08/01/2013

Venezuela vive problema de abastecimento de alimentos


Produtos como frango, açúcar, azeite, farinha de milho pré-cozido e café sumiram dos supermercados

  • Ministro da Indústria, Ricardo Menéndez, reuniu-se com representantes das principais redes


Mulher cozinha em cafeteria em Caracas
Foto: AFP/YAMIL LAGE
Mulher cozinha em cafeteria em Caracas AFP/YAMIL LAGE
CARACAS — Enquanto o país passa por uma semana de incertezas políticas, com a ausência do presidente Hugo Chávez - em Cuba desde o dia 11 de dezembro -, produtos como frango, açúcar, azeite, farinha de milho pré-cozido e café sumiram das prateleiras dos supermercados na Venezuela. Nesta terça-feira, em entrevista a Globovisión, o presidente da Datanálisis, Luis Vicente León, destacou que a política econômica do governo, baseada no controle extremo e na hostilidade com empresários, gerou a falta de produtos. O problema fez com com as autoridades anunciassem novas ações de fiscalização em supermercados e em áreas de distribuição na segunda-feira.
Na segunda-feira, o ministro da Indústria, Ricardo Menéndez, reuniu-se com representantes das principais redes de supermercados da Venezuela, um setor que é liderado por empresários portugueses, e analisou aspectos relacionados com a distribuição de alimentos. A escassez fez com que alguns produtos fossem comercializados com ágio por vendedores informais.- Existe um problema de abastecimento e preços. As empresas que garantem o abastecimento na Venezuela são multinacionais, então é preciso explicar porque são especuladoras aqui e não em outros países da América Latina - disse.
- A iniciativa surgiu porque nas últimas semanas alguns supermercados e mercados municipais registaram problemas pontuais no abastecimento de produtos, o que levou o executivo a inspecionar a distribuição de alimentos - explicou à agência portuguesa Lusa uma fonte próxima de um dos participantes no encontro.
Durante a reunião, o vice-presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, fez um apelo para “garantir o abastecimento e o respeito pelos preços de bens e produtos fundamentais para o consumo venezuelano”. Para o presidente da Datanálisis, no entanto, a especulação está associada a ameaças e expropriações, que “diminuem os investimentos e a capacidade produtiva”.
Luis Vicente León sugere que, em vez de se reunir com empresários, o governo deveria resolver o problema cambiário. O controle de câmbio está em vigência desde 2003, e fixa o preço do dólar a 4,3 Bs (R$ 0,50). No mercado paralelo a cotação terminou a semana passada em 17,7 Bs (R$ 2,02).
- O dólar a esse preço é ridículo. O dólar não vale 4,3 Bs. O governo deveria ter depreciado esse valor e tratar com a verdadeira situação no país - defendeu Vicente León. - O resultado é que hoje não há vários produtos.
Hugo Chávez está internado em Havana desde o dia 11 de dezembro, quando passou pela quarta cirurgia desde o anúncio do diagnóstico de um câncer, em junho de 2011. De acordo com o último comunicado oficial, lido no fim da noite desta segunda-feira , sua situação é “estável”. Segundo o ministro para a Comunicação e a Informação do país, Ernesto Villegas, o presidente ainda sofre com a insuficiência respiratória derivada de uma infecção pulmonar.
by O Globo


  

Supremo da Venezuela manobra para estender mandato de Hugo Chávez


                    

 

  • Segundo jornal “El Pais”, ganha força entre os magistrados a tese que permite ao presidente reeleito seguir no comando do país sem jurar o cargo

CARACAS - Após admitir que o presidente Hugo Chávez enfrenta um grave estado de saúde em Cuba, o governo venezuelano prepara o terreno para que o comandante possa retornar em um momento posterior e, por enquanto, indefinido.
Os governistas esperam que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) emita em breve sua decisão sobre recursos de interpretação apresentados em dezembro aos artigos da Constituição que estabelecem os casos em que se considera a falta do primeiro mandatário nacional e os modos para suprir sua ausência.Segundo informações do jornal espanhol “El País”, ganha força entre os magistrados a tese que permite ao presidente reeleito seguir no comando do país sem jurar o cargo.
O advogado constitucionalista, Hermán Escarrá, que também é integrante da bancada bolivariana da Assembleia Constituinte que em 1999 redigiu a atual Carta Magna, disse recentemente à emissora TeleSUR que antes de 10 de janeiro o Tribunal se pronunciará a respeito.
A constituição prevê que o presidente deve tomar posse em 10 de janeiro, mas os governistas consideram que essa data é uma mera “formalidade”, enquanto setores da oposição reivindicam a realização de uma nova eleição caso Chávez não tenha condições de governar nessa data.
De acordo com o “El País”, após rupturas e reconciliações, Escarrá se tornou o principal defensor da tese da “continuidade”, que sustenta que Chávez foi reeleito e, se continuar doente e com uma permissão da Assembleia Nacional, pode recuperar sua saúde para assumir o cargo. Se trataria, assim, de uma circunstância não prevista pela Constituição e, conceder o poder a outra autoridade, representaria um desrespeito à vontade dos cidadãos nas eleições de 7 de outubro.
O mesmo argumento é defendido pelo presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, e do vice-presidente, Nicolás Maduro, designado por Chávez como seu sucessor.
Mais cedo, em resposta à oposição venezuelana, que convocou uma greve geral nesta segunda-feira, Cabello chamou o povo venezuelano a se reunir, na próxima quinta-feira, dia da posse de Chávez, em frente ao Palácio de Miraflores, em Caracas. Cabello negou que haja um vazio de poder por causa da prolongada ausência do presidente, que luta pela vida em Cuba depois da sua quarta cirurgia por causa de um câncer.
Ainda segundo o “El País”, a decisão de adiamento do mandato deve ser tomada pela Sala Constitucional, que desde 2002 nunca deu um veredito contrário às posturas do governo.
A palavra final será da presidente do TSJ, Luisa Estella Morales, uma partidária de Chávez, que já adiantou em dezembro seu critério:
- Não é novo, é o mesmo presidente, certo? E aqui há um fato muito importante que é a continuidade pela reeleição do presidente - disse.
Adiando a posse, Chávez ganharia tempo para sua eventual recuperação e fazer o juramento posteriormente. O chavismo também teria mais tempo para diminuir os conflitos internos e preparar uma transição ordenada caso seja inevitável.

by O Globo


Brasileiro vive em amnésia política. by Deise

Fotos da Linha do tempo







(...)

           Buemba: Aliança de Lula e Maluf é uma algema!

Colunista da BandNews FM José Simão fez piada com o apoio dado ao 

deputado federal a Fernando Haddad e disse que ele roubou a cena.

* Lula, Maluf e Haddad ficarão lado a lado nas eleições para a prefeitura 

de São Paulo.

O PT selou uma aliança com o deputado federal Paulo Maluf (PP) para as

 eleições de São Paulo. A notícia foi comentada pelo colunista da 

BandNews FM, José Simão. “Essa aliança do Lula com o Maluf não é uma

 aliança, é uma algema”, brincou o colunista.

Simão afirmou que, com o apoio ao pré-candidato á prefeitura de São 

Paulo, Fernando Haddad, Maluf roubou a cena na capital para não perder

 o costume. E destacou ainda que o “Lula achou o Maluf antes da 

Interpol”.

O colunista contou ainda que “um amigo vota no Maluf até hoje por três 

motivos incontestáveis. Ele rouba, mas faz; ele mente, mas não

 convence; e é culpado, mas ninguém prova”. 

E antecipou ainda um furo de reportagem. Segundo ele, Lula vai a um 

programa de televisão ensinar a receita de Frango à Maluf: “primeiro 

você rouba o frango, depois você faz do jeito que quiser mesmo”. 

Outra constatação importante feita por Simão é a de que o deputado 

federal do PP nunca mentiu. “Ele diz que não tem dinheiro no exterior.

 E não tem mesmo, o dinheiro dele é nosso”.


LEIA AQUI:http://www.band.com.br/noticias/brasil/noticia/?id=100000511281

GRAVURAS ORIGINAIS: As postagens originais são do blogwww.acidoevenenoso.blogspot.com





Via Jairo Viana

Em Alta

Quando a notícia cria a notícia

  by Deise Brandão Há uma linha tênue entre informar um fenômeno e ampliá-lo. Nem sempre ela é perceptível ao leitor. Às vezes, nem ao própr...

Mais Lidas