27/07/2014

Mulher de Schumacher põe jato à venda por tratamento

Corinna Schumacher pede 60 milhões de reais pelo avião da família

Jato da família da Schumacher que será colocado à venda
Jato da família da Schumacher que será colocado à venda (Reprodução/bild.de)
Corinna Schumacher, esposa do alemão Michael Schumacher, colocou o jato da família à venda para pagar os custos do tratamento do ex-piloto de Fórmula 1, que segue internado, em Lausanne, na Suíça. Segundo o jornal alemão Bild desta sexta-feira, Corinna estaria pedindo 20 milhões de euros (cerca de 60 milhões de reais) pela aeronave. O jato, um Falcon 2000EX, tem as iniciais de Schumacher na parte traseira da fuselagem e custou cerca de 25 milhões de euros (cerca de 75 milhões de reais). 
Recuperação - Na terça-feira, o jornal inglês Daily Mirror informou que Schumacher consegue se comunicar com sua família por movimentos dos olhos. O tabloide relatou que nas próximas semanas médicos suíços ajudarão Schumacher a usar uma cadeira de rodas especial, controlado pela boca do ex-piloto. Além disso, jornais da Croácia informaram que os doutores Darko Chudy e Vedran Deletis estão desenvolvendo um microchip para fazer o alemão andar e falar novamente.
Mesmo assim, Schumacher ainda necessita de constantes cuidados médicos por conta dos traumatismos que sofreu no acidente de esqui, há quase oito meses. Michael Schumacher, de 45 anos, ficou internado por seis meses em Grenoble, na França, depois de bater a cabeça numa pedra, em uma pista de esqui, em Méribel, nos Alpes Franceses, em dezembro de 2013. No mês passado, o ex-piloto saiu do coma e foi levado para uma clínica hospitalar em Lausanne, na Suíça. A imprensa internacional especula que Schumacher poderá ter alta e utilizar uma cadeira de rodas eletrônica no final de agosto. 
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Michael Schumacher em Madonna Di Campiglio, em  janeiro de 2006, na Itália
Michael Schumacher em Madonna Di Campiglio, em janeiro de 2006, na Itália - Alessandro Bianchi/Reuters
(Com agências Ansa e Estadão Conteúdo)

26/07/2014

Fatos e Fotos


25/07/2014 
Papa Francisco almoça em bendejão do Vaticano com funcionários. Ele se sentou em mesa coletiva com alguns trabalhadores
Papa Francisco almoça em bandejão do Vaticano com funcionários. Ele se sentou em mesa coletiva com alguns trabalhadoresCrédito: Osservatore Romano Press Office/EFE
 O pontífice comeu batatas fritas, peixe, pão integral e água
O pontífice comeu batatas fritas, peixe, pão integral e águaCrédito: Osservatore Romano Press Office/EFE
Em Jerusalém, centenas de palestinos protestam na cidade de população originalmente árabe depois das orações do meio-dia. Alguns jogavam pedras e fogos de artifício em soldados israelences, que disparavam bombas de efeito moral e canhões de água
Em Jerusalém, centenas de palestinos protestam na cidade de população originalmente árabe depois das orações do meio-dia. Alguns jogavam pedras e fogos de artifício em soldados israelences, que disparavam bombas de efeito moral e canhões de água. Milhares de forças de segurança israelenses tinham sido implantados para possíveis protestos palestinosCrédito: Mahmoud Illean/AP Photo
 Maha al-Sheikh Khalil, de 7 anos, sorri em seu leito no hospital Shifa , onde ela está tratando a lesão feita por estilhaços em seu pescoço, que causou a paralisia de seus membros
Maha al-Sheikh Khalil, de 7 anos, sorri em seu leito no hospital Shifa , onde ela está tratando a lesão feita por estilhaços em seu pescoço, que causou a paralisia de seus membros. Ela foi ferida durante bombardeio israelense no bairro de Shijaiyah, que atingiu sua casa, matando sete membros de sua família, incluindo sua mãeCrédito: Khalil Hamra/AP Photo
O líder do grupo xiita libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, aparece durante evento em Beirute em comemoração ao Dia de Al Quds (Jerusalém), quando muçulmanos do mundo mostram apoio ao povo palestino no último dia do Ramadã
O líder do grupo xiita libanês Hezbollah, Hassan Nasrallah, aparece durante evento em Beirute em comemoração ao Dia de Al Quds (Jerusalém), quando muçulmanos do mundo mostram apoio ao povo palestino no último dia do Ramadã. Nasrallah disse que a "resistência" na Faixa de Gaza tornou-se vitoriosa após os sionistas e todos os seus apoiadores em todo o mundo falharam em atingir seus objetivosCrédito: Bilal Hussein/AP Photo
Uma funcionária da Malaysia Airlines chora durante culto ecumênico, em Kelana Jaya, na Malásia, para as vítimas do avião derrubado na Ucrânia
Uma funcionária da Malaysia Airlines chora durante culto ecumênico, em Kelana Jaya, na Malásia, para as vítimas do avião derrubado na UcrâniaCrédito: Lai Seng Sin/AP Photo
Michael Phillips posa para fotos após uma audiência no tribunal em Dallas, que teve seu nome limpo de crimes após ter sido condenado por um estupro que não cometeu
Michael Phillips posa para fotos após uma audiência no tribunal em Dallas, que teve seu nome limpo de crimes após ter sido condenado por um estupro que não cometeu. Na época do crime, o advogado de Phillips o aconselhou a assumir a culpa do crime, mas anos depois um exame de DNA conseguiu provar que ele era inocente. Após passar 12 anos na prisão, o homem que sofre de anemia falciforme, disse que não imaginou que fosse viver para ver seu nome inocentadoCrédito: AP Photo
Kah Mun Tong, da Cingapura, participa dos Jogos do Commonwealth, que reúne as ex-colonias britânicas
Kah Mun Tong, da Cingapura, participa dos Jogos do Commonwealth, que reúne as ex-colonias britânicasCrédito: Kirsty Wigglesworth/AP Photo
Pessoas vestindo yukata, ou quimono de verão, borrifam água em uma rua de uma área de escritórios durante um evento anual de verão em Tóquio. O ato pretende que as pessoas superem as altas temperaturas. Na cidade, os termômetros marcavam 35ºC
Pessoas vestindo yukata, ou quimono de verão, borrifam água em uma rua de uma área de escritórios durante um evento anual de verão em Tóquio. O ato pretende que as pessoas superem as altas temperaturas. Na cidade, os termômetros marcavam 35ºcCrédito: Koji Sasahara/AP Photo
O comediante Jack Black caminha com máscara do Star Wars no primeiro dia da Comic-Con, em San Diego
O comediante Jack Black caminha com máscara do Star Wars no primeiro dia da Comic-Con, em San DiegoCrédito: Chris Pizzello/Invision/AP

Propina nos Transportes, sob comando do PR, dobrou

No início do governo Dilma, partido cobrava 4% de comissão dos fornecedores do Ministério dos Transportes. Às vésperas da eleição, extorsão subiu para 8%

Rodrigo Rangel
César Borges, ex-ministro dos Transportes e agora ministro da Secretaria de Portos, fez o mesmo relato a amigos e a aliados políticos: "O dono da Pavotec me procurou no ministério para dizer que o deputado João Bacelar está cobrando dele uma participação nos contratos com a Valec."
César Borges, ex-ministro dos Transportes e agora ministro da Secretaria de Portos, fez o mesmo relato a amigos e a aliados políticos: "O dono da Pavotec me procurou no ministério para dizer que o deputado João Bacelar está cobrando dele uma participação nos contratos com a Valec." (Jorge William/Agência o Globo)
Em junho de 2011, a presidente Dilma Rousseff reuniu alguns dos principais integrantes da cúpula do Ministério dos Transportes no Palácio do Planalto para passar-lhes uma descompostura daquelas de fazer tremer o chão. Re­cém-acomodada no gabinete mais importante da República, Dilma reclamou dos seguidos aumentos nos custos das obras de rodovias e ferrovias tocadas pelo ministério e, fazendo jus à fama de durona, soltou o verbo contra os responsáveis por gerenciar os contratos — todos eles ligados ao PR, o Partido da República, que ocupava a pasta na ocasião. “Vocês são inadministráveis e estão inviabilizando o meu governo”, sentenciou. Era o primeiro ato da chamada “faxina ética”, durante a qual a presidente demitiu seis ministros acusados de corrupção. O então titular dos Transportes, Alfredo Nascimento, inaugurou a lista após VEJA mostrar que a elevação dos custos das obras do ministério era, na verdade, uma maneira de bancar um esquema clandestino de arrecadação de propina controlado pelo PR: para conseguirem os contratos, os empreiteiros superfaturavam as obras e repassavam 4% do que ganhavam ao partido.
Três anos depois da faxina, o mesmo PR, presidido pelo mesmo Alfredo Nascimento enxotado lá atrás, segue firme e forte no comando do mesmo Ministério dos Transportes e envolvido nas mesmas tramoias. Diferente mesmo só a taxa de propina, que dobrou. Pouco antes de deixar o comando dos Transportes, no mês passado, o ministro César Borges recebeu em seu gabinete a visita do empreiteiro Djalma Diniz, dono da Pavotec Pavimentação e Terraplenagem. A empresa, com sede em Minas Gerais, tem contratos no Ministério dos Transportes que, somados, chegam perto de 2 bilhões de reais. O empreiteiro foi ao ministro reclamar que estava sofrendo pressão para repassar a deputados do PR uma parte de seus ganhos — mais especificamente, dos pagamentos relativos a dois contratos, um de 514 milhões e outro de 719 milhões, firmados no começo deste ano com a Valec, estatal encarregada de construir estradas de ferro. Djalma Diniz relatou em detalhes ao ministro o que classificava de achaque escancarado. Parlamentares exigiam dele parte dos lucros sob pena de rescisão dos contratos. Nas duas últimas semanas, com base em conversas gravadas, VEJA reconstituiu o episódio e seus desdobramentos.
O autor da pressão, segundo o empreiteiro, era o deputado federal baiano João Carlos Bacelar Filho, um dos mais conhecidos expoentes da bancada do PR na Câmara dos Deputados. Foi o próprio ministro César Borges quem relatou a queixa do empreiteiro. Primeiro, a assessores e a políticos de sua confiança. “O dono da Pavotec me procurou no ministério para dizer que o deputado João Bacelar está cobrando dele uma participação nos contratos com a Valec”, disse a um amigo. A cobrança, segundo o empreiteiro relatara ao ministro, era explícita: em troca dos contratos firmados, o deputado exigia uma participação nos pagamentos. Em outras palavras, propina. O parlamentar dizia falar em nome do PR — e ainda explicava o motivo da cobrança. Segundo ele, o partido ajudara a Pavotec a fechar os contratos no governo e, por isso, o dono da empreiteira tinha de repassar uma parte do valor. Era assim que funcionaria a partir daquele instante. O empreiteiro procurou o ministro para saber se Bacelar falava mesmo em nome do partido. Foi informado de que não, e se recusou a fazer o pagamento. Caso aparentemente encerrado — mas não para o deputado e seu grupo no PR.
by Veja

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