segunda-feira, 7 de julho de 2014

Pulseira permitirá controlar PCs, games e robôs a partir dos gestos das mãos

Acessório desenvolvido no Canadá será lançado em setembro por 149 dólares

Divulgação/Thalmic Labs
Myo sendo usada para controlar um drone (Divulgação/Thalmic Labs)
Quando o filme Minority Report foi lançado, em 2002, a ideia de controlar um gadget a partir de sensores presos às mãos era coisa restrita às obras de ficção científica. Agora, a empresa canadense Thalmic Labs promete transformar em realidade as cenas fantásticas do filme dirigido por Steven Spielberg.
A companhia desenvolveu a pulseira batizada Myo, pela qual seus usuários poderão controlar dispositivos eletrônicos (computador, consoles de games, robôs etc.) à distância a partir dos gestos das mãos. Steve Wozniak, cofundador da Apple, chegou a demonstrar interesse no projeto. "É muito legal e impressionante", disse Wozniak ao assistir ao vídeo de apresentação da pulseira (confira abaixo).
Os primeiros protótipos da Myo foram entregues aos desenvolvedores em dezembro de 2013. O lançamento comercial é previsto para setembro, mas já é possível reservar um item ao preço de 149 dólares no site da empresa. Segundo Stephen Lake, cofundador e CEO da Thalmic Labs, a companhia ainda trabalha no desenvolvimento do produto para torná-lo mais fino e durável. O processo de fabricação também deve ser aprimorado, fazendo com que o acessório se ajuste a diferentes tamanhos de pulsos e braços.
A tecnologia que permite à pulseira operar como um controle universal é a eletromiografia (EMG), usada por médicos e cientistas para registrar atividades elétricas dos músculos — no caso, os impulsos que percorrem a musculatura dos braços e enviam sinais de comando para as mãos. Em seguida, as informações sobre a intenção do usuário são transmitidas aos gadgets. Os primeiros testes foram realizados por Lake na Universidade de Waterloo, no Canadá, em projetos de tecnologia wearable.
Lake defende que, para a finalidade de controlar dispositivos eletrônicos, esse tipo de rastreamento funciona melhor do que o escaneamento do movimento dos olhos ou a modalidade de comandos de voz. Por essa razão, a companhia canadense decidiu criar um sensor para "incluir" as mãos no mundo digital.
Os desenvolvedores agora trabalham em dispositivos capazes de reconhecer os comandos enviados pelo Myo. Segundo a Thalmic Labs, mais de 10.000 desenvolvedores demonstraram interesse em participar do programa beta.

by VEJA

domingo, 6 de julho de 2014

Na contramão do setor, venda de carros usados cresce 5% no ano

06/07/2014 

Enquanto emplacamentos dos 0 km caem, os de usados aumentam.

Relação entre nº de usados e novos vendidos volta ao patamar de 3 para 1.

Darlan AlvarengaDo G1, em São Paulo
carros usados (Foto: Caio Kenji/G1)
Lojas de usados viveram crise em 2012, quando começou o desconto no IPI (Foto: Caio Kenji/G1)

queda no número de carros novos vendidos no país em 2014 está sendo acompanhada por um aquecimento do mercado de usados.
A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) aponta que o número de carros seminovos e usados negociados neste ano subiu 5,47% até maio, na comparação com os 5 primeiros meses do ano passado.
No mesmo período, a venda de carros 0 km caiu 5,19%. A queda se aprofundou em 7,3% no acumulado até junho, fazendo este o pior primeiro semestre em 4 anos para automóveis e comerciais leves (picapes, furgões e SUVs) novos, segundo divulgou a Fenabave na última semana.
A entidade ainda não divulgou o balanço de vendas de usados até junho.
Segundo as concessionárias, o desaquecimento da economia, o crédito mais escasso e o maior comprometimento da renda do brasileiro não são os únicos fatores que explicam a maior procura por usados.
"A maior explicação para este fenômeno foi o aumento que os carros novos tiveram a partir de janeiro, com o aumento do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), e a inclusão do aribag e ABS, que fizeram o preço subir em torno de 4% a 5% nas várias marcas", afirmou o  presidente da Fenabrave, Flávio Meneghetti (veja a entrevista no vídeo ao lado).
"Muitos dos clientes que estavam dispostos a comprar um carro novo foram para o seminovo e conseguiram um modelo com maior valor agregado por preço semelhante", complementa.
A inclusão de novos itens obrigatórios para carros zero começou a valer em 1º de janeiro, mesmo dia em que o desconto no IPI para carros ficou menor.
Para este mês de julho estava previsto um novo corte nesse desconto ou a retomada da alíquota "cheia" do imposto, mas, diante dos números fracos de vendas, o governo decidiu manter o IPI como está até o fim do ano.
A cada carro novo, 3 usados vendidos
O desconto no IPI começou em maio de 2012, também em função de baixa nas vendas dos carros novos e alta nos estoques das montadoras e das lojas.
Na época, foi zerado o IPI para carros com motor 1.0 -atualmente, a alíquota é de 3%, ainda com desconto; a normal é de 7%.
Também ficou menor o IPI para carros com motor até 2.0.
A medida fez a indústria bater recordes mensais de vendas e, consequentemente, levou os carros usados a desvalorizarem até 20% mais e fez lojas de seminovos e usados fecharem.
Agora, com o desconto menor e o custo da inclusão do airbag e do ABS, a situação dos usados volta ao normal, diz a Fenabrave. O aquecimento do mercado de carros de segunda, terceira ou várias mãos fez com que a relação entre o número de veículos usados e novos comercializados voltasse ao patamar 2 anos atrás, de 3 para 1.
"No Brasil chegamos a relação de 2,2 para 1 quando o mercado de novos estava muito aquecido", lembra Meneghetti. "Agora que o mercado de novos está mais frio, a relação voltou a estar 2,9 para 1, que é a média brasileira história e praticamente a média mundial", afirma.
Efeito Copa
A Fenabrave não acredita, porém, que esta relação deve subir acima do patamar de 3 para 1. A federação destaca que a queda nas vendas de carros zero quilômetro está fazendo com que o estoque de seminovos esteja abaixo do desejado pelas concessionárias.
"A oferta está reduzida porque está entrando menos carros do que entrava antes", destaca Meneghetti. Ele avalia, entretanto, que a partir do término da Copa o mercado de usados tende a voltar a um maior equilíbrio.
"As locadoras, que são as grandes fornecedoras deste mercado, retiveram as suas frotas em razão da Copa. Mas após o evento vão colocar estes carros à venda", avalia.
Diante do fraco desempenho do mercado automotivo em junho, a Fenabrave revisou para baixo a previsão para o ano. A entidade projeta agora queda de 7,75% das vendas de automóveis e comerciais leves novos em 2014.

10 dicas para montar seu escritório em casa

O melhor do trabalho em casa é a autonomia, mas é necessário      

         equilíbrio para manter ritmo; saiba como alcançá-lo

Da Redação 
home office (Foto: Tyler Ingram)
Quem quer começar a trabalhar de casa precisa saber que o esquema de home officetem seus prós e contras. Os pontos favoráveis estão relacionados à flexibilidade de horário e à chance de fugir da distância do trabalho e do tempo do trajeto, enquanto os aspectos negativos estão ligados à queda na produtividade.

Na hora de montar um espaço de trabalho, o ideal é reforçar os prós do trabalho em casa e fazer o possível para tirar de vista o que pode tirar o foco das tarefas. Mas não é necessário transformar seu espaço de trabalho em um ambiente sem conforto e atrativos para aumentar a produtividade – um equilíbrio é necessário.

Linda Varone, escritora em especialista em home office, e Michael Chauliac, vice-presidente de marketing da loja online de móveis para escritório Poppin, ajudam a listar os 10 pontos principais para montar um escritório em casa.

1) Não ouse demais – Na hora de montar um espaço de trabalho, é natural que o empreendedor queira um ambiente diferente dos demais. Mas é importante não ousar. Móveis cheios de curvas, como os vistas em revistas de design e redes sociais como o Pinterest, podem não ser funcionais: uma cadeira toda descolada pode causar problemas na coluna e chamar atenção demais. "Quando há muitos estímulos visuais,  o próprio ambiente pode ser o causador de distrações que diminuem a produtividade, diz Linda.
2) Siga regras ergonômicas – A ergonomia é o estudo da relação do ser humano e os ambientes em que ele se encontra. No trabalho, esse estudo objetiva o bem-estar frente a males causados pela jornada de trabalho, como dores nos pés, na coluna e problemas visuais. Alguns pontos que devem ser levados em conta na hora de preparar seu home office: ajuste sua cadeira em uma altura que permita que seus pés sempre estejam apoiados firmemente no chão ou em um descanso para pés, posicione seu antebraço em posição paralela ao chão na hora de digitar e coloque o monitor de uma maneira em que seus olhos consigam ver toda a tela sem movimentos bruscos da cabeça.

3) Abra espaço para a luz natural – O sol faz bem e pode te ajudar a se manter acordado. Por isso, monte seu home office perto de uma janela. E dependendo da vista, vale começar seu horário de descanso dando uma bela olhada lá fora.

4) Mas não esqueça das lâmpadas – A luz natural faz bem, mas provavelmente não será suficiente para iluminar seu escritório. Por isso, não esqueça das lâmpadas. Linda Varone dá uma dica: em vez de luzes de parede, tente colocar luminárias na sua mesa – essas luzes podem proporcionar brilho suficiente e ainda deixam o ambiente com um clima mais bonito.

5) Guarde papéis de forma inteligente – Chauliac afirma que o armazenamento de documentos é o principal problema de quem trabalha em casa, por conta da aversão das pessoas àqueles grandes armários de documentos. Segundo ele, esses móveis não são os mais atrativos do mundo, mas são necessários. No entanto, dá para ter estruturas mais bonitas, como prateleiras coloridas, por exemplo. É importante que elas tenham bastante espaço. Nos primeiros dias de trabalho, você pode pensar que vai sobrar espaço, mas aguarde e verá a quantidade de papel produzida durante o trabalho.

Para quem trabalha dentro de um quarto de hóspedes, outra dica de Chauliac. "É provável que o cômodo tenha um guarda-roupa. Use-o", diz ele.

6) Crie um "espaço de conforto" – Trabalhar por muito tempo sem uma parada é prejudicial à saúde e à própria produtividade – é necessário parar para readquirir a concentração do começo do expediente. Na hora de descansar, prepare um lugar confortável. Tudo depende de espaço, claro, mas uma poltrona estofada, um travesseiro e uma luz mais fraca podem fazer a pausa valer muito mais a pena.
7) Tenha uma plantinha perto de você –Uma planta é a decoração perfeita para o seu home office, já que ela traz para a sua casa algo que está lá fora. Além disso, ela não chama atenção bastante para tirar a concentração. Outra vantagem das plantas é que é possível deixá-las mais de dois dias sem água. Em outras palavras, você não precisa nem chegar perto do seu home office aos fins de semana.

8) Personalize com bom senso – Nada contra colocar fotos de família na sua mesa, mas, depois de um tempo, elas deixam de chamar a sua atenção. "É importante personalizar a mesa, mostrar que aquele lugar é seu, mas talvez seja melhor fazê-lo com memes impressos, histórias em quadrinhos ou até um cheiro que te deixe mais alegra", afirma Linda.

9) Tire da sua vista coisas que te incomodavam no seu emprego – Chauliac tem aversão a um eletrônico mais que comum em escritórios: impressoras. "Elas parecem chatas e até seus barulhinhos me irritam", diz ele. Sua fobia pode ser a mesma dele, ou aquele monte de post-its colocados no monitor, ou o toque do telefone. Trabalhar em casa tem que ser mais legal do que trabalhar fora, então é importante tirar de vista o que pode te deixar para baixo. "Ninguém está falando que é proibido ter uma impressora ou um telefone. Basta deixar aquilo mais escondido", afirma Chauliac.

10) Mantenha tudo o que você precisa perto de você – Lembre-se das distrações que a sua casa pode proporcionar. A TV; sua namorada ou namorado; comida; seu animal de estimação. Tudo isso é ótimo, mas deixe-os para a hora do descanso. Se toda vez que você precisar de caneta, tesoura, grampeador, papel ou uma bebida, você precisar atravessar todas essas "tentações", é provável que você perca muito tempo.

Mantenha o que você precisa ao alcance da sua mão. Se possível, pense na ideia de ter um frigobar no seu escritório. Mas há exceções. "É importante parar. Almoçar na mesa de trabalho é algo que não deve ser feito, por mais legal que o ambiente de trabalho seja. Não é preciso ficar ali todo o tempo do mundo", diz Linda.
by revistapegn

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