segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Lápis que viram vida

 


by Deise Brandão

Um projeto nas Filipinas está dando novo destino ao que o mundo costuma jogar fora.
Jornais velhos, papel amassado, tinta esquecida — tudo isso renasce em forma de lápis ecológicos. 
Mas não são lápis comuns: na ponta de cada um, há uma cápsula com sementes de manjericão.

Quando o lápis chega ao fim, em vez de ir pro lixo, ele vai pra terra.
E dali, em poucas semanas, nasce uma planta.
Simples assim: o que um dia foi notícia, vira tempero, vira vida.

É mais que reciclagem — é uma lição de coerência.
Um lembrete silencioso de que tudo pode ter um ciclo bonito, se houver intenção.
Esses lápis ensinam o que o mundo anda esquecendo: que sustentabilidade não é discurso, é gesto.
É plantar o que se usa, devolver o que se tira, e permitir que a natureza continue escrevendo conosco.

domingo, 5 de outubro de 2025

MAQUIAVEL TAMBÉM SE APRENDE

                     



by Deise Brandão

Entre o cálculo e a lucidez, há quem aprenda a ver o mundo como ele é — não como gostaria que fosse.

Há quem nasça acreditando na bondade natural das pessoas.
E há quem, depois de cair o bastante, aprenda o idioma dos lobos.

Maquiavel pertenceu a esse segundo grupo.
E quem sobreviveu ao caos também.

Ser maquiavélico não é ser cruel — é enxergar a engrenagem do poder sem o verniz das ilusões.
É saber que, quando as máscaras caem, o que move o mundo não são promessas nem virtudes, mas estratégia, coragem e leitura fria do cenário.

Maquiavel se aprende quando a vida obriga a ver o que os outros fingem não ver:
os falsos aliados, os aplausos interesseiros, o discurso travestido de moralidade.
Aprende-se Maquiavel quando se descobre que quem mais fala de ética teme ser exposto,
e que quem é acusado de dureza é, muitas vezes, o único lúcido em meio aos disfarces.

O maquiavelismo não nasce da frieza — nasce da lucidez.
De quem já confiou e foi traído, acreditou e foi usado, perdoou e foi ferido outra vez.
É o estágio evolutivo de quem cansou de perder por jogar limpo num jogo sujo.

Maquiavel não defendia o mal. Defendia a clareza.
Não dizia “trapaceie”, mas sim: “entenda o jogo antes de jogar”.
E quem entende o jogo muda o tabuleiro.

Ser maquiavélico é agir com propósito, não com impulsos.
É controlar o que os outros chamam de sorte.
E, quando o caos chega, moldá-lo com mãos firmes — porque o caos não se convence com gentilezas.

Maquiavel também se aprende.
Aprende-se nas ausências, nas traições silenciosas, nas vezes em que a verdade custou caro demais.

E se aprende, principalmente, quando se descobre que sobreviver também é uma forma de governar.

sábado, 27 de setembro de 2025

Há muito mais entre o céu e a terra

 

by  Deise Brandão

Há acontecimentos que nos fazem parar, respirar fundo e pensar: até onde vai o acaso? Onde termina a coincidência e começa o mistério? O recente assassinato do ativista Charlie Kirk reacendeu um desses debates, trazendo à tona um filme dos anos 90 e uma sequência de paralelos que parecem mais roteiro do que realidade.

O filme esquecido que voltou à tona

Em Snake Eyes (1998), dirigido por Brian De Palma, Nicolas Cage interpreta Rick Santoro, um detetive que testemunha uma conspiração durante uma luta de boxe em Atlantic City. No centro da plateia, o Secretário de Defesa Charles Kirkland é assassinado. Até aqui, nada além de um thriller típico da época.

O que arrepia hoje é o detalhe da própria sinopse: a trama se passa na noite de 10 de setembro, durante a tempestade tropical “Jezabel”.

O paralelo inesperado

Corta para 2025. O ativista conservador Charlie Kirk é morto, também em 10 de setembro, nos EUA. E as coincidências não param por aí:

  • Nome: Charles Kirkland (filme) ↔ Charlie Kirk (vida real).

  • Data: 10 de setembro, nos dois casos.

  • Local do impacto: ambos atingidos no pescoço.

  • Nome do suspeito: no filme, o boxeador é Lincoln Tyler; no caso real, o acusado chama-se Tyler Robinson.

Coincidência demais? Ou sinais de que certos padrões se repetem em ciclos que não compreendemos totalmente?

Por que isso nos impacta

O ser humano busca padrões como forma de dar sentido ao caos. Mas quando nomes, datas e circunstâncias se alinham dessa forma, a sensação é de que há algo além do acaso — como se a vida piscasse para nós em códigos que ainda não sabemos decifrar.

Não é por acaso que expressões como “falha na Matrix” voltam a circular com força. Essas repetições nos lembram que a fronteira entre ficção e realidade pode ser muito mais tênue do que imaginamos.

Mais do que entretenimento

Este não é apenas um enigma curioso para uma noite de sábado. É também um convite à reflexão: até que ponto estamos presos a ciclos? Quantas vezes a história se repete até que alguém consiga quebrar o padrão?

Checklist das coincidências

  • Data idêntica: 10 de setembro.

  • Nomes próximos: Kirkland ↔ Kirk.

  • Local do impacto: pescoço.

  • Presença de “Tyler” nos dois casos.

  • Evento público como palco: luta de boxe ↔ debate universitário.

Não se trata de banalizar a tragédia, mas de reconhecer que há mistérios que desafiam a lógica. Como escreveu Shakespeare, “há muito mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”.

Coincidência… falha na Matrix… ou sinal de que a realidade é muito mais profunda do que ousamos admitir?  💊 Blue Pill or Red Pill?


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JBS: Poder & Dinheiro inimagináveis.

 

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