quarta-feira, 3 de abril de 2013

Este ano, completa 24 anos da Queda do Muro de Berlim. O inicio da derrubada foi na noite de 9 de Novembro de 1989, depois de 28 anos de existência


Queda do Muro



Alemães em pé em cima do muro, em1989, ele começaria a ser destruído no dia seguinte

O muro e ao fundo o Portão de Brandemburgo em 9 de novembro de 1989

Situação atual: a delineação das árvores marca a antiga posição do muro de fronte do Portão de Brandemburgo

O Muro de Berlim começou a ser derrubado na noite de 9 de Novembro de 1989 depois de 28 anos de existência. O evento é conhecido como a queda do muro. Antes da sua queda, houve grandes manifestações em que, entre outras coisas, se pedia a liberdade de viajar. Além disto, houve um enorme fluxo de refugiados ao Ocidente, pelas embaixadas da RFA, principalmente em Praga e Varsóvia, e pela fronteira recém-aberta entre a Hungria e a Áustria, perto do lago de Neusiedl.

O impulso decisivo para a queda do muro foi um mal-entendido entre o governo da RDA. Na tarde do dia 9 de Novembro houve uma conferência de imprensa, transmitida ao vivo na televisão alemã-oriental. Günter Schabowski, membro do Politburo do SED, anunciou uma decisão do conselho dos ministros de abolir imediatamente e completamente as restrições de viagens ao Oeste. Esta decisão deveria ser publicada só no dia seguinte, para anteriormente informar todas as agências governamentais.

Pouco depois deste anúncio houve notícias sobre a abertura do Muro na rádio e televisão ocidental. Milhares de pessoas marcharam aos postos fronteiriços e pediram a abertura da fronteira. Nesta altura, nem as unidades militares, nem as unidades de controle de passaportes haviam sido instruídas. Por causa da força da multidão, e porque os guardas da fronteira não sabiam o que fazer, a fronteira abriu-se no posto de Bornholmer Strasse, às 23 h, mais tarde em outras partes do centro de Berlim, e na fronteira ocidental. Muitas pessoas viram a abertura da fronteira na televisão e pouco depois marcharam à fronteira. Como muitas pessoas já dormiam quando a fronteira se abriu, na manhã do dia 10 de Novembro havia grandes multidões de pessoas querendo passar pela fronteira[26].

Os cidadãos da RDA foram recebidos com grande euforia em Berlim Ocidental. Muitas boates perto do Muro espontaneamente serviram cerveja gratuita, houve uma grande celebração na Rua Kurfürstendamm, e pessoas que nunca se tinham visto antes cumprimentavam-se. Cidadãos de Berlim Ocidental subiram o muro e passaram para as Portas de Brandenburgo, que até então não eram acessíveis aos ocidentais. O Bundestag interrompeu as discussões sobre o orçamento, e os deputados espontaneamente cantaram o hino nacional da Alemanha.


Muro de Berlim
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Grafites sobre o Muro de Berlim em 1986.

Mapa do traçado do Muro de Berlim.

Imagem de satélite de Berlim, com a localização do Muro em amarelo.

O Muro de Berlim (em alemão Berliner Mauer) era uma barreira física, construída pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) durante a Guerra Fria, que circundava toda a Berlim Ocidental, separando-a da Alemanha Oriental, incluindo Berlim Oriental. Este muro, além de dividir a cidade de Berlim ao meio, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos ou partes: República Federal da Alemanha (RFA), que era constituído pelos países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos; e República Democrática Alemã(RDA), constituído pelos países socialistas simpatizantes do regime totalitário soviético. Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas electrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. Este muro era patrulhado por militares da Alemanha Oriental com ordens de atirar para matar (a célebre Schießbefehlou "Ordem 101") os que tentassem escapar, o que provocou a morte a 80 pessoas identificadas, 112 ficaram feridas e milhares aprisionadas nas diversas tentativas.

A distinta e muito mais longa fronteira interna alemã demarcava a fronteira entre aAlemanha Oriental e a Alemanha Ocidental. Ambas as fronteiras passaram a simbolizar a chamada "cortina de ferro" entre a Europa Ocidental e o Bloco de Leste.

Antes da construção do Muro, 3,5 milhões de alemães orientais tinham evitado as restrições de emigração do Leste e fugiram para a Alemanha Ocidental, muitos ao longo da fronteira entre Berlim Oriental e Ocidental. Durante sua existência, entre 1961 e 1989, o Muro quase parou todos os movimentos de emigração e separou a Alemanha Oriental deBerlim Ocidental por mais de um quarto de século.[1]

Durante uma onda revolucionária que varreu o Bloco de Leste, o governo da Alemanha Oriental anunciou em 9 de novembro de 1989, após várias semanas de distúrbios civis, que todos os cidadãos da RDA poderiam visitar a Alemanha Ocidental e Berlim Ocidental. Multidões de alemães orientais subiram e atravessaram o Muro, juntando-se aos alemães ocidentais do outro lado, em uma atmosfera de celebração. Ao longo das semanas seguintes, partes do Muro foram destruídas por um público eufórico e por caçadores desouvenirs. Mais tarde, equipamentos industriais foram usados para remover quase o todo da estrutura. A queda do Muro de Berlim, abriu o caminho para a reunificação alemã, que foi formalmente celebrada em 3 de outubro de 1990. Muitos apontam este momento também como o fim da Guerra Fria. O governo de Berlim incentiva a visita do muro derrubado, tendo preparado a reconstrução de trechos do muro. Além da reconstrução de alguns trechos, está marcado no chão o percurso que o muro fazia quando estava erguido.
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Este artigo faz parte de uma série
República de Weimar (1919–33)
Berlim em 1920
Grande decreto de Berlim
Alemanha Nazi (1933–45)
Welthauptstadt Germania
Bombardeamento de Berlim na II Guerra Mundial
Batalha de Berlim
A cidade dividida (1945–90)
Berlim Leste
Berlim Ocidental
Muro de Berlim
Bloqueio de Berlim (1948–49)
Crise de Berlim de 1961
"Ich bin ein Berliner" (1963)
"Tear down this wall" (1987)
História da Alemanha
Margraviado de Brandeburgo

Alemanha pós-guerra



Depois de 1949 os dois estados alemães e a dividida cidade de Berlimdesenvolveram-se através do Zonas da ocupação aliadas. A Alemanha Ocidentalera formada pelas zonas estado-unidense,britânica e francesa e a Alemanha Orientalera formada pela Zona Soviética.

Zonas da ocupação aliadas em Berlim.

Após a Segunda Guerra Mundial na Europa, o que restou da Alemanha nazista a oeste da linha Oder-Neisse foi dividido em quatro zonas de ocupação (por Acordo de Potsdam), cada um controlado por uma das quatropotências aliadas: os Estados Unidos, o Reino Unido, aFrança e a União Soviética. A capital, Berlim, enquanto a sede do Conselho de Controle Aliado, foi igualmente dividida em quatro sectores, apesar da cidade estar situada bem no interior da zona soviética.[2] Em dois anos, ocorreram divisões entre os soviéticos e as outras potências de ocupação, incluindo a recusa dos soviéticos aos planos de reconstrução para uma Alemanha pós-guerra auto-suficiente e de uma contabilidade detalhada das instalações industriais e infra-estrutura já removidas pelos soviéticos.[3] Reino Unido, França, Estados Unidos e os países do Benelux se reuniram para mais tarde transformar as zonas não-soviéticas do país em zonas de reconstrução e aprovar a ampliação do Plano Marshallpara a reconstrução da Europa para a Alemanha.[4][5]

O Bloco de Leste e o Bloqueio de Berlim


Após a Segunda Guerra Mundial, o líder soviético Joseph Stalin construiu um cinturão protector da União Soviéticaem nações controladas em sua fronteira ocidental, o Bloco do Leste, que então incluía Polónia, Hungria e Tchecoslováquia, que ele pretendia manter a par de um enfraquecido controle soviético na Alemanha.[6] Já em 1945, Stalin revelou aos líderes alemães comunistas que esperava enfraquecer lentamente a posição Britânica em sua zona de ocupação, que os Estados Unidos iriam retirar sua ocupação dentro de um ano ou dois e que, em seguida, nada ficaria no caminho de uma Alemanha unificada sob controle comunista dentro da órbita soviética.[7] A grande tarefa do Partido Comunista no poder na zona Soviética alemã foi abafar as ordens soviéticas através do aparelho administrativo e fingir para as outras zonas de ocupação que se tratavam de iniciativas próprias.[8] Nesse período, a propriedade e a indústria foram nacionalizadas na zona de ocupação Soviética.[9]

Em 1948, após desentendimentos sobre a reconstrução e uma nova moeda alemã, Stálin instituiu o Bloqueio de Berlim, impedindo que alimentos, materiais e suprimentos pudessem chegar a Berlim Ocidental.[10] Os Estados Unidos, Reino Unido, França, Canadá, Austrália,Nova Zelândia e vários outros países começaram uma enorme "ponte aérea de Berlim", fornecendo alimentos e outros suprimentos à Berlim Ocidental.[11] Os soviéticos montaram uma campanha de relações públicas contra a mudança da política Ocidental e comunistas tentaram perturbar as eleições de 1948,[12] enquanto 300 mil berlinenses pediam para que o transporte aéreo internacional continuasse.[13]Em maio de 1949, Stalin acabou com o bloqueio, permitindo a retomada dos embarques do Ocidente para Berlim.[14][15]

A República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) foi declarada em 7 de outubro de 1949, onde o Ministério de Negócios Estrangeiros Soviético concedeu autoridade administrativa a Alemanha Oriental, mas não sua autonomia, onde os soviéticos possuíam ilimitada penetração no regime de ocupação e nas estruturas de administração e de polícia militar e secreta.[16][17] A Alemanha Oriental diferia daAlemanha Ocidental (República Federal da Alemanha), que se desenvolveu como um país Ocidental capitalista com uma economia social de mercado ("Soziale Marktwirtschaft" em alemão) e um governo de democracia parlamentar. O crescimento económico contínuo a partir de 1950 da Alemanha Ocidental alimentou um "milagre económico" de 20 anos ("Wirtschaftswunder"). Enquanto a economia da Alemanha Ocidental cresceu e seu padrão de vida melhorou continuamente, muitos alemães orientais tentavam ir para a Alemanha Ocidental.
[editar]Emigração para o ocidente no início dos anos 1950
Ver artigo principal: Bloco do Leste

Depois da ocupação soviética da Europa Oriental no final da Segunda Guerra Mundial, a maioria das pessoas que viviam nas áreas recém-adquiridas do Bloco Oriental aspiravam à independência e queriam que os soviéticos saíssem.[18] Aproveitando-se da zona de fronteira entre as zonas ocupadas na Alemanha, o número de cidadãos da RDA que se deslocam para a Alemanha Ocidental totalizou 197.000 em 1950, 165.000 em 1951, 182.000 em 1952 e 331.000 em 1953.[19][20] Uma das razões para o aumento acentuado em 1953 foi o medo de Sovietização mais intensa com as ações cada vez mais paranóicas de Joseph Stalin em 1952 e no início de 1953.[21] 226.000 pessoas fugiram apenas nos primeiros seis meses de 1953.[22]

Construção do muro


Os planos da construção do muro eram um segredo do governo da RDA. Poucas semanas antes da construção, Walter Ulbricht, líder da RDA na época, respondeu assim à pergunta de uma jornalista da Alemanha Ocidental[23]:
Vou interpretar a sua pergunta da maneira que na Alemanha Ocidental existem pessoas que desejam que nós mobilizemos os trabalhadores da capital da RDA para construir um muro. Eu não sei nada sobre tais planos, sei que os trabalhadores na capital estão ocupados principalmente com a construção de apartamentos e que suas capacidades são inteiramente utilizadas. Ninguém tem a intenção de construir um muro![24]


Assim, Walter Ulbricht foi o primeiro político a referir-se a um muro, dois meses antes da sua construção.

Os governos ocidentais tinham recebido informações sobre planos drásticos, parcialmente por pessoas de conexão, parcialmente pelos serviços secretos. Sabia-se que Walter Ulbricht havia pedido a Nikita Khrushchov, numa conferência dos Estados do Pacto de Varsóvia, a permissão de bloquear as fronteiras a Berlim Ocidental, incluindo a interrupção de todas as linhas de transporte público[25].

Construção do muro em 1961.

Depois desta conferência, anunciou-se que os membros do Pacto de Varsóvia intentasseminibir os actos de perturbação na fronteira de Berlim Ocidental, e que propusessem implementar um guarda e controle efectivo. Dia 11 de Agosto, a Volkskammer confirmou os resultados desta conferência, autorizando o conselho dos ministros a tomar as medidas necessárias. O conselho dos ministros decidiu dia 12 de Agosto usar as forças armadas para ocupar a fronteira e instalar gradeamentos fronteiriços[25].

Na madrugada do dia 13 de Agosto de 1961, as forças armadas bloquearam as conexões de trânsito a Berlim Ocidental[25]. Eram apoiadas por forças soviéticas, preparadas à luta, nos pontos fronteiriços para os sectores ocidentais. Todas as conexões de trânsito ficaram interrompidas no processo (mas, poucos meses depois, linhas metropolitanas passavam pelos túneis orientais, mas não servindo mais as estações fantasma situadas no oriente).

Reações

Ainda no mesmo dia da construçao do muro, o chanceler da Alemanha ocidental, Konrad Adenauer, dirigiu-se à população pelo rádio, pedindo calma e anunciando reações ainda não definidas a serem colocadas junto com os aliados. Adenauer tinha visitado Berlim havia apenas duas semanas. O Prefeito de Berlim, Willy Brandt, protestou energicamente contra a construção do muro e a divisão da cidade, mas sem sucesso. No dia 16 de Agosto de 1961 houve uma grande manifestação com 300 000 participantes em frente do Schöneberger Rathaus, em Berlim Ocidental, para protestar contra o muro. Brandt participou nessa manifestação. Ainda em 1961, fundou-se emSalzgitter a Zentrale Erfassungsstelle der Landesjustizverwaltungen a fim de documentar violações dos direitos humanos no território da Alemanha Oriental[26].Alemanha ocidental

Aliados


O então presidente dos Estados Unidos,John F. Kennedy, visitando o Muro de Berlim.

As reações dos Aliados ocidentais vieram com grande demora. Vinte horas depois do começo da construção do muro apareceram as primeiras patrulhas ocidentais na fronteira. Demorou 40 horas para reservar todos os direitos em Berlim ocidental em frente do comandante soviético de Berlim Oriental[26]. Demorou até 72 horas para o protesto ser oficial em Moscou. Por causa desses atrasos sempre circulavam rumores que a União Soviética havia declarado aos aliados ocidentais de não afectar seus direitos em Berlim ocidental. Seguindo as experiências noBloqueio de Berlim, os Aliados sempre consideravam Berlim ocidental em perigo, e a construção do muro manifestou esta situação[26].

Reações internacionais, 1961:

A solução não é muito linda, mas mil vezes melhor do que uma guerra. John F. Kennedy,presidente dos Estados Unidos.
Os alemães orientais param o fluxo de refugiados e desculpam-se com uma cortina de ferro ainda mais densa. Isto não é ilegal. Harold Macmillan, primeiro-ministro britânico.

Contudo, o presidente norte-americano John F. Kennedy apoiou a ideia da cidade libre de Berlim. Mandou forças armadas suplementares e reactivou o general Lucius D. Clay. Dia 19 de Agosto 1961 chegaram em Berlim Clay e o vice-presidente dos Estados Unidos, Lyndon B. Johnson. Protestaram fortemente contra o chefe de estado da RDA, Walter Ulbricht, que havia declarado que as polícias popular e fronteiriça da RDA tivessem autoridade de controle sobre policias, oficiais e empregados dos aliados ocidentais. Finalmente até o comandante soviético na RDA mediou pedindo moderação do lado do governo alemão oriental.

Dia 27 de Outubro de 1961 houve um confronto perigoso entre tanques dos EUA e soviéticos ao lado do Checkpoint Charlie na rua Friedrich. Dez tanques norte americanos enfrentaram dez tanques soviéticos, mas todos se retiraram no dia seguinte. As duas forças não queriam deixar explodir a guerra fria, com o risco de uma guerra nuclear.

Estrutura e áreas adjacentes

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Posição e traçado do Muro de Berlim e seus postos de fronteira (1989).

Havia oito passagens de fronteira entre Berlim Oriental e Ocidental, o que permitia o trânsito de berlinenses ocidentais, alemães ocidentais, estrangeiros ocidentais e funcionários dos Aliadosna Berlim Oriental, bem como as visitas de cidadãos da República Democrática Alemã e cidadãos de outros países socialistas na Berlim Ocidental, desde que possuíssem as permissões necessárias. Essas passagens eram restritas às nacionalidades que possuíam autorização para usá-las (alemães do leste, os alemães oeste, berlinenses ocidentais, outros países). A mais famosa foi o ponto de verificação de pedestres na esquina da Friedrichstraße eZimmerstraße, também conhecida como Checkpoint Charlie, que era limitada aos funcionários dos países Aliados e estrangeiros.

Quatro rodovias ligavam Berlim Ocidental à Alemanha Ocidental, sendo a mais famosa arodovia Helmstedt, que entrava em território da Alemanha Oriental, entre as cidades deHelmstedt e Marienborn (Checkpoint Alpha), e que entrou em Berlim Ocidental Dreilinden (Checkpoint Bravo) no sudoeste de Berlim. O acesso a Berlim Ocidental também era possível pelo transporte ferroviário (quatro linhas) e de barco através dos canais e rios.

Tentativas de fuga


Memorial em homenagem as vítimas do muro em Berlim. Foto de 1982.

Nos 28 anos da existência do Muro morreram muitas pessoas. Não existem números exatos e há indicações muito contraditórias, porque a RDA sistematicamente impedia todas as informações sobre incidentes fronteiriços. A primeira vítima morta a tiros foi Günter Litfin, baleado pela polícia dia 24 de Agosto de 1961 ao tentar escapar perto da estaçãoFriedrichstraße. Rudolf Urban havia morrido em 17 de setembro de 1961 depois de cair no dia19 de agosto enquanto tentava escapar utilizando uma corda de um apartamento localizado na Bernauer Strasse, exatamente na divisa entre as duas Alemanhas. No dia 17 de agosto de1962, Peter Fechter desangrou no chamado corredor da morte, à vista de jornalistas ocidentais, sendo a vítima mais famosa. [27] Em 1966, foram mortas duas crianças de 10 e 13 anos. O último incidente fatal ocorreu no dia 8 de março de 1989, oito meses antes da queda, quandoWinfried Freudenberg, de 32 anos, morreu na queda de seu balão de gás de fabricação caseira no bairro de Zehlendorf, quando tentava transpor o muro.

Estima-se que na RDA 75 000 pessoas foram acusadas de serem desertores da república. Desertar da república era um crime que, segundo o artigo §213 do código penal da RDA, era punido com até 2 anos de prisão. Pessoas armadas, membros das forças armadas ou pessoas que carregavam segredos nacionais eram mais severamente punidas, se considerado culpado de escape da república, por pelo menos 5 anos de prisão.

Também houve guardas fronteiriços que morreram por causa de incidentes violentos no muro. A vítima mais conhecida era Reinhold Huhn, que foi assassinado por um Fluchthelfer (pessoas que ajudavam cidadãos do Leste a passar a fronteira, ilegalmente). Estes tipos de incidentes eram utilizados pela RDA para a sua propaganda, e para posteriormente justificar a construção do muro de Berlim.

Processos pelas mortes do muro

Os processos judiciais do Schießbefehl, a respeito de se atirar em todas as pessoas que tentaram cruzar o Muro entre 1961 e 1989, demoraram até o outono de 2004. Entre os responsáveis acusados, estavam o presidente do Conselho de Estado, Erich Honecker, o sucessor dele, Egon Krenz e os membros do Conselho Nacional de Defesa Erich Mielke, Willi Stoph, Heinz Keßler, Fritz Streletz e Hans Albrecht e ainda o presidente regional do partido SED em Suhl. Além disso, foram acusados alguns generais, como o chefe das forças fronteiriças, Klaus-Dieter Baumgarten e vários soldados que eram parte do Exército Popular Nacional (NVA) ou das forças fronteiriças da RDA.

Como resultado dos processos, 11 dos acusados foram condenados à prisão, 44 foram condenados a uma pena, que foi suspensa condicionalmente, 35 acusados foram absolvidos. Entre estes, Albrecht, Streletz e Keßler foram condenados a vários anos de prisão. O último processo acabou dia 9 de Novembro de 2004, exatamente 15 anos depois da derrubada do Muro, com uma sentença condenatória.

"Mr. Gorbachev, tear down this wall!"



Ronald Reagan no Muro de Berlim em Junho de 1987: “Tear down this wall!

Em um discurso no Portão de Brandemburgo em comemoração ao 750º aniversário de Berlim[28] em 12 de junho de 1987, Ronald Reagan desafiou Mikhail Gorbachev, então Secretário Geral do Partido Comunista da União Soviética, para derrubar o muro como um símbolo de crescente liberdade no Bloco de Leste:

“ Damos as boas-vindas à mudança e à abertura, pois acreditamos que a liberdade e segurança caminham juntos, que o progresso da liberdade humana só pode reforçar a causa da paz no mundo. Há um sinal de que os soviéticos podem fazer que seria inconfundível, que faria avançar dramaticamente a causa da liberdade e da paz. Secretário Geral Gorbachev, se você procura a paz, se você procura prosperidade para a União Soviética e a Europa Oriental, se você procurar a liberalização, venha aqui para este portão. Sr. Gorbachev, abra o portão. Sr. Gorbachev, derrube esse muro!

by Wikipédia

Recentes legislações e normas de construção civil e fabricação de vários produtos foram criadas para melhorar a vida de pessoas que, infelizmente, nasceram com algum tipo de deficiência física que impede que ela possa viver normalmente, como qualquer pessoa com o físico sadio e perfeito. As pessoas com necessidades especiais estão em qualquer lugar e podem se destacar em qualquer área que se arriscam a ingressar. LISTA DOS CINCO cai no mundo da música e conta histórias surpreendentes de algumas personalidades musicais que apresentam alguma necessidade, mas em relação a talento, não deixam nada a desejar e mandam melhor que muita gente.


05. Nelson Ned
O cantor e compositor mineiro nasceu na cidade de Ubá, em 1947, e começou a fazer muito sucesso na década de 1960. Neste período, fez muito sucesso no Brasil, na América Latina e nos Estados Unido. Foi o primeiro cantor latino-americanos a vender mais de 1 milhão de cópias em solo estadunidense. Apresentou-se quatro vezes no Carnegie Hall, em Nova York. Seu maior sucesso é a música “Tudo Passará”, de 1969. Ned sofre de ananismo e tem apenas 1,12m de altura. Seus fãs o chamam de “O Pequeno Grande da Canção”. Em 2010, a imprensa noticiou que o cantor passava por problemas de saúde graças a diabete, além de dificuldades financeira. A partir de 1993, se tornou evangélico e passou a cantar apenas músicas estilo gospel.


04. Kátia
A cantora carioca Kátia Garcia Oliveira fez muito sucesso nos anos 70 e 80, principalmente com a música “Qualquer Jeito”, versão em português da música “It Should Have Been Easy”, do cantor estadunidense Bob McDill. Era deficiente visual e sua participação foi constante em programas de televisão da época. Foi apadrinhada pelo cantor Roberto Carlos. Distribuiu durante oito anos um software voltado para deficientes visuais, desenvolvido pela UFRJ, chamado DOSVOX.

03. Rick Allen
O baterista da banda inglesa Def Leppard é símbolo de superação: depois de um acidente automobilístico no réveillon de 1984, ele perdeu o braço esquerdo. Depois da tragédia, a banda suspendeu suas atividades por quatro anos, e nesse tempo incluía também participação no Rock in Rio de 1985. A banda retorna somente em 1988, quando lançam o álbum Hysteria,surpreendentemente com Allen na bateria. Usa uma bateria feita especialmente para ele, com controles de ritmo localizados nos pés. Rick Allen se apresenta com a banda de rock inglesa até hoje, aos 48 anos (em 2011).

02. Herbert Vianna
Apesar de nascer em João Pessoa, na Paraíba, em 1961, Herbert Lemos de Souza Vianna fundou Os Paralamas do Sucesso no final dos anos 70, no Rio de Janeiro. A Banda faz parte do chamado “Quarteto Sagrado do Rock Brasileiro”, junto com Titãs, Legião Urbana e Barão Vermelho. O vocalista do Paralamas praticava como hobbie o vôo em helicópteros e ultraleves. Porém, no dia 04 de fevereiro de 2001, sofreu um grave acidente com uma pequena aeronave, que causou a morte de sua mulher, a britânica Lucy Needham, com quem tinha três filhos. Ele ficou internado por 44 dias, boa parte deles em coma.  A seqüela mais grave do acidente foi a perda dos movimentos das pernas e uma gradual e longa recuperação. Atualmente, continua frente a banda carioca, mesmo de cadeira de rodas.

01. Stevie Wonder
Conhecido mundialmente, Stevland Hardaway Morris nasceu em Detroit, em 1950, e começou a tocar vários instrumentos musicais muito cedo. Deficiente visual, ativista de direitos civis, é renomado cantor e compositor da música negra estadunidense. Perdeu a visão ainda quando bebê, pois nasceu prematuro e várias complicações logo após o parto ceifaram a visão de Wonder. Fez dezenas de participações com outros músicos, e no Brasil é lembrado por sua participação no projetoUSA for Africa, responsável por arrecadar fundos para saciar a fome na Etiópia. Ele é uma das estrelas da música tema do projeto, intitulada We Are The World (1985).

No cinema, na TV ou na literatura, os autores dividem seus personagens entre o bem e o mal, os mocinhos e os bandidos. Na vida real, costumamos rotular o mecanismos governamentais de segurança, sejam eles militares ou civis, como os “bonzinhos” e os traficantes, seqüestradores e outro criminosos como os “bandidos”. No mundo todo, há vários “sindicatos do crime”, ou seja, há delinqüentes que se associam para ter maior controle nas atividades criminais e ilegais. LISTA DOS CINCO mostra algumas organizações de bandidos.



05. Os “Comandos“ Brasileiros.
No Brasil, existem várias organizações criminosas conhecidas como “Comandos”, que controlam as atividades delinqüentes em um Estado. Podemos destacar o Primeiro Comando da Capital (PCC), em São Paulo, além do Comando Vermelho e o Terceiro Comando, no Rio de Janeiro. A principal atividade criminosa dessas organizações é o tráfico de drogas. Como o Brasil tem uma posição estratégica quanto ao tráfico internacional – é comum as drogas que saem da Colômbia com destino a Europa e EUA passarem no país – já se tem registros de guerrilheiros das FARC colombianas treinando traficantes desses comandos. Há intensa rivalidade entre os comandos, e essa verdadeira guerra faz vítimas diariamente.

04. Bratva
Conhecida como “a Máfia Vermelha”, Bratva significa “irmandade” em russo. Ela surgiu após a desintegração da União Soviética e supõe-se que ex-funcionários da KGB e do Exército Soviético integram essa organização. Relatórios dos serviços de inteligência da Rússia estimam que a máfia russa possua cerca de 100 mil membros, controlam cerca de 80% dos negócios privados do país e passa por suas mãos 40% de toda a riqueza nacional. É conhecida por seu forte armamento e por sua facilidade em driblar a legislação russa, pois possuem forte influência política. Seus principais líderes são ex-presos do regime soviético.




03. As Tríades
As Tríades são vários grupos criminosos da China conhecidos principalmente por explorar a prostituição no mundo todo. Costumam intermediar prostitutas da América Latina, Leste Europeu e Sudoeste Asiático para a Europa Ocidental. Sua origem é remota e estima-se que tenham começado há mais de dois séculos. Era uma sociedade secreta que combatia a dinastia Ching, presente na China de 1644 até 1911. Porém, após a derrota chinesa para a Inglaterra na Guerra do Ópio (1842), a organização corrompeu-se. Hoje, as tríades têm uma enorme rede criminal mundial. Além da prostituição, cuidam de pirataria de marcas, CDs, DVDs, tráfico de ópio e armamento. Uma das verdadeiras bases das tríades fica no Paraguai. Seu chefe é conhecido como Lung Tao (Cabeça de Dragão, em chinês).

02. Yakuza
Um dos sindicatos do crime mais regrados do mundo, a Yakuza é conhecida como “máfia japonesa”. Ela teve início no século XVII em grandes centros urbanos japoneses, como em Osaka e Tóquio (antiga Edo). Há uma forte relação de fidelidade entre os protegidos com seu padrinho (kobun e oyabun, respectivamente). São agrupados em clãs, geralmente familiares. Há alguns grupos autônomos, não vinculados a laços familiares, porém tem menor poder. Há obrigações entre membros da Yakuza, como não esconder dinheiro da gangue, não se envolver pessoalmente com drogas, não procurar a lei nunca, não violar a mulher de outro membro e não deixar rastros após o crime, entre outras regras. As mulheres não eram aceitas, pois os membros mantêm sigilo absoluto quanto as atividades da organização, e pensava-se que os integrantes do sexo feminino não conseguiriam guardar tais segredos. Porém, na década de 1990, algumas mulheres começaram a aparecer na máfia japonesa. São conhecidos por usar tatuagens (hoje não mais obrigatório), por conhecerem artes marciais e manejar armas como espada e nunchakus.

01. Máfia Italiana
Na Itália, existem diversas “máfias”. As mais famosas são a “Cosa Nostra” (Nossa Coisa, em português), a Camorra e a Ndrangheta. Surgiu na idade média, quando grupos de pessoas ofereciam serviços de segurança (lógico que muito bem pago) para arrendatários de terras que tinham suas fazendas constantemente pilhadas (muitas vezes pelos mesmos que lhe ofereciam a assistência). Não se sabe ao certo a origem da palavra; alguns estudiosos acreditam que vem ou do árabe Mahyas ("alarde agressivo, jactância") ou Marfud (significa “rejeitado em árabe). Outros, porém, acreditam que “Máfia” é a abreviação de “Morte à Franca, Itália Avança”. Tem forte influência no poder italiana, pois mantém relações com vários políticos. Nos anos 90, uma operação denominada “Mãos Limpas” foi instalada, a fim de por um fim nas operações na máfia na Itália que, de fato, conseguiu reduzir o domínio dos criminosos. Tem raízes no mundo todo, principalmente nos Estados Unidos. Seus chefes são conhecidos como “Capo”, e Al Capone, Lucky Luciano e Tomaso Buscetta são alguns mafiosos famosos. Existem vários filmes que ilustram a máfia italiana, e talvez a maior obra cinematográfica sobre o assunto é a franquia “O Poderoso Chefão” (The Godfather, EUA, 1972, 1974 e 1990).
by Lista dos 5

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