08/08/2014

Por voto evangélico, Dilma faz oração e cita a 'Bíblia'

Eleições 2014

Presidente-candidata visitou nesta sexta a Assembleia de Deus do Brás. Foi homenageada e não poupou afagos aos religiosos: 'É importante crer', disse

Felipe FrazãoAFAGO AOS EVANGÉLICOS - Dilma rezou e foi homenageada em evento da Assembleia de Deus
AFAGO AOS EVANGÉLICOS - Dilma rezou e foi homenageada em evento da Assembleia de Deus (Ichiro Guerra/Divulgação/VEJA)
"Acredito naqueles que creem. Acredito no poder da oração. Não se esqueçam de orar por mim. Todos os dirigentes deste país dependem do voto do povo e da graça de Deus" Dilma Rousseff, a presidente-candidata, em evento com evangélicos
Em busca de aproximação com o eleitorado evangélico, a presidente-candidata Dilma Rousseff visitou nesta sexta-feira a Assembleia de Deus do Brás, em São Paulo – braço da congregação de Madureira, à qual pertence o também candidato ao Planalto pastor Everaldo Pereira, do PSC. Dilma, que nunca se declarou religiosa, citou até mesmo uma passagem da Bíblia nesta sexta: "O Estado brasileiro é um Estado laico, mas, citando um salmo de Davi, queria dizer que ‘feliz é a nação cujo Deus é o Senhor’". E prosseguiu: "Reconheço a qualidade do trabalho prestado pela Assembleia de Deus ao longo de seus 103 anos, em todos os Estados, nos rincões e áreas mais isoladas deste país, e nas periferias. A ação social de vocês contribui para a inclusão. Nós temos em comum a dedicação àqueles que mais precisam."
Na corrida eleitoral de 2010, Dilma enfrentou resistência entre o segmento evangélico em decorrência de controvérsias sobre sua posição em relação à legalização do aborto. Na ocasião, líderes da Assembleia de Deus e do PSC, como o próprio pastor Everaldo, atuaram em defesa da petista. Naquele ano, o PSC cogitara apoiar a coligação do candidato tucano José Serra à Presidência, mas optou por apoiar o PT, tendo recebido 4,75 milhões em doação da sigla, registrada na Justiça Eleitoral. Ao longo do mandato, porém, a presidente perdeu o apoio formal do PSC – e se distanciou ainda mais dos evangélicos. O maior ponto de desgaste foi o projeto de distribuição de material com conteúdo sobre orientação sexual em escolas, batizado de "kit-gay". O material, atribuído ao ex-ministro da Educação e atual prefeito de São Paulo Fernando Haddad (PT), foi vetado por Dilma após a reação dos religiosos. PT e PSC também trocaram rusgas durante a passagem do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) pela presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.
Dilma foi convidada a discursar no Congresso Nacional de Mulheres da Assembleia de Deus Madureira, que reuniu fiéis de todo o país. O evento ocorreu na sede da Assembleia de Deus no Brás, centro da capital paulista, presidida pelo pastor Samuel Ferreira, filiado ao PSD de Gilberto Kassab, que apoia a presidente na corrida à reeleição. A presidente afirmou aos fiéis que seu governo foi o que "mais investiu na família brasileira" e nas "mulheres". Fez também propaganda de programas de governo como o Bolsa Família, Minha Casa Minha Vida e Pronatec. "Em 2010 me comprometi a valorizar a família brasileira e a buscar proporcionar a ela condições básicas de dignidade, esperança e de cultivo dos valores mais caros para aqueles que acreditam. Porque crer é algo importante." E prosseguiu: "Acredito naqueles que creem. Acredito no poder da oração. Não se esqueçam de orar por mim. Todos os dirigentes deste país dependem do voto do povo e da graça de Deus", disse Dilma, que concluiu: "Deus abençôe."
Acompanharam a presidente o governador do Distrito Federal e candidato a reeleição, Agnelo Queiroz (PT), o deputado e candidato ao Senado Geraldo Magela (PT), além do ministro da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho (PT).  O deputado Jorge Tadeu (DEM) participou do ato como integrante da Assembleia de Deus Brás e o líder do PMDB, Eduardo Cunha, como representante da bancada evangélica na Câmara. Cunha, como de praxe, colocou a presidente em uma saia-justa.
Samuel Ferreira promoveu uma homenagem a Dilma com a música evangélica Mulheres Guerreira. A presidente assistiu à apresentação em pé, batendo palmas. Vestida de azul, Dilma também proferiu a oração do Pai Nosso com os religiosos. "Queremos que a senhora se sinta bem nessa casa e tenha paz. Diariamente cumprimos a Bíblia aqui e oramos pela senhora, para que Deus lhe dê sabedoria e firmeza - o que a senhora tem de sobra", disse a ela o pastor. Na entrada da igreja, havia santinhos com a foto de Ferreira ao lado de candidatos evangélicos à Câmara Estadual de São Paulo pelo DEM, como o pastor Cezinha e Jorge Tadeu Mudalem. Há um mês o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, visitou a Assembleia de Deus Ministério do Belém. O tucano se reuniu com o pastor José Wellington de Bezerra da Costa, presidente da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil.


Dilma também circulou entre as religiosas, distribuiu beijos e tirou fotos. "Nunca vi um presidente reconhecer o trabalho da Assembleia de Deus. Nem o Lula, que é meu amigo. Estamos com a alma lavada", disse o bispo Manoel Ferreira, presidente da Assembleia de Deus Ministério Madureira. "Eu hoje me senti gente – e reconhecido como ser humano que trabalha com dignidade nesse país, com a palavra de Deus", disse o pastor Samuel. Ao fim do culto, o pastor Abner Ferreira, do Rio de Janeiro, fez uma oração por Dilma.  
by Veja

Assassinato de 12 mulheres em Goiânia alimenta boato sobre serial killer e gera força-tarefa da polícia para investigar mortes


Após uma sequência de assassinatos de mulheres em Goiânia, a Polícia Civil de Goiás decidiu criar uma força-tarefa com mais de dez delegados para apurar os crimes. Desde maio, 12 jovens foram mortas na cidade de forma parecida.
De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, o delegado titular da Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios, Murilo Polati, admitiu no último domingo (3) a possibilidade de os crimes terem sido cometidos pela mesma pessoa.
Até então, a ideia de um serial killer estava sendo tratada como boato pelas autoridades. A história começou no final de maio, com uma mensagem de voz no aplicativo WhatsApp.
O recado alertava que um "serial killer tem uma motocicleta preta e um capacete preto" e que ele teria matado mulheres nos setores jardim América, Sudoeste e Nova Suiça, segundo o site G1.
Junto com o áudio, circulou um suposto retrato falado do suspeito de matar a assessora parlamentar Ana Maria Victor Duarte, de 26 anos, na porta de uma lanchonete do Setor Bela Vista, no dia 14 de março.

Reprodução / Facebook
O homicídio mais recente foi o de Ana Lídia de Souza, 14 anos, morta em um ponto de ônibus no último sábado (2), com dois tiros no peito. Segundo o jornal Folha de S. Paulo, a menina estava sozinha por volta das 14h quando um homem em uma moto disparou contra ela.
Em todas as ocasiões, um homem usando capacete, em uma motocicleta, se aproxima das vítimas em locais públicos e depois atira. Na maioria dos casos, o criminoso não leva nenhum objeto.
Um dia após a morte da adolescente, o governador de Goiás, Marconi Perillo, usou seu perfil no Twitter para defender a atuação da polícia local, alvo de críticas da população.
Para tranquilizar a população, a polícia do estado pede para os goianos não acreditarem nos boatos do WhatsApp, que foram replicados no Facebook. O superintendente da Polícia Judiciária da Polícia Civil de Goiás, delegado Deusny Aparecido Filho, negou ao G1 que as informações divulgadas em redes sociais sobre um suposto serial killer sejam verdadeiras.
No final de semana, o delegado Murilo Polati afirmou que as investigações apontam que alguns crimes foram passionais e que em alguns casos houve envolvimento das vítimas com consumo ou tráfico de drogas. Ele também disse que criminosos podem estar se beneficiando da história para cometerem outros homicídios. “Nós não descartamos também que autores venham utilizando esse modo de agir inclusive para desviar a investigação", declarou, ainda segundo o G1.
A reportagem do Brasil Post entrou em contato com a Delegacia Estadual de Investigações de Homicídios e com a Polícia Judiciária da Polícia Civil, responsáveis pelas investigações, mas não teve a confirmação do número de suspeitos presos ou com mandados de prisão.
Mobilização
Parentes e amigos das vítimas se mobilizaram nas redes sociais em busca da resolução dos crimes. No Facebook, foi criada uma página em homenagem à Ana Maria Victor Duarte, morta em março. No dia 13 de abril, foi organizada uma manifestação em frente à superintendência da Polícia Federal em Goiânia.



No próximo sábado (9), haverá outra manifestação na cidade cobrando uma resposta das autoridades em relação à falta de segurança na capital. O evento conta com mais de 29 mil pessoas confirmadas e traz a suposta lista das vítimas.
by brasilpost

Obama autoriza bombardeios no Iraque para "impedir genocídio"

Do UOL, em São Paulo
Pete Souza/Casa Branca
  • O presidente se reuniu com assessores de segurança nacional na Casa Branca
    O presidente se reuniu com assessores de segurança nacional na Casa Branca
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, autorizou nesta quinta-feira (7) bombardeios aéreos no Iraque em áreas tomadas pelo EI (Estado Islâmico) para "proteger norte-americanos" e impedir mortes de civis no país. A declaração foi dada nesta noite durante um pronunciamento na Casa Branca, em Washington (EUA).
"Já disse outras vezes que os Estados Unidos nem sempre devem agir [militarmente]. Mas, desta vez, é diferente. Podemos agir para impedir o genocídio de pessoas inocentes. Podemos proteger civis", justificou Obama.
Segundo o presidente, os Estados Unidos realizaram nesta quinta-feira (7) o fornecimento de ajuda humanitária por meio de kits com mantimentos e medicamentos, que são lançados de aviões. 
Obama frisou que uma operação por terra está descartada pelo momento, para evitar que "vidas de soldados sejam perdidas". Para o presidente dos EUA, a saída mais viável para a crise no Iraque é que as várias comunidades que vivem no país entrem em acordo, com a formação de um novo governo. Isso deve começar, segundo ele, com a escolha de um novo primeiro-ministro pelos iraquianos. Apenas ajuda militar, prosseguiu, não irá conter o avanço do EI.
"O mundo está enfrentando muitos desafios e nossa liderança é necessária para garantir a segurança do povo norte-americano. Por isso, apoiamos nossos aliados quando estão em risco", disse. "Não há decisão que eu tenha tomado com maior seriedade do que esta do uso de força militar", completou.

Êxodo em massa

Os jihadistas do Estado Islâmico (EI) invadiram nesta quinta-feira a maior cidade cristã do Iraque, Qaraqosh, o que provocou a fuga de milhares de pessoas. Enquanto isso, após reunião, o Conselho de Segurança da ONU pediu à comunidade internacional que apoie o governo iraquiano na luta contra os rebeldes.
De acordo com o patriarca caldeu Louis Sako, 100 mil cristãos foram obrigados a abandonar suas casas "com nada além de suas roupas", após a tomada de Qaraqosh e de outras cidades na região de Mossul (norte) pelos combatentes do EI.
Safin Hamed/AFP
Cristãos iraquianos, que fugiram da violência na aldeia de Qaraqosh, descansam após chegada na igreja Saint-Joseph, na cidade curda de Arbil, no Curdistão
Entre as localidades ocupadas estão Tal Kayf, Bartela e Karamlesh, que foram "esvaziadas de seus habitantes", denunciou o bispo Joseph Thomas, arcebispo caldeu de Kirkuk e de Sulaymaniyah.
"Esse é um desastre humanitário. As igrejas foram ocupadas, suas cruzes foram removidas", e mais de 1.500 manuscritos foram queimados, ressaltou Sako.

Sem água nem comida

Na quarta-feira, os combatentes curdos do Iraque, da Síria e da Turquia uniram suas forças em uma rara aliança para lutar contra os jihadistas no norte iraquiano e ajudar milhares de civis encurralados nas montanhas próximas. Os três grupos, cujas relações são geralmente tensas, colocaram suas diferenças temporariamente de lado em uma espécie de união sagrada.
Milhares de civis, boa parte da minoria yazidi, estão presos nas montanhas do norte do Iraque, após fugirem dos jihadistas, que em 48 horas tomaram várias cidades curdas da região de Mossul.

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