domingo, 31 de março de 2013

Morte de menino de 6 anos em Barra do Piraí faz lembrar 'feras' da Penha e Baixada


Suspeita teria um relacionamento amoroso com o pai da vítima, segundo a polícia


Estadão Conteúdo| 27/03/2013 às 01h00
Fera da Baixada
Veja a galeria completaLuciene Reis Santana foi condenada a 43 anos de prisão após matar a menina Lavínia com um cadarço de tênis em março de 2011

A morte do menino João Felipe Eiras Sant'Ana Bichara, de 6 anos, em Barra do Piraí, no sul fluminense, assemelha-se a outros dois assassinatos de crianças ocorridos no Estado do Rio. A suspeita de matar a criança na noite de segunda-feira (25) é a manicure da mãe do menino. Segundo o  delegado José Mário Salomão, da delegacia de Barra do Piraí (88ª DP), uma das hipóteses para o crime seria vingança, já que a suspeita Suzana do Carmo de Oliveira Figueiredo não se conformava com o fim do relacionamento amoroso que ela tinha com o pai do menino.
Ainda segundo a polícia, o menino foi levado da escola por uma mulher que fingiu ser sua madrinha. Quando a família da vítima descobriu o sumiço do menino, horas depois, a própria suspeita se ofereceu para ajudar na busca da criança. Após a polícia descobrir o que o menino estava na casa da manicure, dentro de uma mala, Suzana confessou o crime e foi presa.
O primeiro caso semelhante ocorreu em 1960, no bairro da Penha, zona norte da capital. A comerciária Neide Maria Lopes, então com 22 anos, conheceu Antônio Couto Araújo em uma estação de trem e os dois começaram a namorar. Ela não sabia que Antônio era casado e tinha duas filhas e, após a descoberta, decidiu se vingar. Aproximou-se da mulher de Antônio, Nilza, e começou a frequentar a casa deles. Lá, conheceu a filha mais velha do casal, Tania, de quatro anos. Em 30 de junho de 1960, Neide telefonou para a escola onde a menina estudava, levou-a a um matadouro de animais próximo e a matou com um tiro à queima-roupa. Em seguida, ateou fogo ao corpo de Tania. A mulher foi condenada a 33 anos de prisão, e foi solta após 15 anos por bom comportamento. Ela ficou conhecida como "Fera da Penha".
Em 2 de março de 2011, a menina Lavínia Azevedo de Oliveira, de seis anos, foi morta estrangulada por Luciene Reis Santana, de 24, no quarto de um hotel no centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. A criança era filha do ex-amante de Luciene, Rony dos Santos de Oliveira. Decidida a se vingar do amante, que terminara o relacionamento, Luciene foi à casa dele de madrugada, entrou sem ser notada e raptou a criança. Ela vestiu a menina com as roupas de uma suas filhas, antes de levá-la ao hotel e estrangulá-la com um cadarço de tênis. Lavínia foi achada morta horas depois, na cama do hotel. Apelidada de "Fera da Baixada" devido à semelhança com o crime de 1960, Luciene foi condenada em março do ano passado a 43 anos de prisão.
Manicure se passou por mãe da criança
De acordo coma polícia, o menino havia desaparecido no início da tarde de segunda-feira (25). Ele havia sido levado da escola por uma mulher que se passou por madrinha dele. Para conseguir pegar a criança, ela ligou para a unidade se passando por mãe do menino.Ao falar com funcionários, ela comunicou que a madrinha de João Felipe iria ao local pegá-lo para fazer exames.

Como ninguém desconfiou de nada, a mulher foi à escola pegou a criança e foi embora de táxi. A família só soube que o menino não estava na escola uma hora depois. Desesperados, o pais acionaram a Polícia Militar e a Polícia Civil.

Depois de raptar a João Felipe, Suzana teria levado o menino para um hotel no centro de Barra do Piraí, onde o teria sufocado com uma toalha. Depois do crime, o corpo da criança teria sido levado para a casa dela, em uma mala. Foi lá que a polícia encontrou a vítima, após investigações.

Enquanto a família procurava a criança, a suspeita chegou a ir a casa dos pais de João Felipe se oferecendo para ajudar. Segundo a polícia, ela disse que ficaria no local para atender o telefone, caso os pais quisessem sair para procurar o menino.

Depois que o corpo foi descoberto na casa dela, a mulher confessou o crime e foi presa. Na delegacia, ela deu várias versões. Segundo os agentes, numa delas, ela teria dito que praticou o crime por que precisava de dinheiro. No enanto, a polícia trabalha com a hipótese de vingança.

João Felipe era neto do professor Heraldo Bichara, que já foi secretário de Educação da cidade. Ele já havia perdido a filha assassinada há alguns anos.
by R7

EXCLUSIVA AFP - Maduro diz estar pronto para seguir legado de Chávez




BARINAS, Venezuela, 31 Mar 2013 (AFP) - Nicolás Maduro lembra que não conseguiu dizer uma palavra durante horas depois que Hugo Chávez anunciou que ele deveria assumir o comando do país caso ficasse incapacitado por seu estado de saúde. Atualmente, garante estar preparado e diz que "a revolução está unida" e não tem data de validade.

"Nunca esperei isso. Jamais. Mas foi absolutamente comovente e surpreendente que um chefe que amamos e que sempre apoiamos com lealdade em certo momento te diga: 'Olhe, vou fazer uma operação e há três cenários: um é que não sobreviva à operação, o segundo é que meu estado fique muito delicado e nestes dois casos cabe a você, você deve assumir o comando'", afirmou Maduro, presidente interino da Venezuela e candidato presidencial para as eleições de 14 de abril, em uma entrevista exclusiva à AFP em Barinas (oeste).

Maduro, de 50 anos e que formava parte do reduzido grupo de confiança do falecido presidente, converteu-se na pessoa de fora da família que mais o acompanhou durante sua doença, e foi o responsável por anunciar sua morte aos venezuelanos no dia 5 de março.

Civil, trabalhador, sindicalista e ex-ministro das Relações Exteriores com reputação de moderado, Maduro negou os rumores que falam de divisões dentro do chavismo avivadas após a morte do líder. Insistiu que se sente legitimado e que conta com o apoio de todo o governo.

"Houve uma reação de unidade. Agora temos relações verdadeiramente de irmandade em um nível que nunca tivemos. A direção político-militar da revolução está coesa por um mesmo sentimento de dor e amor em relação a Chávez. Se algo nos une, é o amor a Chávez (...) E todos cumprimos a ordem do presidente Chávez, começando por mim", disse.

Nas eleições presidenciais de outubro de 2012, já debilitado pela doença, Chávez conseguiu 55% dos votos contra os 44% alcançados por seu adversário, Henrique Capriles. Maduro acredita que irá superar este resultado nas eleições de 14 de abril contra o mesmo rival.

"Sim, acredito que as pessoas irão às urnas votar por Maduro porque somos como uma família que perdeu o pai. Aqui o povo se uniu porque agora é responsabilidade de todos que o legado de Chávez continue. E estou à frente, ele me deixou à frente de uma revolução, mas o povo sabe que eu vou avançar se eles avançarem. Há consciência e vamos ter uma vitória que vai quebrar os recordes", prometeu.

"De verdade, estamos prontos para assumir a presidência no dia 15 de abril com o povo e com o roteiro que ele nos deixou. Ele foi me preparando, sem que eu soubesse, em todos os temas: petroleiro, financeiro, internacional...", acrescentou.

Mas Maduro evitou se referir a ele mesmo como a encarnação do chamado "chavismo sem Chávez", como se admitir a ausência do falecido presidente fosse uma espécie de traição.

"Há muitos que apostam agora pelo fim da revolução, mas eu acredito que agorinha os líderes do mundo sabem que a revolução tem força própria, reconhecem que vamos obter uma grande vitória no dia 14 de abril e sabem que na Venezuela os únicos que podem garantir a estabilidade política, econômica e energética somos nós, com Nicolás Maduro como presidente", acrescentou.

Consciente da dolorosa divisão política vivida pela Venezuela, o candidato, considerado por muitos mais conciliador do que Chávez, apesar de estar utilizando um discurso radical nesta pré-campanha, ressaltou que a partir de 15 de abril, se vencer as eleições, "o diálogo com todos os setores que quiserem trabalhar e debater se aprofundará".

"Nós sempre trabalhamos com os que pensam diferente de nós, a intolerância e a tensão vieram da direita nestes anos", disse.

Com um discurso impregnado de referências e elogios constantes ao falecido presidente, Maduro, favorito nas pesquisas, negou que o governo esteja paralisado e não consiga tomar decisões afetado pela ausência de Chávez, que concentrou um grande poder em suas mãos.

"Estamos tomando decisões e governando graças a uma direção coletiva da revolução", disse o candidato.

Os pilares do programa de governo de Maduro não se diferenciam dos de Chávez: consolidar a independência, construir o socialismo venezuelano e contribuir para criar um mundo multipolar estão no todo da agenda. Mas, lidando com novos desafios a cada dia, Maduro atribui grande importância à luta contra a violência e o crime, um dos grandes temas pendentes deixados pelo governo de Chávez.

"Superar a violência é um tema prioritário, queremos construir uma sociedade socialista de paz, com altíssimos níveis de igualdade social", afirmou.

Com 16.000 homicídios em 2012, segundo números oficiais, valor que seria muito superior, de acordo com organizações não governamentais, a insegurança é a principal angústia dos venezuelanos. Embora este drama não possa ser atribuído diretamente a Chávez, seus opositores criticam uma inação que contribuiu para o aumento da violência.

É evidente que Maduro está cada dia mais confortável em atos com multidões, como o que liderou antes da entrevista, mas admite, antes de concluir, que não consegue se acostumar com a sua nova situação.

"Eu nunca imaginei isso. Às vezes parece que eu estive sonhando, como se esta ausência do comandante fosse apenas um pesadelo. Eu não sou nenhum carreirista nem desejo poder pessoal. Na verdade, nós somos militantes de uma causa e jamais pensamos que Chávez poderia nos faltar", lamentou.

Bombas nucleares são a vida da Coreia do Norte, afirma regime



31/03/2013 - 09h50

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Atualizado às 12h09.
Um dos principais órgãos de decisão da Coreia do Norte informou em comunicado, neste domingo, considerar que armas nucleares são a vida do país e não podem ser trocadas nem por bilhões de dólares. O texto, que foi divulgado pela agência de notícias Associated Press, reforça a retórica belicista do país, um dos mais isolados do mundo, contra a vizinha Coreia do Sul e o principal aliado dela, os EUA.
O comunicado afirma que as ogivas não são produtos por meios dos quais se pode obter dólares americanos ou barganhas políticas e que o regime irá se empenhar em melhorar a economia. Especialistas afirmam que Kim teme que o país aceite negociar o desarmamento nuclear em troca de ajuda econômica.
Conforme a Associated Press, o texto foi divulgado após uma reunião plenária da comissão central do regime da qual participou o ditador Kim Jong-un.
Na abertura da plenária, Kim defendera a ampliação "quantitativa e qualitativa" de seu arsenal nuclear para fazer frente aos EUA. O norte-coreano prometeu promover a economia e o desenvolvimento do potencial nuclear "de maneira simultânea".
Neste sábado (30), Pyongyang anunciou que está em "estado de guerra" com a Coreia do Sul e que negocia todos os temas entre os países com base nessa condição --as Coreias estão tecnicamente em guerra desde 1950, já que não houve um tratado de paz encerrando a Guerra da Coreia, apenas um armistício, em 1953.
No mesmo dia, o regime comunista ameaçou fechar uma importante zona econômica operada em conjunto com o Sul --o complexo industrial de Kaesong-- que continua funcionando mesmo após o corte de canais de comunicação entre os dois países.
O regime norte-coreano ficou irritado com relatos da imprensa que diziam que a fábrica --que é operada com mão de obra do Norte e expertise do Sul-- ficou aberta porque é uma das únicas fontes de renda do Norte.
Também neste domingo, a Coreia do Sul anunciou que realizará em abril manobras militares conjuntas com a Marinha dos EUA, em seu território.
Os problemas entre as Coreias foram reacesos pela aprovação de duas sanções da ONU (Organização das Nações Unidas) a Pyongyang por causa do lançamento de um foguete, em dezembro, e da realização de um teste nuclear, em fevereiro.

By Folha de sSão Paulo

Coreia do Norte confirma que fez novo teste com bomba atômica

12/02/2013 - 12h36
Pedro Peduzzi*
Repórter da Agência Brasil
Brasília - A Coreia do Norte confirmou a realização de um novo teste nuclear, o terceiro na história do país. A ação recebeu críticas da Organização das Nações Unidas (ONU) e de diversos países – inclusive dos aliados Rússia e China.
Segundo comunicado divulgado ontem (11) pela a agência oficial de notícias norte-coreana, o dispositivo detonado era “pequeno e leve”, porém com poder explosivo maior do que os acionados nos testes anteriores, de 2006 e 2009. Em decorrência dele, foi registrada na região uma atividade sísmica de 4,9 graus (escala Richter).
A Coreia do Norte havia anunciado em janeiro que faria o teste como resposta a sanções feitas pela ONU por ter testado em dezembro um foguete de longo alcance. A expectativa é que ainda hoje (12) o Conselho de Segurança da entidade se reúna para decidir o que fazer.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, expressou sua "firme oposição" à iniciativa norte-coreana e conclamou a comunidade internacional a dar uma resposta rápida e crível ao novo teste.
Aliados da Coreia do Norte, Rússia e China também criticaram os testes nucleares. "Sem dúvida, tal comportamento, que é incompatível com as normas internacionalmente aceitas, merecem condenação e reação adequada da comunidade internacional", disse um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo.
Segundo o governo russo, os norte-coreanos manifestaram desprezo pelas decisões da ONU e ignoraram regras do direito internacional. A preocupação do país aliado é que essas movimentações representem uma desculpa para a expansão da atividade militar na península coreana.
O governo chinês, por sua vez, disse que se opõe firmemente ao teste nuclear. O Ministério das Relações Exteriores chinês reiterou compromisso do país com a desnuclearização da península e contra a proliferação nuclear, além de trabalhar para manter a paz e a estabilidade no Nordeste da Ásia.
Assim como os EUA, a China havia sido notificada com antecedência dos planos da Coreia do Norte em realizar o teste.
O governo sul-coreano também condenou o teste nuclear, e o classificou como violação das resoluções da ONU e como "ameaça inaceitável" para a paz na região.
*Com informações da BBC Brasil e da Telam


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