quinta-feira, 6 de outubro de 2016

A assustadora imagem de satélite que mostra o potencial devastador do furacão Matthew


Considerado o mais poderoso furacão no Atlântico em quase uma década, Mathew foi identificao por uma imagem infravermelha feita do espaço pela NASA.

Da BBC

Imagem do furacão Matthew durante passagem pelo Haiti: a similaridade com um crânio humano assustou muita gente e viralizou na internet (Foto: NASA/ BBC)Imagem do furacão Matthew durante passagem pelo Haiti: a similaridade com um crânio humano assustou muita gente e viralizou na internet (Foto: NASA/ BBC)
O furacão Matthew já é considerado o mais poderoso do Atlântico em quase uma década.
A enorme tempestade, que agora segue em direção à Flórida (EUA), atingiu o Haiti, República Dominicana e Cuba deixando um rastro de destruição, inundações, milhares desabrigados e ao menos 25 mortes.
Os danos já causados pelo furacão são tão assustadores quanto algumas das imagens de satélite fornecidas pela Agência Espacial dos EUA (NASA).
Uma das fotos que mais chamou a atenção foi registrada durante passagem do furacão pelo Haiti. A similaridade da imagem com um crânio humano assustou muita gente.
A foto, feita a partir do espaço, viralizou nas redes sociais e foi descrita como "aterrorizante". Ela mostra a tempestade em cores vibrantes, com destaque para o "olho" cercado por densas nuvens que delineiam o que se assemelha com o formato de um crânio de perfil e dentes.
No Twitter, muitos usuários compararam o furacão Matthew com o personagem "Ghost Rider", da Marvel.
Matthew, contudo, não é personagem fictício e, desde que se formou no fim de setembro perto da fronteira entre aColômbia e a Venezuela, o furacão já provocou ao menos 25 mortes.
Até agora o maior estrago foi registrado no Haiti. Dados da ONU contabilizam ao menos 21 pessoas mortas no país e 350 mil desalojadas. Também foram registradas quatro mortes na República Dominicana.
Uma mulher caminha por uma rua durante passagem do furacão Matthews em Porto Príncipe, no Haiti (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)Uma mulher caminha por uma rua durante passagem do furacão Matthews em Porto Príncipe, no Haiti (Foto: Carlos Garcia Rawlins/Reuters)
O furacão Andrew foi o último grande a atingir a Flórida, em agosto de 1992, quando provocou ao menos 15 mortes.
Em 2004, passaram pelo Estado norte-americano os furacões Charley, Frances e Ivan. Entre eles, o Ivan destruiu cidades do Caribe e dos Estados Unidos e foi considerado o mais forte da última década - título que pode ser desbancado pelo Matthew.
Residentes da Flórida já se preparam para a chegada do furacão estocando suprimentos e reforçando janelas e portas das casas.
Nesta quarta, as prateleiras de um supermercado West Palm Beach estavam completamente vazias. A compra de água potável foi limitada nesse supermercado a quatro galões por pessoa.

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Explodiu a Lava Jato: Delação da Odebrecht fará revisão em tudo que já foi contado




O recall teve início, recentemente, para confrontar os acordos já celebrados com a colaboração do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, que comandou a subsidiária da Petrobrás entre 2003 e 2015. O Supremo Tribunal Federal (STF) homologou o acordo de delação premiada do ex-presidente da Transpetro em maio.
Executivos ligados a esquemas narrados por Machado deverão explicar pontos não esclarecidos em suas próprias delações. Após as revelações feitas pela Odebrecht e por Machado, a previsão de advogados ligados ao caso é de que o Ministério Público Federal solicite um “pacote único” de aditamentos para as empreiteiras.
O acordo de colaboração da Odebrecht está prestes a ser assinado. Desde esta terça-feira, os advogados responsáveis pelas negociações estão em Brasília para retirar na Procuradoria-Geral da República (PGR) a proposta da Operação Lava Jato no que diz respeito a penas e multas para cada um dos executivos.
Caso concorde com a posição do Ministério Público, cada defensor terá até sexta-feira para devolver o acordo assinado. Depois da assinatura, os executivos serão ouvidos e o acordo oficial será levado ao ministro Teori Zavascki, responsável pela homologação das delações da Lava Jato no âmbito do STF. Ao menos dois integrantes da força-tarefa de Curitiba estavam na PGR nesta terça-feira acompanhados de uma integrante do grupo de trabalho que auxilia o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na investigação de políticos.
Em um primeiro momento, foram entregues 52 propostas de delação premiada envolvendo executivos da Odebrecht. Entretanto, esse número deve aumentar, uma vez que mais funcionários já se colocaram à disposição para prestar esclarecimentos aos investigadores.
Alardeado como o acordo mais completo alcançado até agora na Lava Jato, a delação de Marcelo Odebrecht e seus funcionários pode até resultar em rescisão de outras colaborações, caso a omissão ou sonegação de fatos tenham sido deliberadas.
Possibilidades
Há três possibilidades em caso de necessidade de recall nas colaborações. A primeira seria fazer um aditamento nos acordos já assinados com inclusão das informações omitidas. Nesse caso, o acordo deverá ser renegociado em condições mais duras para o delator.
Outro caminho seria processar os executivos pelos fatos não abrangidos no acordo e revelados pela nova delação. A terceira possibilidade, a ser empregada em casos extremos com comprovação de que o delator mentiu, será a rescisão do acordo firmado.
A colaboração de executivos da Odebrecht vai obrigar a Camargo Corrêa, primeira grande empreiteira a optar pela leniência e delação para seus executivos, a revisitar revelações da Operação Castelo de Areia.
Anulada pelo Superior Tribunal de Justiça, a investigação de 2009 revelou um esquema de fraudes em licitação e pagamento de propina muito parecido com o que foi desmantelado pela Lava Jato. Em 2011, o STJ anulou as provas obtidas pela Castelo de Areia a partir de escutas telefônicas autorizadas com base em denúncia anônima.
Além de explicar alguns casos revelados pela operação, como o cartel na construção de linhas de metrô em algumas capitais, entre elas Salvador, o recall poderá servir para que construtora revele como conseguiu paralisar as investigações. Procurado, o criminalista Celso Vilardi, responsável pelas defesas da Camargo Corrêa e da Andrade Gutierrez, não se pronunciou.
Conteúdo Veja

A Justiça e o Direito nos jornais desta quarta-feiras


A Odebrecht pagará multa acima de R$ 7 bilhões dividida em ao menos 15 anos, como parte de seu acordo de leniência negociado com a Procuradoria-Geral da República e que está na iminência de ser formalizado. O valor estabelecido tem como referência o pedido do Ministério Público Federal. As informações são do jornal Valor Econômico.

Recall de delações
As informações colhidas no acordo de delação premiada de executivos da Odebrecht terão impacto direto em colaborações firmadas até agora pela força-tarefa da operação “lava jato” com pelo menos outras duas empreiteiras, a Camargo Corrêa e a Andrade Gutierrez. Ambas já foram informadas pelo Ministério Público sobre a necessidade de uma revisão em suas colaborações por causa de possíveis inconsistências ou sonegação de informações reveladas após a entrega dos anexos da proposta de delação da empreiteira baiana. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Nova operação
A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (4/10) a operação hidra de lerna, que investiga um suposto grupo criminoso responsável tanto pela possível prática de financiamento ilegal de campanhas políticas na Bahia quanto por esquemas de fraudes em licitações e contratos no Ministério das Cidades. Entre os alvos estão a construtora OAS, também investigada na “lava jato”, o diretório do PT na Bahia e a empresa de comunicação Propeg. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Acusações contra a imprensa
O desembargador Ivan Sartori, um dos responsáveis pela anulação do júri do massacre do Carandiru, sugeriu que a imprensa paulista recebe dinheiro do crime organizado. O magistrado também afirmou que ONGs de direitos humanos são financiadas com verbas do crime "Diante da cobertura tendenciosa da imprensa sobre o caso Carandiru, fico me perguntando se não há dinheiro do crime organizado financiando parte dela, assim como boa parte das autodenominadas organizações de direitos humanos", escreveu o desembargador em uma rede social. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Juízes no detector
O Tribunal de Justiça de São Paulo publicou nesta segunda-feira (3/10) um plano de segurança para os prédios do Judiciário que prevê, entre outras mudanças, a obrigatoriedade de revistas até mesmo em juízes e promotores. De acordo com a portaria, só serão desobrigados de passar por detectores de metal e revistas em "bolsas, pastas e similares" magistrados que atuam naquela unidade. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Dados cruzados

O Palácio do Planalto e Justiça Eleitoral irão assinar em breve cooperação para que o governo acesse a base de dados dos eleitores do Tribunal Superior Eleitoral — querem cruzar dados de beneficiários de programas. As informações são da coluna Painel, do jornal Folha de S.Paulo.

OPINIÃO

Repensando a Constituição
O jornal Estado de S. Paulo defende que é hora de repensar a Constituição.Em editorial, a publicação afirma que pela série de vinculações que determinar, a Carta Magna limita a capacidade financeira do Estado e coloca o país na rota da insolvência fiscal, mesmo que a carga tributária tenha contínua expansão. “Esses 28 anos são também a comprovação empírica de que não basta assegurar tudo na lei, de forma idealista, sem ter disponibilidade de meios. Tal irrealismo simplesmente trava o Estado. Tem-se agora oportunidade única para debater e reformar corajosamente a Constituição de 1988. O Brasil merece e a realidade exige esse debate”, escreveu o jornal .

CNJ promissor
A atuação da ministra Cármen Lúcia em sua primeira sessão como presidente do Conselho Nacional de Justiça foi elogiada pelo jornal O Estado de S. Paulo. Ela demonstrou que irá acelerar a tramitação dos processos administrativos envolvendo sindicâncias, reclamações e punições disciplinares exemplares, o que, segundo a publicação, não era hábito de seu antecessor, o ministro Ricardo Lewandowski. “Na primeira sessão plenária do CNJ que presidiu, a nova presidente do órgão primou pelo realismo de seus diagnósticos, pela precisão de suas propostas e, principalmente, pela aversão a toda e qualquer forma de corporativismo. Se continuar agindo dessa forma, ela dará uma contribuição inestimável para modernizar as atividades de controle administrativo do Poder Judiciário”, escreveu o jornal.
by Conjur

Em Alta

Os números do PT

by Deise Brandão Existe a narrativa de que o PT é um partido gigante, mas, quando se observam os números institucionais, o cenário é mais m...

Mais Lidas