mil integrantes interditam 16 pontos de estradas no estado. Em declaração à imprensa local, o integrante da direção nacional do MST, Francisco Terto, informou que as mobilizações continuar ao longo de todo o mês. “

Rodovias de Sergipe também foram ocupadas. Durante 21 minutos trabalhadores rurais cantaram hinos de luta em homenagem aos que morreram lutando pela Reforma Agrária.

Ato em João Pessoa, na Paraíba

Em João Pessoa, na Paraíba, uma das principais avenidas ficou interditada por 21 minutos durante uma mobilização. De acordo com Paulo Sérgio Alves, da direção estadual do MST, cerca de 500 pessoas participaram do movimento na capital que deixou o trânsito lento.

No Ceará, a ocupação na entrada do Palácio da Abolição, no Bairro Meireles, iniciada nesta segunda-feira (16), continua. Segundo a coordenação nacional do MST, os acampados esperam reunião com o governador Cid Gomes. Cerca de mil pessoas de diversas partes do estado estão no prédio.

Na Bahia, a Polícia Rodoviária Federal confirmou pontos de protesto na BR-116, próximo à cidade de Feira de Santana, e na BR-110, próximo a Paulo Afonso, no norte do estado, além da BR-242, na região oeste.

Da Redação do Vermelho,
Joanne Mota

PT se alarma com situação das finanças de Porto Alegre


by Clésio Boeira
2013-04-09 



Vereador Carlos Comassetto, líder da bancada do PT

A bancada do PT na Câmara Municipal está alarmada com a situação das finanças de Porto Alegre. A prefeitura fechou 2012, de acordo com o balanço das finanças públicas, com R$ 59 milhões de déficit. A elevação da receita, com o aumento dos repasses da União e do Estado, não foi suficiente para tapar o buraco.

A desorganização financeira se agravou com a perda de arrecadação própria e aumento de gastos com cargos em comissão. Os números de 2012 apontam que as despesas com pessoal pulou de 42,68% para 47,64% – e, para alarmar ainda mais os vereadores petistas, a previsão é que feche 2013 perto de 49%, flertando com o limite permitido pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

A Administração Centralizada, que contava, em 2004, com 267 CCs, agora possui mais de 600, dizem os petistas. O impacto da Reforma Administrativa feita no ano passado, “criando mais de 100 CCs e aumentando gratificações concedidas, seletivamente, em detrimento da grande maioria e da implementação do plano de carreira, turbina os gastos, neste ano, em R$ 10 milhões”.

Dilma lançou o mesmo Programa três vezes


quarta-feira, 6 de março de 2013

Por Carlos Parrini 


Até concordo com o Senador pois até dá no saco. Dilma pensa que todos nós brasileiros somos ignorantes e de memória curta. Tá sempre lançando o mesmo programa mas nunca põe em prática. O do saneamento já lançou três vezes e nada foi feito e 50% da população continua sem água e esgoto. O PAC duas vezes mas continua empacado.
A bem da verdade é que quando começam alguma obra, são paralisadas por corrupção ou para aumentarem os preços. As obras da Copa só estão saindo rápidas, apesar dos superfaturamentos, porque causarão impacto imediato no ano das eleições. Obras como as das Transposições do São Francisco, além de terem dobrado de preço, já estão dando prejuízo antes de serem inauguradas. Vale lembrar que as eleições não serão alteradas com os poucos beneficiários dessa obra bilionária, porém milhares estão padecendo de sede sem ela. Estão com dois anos de atraso e sem previsão para acabar.
E assim eles vão levando. Investindo nas obras que dão mais votos como Copas, Olimpíadas e esmolas, que no essencial que não dá quase nada, só dinheiro para corruptos e empreiteiras camaradas.
Embora Dilma e o PT sejam lentos em Obras essenciais, estão sendo ligeiros em gastar dinheiro para ir no enterro do criminoso e ditador Hugo Chaves.
Bem feito para o povo. Quem manda ter memória curta e ser ignorante? Embora eu seja do povo, me tirem fora dessa, pois não votei nesses canalhas. Disso me orgulho.

Vejam as alfinetadas de Aécio Neves:

06/ 03/ 2013 às 19:55

Aécio Neves critica relançamento de obras pelo Palácio do Planalto

George Gianni/PSDBBrasília - O senador Aécio Neves (PSDB-MG) criticou, nesta quarta-feira (06/03), o relançamento feito hoje pela presidente Dilma Rousseff de um mesmo conjunto de obras de saneamento, mobilidade e pavimentação que totaliza R$ 33 bilhões. O pacote destinado a estados e municípios já foi anteriormente anunciado por duas vezes: em março de 2010 e em janeiro passado, durante encontro com prefeitos no Palácio do Planalto.
Nesta manhã, a presidente Dilma voltou a lançar os projetos durante encontro com governadores. Os R$ 33 bilhões em obras já estavam previstos na segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
“O Palácio do Planalto havia se transformado em um Cabo Canaveral, cada semana um lançamento novo. Mas, dessa vez, o Planalto se superou, porque nem Cabo Canaveral faz relançamentos. Na verdade, a presidente lança hoje um conjunto de obras que já havia lançado em janeiro para os prefeitos que aqui vieram. São os mesmos recursos. Coube até ao ministro das Cidades, agora, reconhecer isso. Queremos que os investimentos venham, cheguem aos municípios, aos estados”, disse Aécio.
Lançado em março de 2010, pouco antes da campanha eleitoral, o governo federal não conseguiu concluir sequer metade das obras prometidas no PAC 2. A repetição do anúncio dos mesmos investimentos esta manhã foi esclarecida posteriormente pelos ministros das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, e do Planejamento, Miriam Belchior.
Promessa eleitoralAécio Neves cobrou também que o governo do PT zere o PIS/Cofins das empresas de saneamento do país, que hoje têm sua capacidade de investimento comprometida pelos altos impostos. O senador lembrou que esta foi uma das promessas de campanha da presidente Dilma em 2010.
“Confesso que aguardava que a presidente pudesse cumprir com o compromisso de campanha assumido com todos os brasileiros. No dia 17 de outubro de 2010, praticamente uma semana antes do segundo turno, ela anunciou que zeraria o PIS/Cofins incidente sobre as empresas de saneamento para que elas pudessem investir mais. Hoje, as empresas pagam em tributos praticamente o mesmo que fazem em investimentos. A presidente perde uma enorme oportunidade de resgatar pelo menos um dos muitos compromissos de campanha que ficaram pela estrada”, disse.
Vale-tudoO senador Aécio Neves lamentou a declaração feita esta semana pela presidente Dilma Rousseff de que se faz “o diabo quando é a hora da eleição”.
Para Aécio, as campanhas eleitorais devem ser pautadas no respeito ao adversário e na apresentação de propostas ao eleitor.
“Não vale tudo na eleição. Em uma eleição se deve discutir programas, apresentar propostas, respeitar o contraditório e deixar que, livremente, a população escolha qual a melhor opção. Nós não entraremos, até porque jamais fizemos isso, em um vale tudo. Seja agora, seja no período eleitoral. Espero sinceramente que tenha sido apenas mais um tropeço da presidente com as palavras, e não uma senha para os aloprados do PT. Sobretudo quando se detém cargo público, é preciso respeitar o adversário. Não apenas no período pré-eleitoral, mas principalmente no período eleitoral”, afirmou o senador Aécio.
Lula saiu mas a podridão continua. Muita roubalheira e nenhum benefício. Só esmolas.





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