sábado, 6 de abril de 2013

Ministro conclui revisão, e acórdão do mensalão deve sair semana que vem


06/04/2013 09h34 - Atualizado em 06/04/2013 09h34


Celso de Mello concluiu revisão de voto escrito e deve liberar segunda (6).
Com isso, STF publicará documento que permitirá que réus recorram.


Ministro Celso de Mello STF (Foto: Carlos Humberto/SCO/STF)Celso de Mello foi o último ministro do STF a concluir
revisão do voto do mensalão (Foto: Carlos Humberto
/ SCO / STF)
O ministro do Supremo Tribunal Federal(STF) Celso de Mello terminou na noite de sexta-feira (5) a revisão do voto escrito e dos debates ocorridos durante o julgamento do processo do mensalão, realizado no segundo semestre do ano passado e que terminou com 25 condenados e 12 absolvidos. Ele só deve liberar o documento para a Secretaria do tribunal na tarde de segunda (8).
Depois disso, o Supremo deve levar até três dias para publicar o acórdão do julgamento, que é o documento que resume as principais decisões tomadas. A expectativa é de que a publicação seja feita até o fim da próxima semana. É somente a partir do acórdão que começa a contar o prazo de cinco dias para a apresentação de recursos.
Desde o começo da semana, o Supremo aguardava somente o voto de Celso de Mello, decano da corte (ministro com mais tempo de atuação). Ele não participou das sessões de julgamento de quarta (3) e quinta (4) para concluir a revisão do voto.
Na manhã de sexta, o presidente do STF e relator do processo do mensalão, Joaquim Barbosa, afirmou que o acórdão saírá em breve, após participar de uma Aula Magna na Universidade de Brasília, para marcar a retomada do ano letivo. "Deve sair nos próximos dias. Sair sai, né, tem que sair."
Pelo regimento do STF, o prazo para publicação do acórdão - de 60 dias depois do julgamento sem considerar o recesso - terminou no dia 1º de abril. O presidente do STF poderia determinar a publicação do documento sem que todos os ministros entregassem seus votos, mas decidiu esperar todos revisarem.
O atraso do acórdão não traz prejuízos ao processo, mas quanto mais tempo demorar para o documento ser publicado, mais tempo levará para o fim do processo. No caso do mensalão, o Supremo decidiu que os condenados só poderão ser presos após o trânsito em julgado da ação, quando não couber mais nenhum recurso.
Questionamentos dos réus

Condenados durante o julgamento tentam, por meio de diversos pedidos ao STF nos últimos dias, obter mais prazo para apresentação de recursos após a publicação do acórdão. Eles queriam que o tempo para recorrer aumentasse de 5 dias para até 30 dias em razão do tamanho do processo. Joaquim Barbosa negou vários pedidos e acabou não levando a decisão para o plenário, como advogados queriam.
A defesa do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu chegou a entrar com pedido de urgência para adiar a publicação do acórdão, mas Barbosa não analisou. Em razão disso, o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos, que defende um ex-dirigente do Banco Rural, entrou com uma reclamação no STF contra Barbosa por suposta "omissão". A ação está com a ministra Rosa Weber, que consultou Joaquim Barbosa sobre o caso e ainda não deu decisão.
Recursos a serem apresentados

Os recursos contra condenações no STF, os chamados embargos, são de dois tipos: os embargos de declaração e os embargos infringentes.
Os embargos de declaração podem ser apresentados pelos 25 condenados e servem para questionar contradições ou omissões no acórdão, não modificando a decisão. Os réus terão até cinco dias, contados a partir da publicação da decisão, para apresentá-los.
Tanto as defesas dos condenados podem questionar eventuais omissões no acórdão, como a Procuradoria Geral da República pode recorrer de questões relativas a absolvições ou para pedir aumento de penas. Os absolvidos também podem pedir para que o documento deixe claro a inocência, em vez de apenas indicar que não havia provas.
Os embargos infringentes são um recurso exclusivo da defesa previsto no regimento interno do STF para aqueles réus que, embora condenados, obtiveram ao menos quatro votos favoráveis. Servem para questionar pontos específicos da decisão e, se aceitos, uma condenação pode vir a ser revertida. Há dúvidas sobre se os recursos são válidos, uma vez que não são previstos em lei. O tema deve ser debatido em plenário pelos ministros.
Doze réus do processo foram condenados com quatro votos favoráveis em um dos crimes aos quais respondiam: João Paulo Cunha, João Cláudio Genú e Breno Fischberg (lavagem de dinheiro); José Dirceu, José Genoino, Delúbio Soares, Marcos Valério, Simone Vasconcelos, Kátia Rabello, Ramon Hollerbach, Cristiano Paz e José Roberto Salgado (formação de quadrilha)
.by G1

Pyongyang transfere mísseis balísticos para o mar do Japão


4.04.2013, 17:56, hora de Moscou


Coreia do norte, Missil balistico Musudan, Coreia do SUl, Pentagono
Musudan
Фото: EPA

A situação na península da Coreia continua a se agravar. Segundo os serviços secretos estadunidenses e sul-coreanos, a Coreia do Norte está a transferir mísseis balísticos Musudanpara a sua costa leste.



Hoje foi divulgado um comunicado do Estado-Maior General do Exército Popular da Coreia onde é declarado que Pyongyang está preparado para responder às ameaças dos EUA “com modernos mísseis nucleares ofensivos”. A operação das Forças Armadas “já foi aprovada”, refere o comunicado.

Alguns peritos de Seul consideram que a deslocação dos mísseis não passa de mais uma jogada de Pyongyang. Na realidade poderá ser apenas um míssil e o seu lançamento será comemorativo. Em meados de abril, a Coreia do Norte comemora tradicionalmente a festividade mais importante do país, mais um aniversário do nascimento do fundador da república, Kim Il-sung.

Já o Pentágono está a levar a sério a transferência de mísseis. “Só podemos errar uma vez e eu não quero vir a ser o ministro da Defesa dos EUA que cometeu esse erro”, declarou na véspera o responsável pelo Pentágono, Chuck Hagel, na Universidade Nacional da Defesa de Fort Lesley J. McNair:

“Eles agora têm armas nucleares, eles agora têm meios para o seu transporte. Eles estão a reforçar a sua retórica militarista e algumas das suas ações das últimas semanas representam uma ameaça clara e direta aos nossos aliados: a Coreia do Sul e o Japão. Eles também proferiram uma ameaça direta e inequívoca contra nós e contra as nossas bases na ilha de Guam.”

Os sistemas de mísseis do tipo Musudan têm um alcance de cerca de 3 mil quilômetros. Eles podem atingir alvos nos territórios da Coreia do Sul e do vizinho Japão. Não é de excluir que eles possam estar em condições de atingir a ilha de Guam no Oceano Pacífico. Em 2009, a Coreia do Norte produziu até 50 desses dispositivos que foram apresentados em outubro de 2010 numa parada militar em Pyongyang. Os peritos militares, no entanto, dizem que esses sistemas ainda não completamente desenvolvidos e que foram pouco testados.

Os EUA, no entanto, irão instalar na ilha de Guam, durante as próximas duas semanas, um sistema móvel de defesa antimísseis THAAD. Para a Coreia do Sul já foram enviados dois contratorpedeiros equipados com mísseis antiaéreos. Os EUA também enviaram para a Coreia do Sul um batalhão independente de defesa química, biológica e nuclear que tinha sido retirado em 2004.

A Coreia do Norte, entretanto, anunciou que se está preparando para retirar os 53 mil trabalhadores norte-coreanos da zona econômica livre fronteiriça de Kaesong. Desde ontem, o acesso dos especialistas sul-coreanos a zona está impedido. Essa medida irá apenas agravar os problemas econômicos da Coreia do Norte, declarou no dia 3 de abril a porta-voz do Departamento de Estado norte-americano Victoria Nuland:

“Não é a primeira vez que a Coreia do Norte declara a interdição do acesso dos colaboradores sul-coreanos ao complexo industrial de Kaesong. Essas proibições têm sempre e em primeiro lugar resultado em prejuízos para a própria Coreia do Norte, cortando a entrada adicional de meios financeiros na sua economia. Especialmente se considerarmos a grande quantidade de norte-coreanos que lá trabalha. Nós consideramos que isso vai levar ao aumento do isolamento do país.”

Pyongyang iniciou a recuperação de um reator no centro nuclear de Yongbyon cuja exploração poderá ser iniciada dentro de várias semanas, muito mais cedo que o esperado. O reator, com capacidade para produzir plutônio para fins militares, foi parado em 2007, segundo um acordo celebrado entre a Coreia do Norte e a comunidade internacional. De acordo com informações norte-americanas, em Yongbyon estão armazenados pelo menos 8 mil varetas de combustível. Essa quantidade de material é suficiente para fabricar oito ogivas nucleares.

by http://portuguese.ruvr.ru

Coreia do Norte pode lançar míssil Musudan em 15 de abril


5.04.2013, 15:57, hora de Moscou

Coreia do Norte, Musudan, míssil, teste, lançamento
AFP

A deslocação de mísseis balísticos Musudan para a costa leste da Coreia do Norte explica-se, provavelmente, pela necessidade de fazer testes e não pela intenção de realizar um ataque, afirma o canal de televisão CNN, citando fontes estadunidenses bem informadas.

Atualmente, os EUA estão tentando detetar a plataforma de lançamento camuflada ou lançadores, revelou a fonte. Segundo dados disponíveis, os Estados Unidos estão preocupados com o fato de o lançamento ser inevitavelmente efetuado em direção ao Japão.
Segundo o diretor do programa de não proliferação no Instituto Internacional de Estudos Estratégicos de Londres, Mark Fitzpatrick, olançamento poderá ser dedicado ao aniversário do fundador da Coreia do Norte, Kim Il-sung, celebrado em 15 de abril.

Em Alta

Lula no G7: Diagnósticos apontados, Soluções Ausentes

by Deise Brandão Durante sua participação na reunião ampliada do G7, realizada em Évian, na França, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva v...

Mais Lidas