sábado, 26 de julho de 2014

Tempestade solar quase causou 'apagão geral' na Terra

Segundo a Nasa, uma grande erupção solar passou muito perto do planeta em 2012 e poderia levar a civilização a condições semelhantes ao século XVIII

As erupções solares emergem do interior do Sol e suas radiações eletromagnéticas podem induzir flutuações elétricas na superfície da Terra, destruindo transformadores, provocando erros em GPS e sistemas de rádio
As erupções solares emergem do interior do Sol e suas radiações eletromagnéticas podem induzir flutuações elétricas na superfície da Terra, destruindo transformadores, provocando erros em GPS e sistemas de rádio (Thinkstock)
A tempestade solar mais forte dos últimos 150 anos passou muito perto da Terra em 23 de julho 2012, revelou a Nasa. Se ela tivesse nos atingido, seria poderosa o suficiente para levar a civilização a condições semelhantes ao século XVIII. “Se a erupção tivesse ocorrido uma semana antes, a Terra estaria na linha de fogo”, afirmou Daniel Baker, professor de Física Atmosférica e Espacial da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, em comunicado da agência espacial americana.
O evento foi uma explosão solar, conhecida como Ejeção de Massa Coronal (EMC). Essas rajadas solares não chegam até nós, mas sua radiação eletromagnética e partículas energizadas sim. Elas podem induzir flutuações elétricas na superfície do planeta, destruindo transformadores, afetando redes de comunicação, provocando erros em GPS e sistemas de rádio e danificando satélites.
A Nasa só soube da tempestade porque ela atingiu um observatório solar chamado Stereo-A, construído para medir eventos semelhantes. Ele recolheu informações sobre o frenômeno sem ser destruído porque não estava orbitando a Terra no momento da erupção, mas viajando pelo espaço interplanetário. No entanto, isso demonstra que outras tempestades podem ter passado próximas da Terra sem terem sido detectadas por nenhum sistema espacial. 
“Com os últimos estudos, me convenci ainda mais do quanto os habitantes da Terra foram sortudos de que a erupção de 2012 tenha acontecido dessa maneira. Se tivesse nos atingido, ainda estaríamos recolhendo nossos pedaços”, afirmou Baker.
Tempestade poderosa — No caso de ter chegado ao nosso planeta, a tempestade solar de 2012 teria sido comparável à tempestade solar Carrington, de 1859, a mais poderosa já registrada. Na ocasião, postos de telégrafo foram incendiados, redes elétricas tiveram panes e foram percebidos distúrbios no campo magnético da Terra.
De acordo com um estudo da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos, um evento como esse custaria hoje 2 trilhões de dólares ou 20 vezes mais que o furação Katrina. Segundo a Nasa, há 12% de probabilidade que uma tempestade solar poderosa como essa realmente chegue até a Terra nos próximos dez anos.
by Veja

ENTREVISTA: “Desde a queda da União Soviética, não se via uma repressão tão grande como a imposta por Putin na Rússia”



by Ricardo Setti

“Putin quer exportar a ideia de que a soberania nacional prevalece sobre a universalidade dos direitos humanos”, diz Tanya Lokshina (Foto: Luiz Maximiano)

AS MARIONETES DE PUTIN

A diretora da Human Rights Watch em Moscou diz que o presidente russo usa o americano Edward Snowden como instrumento de propaganda e agora faz o mesmo com os Brics

Entrevista a Duda Teixeira publicada em edição impressa de VEJA

O escritório de Moscou da ONG Human Rights Watch (HRW), que defende os direitos humanos no mundo, tem sido constantemente atacado nos últimos dois anos. Uma suás­tica já foi pintada na sua fachada, telefones foram grampeados e funcionários receberam ligações ameaçadoras.

Quem está por trás disso é o serviço secreto russo, segundo a diretora da ONG na Rússia Tanya Lokshina, de 41 anos e um filho de 18 meses. Na semana passada, ela esteve em São Paulo enquanto o presidente russo Vladimir Putin se reuniu com os chefes de Estado na VI Cúpula dos Brics, em Fortaleza e Brasília.

Na nota divulgada pela Cúpula dos Brics aparece o conceito de “inclusão social”. Putin pode se gabar disso?

O que ele tem feito na Rússia é a “exclusão social”. Após protestos contra o seu governo em 2012, o presidente dividiu a sociedade em dois grupos: os que estão com ele e os que estão contra ele. Quem vive quieto, não participa de manifestações e não o critica pode fazer muita coisa. Muito mais do que era permitido na União Soviética. Viajar, ler os livros que quiser e ir a eventos.

Mas, se um indivíduo expõe seu descontentamento com o Kremlin em público, então se põe imediatamente em perigo. É como se a União Sovié­tica caísse em cima dele. Desde a volta da democracia não se via uma repressão tão grande contra a liberdade de expressão e contra as organizações da sociedade civil.

Não há canais de televisão independentes, pessoas são presas apenas por protestar, blogueiros são obrigados a se registrar no Ministério das Comunicações e sites têm sido fechados sem nenhuma justificativa decente.

Em meados do ano passado, a Rússia concedeu asilo ao americano Edward Snowden, que revelou documentos secretos do governo americano. Não seria isso uma prova de que Putin valoriza os direitos humanos e a liberdade de expressão?

Eu encontrei Snowden no Aeroporto Sheremetyevo, de Moscou. Um dia antes, recebi o convite por e-mail, assinado por ele. Apesar de a minha área de pesquisa ser outra, já sabia de quem se tratava.

Pouco antes eu ajudei a redigir uma declaração da HRW em que dizíamos ser importante existir uma proteção aos whistleblowers (dedos-duros, em inglês), como Snowden. Achávamos que, se ele fosse extraditado, seria muito provável que acabasse sendo exposto a um tratamento desumano. Mas eu não dei muita bola para aquele convite estranho e fui para casa.

No dia seguinte, meus telefones começaram a tocar sem parar. Então, descobri que tinha sido incluída em uma lista de convidados, de várias organizações, para participar de um encontro com o americano.

Snowden organizou isso de dentro do aeroporto?

Certamente, não. Foi então que comecei a suspeitar do envolvimento do serviço secreto russo. O anúncio da tal reunião foi feito por um advogado de alto perfil e muito leal ao Krem­lin. Ao olhar os nomes dos convidados, ficava claro que a lista tinha sido feita pelas autoridades russas.

Snowden podia conhecer a HRW e a Anistia Internacional, mas não todos os que estavam ali.

Entre eles, havia três advogados muito ligados a Putin, um parlamentar e dois membros de gongos, um acrônimo para definir aquelas ONGs que se dizem independentes mas só fazem propaganda do governo (government organized non-governamental organization, em inglês).

Foi um encontro proveitoso?

Havia centenas de jornalistas no aeroporto. Quanto me apresentei, eles me passaram pelo cordão de isolamento e fui levada com outros convidados para a pista. Era claramente uma operação especial do serviço secreto.

Por um momento, achei que iam mandar todos para a Venezuela e fiquei com medo. Por sorte, isso não aconteceu. Um homem com roupas civis e dirigindo um ônibus nos levou para outro terminal. Subimos as escadas e entramos em um salão. Snowden nos esperava em uma mesa, com um tradutor. O mestre de cerimônias era outro funcionário do serviço secreto.

Foi surreal. Tudo era extremamente bem organizado, como numa coletiva de imprensa, mas sem um único jornalista. Depois entendi que o objetivo de tudo aquilo era legitimar a presença de Snowden na Rússia e preparar o terreno para darem o asilo a ele. Com minha presença lá, queriam que o público internacional visse com bons olhos o que fariam em seguida.

Então Snowden trabalha com o serviço secreto desde que chegou ao aeroporto de Moscou?

Para o governo russo, a presença dele é um trunfo. Putin está usando esse americano como uma ferramenta de publicidade. Ao mostrar que acolhe um perseguido da CIA, a agência de inteligência americana, Putin quer dizer que promove a liberdade de expressão. É algo muito peculiar.

Há alguns meses, Putin apareceu em público para responder a perguntas da população. Em tese, qualquer um pode interrogá-lo. Na realidade, as questões são previamente filtradas. É um ritual que dura três horas e que Putin adora. Snowden apareceu no Skype e perguntou: “Senhor presidente, há alegações de que o governo russo está vigiando seus habitantes assim como a CIA faz com os americanos. Isso é verdade?”.

O presidente respondeu que não era assim, obviamente. Parecia combinado.

Putin também poderia estar usando a presidente Dilma Rousseff como instrumento de propaganda, assim como faz com Snowden?

Essa comparação não é muito apropriada porque a brasileira está em situação muito melhor que a do americano. Ela não depende do governo russo como ele. Snowden, por sua vez, está há um ano sem trabalho. Não tem nada para fazer nem para onde ir. Não está preso, mas é como se estivesse. Quando quiseram saber dele se queria fazer alguma pergunta ao presidente Putin, disse logo que sim. Outros fariam a mesma coisa.

Mas, sim, Putin está se aproveitando dos Brics para se projetar como líder global. Por causa da anexação da Península da Crimeia, em março, e dos conflitos com separatistas no leste da Ucrânia, americanos e europeus impuseram sanções contra ele. Putin então veio ao Brasil buscar respeito e reconhecimento.

O que mais ele quer?

Putin quer exportar a ideia de que a soberania nacional prevalece sobre a universalidade dos direitos humanos. É esse um dos motivos pelos quais ele usa os Brics. No caso da Rússia, o princípio da não ingerência externa é relativo. Putin é contra qualquer ação na Síria, governada pelo seu aliado Bashar Assad, mas invadiu militarmente a Península da Crimeia e a anexou.

A Rússia, portanto, é contra a interferência externa só quando seus amigos estão no poder, mas se dá o direito de fazer o que bem entende com outros países quando julga que os interesses russos estão sendo ameaçados. Putin tem procurado especialmente o apoio de Dilma, já que o Brasil é uma democracia relevante. Mas o histórico russo na área de direitos humanos é extremamente complicado e não deveria ser ignorado.

Na semana passada, o governo brasileiro teve nas mãos uma oportunidade excelente para conter Putin em sua escalada autoritária. Sem nenhum obstáculo à sua frente, ele deverá continuar subjugando as entidades civis e usando como bem entende, e com sucesso, o Brasil e as autoridades brasileiras para alcançar os seus próprios interesses.

É fácil entender o que Putin ganha com um encontro dos Brics. Mas e o Brasil?

A aprovação do presidente russo passou dos 80% neste ano. Dilma provavelmente inveja isso, mas Putin só consegue esse índice porque na Rússia não há liberdade de expressão. Não é portanto um modelo que possa ser copiado. O Brasil é uma sociedade aberta e democrática, com uma imprensa plural. Os brasileiros expressam suas opiniões sem medo. Na Rússia, isso não existe. Não há debate público.

Gato na Moda

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Gato está na moda,  disse outro dia minha mãe, expertise aos 81 anos de vida.
- Como assim, gato está na moda, mãe?
- Gato está na moda. Em todo o lugar tem alguém falando de gato, adotando gato, comprando gato, tirando foto com gato... Gato está na moda.
Não me lembro um dia em que felinos não fossem moda na história da minha família, ou da humanidade.  Meu irmão, quando criança, teve sete gatos. Lembro do nome da matriarca: Mina. Mina de neve, porque era toda  branca. Mina vivia tendo filhotes,  afinal, eram os anos 70 e gatos que sempre nasceram livres, eram mais livres ainda.
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Freddie Mercury e seus gatões
Essa  felina corajosa me presenteou com a  visão inesquecível do nascimento de uma ninhada. Eu devia ter quatro anos e foi no canto do quarto de costura de minha mãe. Parideira essa Mina. Um, dois, três, cinco, seis... sete.
Meu irmão, como um bom chefe de tribo pele vermelha dos indiozinhos Toddy, batizava seus gatos observando o modo de cada um e o que acontecia em volta. Entre seus sete gatinhos nada rodrigueanos  estava Bravinho e Marininha.  Bravinho por motivos óbvios. Marina era o nome de alguma personagem de novela da Tupi.
Por onde ele ia, os sete o seguiam formando uma loga cauda preenchendo sua sombra. Se ele ficava de castigo, os sete ficavam com ele.
Meu irmão também trouxe nossa primeira gata de raça: Chelly, uma persa cinza, quando éramos quase adultos. Chelly ficou quase duas décadas conosco.
Gatos sempre estiveram nas paradas, no pedaço, na história
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Achou o gato de Liz Taylor?
Misteriosos, sim. Talvez por isso muita gente desconfia das verdadeiras intenções dos felinos. Olham para o nada enxergando o que só eles conseguem ver. Olham para nós como que estabelecendo uma comunicação que ainda não alcançamos. Pode não ser verdade, mas que eles têm toda a pose, tem. Muito chique.
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Steve Martin
Terapia Felina
Um dos berços do pensamento  moderno, Viena, na Áustria, abriu seu primeiro Café com Gatos; um espaço aberto com gatos à solta onde você pode degustar um delicioso café enquanto aprecia o ronronar  ao seu lado no sofá. Ler um jornal ou revista, tomando um café e acariciando um gato lotou o Café Neko (gato em japonês) em poucos dias. A idealizadora? Uma japonesa que escolhe os gatos no abrigo de Viena pelo temperamento e não pela beleza.
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Café com Gatos
Há Cafés com Gatos em Paris e em muitas outras cidades da Europa. Mas virou febre mesmo foi no Japão. São companhias cuja presença alivia tensões e angústias. Acredite.
Já no Egito... coisa de deus
bastet gato egipcio estatua estatueta escultura MLB F 3125299758 092012 Gato na Moda
Bastet é a deusa egípcia com cabeça de gato, que representa o prazer, a fertilidade, a música e o amor. , o deus solar e Ísis, deusa da vida – adivinhem – também apresentam traços felinos.
Mas antes de serem cultuados como verdadeiras divindades pelos egípcios, os gatos serviam mesmo era para caçar os ratos que assolavam as plantações. Diante de tanto bem e proteção, passaram a fazer parte da família  até se tornarem divindades.  Acho digno.
 Boa é a moda de acabar com o preconceito.
Como boa gateira e admiradora dos felinos de qualquer tamanho, posso garantir por experiência própria:   não, gatos não gostam da casa, gostam de você. Gatos não são  traiçoeiros, são inteligentes e respondem de acordo com o que recebem. Gatos são fiéis, fidedignos, se enroscam em nossas pernas para deixar claro a quem pertencem e a que gatovocê pertence. Cada vez que se enrolam em seus pés, emanam um cheiro para que outros gatos saibam: nem vem que não tem, esse humano já tem gato.
Carinho e Calma
Gatos são carinhosos e atenciosos. Agora mesmo, Capitú e seus olhos verdes está esparramada sobre meu colo enquanto escrevo sobre seus ancestrais.
Gatos cheiram lágrimas e vez ou outra, uma pata surge sobre sua mão e lá fica enquanto você precisar.
Tem gato bom, ruim, feio, bonito, bravo, agressivo, carinhoso, fiel, solto, livre, chegado. Como qualquer animal de estimação. Não é como nasce. É como você cria.
E, mãe, até onde eu sei, gato nunca saiu de moda. Talvez tenha chegado a hora de acabar é com o preconceito. Tomara.
by R7

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Em maio de 2025, a Polícia Federal encontrou um semissubmersível construído no meio da Amazônia, pronto para atravessar o Atlântico. Para en...

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