11/06/2014

Justiça condena Estado do RS por oferecer merenda envenenada

ELDER OGLIARI - O ESTADO DE S. PAULO

10 Junho 2014 | 19h 34

Servidora colocou remédio para ratos em almoço servido a alunos e professores de uma escola pública em Porto Alegre

PORTO ALEGRE - A Justiça do Rio Grande do Sul condenou o Estado a pagar R$ 2 mil de indenização, por danos morais, à mãe de uma criança que comeu refeição envenenada em uma escola pública de Porto Alegre. 
O incidente ocorreu em agosto de 2011, na Escola de Ensino Fundamental Doutor Pacheco Prates, na zona sul da capital gaúcha. Uma merendeira colocou veneno para ratos em um almoço servido aos alunos e professores. Diversas crianças sentiram enjoos e foram levadas a atendimento médico. 
A servidora, que alegou estar passando por problemas psíquicos, foi acusada de 39 tentativas de homicídio em processo que tramita na Justiça e responde em liberdade.
Os julgadores entenderam que o Estado tem responsabilidade porque o evento decorreu de ato comissivo de seu servidor no exercício da função pública

Barbosa, descontrolado, chama segurança para expulsar advogado de Genoíno

11/6/2014 

O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa
O presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, mandou expulsar um advogado
Presidente do Supremo Tribunal Federal por mais alguns dias, o ministro Joaquim Barbosa deixa mais um de seus feitos para a história da mais alta Corte de Justiça do país. Nesta quarta-feira, ele expulsou um advogado que exercia suas funções. Às vésperas de se aposentar do cargo de presidente do STF, Barbosa teve um acesso de fúria nesta quarta-feira e expulsou do Tribunal o advogado Luiz Fernando Pacheco, que defende o ex-deputado José Genoino, enquanto este defendia o cliente. Pacheco argumentava, da Tribuna do STF, que as execuções penais têm prioridade sobre outros casos, criticando assim a conduta do magistrado, que mandou Genoino de volta para a penitenciária da Papuda, em Brasília, sem atender ao pedido da defesa, à Corte, para permitir que o condenado na Ação Penal 470 cumpra prisão domiciliar.
De acordo com o advogado, “manter o apenado na penitenciária representa um risco excessivo à sua vida, tendo em vista o seu quadro clínico, o comprovado malefício que o ambiente carcerário impõe à sua saúde e as precárias condições de atendimento médico já existentes”.
– Honre esta casa, ministro! – disse o advogado.
Foi o suficiente para que Barbosa, em um ato de descontrole, ordenou a imediata expulsão do advogado:
– Chamem os seguranças!.
Risco de morte
Na véspera, o advogado do ex-deputado José Genoino enviou ao ministro Joaquim Barbosa, relator da ação penal da Ação Penal (AP) 470, o requerimento – acompanhado de exames de sangue – para que o recurso já interposto para que ele volte a cumprir a pena em regime domiciliar seja aceito pelo ministro, ou submetido ao plenário, para julgamento, na sessão plenária desta quarta-feira.
“É notório que o sentenciado (4 anos e 8 meses de prisão em regime semiaberto) não tem condições de saúde para cumprir dignamente a pena no presídio em que se encontra. Manter o apenado na penitenciária representa um risco excessivo à sua vida, tendo em vista o seu quadro clínico, o comprovado malefício que o ambiente carcerário impõe à sua saúde e as precárias condições de atendimento médico já existentes” – escreveu na petição o advogado Claudio Demczuk de Alencar.
O advogado acrescentou que os resultados dos últimos exames a que foi submetido Genoino “são extremamente preocupantes, pois de acordo com os valores de referência do RNI, que devem estar entre 2,0 e 3,0, há o risco de sangramento se estiver muito elevado e de trombose, se estiver muito baixo”. O último índice estava em 1,64.
PGR favorável
Na semana passada, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou ao ministro Barbosa parecer favorável ao recurso (agravo) em questão, que não está na pauta publicada da sessão desta quarta-feira. Por determinação do ministro Joaquim Barbosa, relator da AP 470, Genoino teve de retornar à prisão no Centro de Internação e Reeducação, no complexo presidiário de Brasília.
No seu parecer, o chefe do MPF transcreveu parte do relatório médico apresentado pelo Dr. Geniberto Paiva Campos, que “reiterou ser o ambiente doméstico o local mais adequado ao tratamento do paciente”.
Assista ao vídeo:


10/06/2014

6 coisas que você nem imagina que podem estar acabando

Todos sabemos que estamos acabando com nossos recursos naturais, bem como carvão, petróleo e água potável, mas você vai se surpreender com algumas coisas do dia-a-dia que também podem acabar.
Mesmo que os 'recursos' listados não sejam cruciais para a nossa sobrevivência, você não gostaria nada de ver eles terminando.

Então aproveite enquanto ainda pode!

1. Chocolate


O delicioso chocolate, sobremesa favorita de muitas pessoas e às vezes até utilizado como 'remédio' para problemas de TPM, pode não fazer mais parte do nosso dia-a-dia. Isto porque a sua produção é muito cara, e colher cacau é extremamente trabalhoso. Cada colheita leva 5 anos para estar pronta e deve ser feita manualmente em um calor escaldante.

A maioria do cacau é proveniente da África, onde os agricultores recebem um salário baixíssimo por dia e o trabalho infantil ainda não é proibido.

Como as leis do comércio justo começam a permear a indústria e o preço do trabalho aumenta, os agricultores terão uma grande perda em seus lucros, o que fará com que a produção em massa do chocolate seja muito cara. O chocolate talvez não deixe de existir, porém o preço que você pagará por ele será muito alto.

2. Bacon


De acordo com a Associação Nacional do Porco na Grã-Bretanha, há uma escassez mundial "inevitável" de bacon. Os fatores responsáveis vão desde a redução de produção por parte dos suinocultores para tentar minimizar gastos até epidemias de vírus nos porcos.

Embora isso não signifique que os estoques de bacon no mundo vão desaparecer, os preços certamente aumentarão.

3. Hélio


Talvez você não saiba, mas o gás hélio tem propósitos muito mais importantes do que encher balões.
É um produto super importante para a produção de imãs de ressonância magnética, fibra óptica e telas de LCD. Sem ele muitas peças da tecnologia moderna não funcionariam.

Mas se ele é tão precioso, porque está a venda em todas as lojas de festa?

Em 1925, o governo dos EUA estabeleceu uma reserva nacional de hélio, que ainda existe no Texas. Metade do estoque mundial de hélio - um bilhão de metros cúbicos - é armazenado lá. Em 1996, o Congresso dos EUA aprovou um ato que exige que esta reserva seja vendida até 2015.

Então existe pressa para vender o gás, eis o motivo pelo qual os balões de hélio podem ser comprados aos montes por um preço bem acessível.

Porém, quando ele finalmente acabar, nossa única opção será recuperar o hélio do ar, o que custará 10.000 vezes mais o que custa hoje.

Pense nisso na próxima vez que usar o gás hélio apenas para dar risadas.

4. Sardinhas


Este talvez não lhe incomode tanto, mas para os amantes de peixe enlatado, é uma notícia terrível. As sardinhas dependem da temperatura da água para sobreviver - exigem temperaturas altas para a sua reprodução. Mas a pesca excessiva e o resfriamento das temperaturas do mar levou a uma escassez do peixe.

Uma frota de navios canadenses destinados à pesca de sardinhas voltou com redes vazias recentemente, o que significa 32 milhões de dólares jogados pelo ralo.

Caso a temperatura da água do mar não volte ao ideal para as sardinhas, talvez elas não estejam disponíveis nos supermercados por muito mais tempo.

5. Tequila


Produzir tequila exige um processo caro e exaustivo. Leva-se cerca de 12 anos para uma agave azul produzir a frutose necessária para a fabricação da bebida.

Em 2007, 20% do rendimento da agave azul no México foi prejudicado por doenças, e muitos agricultores desistiram do plantio, porque era muito caro.

Mas não se desespere, os principais produtores já estão formando estoques para quando a escassez chegar. Embora isso signifique que quando ela chegar, os preços subirão drasticamente.

E mesmo que os agricultores comecem a replantar os seus campos, levará 12 anos para que as plantações cresçam.

6. Vinho


Cerca de 2,8 bilhões de garrafas de vinho são vendidas mundialmente por ano. Porém, este número não parece saciar a nossa sede pela bebida. No ano passado, o consumo de vinho aumentou em 1%, enquanto a produção caiu cerca de 5% mundialmente (e drásticos 10% na Europa), a mais baixa produção desde 1960. A maior parte da indústria está sendo impulsionada por fornecedores "boutique", que não têm os recursos para dar conta da enorme demanda. 

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