10/11/2013

Genoino apela para Chico Buarque em recurso no STF


Cada um tem o herói que quer. O compositor e ícone número um da esquerda caviar brasileira, Chico Buarque, assinou carta em apoio ao réu condenado pelo mensalão, José Genoino. Este, agora, resolveu apelar para a fama do músico em seu recurso no STF, como se o apoio do compositor fosse argumento jurídico:
Em 25 páginas, sua defesa cita Chico Buarque e chama de ingênuo quem acreditou na história de compra de apoio parlamentar no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva.
Repleto de palavras de ordem, a defesa de Genoino intercalou frases de efeito sobre a inocência do deputado com versos da música Cancion por la unidad latinoamerica, de Chico Buarque e Pablo Milanés.
“José Genoino Neto não merece a pecha de bandoleiro. José Genoino Neto não integra quadrilha. José Genoino Neto, sem favor algum, merece absolvição”, diz o recurso, pouco depois de citar trecho da música: “a história é um carro alegre / cheio de um povo contente / que atropela indiferente / todo aquele que a negue”.
Mostrando indignação não somente por sua condenação por formação de quadrilha, na qual obteve os quatro votos necessários para apresentar o novo recurso, conhecido como embargos infringentes, Genoino também critica a mídia, para ele “panfletária e reacionária”, e diz que “brigará até o fim de sua existência pela causa de sua inocência” também no crime de corrupção: “(Genoino) não se resigna nem nunca se resignará. Não aceita e jamais aceitará sua condenação (…) brigará hoje e até o fim de sua existência (…) quando for e onde for pela causa de sua inocência”.
É uma vergonha mesmo! Só no Brasil esse tipo de coisa ocorre com essa naturalidade toda. Um réu julgado e condenado pelo STF, ex-presidente do partido que deu aval para Marcos Valério irrigar as contas de políticos com recursos públicos do mensalão, posando de vítima da “imprensa golpista” e recebendo apoio de celebridades.
José Genoino ainda tem a cara de pau de enaltecer seu passado de luta pela “liberdade” e “democracia”. Qual? Só se for aquela liberdade toda e aquela democracia incrível existentes em Cuba! Que Chico Buarque também admira! Teu passado te condena, Genoino! E o teu também, Chico!
Por muito tempo vocês gozaram da blindagem na imprensa, e da intensa propaganda dos “intelectuais” em defesa de um revisionismo histórico ridículo. Mas acabou. Agora há vozes levantando a poeira da desinformação e expondo os fatos como eles são. Vocês sempre defenderam o socialismo, cujo resultado jamais é democracia ou liberdade, e sim miséria e escravidão.
O mais assustador de tudo é pensar que há ministros, ou petistas disfarçados de ministros, no próprio STF que também apelam para essas mentiras históricas. Posso até imaginar um deles endossando a carta e citando a música de Chico para aceitar o recurso e desfazer a justiça.
Seria um soco no estômago de todos os brasileiros decentes, claro. Mas Chico Buarque, lá de Paris, ficaria feliz da vida. Poderiam celebrar, juntos, com um refinado caviar, esse escárnio que somos obrigados a aturar enquanto nossa República ainda engatinha no fortalecimento de suas instituições…
by Rodrigo Constantino

09/11/2013

O Brasil não sabe nada sobre seus soldados suicidas


7 de novembro de 2013

...o Exército só sabe se alguém tem um potencial suicida quando ele mesmo se apresenta.


O segundo suicídio de militar brasileiro no Haiti passou sorrateiro pelo radar. Primeiro, foi o ex-comandante da missão, o general Urano Bacellar, encontrado morto com um disparo a cabeça, no quarto do hotel onde vivia em Porto Príncipe, em janeiro de 2006. Agora, no dia 1 de novembro, o soldado Geraldo Barbosa Luiz, de apenas 21 anos, disparou um fuzil FAL 7,62 mm contra si mesmo, quando estava dentro do quartel.


O enterro de Bacellar (foto cortesia ONU).

O Exército Brasileiro pode não ter uma ideia precisa do que vem acontecendo com a mente e a alma de seus homens no Haiti. É uma pena. A Minustah é a primeira grande mobilização operacional brasileira desde a Segunda Guerra Mundial, em 1945. Renderia um ótimo estudo de caso.

Tendências suicidas poderiam ser detectadas mais facilmente se o Exército soubesse quantos de seus homens voltam da missão apresentando Transtorno do Stress Pós-Traumático, Transtorno Depressivo, Transtorno Fóbico, T"ranstorno de Ansiedade, Transtorno de Pânico, Agorafobia e Esquizofrenia. Em abril, questionei o Exército Brasileiro sobre a prevalência desses males entre os "desmobilizados" que voltam para casa depois de cumprir a missão.


O Exército só consegue detectar isso por meio de "autorrelatos padronizados (inventários) em que o respondente indica os sintomas que tem experimentado", é o que a instituição militar me respondeu depois de eu ter usado a Lei de Acesso à Informação. "Nem todos os militares respondem aos itens dos instrumentos psicológicos. O CEP (Centro de Estudos de Pessoal) não conseguiu, pois, alcançar todo o universo do contingente". Especificamente sobre Transtorno de Pânico, não há dados.

Em termos leigos, significa que o Exército só sabe se alguém tem um potencial suicida quando ele mesmo se apresenta. A psicóloga Elaine Alves acha isso "um absurdo". Ela trabalha no Ceped-USP (Centro de Estudos e Pesquisas sobre Desastres), da Universidade de São Paulo. Elaine considera a ferramenta dos "autorrelatos" limitada demais para detectar esses transtornos num ambiente tão particular quanto uma missão militar.

Quem convive de perto com militares no Haiti sabe como a missão é difícil. Recentemente, ouvi longos relatos de um oficial — que se pronunciou unicamente sob a restrita condição de anonimato — de que viu três colegas severamente transtornados quando esteve no Haiti. O primeiro deles se mostrou sobrecarregado com a responsabilidade que tinha, de manter computadores e redes elétricas funcionando. Com uma frequência incomum, ele se ausentava de onde estivesse — fosse uma refeição ou reunião — para verificar repetidas vezes se as tomadas estavam ligadas e a corrente funcionando. Em pouco tempo, o técnico teve de ser afastado do trabalho. No segundo caso, um militar tentou suicídio, foi contido e enviado antecipadamente para o Brasil. Por último, um terceiro colega se tornou obsessivo com o risco de contágio por doenças a ponto de não conseguir mais interagir socialmente nem trabalhar, o que também o obrigou a voltar ao Brasil.

"O afastamento da família é o mais difícil. Tenho de cuidar de minha saúde mental porque vou sair na rua e sei que a população vai me xingar, me jogar pedra, cuspir na minha cara. Eu tenho o poder sobre a vida e a morte nas mãos. Isso choca. Choca muito. Saí de lá [do Haiti] e mandei minha família para Miami. Fomos fazer uma viagem para a Disney. Não dá. Choca", diz coronel José Mateus Teixeira Ribeiro, ex-membro da Minustah, lotado hoje no Gabinete do Comando do Exército em Brasília.

Os dados que o Exército maneja oficialmente são irreais, e se apoiam somente em "auto-relatos". Dos 17 contingentes brasileiros engajados na missão nos últimos 10 anos, apenas quatro militares tiveram transtorno de ansiedade e outros três tiveram depressão, mas, como a própria instituição diz, nunca se saberá da incidência no universo total de militares envolvidos na missão até que os casos aconteçam.

VICE/montedo.com

Chinês processa ex-mulher por ela ter lhe dado filhos feios

8/11/2013 
Marido se sentiu enganado  ao  descobrir que
ela havia feito várias cirurgias para ficar bonita
Do R7
O chinês Jian Feng ganhou US$ 120 mil na Justiça após processar a ex-mulher por ela ter lhe dado filhos feios.

Segundo o The Examiner, o Chicago Now e o Orlando Sentinel, Feng ficou furioso ao descobrir que a ex-mulher tinha investido mais de US$ 100 mil em cirurgias plásticas na Coreia do Norte para ficar bonita. A informação foi dada ao Irish Times.

Ele alegou ter sido enganado por ela, que era “feia” antes de se conhecerem.

Para Feng, a mulher o induziu a pensar que ela era bonita, e ele jamais teria filhos tão feios.

Porém, um teste de DNA comprovou que ele é o pai das crianças.

De acordo com Feng, ele se casou por amor, mas o nascimento da primeira filha trouxe problemas para o casamento.

— Nossa filha era tão feia que eu fiquei horrorizado.
Para o chinês Jian Feng, ele jamais teria tido filhos tão "feios"Reprodução/Orlando Sentinel
Foto mostra o antes e o depois das plásticas da ex-mulher de FengReprodução/Chicago Now

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