sábado, 21 de junho de 2014
Irmão de garota com leucemia faz campanha na web para achar doador
21/06/2014 14h33 - Atualizado em 21/06/2014 14h33
Rafaela Raizer enfrenta câncer e precisa de um transplante de medula.
Ela inspirou garoto de 7 anos a escrever livro 'A Princesa que usa óculos'.
Do G1 GO, com informações da TV Anhanguera
O menino Alexandre Raizer, de 7 anos, lançou um vídeo na internet para tentar conseguir um doador de medula óssea compatível para sua irmã, Rafaela Raizer Landim Silva, de 6. A menina, que foi a personagem principal de um livro feito pelo garoto em virtude da relutância em usar óculos, luta contra um tipo raro de leucemia. Rafaela já foi incluída no cadastro do Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), mas a família tenta conscientizar sobre a importância da doação.
A garota foi diagnosticada com a doença no final de abril deste ano, em Goiânia. Ela e o irmão foram adotados pelos pais quando eram bebês e, por isso, não conseguiu encontrar um doador de medula compatível na família. Por causa da doença, ela já perdeu os cabelos e, segundo a mãe, a assistente social Luciana Raizer da Silva, a garota está muito abatida.
A garota foi diagnosticada com a doença no final de abril deste ano, em Goiânia. Ela e o irmão foram adotados pelos pais quando eram bebês e, por isso, não conseguiu encontrar um doador de medula compatível na família. Por causa da doença, ela já perdeu os cabelos e, segundo a mãe, a assistente social Luciana Raizer da Silva, a garota está muito abatida.
No vídeo postado em seu blog, Alexandre explica como fazer para ser doador e também explica a importância do gesto capaz de salvar uma vida (veja vídeo acima). “A princesa que usa óculos na luta contra o câncer é uma história real. Minha princesa Rafaela está com leucemia e precisa urgentemente de um transplante de medula para sobreviver”, disse o garoto.
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Toda a família está empenhada na campanha para encontrar um doador compatível para Rafaela. Eugênio César da Silva, pai dos meninos, explica que apenas o transplante pode curar de vez a garota. “O diagnóstico dela é genético. Então, se não substituir a medula, a gente não vai conseguir estancar de vez essa doença”, disse.
Na próxima segunda-feira (23), o Hemocentro vai coletar sangue em busca de um doador de medula para Rafaela. Quem quiser aderir à campanha, basta ir ao complexo administrativo da Secretaria da Fazenda, no Setor Vila Nova. Para realizar o exame de compatibilidade, será coletado uma amostra entre 5 ml e 10 ml de sangue.
Tratamento
A médica oncologista Renata Voluti é especialista no tratamento de doenças em crianças e responsável pelo caso de Rafaela. Ela explica que uma mutação genética rara torna a leucemia da menina mais grave e difícil de ser tratada.
A médica oncologista Renata Voluti é especialista no tratamento de doenças em crianças e responsável pelo caso de Rafaela. Ela explica que uma mutação genética rara torna a leucemia da menina mais grave e difícil de ser tratada.
"A gente não consegue destruir todas as células da leucemia no tempo que a gente precisa e outra coisa que essa mutação faz, mesmo que o paciente consiga atingir a remissão, é aumentar a chance da recaída. Por isso que foi indicado o transplante para a Rafaela", pontua.
da leucemia (Foto: Gabriela Lima/G1)
Livro
Alexandre surpreendeu a família ao fazer um livro infantil para ajudar a irmã. Com problemas de visão, Rafaela relutava em usar óculos. Ele, então, por iniciativa própria, escreveu e ilustrou a história "A Princesa que usa óculos", dedicada à caçula da família.
Alexandre surpreendeu a família ao fazer um livro infantil para ajudar a irmã. Com problemas de visão, Rafaela relutava em usar óculos. Ele, então, por iniciativa própria, escreveu e ilustrou a história "A Princesa que usa óculos", dedicada à caçula da família.
Rafaela tem astigmatismo e hipermetropia. Apaixonada pelas heroínas dos contos de fadas, ela argumentava com os pais que não existia princesa de óculos. "Ficava vendo ela reclamar e pensei: 'Vou resolver esse problema'", explicou Alexandre ao G1, em setembro do ano passado.
O autor mirim ganhou repercussão nacional e foi convidado a participar do programa Encontro, da Fátima Bernardes, e de feiras literárias.
Morre a intelectual feminista Rose Marie Muraro, aos 83 anosEla foi a Patrona do Feminismo Brasileiro, e estava internada desde domingo (15/6) no Rio de Janeiro
21/06/2014 18:23
Na imagem, a feminista em ensaio realizado no ano passado no Rio de Janeiro
Rose Marie Muraro, a Patrona do Feminismo Brasileiro, morreu aos 83 anos, no Rio de Janeiro. Ela estava internada no Hospital São Lucas, em Copacabana, desde domingo (15/6). Há 10 anos, a escritora foi diagnosticada com câncer na medula óssea, e sofreu complicações após um tratamento de quimioterapia.
Rose nasceu praticamente cega, e apenas aos 66 anos conseguiu recuperar a visão após uma cirurgia. Ela passou a vida liderando a luta do movimento feminista no país, e escreveu diversas obras, como Os seis meses em que fui homem, Feminino/masculino, Por que nada satisfaz as mulheres e os homens não as entendem.
Na última entrevista de Rose para o Correio Braziliense, no dia 18/8/03, a intelectual relatou como os problemas de saúde estavam limitando a produção de novas publicações. Ela contava com a ajuda de amigos e parentes para conseguir manter os tratamentos e a estrutura que a possibilitava continuar o exercício da atividade intelectual. "Atualmente sou uma meia-pessoa. Semicega, porque vejo vultos, e semiparalítica, porque não consigo andar com o andador, mas preciso de cuidados 24h por dia, e de uma secretária para escrever o que eu dito, pois estou escrevendo dois livros no momento. Um sobre a traição e outro sobre amor", disse ela na época.
Uma das cinco filhas de Muraro, Tônia, cuida do Instituto Cultural Rose Marie Muraro (ICRM), que foi criado em 2009. O órgão tem o objetivo de salvaguardar o acervo da intelectual, que têm mais de 4 mil publicações.
Veja trecho do documentário Memórias de uma mulher impossível, uma espécie de mosaico sobre a vida e a obra de Rose:
Dilma Rousseff se pronunciou pelas redes sociais sobre a morte. A presidente lamentou o falecimento de Rose e ressaltou que a intelectual foi muito importante na luta pelos direitos das mulheres. "Foi com tristeza que soube da morte de Rose Marie Muraro. Ela foi uma mulher determinada em tudo, na luta contra a barreira da cegueira, na luta pelas suas ideais. Somos todos gratas à dedicação incansável de Rose Marie. Meu sinceros sentimentos nessa hora de dor", escreveu.
by diario braziliense
Na imagem, a feminista em ensaio realizado no ano passado no Rio de Janeiro
Rose Marie Muraro, a Patrona do Feminismo Brasileiro, morreu aos 83 anos, no Rio de Janeiro. Ela estava internada no Hospital São Lucas, em Copacabana, desde domingo (15/6). Há 10 anos, a escritora foi diagnosticada com câncer na medula óssea, e sofreu complicações após um tratamento de quimioterapia.
Rose nasceu praticamente cega, e apenas aos 66 anos conseguiu recuperar a visão após uma cirurgia. Ela passou a vida liderando a luta do movimento feminista no país, e escreveu diversas obras, como Os seis meses em que fui homem, Feminino/masculino, Por que nada satisfaz as mulheres e os homens não as entendem.
Na última entrevista de Rose para o Correio Braziliense, no dia 18/8/03, a intelectual relatou como os problemas de saúde estavam limitando a produção de novas publicações. Ela contava com a ajuda de amigos e parentes para conseguir manter os tratamentos e a estrutura que a possibilitava continuar o exercício da atividade intelectual. "Atualmente sou uma meia-pessoa. Semicega, porque vejo vultos, e semiparalítica, porque não consigo andar com o andador, mas preciso de cuidados 24h por dia, e de uma secretária para escrever o que eu dito, pois estou escrevendo dois livros no momento. Um sobre a traição e outro sobre amor", disse ela na época.
Uma das cinco filhas de Muraro, Tônia, cuida do Instituto Cultural Rose Marie Muraro (ICRM), que foi criado em 2009. O órgão tem o objetivo de salvaguardar o acervo da intelectual, que têm mais de 4 mil publicações.
Veja trecho do documentário Memórias de uma mulher impossível, uma espécie de mosaico sobre a vida e a obra de Rose:
Dilma Rousseff se pronunciou pelas redes sociais sobre a morte. A presidente lamentou o falecimento de Rose e ressaltou que a intelectual foi muito importante na luta pelos direitos das mulheres. "Foi com tristeza que soube da morte de Rose Marie Muraro. Ela foi uma mulher determinada em tudo, na luta contra a barreira da cegueira, na luta pelas suas ideais. Somos todos gratas à dedicação incansável de Rose Marie. Meu sinceros sentimentos nessa hora de dor", escreveu.
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