06/08/2014

"Cratera do fim do mundo" alerta para mudança climática


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Antes beneficiada com crédito, classe C se desespera para pagar as dívidas


A nova classe média enfrenta dificuldades para pôr as contas em dia. Inflação e juros altos apertaram o orçamento das famílias

'Não pago nada à vista, porque o dinheiro não dá', conta a aposentada Dalva Rodrigues (Janine Moraes/CB/D.A Press)
"Não pago nada à vista, porque o dinheiro não dá", conta a aposentada Dalva Rodrigues

Alvo preferencial do governo, na tentativa de estimular o crescimento do país, a nova classe C passa por momentos difíceis quando o assunto é dinheiro. As quase 40 milhões de pessoas que compõem essa camada da população aproveitaram o crédito farto para comprar carro, trocar a geladeira e a televisão e até adquirir a casa própria. Agora, não conseguem arcar com as dívidas. Levantamento do Instituto Data Popular mostra que 69% da classe C está com dificuldades para pagar as contas. Para 32%, a situação é desesperadora.

A aposentada Dalva Rodrigues, 73 anos, que o diga. Ela fez um empréstimo para terminar de construir sua casa, no Paranoá, próximo a Brasília. Sem conseguir quitar o montante, devido aos juros altos, recorreu a outro banco em busca de mais um financiamento para honrar o compromisso atrasado. Ou seja, tapou um buraco mas abriu outro no orçamento doméstico. Com isso, mais da metade da renda de cerca de R$ 1 mil está sendo destinada ao pagamento de dívidas.

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A casa ainda não tem todos os móveis que Dalva deseja. “Tudo aqui é comprado à prestação, o forno, a geladeira, o microondas. Não pago nada à vista, porque o dinheiro não dá. Tem meses em que preciso apertar, comprar menos, reduzir os gastos com comida no supermercado”, assinala. Ela reconhece que chegou ao limite do endividamento. E sofre porque ainda falta muito para ter o imóvel dos sonhos. “A prioridade é não passar fome”, afirma.

Dinheiro escasso

A pesquisa do Data Popular mostra que, quando o dinheiro fica escasso, como no caso de Dalva, a maior parte dos brasileiros, 81%, economiza nas contas de manutenção da casa, como luz, telefone e gás. Do total de 2.004 entrevistados, 75% comparam preços e 51% trocam os produtos comprados por marcas mais baratas, 23% diminuem a quantidade de mercadorias e 11% simplesmente param de consumir.

Rússia mobiliza tropas e Otan teme invasão da Ucrânia

Cerca de 20 mil soldados foram posicionados na fronteira leste 

da Ucrânia


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A Rússia posicionou cerca de 20 mil soldados prontos para combate na fronteira com a Ucrânia e pode usar o pretexto de uma missão humanitária para invadir, afirmou a Organização para o Tratado do Atlântico Norte (Otan) nesta quarta-feira, seu alerta mais contundente até agora sobre um possível ataque terrestre de Moscou contra seu vizinho.

O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou a maior reação econômica de seu país às sanções ocidentais, desencadeando uma guerra comercial do tipo ‘olho por olho’ ao ordenar que seu governo restrinja importações de alimentos de países que impuseram sanções à Rússia.

Num momento de uma escalada nos combates, em que rebeldes vêm perdendo terreno, a Rússia anunciou exercícios militares nesta semana na região da fronteira. “Não iremos supor o que a Rússia tem em mente, mas podemos ver o que faz no local – e isso preocupa muito. A Rússia posicionou cerca de 20 mil soldados prontos para o combate na fronteira leste da Ucrânia”, declarou a porta-voz da Otan, Oana Lungescu, em um comunicado por e-mail.

Moscou pode usar “o pretexto de uma missão humanitária ou de manutenção da paz para enviar tropas ao leste ucraniano”, disse ela.
Um militar da Otan, falando sob condição de anonimato, afirmou que a mobilização russa na divisa inclui tanques, infantaria, artilharia, sistemas de defesa aérea, tropas de logística, forças especiais e uma variedade de aeronaves. Um porta-voz do Ministério da Defesa russo repudiou as acusações: “Estamos ouvindo isso há três meses já”.

Retaliação

Os Estados Unidos e a União Europeia impuseram sanções brandas à Rússia a princípio, mas as aprofundaram desde que um avião de passageiros malaio foi abatido no leste da Ucrânia no mês passado com um míssil supostamente fornecido pelos russos aos rebeldes. Moscou nega que tenha dado mísseis aos rebeldes.

Nesta quarta-feira, Putin ordenou que seu governo elabore uma lista de produtos de agricultura de países que aplicaram sanções a seu país e que sofrerão retaliação.Como parte da determinação do presidente russo, o serviço de vigilância veterinária e fitossanitária da Rússia anunciou que vai embargar importações de carne de frango dos Estados Unidos. O país irá também banir importações de todos os produtos agrícolas dos EUA e de todas as frutas e vegetais da União Europeia, disse a agência russa RIA, citando o serviço veterinário.

A Rússia importou 43 bilhões de dólares em alimentos no ano passado, e é o maior comprador de frutas e vegetais europeus e grande comprador de carne, peixe e frango.

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