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quarta-feira, 27 de março de 2024

Sociedade Interna cional de Psicanálise de São Paulo


"Aprender é a única coisa de que a mente nunca se cansa, nunca tem medo e nunca se arrepende." Leonardo da Vinci


A vida confabulada do narcisista

Confabulações são uma parte importante da vida. Eles servem para curar feridas emocionais ou para evitar que elas sejam infligidas em primeiro lugar. Eles sustentam a autoestima do confabulador, regulam seu senso de autoestima e reforçam sua autoimagem. Eles servem como princípios organizadores nas interações sociais.

Confabulações são uma parte importante da vida. Eles servem para curar feridas emocionais ou para evitar que elas sejam infligidas em primeiro lugar. Eles sustentam a autoestima do confabulador, regulam seu senso de autoestima e reforçam sua autoimagem. Eles servem como princípios organizadores nas interações sociais.

O heroísmo do pai em tempos de guerra, a boa aparência jovem da mãe, as façanhas contadas com frequência, o brilhantismo outrora alegado e a suposta irresistibilidade sexual do passado – são exemplos típicos de mentiras brancas, confusas e comoventes envoltas em um núcleo murcho de verdade.

Mas a distinção entre realidade e fantasia raramente se perde completamente. No fundo, o confabulador saudável sabe onde os fatos terminam e o desejo toma conta. O pai reconhece que não foi um herói de guerra, embora tenha lutado. Mamãe entende que ela não era uma beleza arrebatadora, embora pudesse ser atraente. O confabulador percebe que suas façanhas relatadas são exageradas, seu brilho exagerado e sua irresistibilidade sexual um mito.

Tais distinções nunca vêm à tona porque todos – tanto o confabulador quanto seu público – têm um interesse comum em manter a confabulação. Desafiar a integridade do confabulador ou a veracidade de suas confabulações é ameaçar o próprio tecido da família e da sociedade. As relações humanas são construídas em torno desses divertidos desvios da verdade.

 É aqui que o narcisista difere dos outros (das pessoas “normais”).

Seu próprio eu é uma peça de ficção inventada para afastar a mágoa e nutrir a grandiosidade do narcisista. Ele falha em seu “teste de realidade” – a capacidade de distinguir o real do imaginado. O narcisista acredita fervorosamente em sua própria infalibilidade, brilho, onipotência, heroísmo e perfeição. Ele não ousa confrontar a verdade e admiti-la nem para si mesmo.

Além disso, ele impõe sua mitologia pessoal aos seus mais próximos e queridos. Cônjuge, filhos, colegas, amigos, vizinhos – às vezes até mesmo perfeitos estranhos – devem obedecer à narrativa do narcisista ou enfrentar sua ira. O narcisista não aceita desacordo, pontos de vista alternativos ou críticas. Para ele, confabulação é realidade.

A coerência da personalidade disfuncional e precariamente equilibrada do narcisista depende da plausibilidade de suas histórias e de sua aceitação por suas Fontes de Suprimento Narcisista. O narcisista investe um tempo excessivo em fundamentar seus contos, coletando “evidências”, defendendo sua versão dos eventos e reinterpretando a realidade para se adequar ao seu cenário. Como resultado, a maioria dos narcisistas são auto iludidos, obstinados, opinativos e argumentativos.

As mentiras do narcisista não são orientadas para objetivos. É isso que torna sua desonestidade constante desconcertante e incompreensível. O narcisista está na gota de um chapéu, desnecessariamente, e quase incessantemente. Ele mente para evitar a Grandiosidade Gap – quando o abismo entre o fato e a ficção (narcisista) se torna muito escancarado para ser ignorado.

O narcisista mente para preservar as aparências, sustentar as fantasias, apoiar as histórias altas (e impossíveis) de seu falso eu e extrair o suprimento narcisista de fontes insuspeitas, que ainda não o conhecem. Para o narcisista, a confabulação não é apenas um modo de vida – mas a própria vida.

Estamos todos condicionados a deixar os outros se entregarem a ilusões de estimação e se safarem com mentiras brancas, não muito flagrantes. O narcisista faz uso de nossa socialização. Não ousamos confrontá-lo ou expô-lo, apesar da estranheza de suas afirmações, da improbabilidade de suas histórias, da implausibilidade de suas supostas realizações e conquistas. Simplesmente damos a outra face, ou desviamos os olhos docilmente, muitas vezes envergonhados.

Além disso, o narcisista deixa claro, desde o início, que é o seu caminho ou a estrada. Sua agressividade – mesmo raia violenta – está perto da superfície. Ele pode ser encantador em um primeiro encontro – mas mesmo assim há sinais reveladores de abuso reprimido. Seus interlocutores percebem essa ameaça iminente e evitam o conflito concordando com os contos de fadas do narcisista. Assim, ele impõe seu universo privado e realidade virtual em seu meio – às vezes com consequências desastrosas.

Beba Na Fonte

Cuspido por Deise Brandão at 3/27/2024 11:27:00 AM Nenhum comentário:
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segunda-feira, 25 de março de 2024

Narcisismo e conarcisismo


O que é conarcisismo?
Conarcisismo significa alimentar, sem perceber, o narcisismo do outro. Assim como um codependente que sustenta o vício de um dependente químico, o conarcisista contribui indiretamente para a manutenção dos traços narcisistas do parceiro amoroso.

É comum que uma pessoa codependente tenha comportamentos submissos para agradar e manter a pessoa amada por perto, porque sente muito medo de ficar sozinha.

Por que o narcisismo e conarcisismo se atraem?

Pessoas conarcisistas se encaixam bem com narcisistas, e vice-versa, porque suas personalidades são complementares.

Enquanto os narcisistas necessitam de admiração e prioridade, os conarcisistas estão a postos para fornecer muita atenção e elogios. Narcisistas tendem a buscar a liderança ou controle das situações. Do outro lado, o codependente é habituado a uma postura subserviente ou passiva.

A natureza do conarcisista ajusta-se perfeitamente ao estilo exigente e egoísta do narcisista. O problema é que este tipo de parceria não é mutuamente satisfatória.

O que é narcisismo?
Ter amor próprio e desejar o melhor para si são aspectos saudáveis que existem nas pessoas. Mas quando estas características são exageradas e ferem os direitos dos outros, isto se enquadra no transtorno mental da personalidade narcisista.

O Transtorno de Personalidade Narcisista, segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), se refere a alguém que apresente ao menos 5 destas características:Senso inflado da própria importância e talentos;
Fantasias ilimitadas de sucesso, poder, inteligência, beleza, status, riqueza, inteligência, etc;
Convicção de ser especial e único;
Exigência de muita atenção, admiração e adulação;
Senso de ter mais direitos;
Exploração dos outros para benefício próprio;
Falta de empatia;
Crença de que é invejado, mas costuma ser invejoso;
Postura arrogante e insolente.
A dinâmica amorosa do narcisista e do conarcisista

Geralmente o relacionamento se molda à personalidade do narcisista, havendo menos espaço para a outra pessoa, causando uma dinâmica amorosa abusiva e tóxica. Com base nos critérios diagnósticos da personalidade narcisista, será analisada de que maneira o conarcisista coopera com o narcisismo do parceiro, mesmo que inconscientemente.

Grandiosidade X Aplausos
O conarcisista poderá enaltecer a importância e os talentos da pessoa amada porque deseja agradá-lo. O problema desta atitude é colaborar para que o narcisista se sinta numa posição elevada não só na vida lá fora, mas dentro do relacionamento também.

Com isso, o narcisista pode ter a tendência a subestimar a outra pessoa da relação, como modo de garantir o seu papel superior. Através de críticas e invalidações o narcisista vai marcando seu posto de detentor do saber.

Com o parceiro conarcisista enfraquecido, alimenta-se a idéia do narcisista ser o melhor da dupla e se instala uma relação onde não há equidade, mas uma relação marcada por desigualdade, onde um é forte e o outro é fraco, um é perfeito e o outro imperfeito.

É comum que o narcisista reaja muito mal quando não é colocado no patamar mais alto. Sem perceber, o conarcisista colabora com o senso de grandiosidade do outro para evitar brigas ou retaliação.

Busca por status X Ser útil
O conarcisista tende a assessorar no êxito das realizações ilimitadas do seu par, se colocando numa posição de “secretário” ou “sócio”. Buscando se sentir mais amado, acaba por não perceber que sua permanência na relação, muitas vezes, depende deste “serviço”. Na hipótese do codependente parar de auxiliar na imagem de sucesso do parceiro, ele pode deixar de ser interessante e até ser descartado, pois é comum o narcisista valorizar o cônjuge em termos da utilidade que ele lhe concede e não pelo ser humano que ele é.

Nesta dinâmica, geralmente o casal empenha mais esforços nas aspirações do narcisista, levando o conarcisista a abafar sua identidade e seus planos individuais. Sem espaço para si na relação, sobra-lhe apenas o papel de secretariar o companheiro narcisista. Com o passar do tempo, o conarcisista chega a ficar mais especialista em perceber as necessidades do outro do que as suas, distanciando-se ainda mais do seu “eu”.

Ser especial X Medo de ficar sozinho
Se o conarcisista acredita que o parceiro é extraordinário, pode ser induzido a manter-se junto mesmo com sofrimento, pois pensa que não encontrará outra pessoa tão especial para se relacionar. O narcisista, algumas vezes, reforça isso dizendo que se o envolvimento amoroso acabar, a outra pessoa ficará sozinha para sempre ou terá experiências negativas em romances comuns que existem por aí. Ao incorporar esta ideia, o conarcisista passa a sentir que não pode perder a única fonte de afeto no mundo e aumenta o empenho para o relacionamento não terminar, se curvando ainda mais para agradar.

Necessidade de muita atenção X Sacrifício
No momento que o conarcisista passa a colocar o narcisista em primeiro lugar e fornece toda a atenção exigida, instala-se um funcionamento que não pode mais mudar. Se o narcisista não se sentir atendido ou priorizado, pode ficar furioso, se queixar, ameaçar que vai abandonar, causar ciúme, adoecer ou outras ações que levem a recuperar a atenção plena. O conarcisista pode passar a se dedicar menos a amigos, familiares e a si mesmo, levando-o a um isolamento e a um nível baixo de autocuidado. Pode acontecer do narcisista minar as relações interpessoais do companheiro a fim de garantir exclusividade no olhar. Como os codependentes confundem sacrifício com amor, acabam acreditando que estão cumprindo o papel esperado de um parceiro romântico, mesmo não recebendo a mesma dedicação.

Acreditar ter mais direitos X Lealdade
O perfil apaziguador do codependente contribui para o narcisista extrapolar os limites saudáveis ao saber que será privilegiado, compreendido ou perdoado. O conarcisista pode consentir com abusos na esperança de ser reconhecido, mostrar seu amor inabalável, ou como estratégia para inibir mais hostilidade.

O conarcisista pode chegar a se colocar em situações degradantes e ilícitas quando compactua da idéia do narcisista ser merecedor de mais direitos e ser imune da culpa pelos seus atos. Este ponto é muito delicado porque alguns codependentes não têm a percepção de que estão sendo vítimas de violações ou cúmplices de violações. Um conarcisista pode abafar crimes ou ser coautor em trapaças, concordando que o narcisista deve ser favorecido mesmo em detrimento dos direitos dos outros.

Explorar os outros X Generosidade
Sob a crença de ser um ato de amor, pode acontecer do conarcisista apoiar que o narcisista sempre se sinta beneficiado e satisfeito, agindo de modo a privilegiar os desejos dele em detrimento dos seus. Pode ceder sexualmente sob coerção, destinar dinheiro ou bens a pedido do narcisista, fornecer informações sigilosas, etc. sem se dar conta de estar sendo alvo de exploração. Ao ser usado recorrentemente, o conarcisista passa a ocupar o lugar de pessoa secundária e sem valor na relação. A fim de alcançar mais importância e afeto, cede cada vez mais às explorações do parceiro, mantendo o ciclo abusivo. O conarcisista, muitas vezes, não consegue sair deste circuito porque fica preso a um padrão de sacrifício em troca de alguma “migalha”. 

Falta de empatia X Passividade
Com o passar do tempo, o conarcisista pode chegar a naturalizar o fato de não ter seus sentimentos e vontades validados pelo cônjuge. Como o narcisista não compreende as emoções alheias, torna-se habitual que apenas os sentimentos, interesses e necessidades do narcisista sejam considerados. Se torna recorrente que o conarcisista desista de expressar o que quer ou sente porque geralmente o parceiro esquece, desvaloriza, adia ou ignora. Ao deixar de se manifestar, sem perceber, está a favorecer a negligência emocional e a falta de consideração.

Inveja X Submissão
Quando o conarcisista não percebe que o parceiro tem tendência à inveja, pode não enxergar que dificilmente recebe apoio para projetos próprios que possam ter destaque. Do mesmo modo, com frequência pode receber críticas ou indiferença a respeito de suas conquistas. E em situações mais graves, o narcisista pode sabotar os planos. Estes são comportamentos do narcisista sob o domínio da inveja, pois ele não consegue lidar com o fato de alguém ser melhor do que ele ou conquistar algo que ele não conseguiu. Mas dificilmente o parceiro narcisista irá perceber isso porque está muito concentrado em acreditar que ele é que é invejado. Se o conarcisista contribui com a idéia de que o parceiro é invejável, fazendo comparações favoráveis, apontando possíveis sinais de inveja por parte dos outros e participando desta dinâmica de cobiça, acentuará esta característica competitiva dele e favorecerá, indiretamente, que a força da inveja recaia também sobre si.

Arrogância X Devoção
Algumas vezes o conarcisista se torna um promotor da imagem pessoal de sucesso do narcisista e, sem se dar conta, coopera para que ambos se distanciem da realidade de que pessoas têm pontos fortes e pontos fracos. Neste movimento relacional, o conarcisista passa a não enxergar os pontos fracos do parceiro, alimentando a dinâmica abusiva em que se encontra por achar que seu par amoroso é “perfeito”. O comportamento continuamente desrespeitoso do narcisista, quando consentido por parte do conarcisista, coloca-o em uma armadilha de ter que aceitar o desdém e o descaso praticado tanto contra os outros, quanto consigo.

Como se pode ver, a personalidade complacente do conarcisista atende perfeitamente ao que o narcisista espera. Mas acatar as vontades alheias com tanta facilidade, distancia o conarcisista de olhar para si próprio e se apropriar da sua vida. Ao mesmo passo, ser egoísta e ofuscar o par amoroso impede que o narcisista enxergue as singularidades e o valor da pessoa que está ao seu lado.

O tratamento psicológico é um passo crucial para a quebra do ciclo insalubre instalado em uma relação romântica entre estes dois perfis. Os casais que reconhecem em si mesmos a presença de traços narcisistas ou conarcisistas podem se beneficiar tanto da psicoterapia individual, quanto da terapia de casal.

Tratar a inclinação à devoção por parte do conarcisista e a busca incessante por elogios e validação por parte do narcisista permitirá que ambos explorem outras posturas e alcancem uma convivência a dois mais equilibrada.

Se você se identificou com este artigo e deseja uma ajuda psicológica especializada, conte comigo, tanto para sessões individuais, quanto para terapia de casal.

Sobre a autora
ANA CAROLINA MAINETTI

Psicóloga e psicanalista, especialista em Psicologia Clínica, em Terapia de Casal, em Sexualidade e em Neuropsicologia, com experiência no atendimento psicológico online. Desde 2017 atua na plataforma Zenklub, ajudando brasileiros de todas as partes do país e do mundo. CRP: 08/17342

Cuspido por Deise Brandão at 3/25/2024 06:18:00 PM Nenhum comentário:
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segunda-feira, 18 de março de 2024

Transtorno dissociativo de identidade é raro e acomete 1,5% da população

O TDI está classificado dentro dos transtornos transformamentais, porque leva o indivíduo acometido pela doença a mudar seu funcionamento


Uma das causas do transtorno dissociativo de identidade está associada à ocorrência de alguma experiência traumática – Foto: Freepik

A dissociação, para a psicologia, é um conjunto de experiências que levam o indivíduo afetado a se distanciar da realidade. Esse fenômeno abarca inúmeros transtornos mentais, que apresentam essa característica como sintoma. Dentre eles, está o transtorno dissociativo de identidade (TDI), uma doença rara que acomete apenas 1,5% da população. Essa condição, como explica Antônio de Pádua, professor do Instituto de Psicologia (IP) da Universidade de São Paulo, está classificada dentro dos transtornos transformamentais, porque leva o indivíduo acometido pela doença a mudar seu funcionamento.

Uma das questões centrais do TDI está na perda de memória dos afetados, que têm suas atividades práticas prejudicadas. “Quando a pessoa se associa a uma nova identidade, ela tem dificuldade de memória, tem prejuízo de memória até das atividades que ela tinha que fazer. Então, ela pode esquecer determinadas atividades. Uma nova personalidade pode vir com habilidades distintas da anterior, e isso prejudica o andamento do dia a dia dela, relacionamentos, tudo isso”. explica Pádua.
Possíveis causas

Segundo o professor, uma das causas do TDI está associada à ocorrência de alguma experiência traumática, principalmente a históricos de violência física e abuso. Traumas são questões complexas na psicologia, porque o desenvolvimento de alguma doença depende de como esses indivíduos vivenciam determinadas situações. 

Entretanto, Pádua afirma que, no caso do TDI, não são todas as pessoas que, ao passar por um quadro de estresse ou de violência – na infância, principalmente – desenvolverão a doença. É preciso de uma série de fatores e pré-disposições no indivíduo e sua vivência para que isso aconteça.

Leila Tardivo, professora do Instituto de Psicologia da USP, comenta que alguns autores não identificam a questão do trauma como um estopim para o desenvolvimento da doença. Porém, mesmo que não haja consenso sobre o que gera o transtorno dissociativo de identidade, existe uma concordância sobre a ideia de o indivíduo passar por um sofrimento e o desejo de fuga daquela situação.
As faces do transtorno dissociativo de identidade

A manifestação das personalidades não segue um padrão e não acontece de forma igual com todos os acometidos pela doença. “Tem duas formas de essas personalidades aparecerem: uma dominando as outras e a mesma pessoa não sabe disso – não tem controle e as personalidades se conhecem –, como pode ser de uma maneira em que há uma inconsciência, de certa maneira, quando tem uma predominando e as outras não sabem” discorre Leila.

Dependendo do grau em que as trocas de personalidade acontecem, os indivíduos acometidos pela doença conseguem percebê-la. Além disso, é possível perder o controle total das personalidades, se não houver uma intervenção psicológica e psiquiátrica. De maneira geral, as pessoas manifestam novas características de funcionamento associadas ao gênero biológico. Porém, é possível que os indivíduos assumam características do gênero oposto. 

Diagnóstico e cuidados

O transtorno dissociativo de identidade não tem cura, mas a psicoterapia e alguns medicamentos – dependendo do grau da doença – conseguem ajudar no tratamento. “A terapia é muito importante, assim como um diagnóstico. Então, bons profissionais – psiquiatras, psicólogos – precisam estar muito cientes das queixas para avaliar esses aspectos e dar um segmento nesse tratamento.” Além disso, o professor acrescenta que a medicação às vezes é necessária, porque o indivíduo percebe essas mudanças e esse fluxo que gera sofrimento. Então, o transtorno pode vir acompanhado de crise de ansiedade, depressão, e as medicações vão ser mais voltadas para redução desse quadro.

Como explicam os especialistas, é difícil realizar um diagnóstico preciso, porque pode ser confundido com outras doenças que apresentam transições de personalidade, e também porque o próprio indivíduo pode não entender o que está acontecendo. “Muitas vezes, a própria pessoa demora a perceber se ela sente uma estranheza […] e isso pode começar na infância ou na adolescência. Entende-se que, muitas vezes, as crianças têm fantasias; porém, na fase adulta, essas condições começam a se identificar, como mudanças bruscas no funcionamento daquela pessoa e mudanças de atitude” pontua Pádua.
Cuspido por Deise Brandão at 3/18/2024 01:06:00 PM Nenhum comentário:
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