quarta-feira, 3 de abril de 2013

Um tremenda cara de pau: Lula participou hoje, no Uruguai do debate sobre o progressismo na América Latina. by Deise


03/04/13 - 18h3

Ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/IL)

Ex-presidente brasileiro debaterá as perspectivas e tensões do continente com o presidente uruguaio José Mujica e o secretário-geral da CSTA, Victor Báez.


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva viaja nesta quinta-feira (4) para Montevidéu.Lula participará, às 18h, no prédio do Mercosul, do debate “Transformações em risco? Perspectivas e tensões do progressismo na América Latina”, com o presidente uruguaio José Mujica e o secretário-geral da Confederação Sindical dos Trabalhadores das Américas, o paraguaio Victor Báez.
Um dos focos do debate, organizado pela Fundação Friedrich Ebert, será as relações entre os governos progressistas e os movimentos sindicais, ambos vistos como agentes de uma mudança que, na última década, trouxe avanços sociais e redução da desigualdade na maioria dos países do continente.
Antes do debate, Lula terá um encontro com o presidente Mujica e também conversará com a presidente da Frente Ampla, a senadora Monica Xavier.
Na sexta-feira (5) Lula retorna para São Bernardo do Campo.
(Instituto Lula)

Foro de São Paulo: Grupo de Trabalho define tarefas e prepara XIX Encontro no Brasil


Valter Pomar, dirigente nacional do PT e secretário executivo do Foro de São Paulo (Foto: Arquivo/PT)

Valter Pomar, secretário executivo do FSP, informa as decisões aprovadas sobre a Venezuela, Paraguai e Colômbia, além das atividades no Fórum Social Mundial.


O Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo esteve reunido no último dia 17 para discutir e deliberar sobre temas que dizem respeito ao cenário político internacional, principalmente com relação a países da América do Sul que estão vivendo o clima de eleição presidencial ou que enfrentam impasses históricos, como é o caso da Colômbia em negociação de paz com as Farc.
Além desses assuntos, o GT também tratou da preparação do XIX Encontro do FSP que ocorrerá no Brasil no mês de julho e de outras atividades importantes como a realização do curso de formação política e a participação do FSP no Fórum Social Mundial na Tunísia.
O secretário executivo do Foro de São Paulo e dirigente nacional petista, Valter Pomar, em entrevista ao Portal do PT, falou sobre as decisões tiradas durante a reunião sobre esses temas e também sobre a realização, em abril, do Encontro de Petistas e Núcleos do PT no exterior. O encontro será em Cuba, na capital Havana.
Confira abaixo a íntegra da entrevista:
Portal do PT - O Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo reuniu-se no dia 17 deste mês. Um dos temas discutidos na reunião foi a Venezuela que terá eleições presidenciais em abril. Quais foram os encaminhamento do GT ?
Valter Pomar - Decidimos retomar a campanha em solidariedade a Venezuela. Faremos uma reunião extraordinária do Grupo de Trabalho em Caracas, para manifestar nosso apoio à candidatura presidencial de Nicolás Maduro. E estamos estimulando que em todos os países, ocorram atividades similares, bem como declarações de apoio de partidos, movimentos sociais e personalidades. E estamos estimulando a que todos acompanhem o processo eleitoral, através de observadores ou fazendo vigílias em seu próprio país, no dia da votação. Queremos que o processo de mudanças iniciada em 1999, com a posse de Hugo Chávez tenha continuidade e para isso Maduro deve vencer as eleições de 14 de abril.
O Paraguai também é outro país do nosso continente com eleições em abril próximo. Alguma orientação especial para o acompanhamento da situação lá?
As eleições no Paraguai serão no dia 21 de abril. Embora as pesquisas não sejam confiáveis, o mais provável é que vença o candidato do Partido Colorado, entre outras razões porque as forças de centro-esquerda que apoiaram a eleição de Lugo hoje estão divididas. Passada a eleição, caso o prognóstico se confirme, teremos que ver em que bases conviver com o novo governo. E conversar com os partidos amigos, para ver em que podemos ajudar.
E sobre as negociações de paz na Colômbia entre o governo e as Farc foi tirada alguma decisão?
A posição do Foro, desde sempre, é a favor da paz. Esperamos, portanto, que as negociações em curso na cidade de Havana tenham sucesso. Isso supõe, entre outras coisas, que as partes não tentem conseguir, na negociação, aquilo que não conseguiram guerreando: as FARC não conseguiram tomar o poder, o governo não conseguiu destruir as FARC. Supõe, também, isolar o setor mais direitista da sociedade colombiana, cujo porta-voz é o ex-presidente Uribe. Este setor quer dar continuidade à guerra. Supõe, ainda, que haja pressão nacional e internacional em favor da paz; pensando nisto, convocamos para o dia 8 de abril, em Bogotá, uma modesta atividade do Foro de São Paulo, onde vamos intercambiar com diferentes forças políticas acerca do tema.
Fale um pouco sobre os cursos de formação política do Foro de São Paulo.
O sucesso da esquerda latinoamericana e caribenha passa pela integração. E a integração exige a criação de uma cultura política de massas, integracionista, democrática e popular. E para que esta cultura surja, é preciso entre várias outras coisas um potente pensamento de esquerda. E este pensamento supõe interpretação das novas realidades e formação política das novas gerações, em bases regionais, não apenas nacionais. Por isto temos estimulado o diálogo entre as escolas, os centros de formação e as fundações dos partidos que compõem o Foro de São Paulo. E deste diálogo surgiu o curso de formação realizado no México, nos dias 18 e 19 de março; e também o curso que vamos realizar em São Paulo, nos dias 29 e 30 de julho, sempre tendo como eixo temático a integração.
O Brasil vai sediar em julho o XIX Encontro do Foro. O que foi definido nesta reunião do sobre esse grande evento?
Definimos o tema, a saber: aprofundar as mudanças e acelerar a integração. Definimos a data: de 31 de julho a 4 de agosto. Definimos o local: na cidade de São Paulo. Definimos a programação, que inclui cinco grandes encontros: de mulheres, de juventudes, de afrodescendentes, de parlamentares, de autoridades locais e subnacionais; inclui sete grandes seminários: sobre África, sobre Oriente Médio, sobre Europa, sobre Estados Unidos, sobre os Brics, sobre os governos progressistas e de esquerda, e sobre a experiência do governo Hugo Chavez; inclui mais de 20 oficinas, sobre variados temas; além das atividades do Foro estrito senso, como as plenárias e reuniões regionais. Proximamente vamos divulgar a programação completa, divulgar o documento base e começar a fazer as inscrições de quem deseja participar.
Como será a participação do Foro de São Paulo no Fórum Social Mundial que ocorrerá na Tunísia este ano?
Faremos dois seminários, graças a cooperação da Fundação Perseu Abramo e da Fundação Maurício Grabois, com o objetivo de intercambiar pontos de vista e combinar ações comuns, principalmente entre as esquerdas da África e da América Latina e Caribe.
Este ano será promovido, em Havana (Cuba), o Encontro de Petistas e Núcleos do PT no exterior. A programação já está definida?
O Encontro de Petistas e Núcleos do PT no exterior será realizado nos dias 27 e 28 de abril. Teremos três grandes assuntos: Cuba, a conjuntura e a ação dos petistas no exterior. Quanto a Cuba, o objetivo é receber informações sobre o processo de reformas que está em curso. Sobre a conjuntura, a idéia é debater os temas abordados na convocatória do Quinto Congresso do Partido. E quanto ao último ponto, pretendemos retomar temas que já foram objeto de discussão noutros encontros, especialmente a defesa dos direitos econômicos, sociais e políticos dos migrantes brasileiros. O EPTEX vai coincidir com a presença, em Cuba, de uma delegação encabeçada pelo presidente do PT, Rui Falcão.
Acesse aqui, em espanhol, a programação provisória do XIX Encontro do Foro de São Paulo
(Geraldo Ferreira - Portal do PT)

Guerra do Vietnã – Imagens do horror

                          Há 35 anos encerrava-se a Guerra do Vietnã no sudeste asiático, uma das mais sangrentas do século XX. O conflito envolveu de um lado, a República do Vietnã (Vietnã do Sul), um país capitalista sob regime ditatorial e apoiada pelos EUA; e do outro, o Vietnã (Vietnã do Norte), apoiado pela Frente Nacional para a Libertação (FNL), comandados por Ho Chi Minh, de orientação comunista. As batalhas tiveram início em 1959 e terminaram em 30 de abril de 1975. Ideologia e política, foram os principais motivos do conflito, em um momento histórico em que o mundo era dividido em dois blocos: comunista e capitalista. No ano de 1964, os EUA entraram na guerra de fato. Em território vietnamita, os norte-americanos perderam milhares de soldados, em um conflito que consumiu milhões vidas. A guerra terminou com a rendição das tropas sul-vietnamitas e a retirada dos militares norte-americanos. Entre vencedores e vencidos, ficaram as imagens que serviram, e servem, para alertar o mundo sobre os horrores da guerra. Leia a matéria: O destino da menina que foi a cara de uma guerra.


Kim Phuc, na época com 9 anos, foge após ataque com bomba de napalm. Trang Bang, Vietnã, 08/06/1972. Foto: Nick Ut/AP


Tanque norte-vietnamita invadiu o Palácio Presidencial em Saigon, que significou a queda do Vietnã do Sul e decretava o fim da guerra. 30/04/1975. Foto: AP


População escala muro da embaixada norte-americana em Saigon, hoje chamada de Ho Chi Minh. 29/04/1975. Foto: Neal Ulevich/AP


Mãe sul-vietnamita carrega suas três crianças. Saigon, 29/04/1975. Foto: AP


Um homem carrega corpo do filho, próximo á fronteira com o Camboja. 19/03/1964. Foto: AP



Homens do exército norte-americano atravessam rio em Ben Cat. 25/09/1965. Foto: Henri Huet/AP


Médico James E. Callahan trata de um soldado da infantaria atingido na cabeça. Saigon, 17/06/1967. Foto: Henri Huet/AP


Helicópteros das forças armadas dos EUA fazem manobras. Saigon, 1966. Foto: Henri Huet/AP


Militar norte-americano, Lacey Skinner, rasteja em plantação de arroz em Thi. 1966. Foto: Henri Huet/AP


Soldado não identificado EUA tem escrito em capacete: 'a guerra é o inferno'. 18/06/1965. Foto: Horst Faas/AP


Soldado norte-americano é morto em combate na selva, perto da fronteira cambojana. 1966. Foto: Henri Huet/AP


Mulheres e crianças buscam proteção em um canal lamacento, durante intenso fogo cruzado em Bao Trai, cerca de 20 quilômetros a oeste de Saigon. 01/01/1965. Foto: Horst Faas/AP


Monge budista, Quang Duc, ateia fogo em seu próprio corpo, como forma de protesta contra a perseguição aos budistas por parte do governo sul-vietnamita. Saigon, 11/06/1963. Foto: Malcolm Browne/AP


Helicópteros no exército dos EUA sobrevoam região no noroeste de Saigon, próximo à fronteira com o Camboja. 03/1965. Foto: Horst Faas/AP


Soldados norte-americanos entrincheirados, em Phuoc Vinh. 15/06/1967. Foto: Henri Huet/AP


Soldado sul-vietnamita usa punhal para ameaçar um agricultor acusado de favorecer os vietcongs. 09/01/1964. Foto: Horst Faas/AP


Uma mulher sul-vietnamita chora sobre o corpo do marido, encontrado com mais 47 outros em uma vala comum perto de Hue, no Vietnã. 04/1969. Foto: Horst Faas/AP


Soldados norte-americanos emergem de suas trincheiras ao nascer do sol, depois da terceira noite de ataques contínuos dos norte-vietnamitas. 21/09/1966. Foto: Henri Huet/AP


General sul-vietnamita Nguyen Ngoc Loan, chefe da polícia nacional, dispara sua pistola contra a cabeça de Nguyen Van Lem, oficial Vietcong, em Saigon. Com a foto, o fotojornalista Eddie Adams, ganhou o Prêmio Pulitzer daquele ano. 01/02/1968. Foto: Eddie Adams/AP

by Estadão

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