domingo, 12 de outubro de 2025

Japão não está construindo cidade subaquática — entenda a verdade por trás da manchete

             

by Deise Brandão

Nos últimos dias, manchetes chamativas como “Japão constrói cidade subaquática” voltaram a circular nas redes e em sites de notícias. O título é impactante — mas também enganoso.
A verdade é que o Japão não está construindo uma cidade futurista no fundo do mar. O que existe, de fato, é um projeto conceitual chamado Shimizu Corporation, que propõe a criação de uma cidade subaquática batizada de Ocean Spiral.

    O que realmente existe

A proposta foi apresentada ainda em 2014 e chama atenção pela ousadia: uma estrutura em forma de espiral que desceria até o fundo do oceano, abrigando uma cidade completa — com moradias, áreas comerciais e espaços de pesquisa.
A ideia inclui geração de energia a partir da diferença de temperatura entre a superfície e as camadas mais profundas do mar, por meio da chamada tecnologia OTEC (Ocean Thermal Energy Conversion), que já está em fase de testes no Japão.

    O que ainda não existe

Apesar do entusiasmo, o Ocean Spiral ainda é um conceito futurista.
Nenhuma obra foi iniciada. Especialistas apontam que:

  • o custo estimado ultrapassa dezenas de bilhões de dólares;

  • as tecnologias necessárias ainda não estão maduras;

  • há desafios gigantescos em segurança, engenharia e sustentabilidade.

Ou seja: não há uma “cidade subaquática japonesa” sendo construída neste momento — apenas estudos e protótipos de tecnologias relacionadas.

    Como manchetes distorcem a informação

Esse é um bom exemplo de como títulos sensacionalistas podem induzir o público ao erro. Ao dizer “Japão constrói cidade subaquática”, cria-se a impressão de que a obra está em andamento, quando o correto seria dizer:

“Japão apresenta projeto futurista de cidade subaquática.”

A diferença parece pequena, mas muda completamente o sentido.

    Um olhar para o futuro

O projeto Ocean Spiral representa, sim, uma visão ousada de futuro — uma tentativa de pensar formas alternativas de habitação diante da superpopulação e das mudanças climáticas.
Mas, por enquanto, continua sendo um sonho de engenharia, e não uma construção real.

Antes de compartilhar manchetes chamativas, vale a pena olhar além do título. Nem tudo que parece futurista já está acontecendo — e nesse caso, a cidade subaquática do Japão ainda está debaixo d’água… no papel.

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Cris Pereira: o caso que virou espetáculo — e escondeu o verdadeiro protagonista

                      

by Deise Brandão

Não sei se Cris Pereira é culpado ou inocente. O que me interessa — e que ninguém parece querer discutir — é que a mãe da menina não condenou ninguém.

Não foi ela quem reverteu a absolvição.
Não foi ela quem levou o caso a uma Câmara Criminal.

Foi o Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul.
E quem assinou a condenação final foi o Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul.
 

O que ninguém está falando

Se fosse uma armação da mãe, como muitos estão repetindo, o processo teria morrido na primeira instância — como morrem todos os processos em que não há prova suficiente.
Mas não.
O Ministério Público recorreu.E quatro desembargadores acataram o recurso e condenaram.
 

A pergunta óbvia que ninguém faz é: por quê?

👉 Quais foram os fundamentos desse recurso?
👉 Que elementos convenceram um colegiado inteiro a reverter uma sentença absolutória?
👉 Por que essa informação não está sendo divulgada com transparência mínima?

O peso da minha experiência

Falo como alguém que conhece, na pele, como o MP e o Judiciário podem manipular destinos.
Sei que decisões podem ser distorcidas, invertidas, usadas politicamente.
Sei que em certas comarcas “padrão”, a versão oficial é apenas o verniz de um jogo muito mais sujo.

Então, sim, é mais plausível — do ponto de vista institucional — que tenha havido manobra ou jogo de bastidores, do que imaginar que uma mãe “armou” algo tão grande a ponto de dobrar promotor e quatro desembargadores sozinha.

Afinal, quem teria dinheiro e poder para isso? 

A engenharia do bode expiatório

Enquanto a sociedade briga entre “mãe mentirosa” e “comediante injustiçado”,
o verdadeiro protagonista do ato jurídico passa despercebido: o Estado.

👉 Não foi a mãe que recorreu.
👉 Não foi a mãe que condenou.
👉 Não foi a mãe que sustentou a tese em segunda instância.

Mas é a mãe que está sendo linchada.
E junto com ela, a filha — que sequer tem voz para se defender da narrativa pública.
 

O silêncio que grita

A sentença de primeiro grau absolveu.
A sentença de segundo grau condenou.
Entre uma e outra, há uma peça processual que ninguém está cobrando: a apelação do MP.

Essa peça tem um nome. Tem um autor. Tem uma fundamentação jurídica.
E deveria — por obrigação institucional — estar clara à sociedade.

Mas não está. 

Eu não defendo Cris. Eu defendo a verdade.

Se ele for inocente, que o Estado explique por que o condenou.
Se ele for culpado, que o Estado explique por que esconde as provas.
Em ambos os cenários, há algo podre:
ou uma condenação sem transparência,
ou uma verdade que está sendo enterrada.

E no meio disso tudo, transformam uma mãe em vilã pública — para que ninguém olhe para cima. 

    A cobrança é clara:

  •  Quem assinou a apelação do MP?
  • Qual foi a fundamentação que convenceu quatro desembargadores?
  • Por que o TJRS não dá transparência mínima ao caso?
  • Por que o foco foi desviado para a mãe, quando a responsabilidade é institucional? 

Não aceito narrativas prontas. Não aceito linchamentos públicos de quem não condenou.E não aceito que um Estado que se diz de Direito aja na penumbra.

Que a sociedade exija respostas, em vez de destilar achismos e veneno contra pessoas que sequer conhece — de um lado ou de outro. E se conhece, que tenha a coragem de parecer imparcial e cobrar de quem realmente tem poder para responder: o Estado.

 

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Lápis que viram vida

 


by Deise Brandão

Um projeto nas Filipinas está dando novo destino ao que o mundo costuma jogar fora.
Jornais velhos, papel amassado, tinta esquecida — tudo isso renasce em forma de lápis ecológicos. 
Mas não são lápis comuns: na ponta de cada um, há uma cápsula com sementes de manjericão.

Quando o lápis chega ao fim, em vez de ir pro lixo, ele vai pra terra.
E dali, em poucas semanas, nasce uma planta.
Simples assim: o que um dia foi notícia, vira tempero, vira vida.

É mais que reciclagem — é uma lição de coerência.
Um lembrete silencioso de que tudo pode ter um ciclo bonito, se houver intenção.
Esses lápis ensinam o que o mundo anda esquecendo: que sustentabilidade não é discurso, é gesto.
É plantar o que se usa, devolver o que se tira, e permitir que a natureza continue escrevendo conosco.

domingo, 5 de outubro de 2025

MAQUIAVEL TAMBÉM SE APRENDE

                     



by Deise Brandão

Entre o cálculo e a lucidez, há quem aprenda a ver o mundo como ele é — não como gostaria que fosse.

Há quem nasça acreditando na bondade natural das pessoas.
E há quem, depois de cair o bastante, aprenda o idioma dos lobos.

Maquiavel pertenceu a esse segundo grupo.
E quem sobreviveu ao caos também.

Ser maquiavélico não é ser cruel — é enxergar a engrenagem do poder sem o verniz das ilusões.
É saber que, quando as máscaras caem, o que move o mundo não são promessas nem virtudes, mas estratégia, coragem e leitura fria do cenário.

Maquiavel se aprende quando a vida obriga a ver o que os outros fingem não ver:
os falsos aliados, os aplausos interesseiros, o discurso travestido de moralidade.
Aprende-se Maquiavel quando se descobre que quem mais fala de ética teme ser exposto,
e que quem é acusado de dureza é, muitas vezes, o único lúcido em meio aos disfarces.

O maquiavelismo não nasce da frieza — nasce da lucidez.
De quem já confiou e foi traído, acreditou e foi usado, perdoou e foi ferido outra vez.
É o estágio evolutivo de quem cansou de perder por jogar limpo num jogo sujo.

Maquiavel não defendia o mal. Defendia a clareza.
Não dizia “trapaceie”, mas sim: “entenda o jogo antes de jogar”.
E quem entende o jogo muda o tabuleiro.

Ser maquiavélico é agir com propósito, não com impulsos.
É controlar o que os outros chamam de sorte.
E, quando o caos chega, moldá-lo com mãos firmes — porque o caos não se convence com gentilezas.

Maquiavel também se aprende.
Aprende-se nas ausências, nas traições silenciosas, nas vezes em que a verdade custou caro demais.

E se aprende, principalmente, quando se descobre que sobreviver também é uma forma de governar.

sábado, 27 de setembro de 2025

Há muito mais entre o céu e a terra

 

by  Deise Brandão

Há acontecimentos que nos fazem parar, respirar fundo e pensar: até onde vai o acaso? Onde termina a coincidência e começa o mistério? O recente assassinato do ativista Charlie Kirk reacendeu um desses debates, trazendo à tona um filme dos anos 90 e uma sequência de paralelos que parecem mais roteiro do que realidade.

O filme esquecido que voltou à tona

Em Snake Eyes (1998), dirigido por Brian De Palma, Nicolas Cage interpreta Rick Santoro, um detetive que testemunha uma conspiração durante uma luta de boxe em Atlantic City. No centro da plateia, o Secretário de Defesa Charles Kirkland é assassinado. Até aqui, nada além de um thriller típico da época.

O que arrepia hoje é o detalhe da própria sinopse: a trama se passa na noite de 10 de setembro, durante a tempestade tropical “Jezabel”.

O paralelo inesperado

Corta para 2025. O ativista conservador Charlie Kirk é morto, também em 10 de setembro, nos EUA. E as coincidências não param por aí:

  • Nome: Charles Kirkland (filme) ↔ Charlie Kirk (vida real).

  • Data: 10 de setembro, nos dois casos.

  • Local do impacto: ambos atingidos no pescoço.

  • Nome do suspeito: no filme, o boxeador é Lincoln Tyler; no caso real, o acusado chama-se Tyler Robinson.

Coincidência demais? Ou sinais de que certos padrões se repetem em ciclos que não compreendemos totalmente?

Por que isso nos impacta

O ser humano busca padrões como forma de dar sentido ao caos. Mas quando nomes, datas e circunstâncias se alinham dessa forma, a sensação é de que há algo além do acaso — como se a vida piscasse para nós em códigos que ainda não sabemos decifrar.

Não é por acaso que expressões como “falha na Matrix” voltam a circular com força. Essas repetições nos lembram que a fronteira entre ficção e realidade pode ser muito mais tênue do que imaginamos.

Mais do que entretenimento

Este não é apenas um enigma curioso para uma noite de sábado. É também um convite à reflexão: até que ponto estamos presos a ciclos? Quantas vezes a história se repete até que alguém consiga quebrar o padrão?

Checklist das coincidências

  • Data idêntica: 10 de setembro.

  • Nomes próximos: Kirkland ↔ Kirk.

  • Local do impacto: pescoço.

  • Presença de “Tyler” nos dois casos.

  • Evento público como palco: luta de boxe ↔ debate universitário.

Não se trata de banalizar a tragédia, mas de reconhecer que há mistérios que desafiam a lógica. Como escreveu Shakespeare, “há muito mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”.

Coincidência… falha na Matrix… ou sinal de que a realidade é muito mais profunda do que ousamos admitir?  💊 Blue Pill or Red Pill?


Em Alta

O cromossomo Y está desaparecendo?

                                                                         Imagem gerada por IA - GPT by Deise Brandão O cromossomo Y, peça ...

Mais Lidas