quarta-feira, 27 de março de 2013

Para quem tem filhos universitários, eis uma boa dica para desenvolver cidadania, solidariedade, conhecimento da realidade social, politica e econimica do Pais. E automaticamente, um amante do exercício da cidadania. Eu fiz Projeto Rondon, em 79 e 80. Como podem ver, o resultado foi extremamente produtivo e eu nao tenho absolutamente nada a reclamar. by Deise


O QUE É O PROJETO RONDON?

O Projeto Rondon, coordenado pelo Ministério da Defesa, é um projeto de integração social que envolve a participação voluntária de estudantes universitários na busca de soluções que contribuam para o desenvolvimento sustentável de comunidades carentes e ampliem o bem-estar da população.




O Projeto Rondon é realizado em parceria com diversos Ministérios e tem o apoio das Forças Armadas, que proporcionam o suporte logístico e a segurança necessários às operações. Conta, ainda, com a colaboração dos Governos Estaduais, das Prefeituras Municipais e de empresas socialmente responsáveis.

As ações do projeto são orientadas pelo Comitê de Orientação e Supervisão do Projeto Rondon, criado por Decreto Presidencial de 14 de janeiro de 2005. O COS, como é conhecido, é constituído por representantes dos Ministérios da Defesa, que o preside, do Desenvolvimento Agrário, Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Educação, Esporte, Integração Nacional, Meio Ambiente, Saúde e da Secretaria-Geral da Presidência da República.

OBJETIVOS DO PROJETO

O Projeto Rondon tem por objetivos:

. Contribuir para a formação do universitário como cidadão.

. Integrar o universitário ao processo de desenvolvimento nacional, por meio de ações participativas sobre a realidade do País.

. Consolidar no universitário brasileiro o sentido de responsabilidade social, coletiva, em prol da cidadania, do desenvolvimento e da defesa dos interesses nacionais.

. Estimular no universitário a produção de projetos coletivos locais, em parceria com as comunidades assistidas.

NOSSA HISTÓRIA

O Projeto Rondon foi criado em 1967 e durante as décadas de 1970 e 1980, permaneceu em franca atividade, tornando-se conhecido em todo Brasil. No final dos anos oitenta, o Projeto deixou de receber prioridade no Governo Federal, sendo extinto em 1989.

Em 2005, já com uma nova roupagem, o Projeto Rondon voltou a figurar na pauta dos programas governamentais, sendo atribuída a sua coordenação ao Ministério da Defesa. Desde então, o Rondon já levou mais de 12.000 rondonistas a cerca de 800 municípios.

Hoje, o Projeto encontra-se em processo de consolidação, com uma procura cada vez maior pelas universidades e pelos universitários. O Rondon é mais que um projeto educacional e social, é uma poderosa ferramenta de transformação social, na medida em que conscientiza jovens que terão nas mãos o destino deste país e da importância do seu papel de protagonista na busca de uma sociedade mais justa.

QUEM FOI MARECHAL RONDON?

Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu em Mimoso, no estado do Mato Grosso, no dia 5 de maio de 1865. Filho de Cândido Mariano da Silva e Claudina de Freitas Evangelista da Silva, perdeu os pais muito cedo e foi criado em Cuiabá pelo tio, de quem herdou e incorporou o sobrenome "Rondon".





Tornou-se professor primário aos 16 anos mas optou pela carreira militar servindo como soldado no 2o Regimento de Artilharia a Cavalo, e ingressando dois anos depois na Escola Militar da Praia Vermelha. Em 1886 entrou para a Escola Superior de Guerra onde assumiu um papel ativo no movimento pela proclamação da República. Fez o curso do Estado Maior de 1ª Classe e foi promovido a alferes (atual "aspirante-aoficial"). Graduou-se como bacharel em Matemática e em Ciências Físicas e Naturais e participou dos movimentos abolicionista e republicano por volta de 1890. Em 1889, Rondon participou da construção das Linhas Telegráficas de Cuiabá, assumindo a chefia do distrito telegráfico de Mato Grosso, e foi nomeado professor de Astronomia e Mecânica da Escola Militar, cargo do qual se afastou em 1892. Entre 1900 e 1906 dirigiu a construção de mais uma linha telegráfica, entre Cuiabá e Corumbá, alcançando as fronteiras do Paraguai e da Bolívia.

Começou a construir a linha telegráfica de Cuiabá a Santo Antonio do Madeira, em 1907, sua obra mais importante. A comissão do Marechal foi a primeira a alcançar a região amazônica. Nesta mesma época estava sendo feita a ferrovia Madeira-Mamoré, que junto com a telegráfica de Rondon ajudaram a ocupar a região do atual estado de Rondônia. Rondon fez levantamentos cartográficos, topográficos, zoológicos, botânicos, etnográficos e lingüísticos da região percorrida nos trabalhos de construção das linhas telegráficas. Por sua contribuição ao conhecimento científico, recebeu várias homenagens e muitas condecorações de instituições científicas do Brasil e do exterior.

Foi convidado pelo governo brasileiro para ser o primeiro diretor do Serviço de Proteção aos Índios e Localização dos Trabalhadores Nacionais (SPI), criado em 1910. Incansável defensor dos povos indígenas do Brasil ficou famosa a sua frase: "Morrer, se preciso for; matar, nunca."

Entre 1919 e 1925, foi diretor de Engenharia do Exército e, após sucessivas promoções, chegou a general-de-divisão. Em 1930, solicitou sua passagem para a reserva do Exército. Nos anos 40 virou presidente do Conselho Nacional de Proteção aos Índios (CNPI), cargo em que permaneceu por vários anos. Em 1955, o Congresso Nacional conferiu-lhe a patente de marechal. E no ano seguinte, o então estado de Guaporé, passou a ser chamado de Rondônia em homenagem ao seu desbravador. Faleceu no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1958, com quase 93 anos.

ETAPAS DO PROJETO RONDON?

Uma operação do Projeto Rondon segue as seguintes etapas:

1. PLANEJAMENTO

O planejamento realizado pelo Projeto Rondon se inicia com a definição da região e dos estados onde a operação será realizada. Assim é feito um levantamento dos municípios de interesse da área (baixo IDH, tamanho do município etc) e detalhamento das necessidades logísticas.

2. RECONHECIMENTO

A primeira etapa ocorre quando os municípios selecionados recebem a visita de um integrante do projeto, para:

a) Informar à prefeitura e às lideranças locais sobre as possibilidades e as limitações do trabalho dos rondonistas.

b) Verificar se os conjuntos de ações selecionadas para a operação respondem às principais necessidades do município e carências da população.

c) Apresentar a contrapartida solicitada aos municípios.

Nesta fase, a prefeitura confirma seu interesse em aderir e participar do Projeto Rondon.

3. DIVULGAÇÃO DO CONVITE PARA AS IES

Neste segundo momento é divulgado o convite para a participação das instituições de ensino superior (IES) na operação. O convite indica os municípios, os conjuntos de ações a serem realizados, o cronograma de atividades e as condições a serem observadas pelas IES.

4. INSCRIÇÃO DA INSTITUIÇÃO

Após conhecer todas as regras de participação na operação, a IES terá que acessar o site do Projeto Rondon para efetuar a sua inscrição. Durante a inscrição a IES terá que informar para qual operação ela está se inscrevendo. Ao término da inscrição a IES receberá um número de protocolo, que será usado durante todo o processo de seleção.

5. ELABORAÇÃO DO PLANO DE TRABALHO

A elaboração do plano de trabalho é de inteira responsabilidade da IES, que tem total liberdade quanto ao conteúdo e formatação. É desejável que o plano de trabalho contenha, para cada conjunto de ações: atividades previstas; objetivos; metodologia; público-alvo; cronograma; e o retorno esperado para a comunidade.

6. SELEÇÃO DAS PROPOSTAS DE TRABALHO DAS IES

A seleção das propostas de trabalho encaminhadas pelas IES é realizada pela Comissão de Avaliação de Propostas do Projeto Rondon (CAPPR), especialmente designada pelo coordenador-geral, que inclui a participação de técnicos de diversos ministérios. Os critérios de seleção da proposta envolvem a excelência e a qualidade acadêmica da IES e o mérito, a pertinência e a exequibilidade do plano de trabalho proposto.

7. VIAGEM PRECURSORA

Após a divulgação das IES selecionadas, os professores que coordenarão as equipes de rondonistas visitam os municípios e ajustam com as lideranças municipais e as prefeituras as ações que serão realizadas pela universidade durante a operação, de forma a atender às reais necessidades de cada município. Neste momento também é definido o apoio logístico (alojamento, alimentação e transporte no interior do município) que será prestado aos rondonistas.

8. PREPARAÇÃO E COMPOSIÇÃO DAS EQUIPES

A equipe é composta por dois professores e oito alunos. Cada equipe deve ser multidisciplinar, de forma a possibilitar a realização das diversas ações previstas.

A preparação das equipes é de responsabilidade das IES e deverá respeitar os ajustes feitos com as prefeituras durante a viagem precursora. A qualidade dos trabalhos é reflexo da atenção dada pela IES à preparação da equipe.

9. CADASTRAMENTO

Durante a preparação, é realizado o cadastro de todos os rondonistas – professores e alunos – pelo representante da instituição de ensino superior junto ao Projeto Rondon.

10. OPERAÇÃO

Terá a duração de 15 dias, sendo os dois primeiros destinados à concentração, ambientação, abertura e deslocamento dos rondonistas aos municípios e o último para o encerramento e retorno às cidades de origem.

11. RELATÓRIO

A IES terá que enviar o relatório dos trabalhos desenvolvidos no município. O prazo para o envio será definido no convite de cada operação.

O QUE FAZ O PROJETO RONDON

As operações do Projeto Rondon são realizadas em janeiro e julho de cada ano, durante o período de férias escolares. Os convites (edital) são divulgados no site www.defesa.gov.br/projetorondon, normalmente, nos meses de março e agosto.

O convite detalha o local e o período de realização da operação, as ações a serem realizadas, o cronograma de atividades, as responsabilidades do Ministério da Defesa e da Instituição de Ensino Superior – IES entre outras informações.



Divulgado o convite, as IES devem se cadastrar no site do Projeto Rondon e anexar uma proposta de trabalho detalhando como serão realizadas as ações nas áreas de Cultura, Direitos Humanos e Justiça, Educação e Saúde (conjunto A) ou nas áreas de Comunicação, Tecnologia e Produção, Meio Ambiente e Trabalho (conjunto B).

As propostas de trabalho enviadas são submetidas à Comissão de Avaliação de Propostas de Trabalho do Projeto Rondon – CAPPR, que avalia e seleciona os melhores trabalhos.

Após a seleção, a Coordenação-Geral do Projeto Rondon divulga a relação das IES selecionadas com a designação dos respectivos municípios onde serão desenvolvidos os trabalhos.

Divulgado os resultados, a IES participa da viagem precursora, que tem como objetivo conhecer os interlocutores do município, ajustar a proposta de trabalho e definir o cronograma de atividades com o município.

A última etapa é o desenvolvimento da operação, que é realizada pela equipe da instituição, composta por dois professores e oito alunos.

ÁREA DE ATUAÇÃO DO PROJETO RONDON

O decreto de criação do Projeto Rondon estabelece que suas regiões prioritárias de atuação são aquelas com maiores índices de pobreza e exclusão social, bem como áreas isoladas do território nacional que necessitem de maior aporte de bens e serviços. Por essa razão, a Diretriz Estratégica do Projeto Rondon prioriza as regiões norte e nordeste do país.




NOSSA HISTÓRIA

O Projeto Rondon foi criado em 1967 e durante as décadas de 1970 e 1980, permaneceu em franca atividade, tornando-se conhecido em todo Brasil. No final dos anos oitenta, o Projeto deixou de receber prioridade no Governo Federal, sendo extinto em 1989.

Em 2005, já com uma nova roupagem, o Projeto Rondon voltou a figurar na pauta dos programas governamentais, sendo atribuída a sua coordenação ao Ministério da Defesa. Desde então, o Rondon já levou mais de 12.000 rondonistas a cerca de 800 municípios.

Hoje, o Projeto encontra-se em processo de consolidação, com uma procura cada vez maior pelas universidades e pelos universitários. O Rondon é mais que um projeto educacional e social, é uma poderosa ferramenta de transformação social, na medida em que conscientiza jovens que terão nas mãos o destino deste país e da importância do seu papel de protagonista na busca de uma sociedade mais justa.

QUEM FOI MARECHAL RONDON?

Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu em Mimoso, no estado do Mato Grosso, no dia 5 de maio de 1865. Filho de Cândido Mariano da Silva e Claudina de Freitas Evangelista da Silva, perdeu os pais muito cedo e foi criado em Cuiabá pelo tio, de quem herdou e incorporou o sobrenome "Rondon".





Tornou-se professor primário aos 16 anos mas optou pela carreira militar servindo como soldado no 2o Regimento de Artilharia a Cavalo, e ingressando dois anos depois na Escola Militar da Praia Vermelha. Em 1886 entrou para a Escola Superior de Guerra onde assumiu um papel ativo no movimento pela proclamação da República. Fez o curso do Estado Maior de 1ª Classe e foi promovido a alferes (atual "aspirante-aoficial"). Graduou-se como bacharel em Matemática e em Ciências Físicas e Naturais e participou dos movimentos abolicionista e republicano por volta de 1890. Em 1889, Rondon participou da construção das Linhas Telegráficas de Cuiabá, assumindo a chefia do distrito telegráfico de Mato Grosso, e foi nomeado professor de Astronomia e Mecânica da Escola Militar, cargo do qual se afastou em 1892. Entre 1900 e 1906 dirigiu a construção de mais uma linha telegráfica, entre Cuiabá e Corumbá, alcançando as fronteiras do Paraguai e da Bolívia.

Começou a construir a linha telegráfica de Cuiabá a Santo Antonio do Madeira, em 1907, sua obra mais importante. A comissão do Marechal foi a primeira a alcançar a região amazônica. Nesta mesma época estava sendo feita a ferrovia Madeira-Mamoré, que junto com a telegráfica de Rondon ajudaram a ocupar a região do atual estado de Rondônia. Rondon fez levantamentos cartográficos, topográficos, zoológicos, botânicos, etnográficos e lingüísticos da região percorrida nos trabalhos de construção das linhas telegráficas. Por sua contribuição ao conhecimento científico, recebeu várias homenagens e muitas condecorações de instituições científicas do Brasil e do exterior.

Foi convidado pelo governo brasileiro para ser o primeiro diretor do Serviço de Proteção aos Índios e Localização dos Trabalhadores Nacionais (SPI), criado em 1910. Incansável defensor dos povos indígenas do Brasil ficou famosa a sua frase: "Morrer, se preciso for; matar, nunca."

Entre 1919 e 1925, foi diretor de Engenharia do Exército e, após sucessivas promoções, chegou a general-de-divisão. Em 1930, solicitou sua passagem para a reserva do Exército. Nos anos 40 virou presidente do Conselho Nacional de Proteção aos Índios (CNPI), cargo em que permaneceu por vários anos. Em 1955, o Congresso Nacional conferiu-lhe a patente de marechal. E no ano seguinte, o então estado de Guaporé, passou a ser chamado de Rondônia em homenagem ao seu desbravador. Faleceu no Rio de Janeiro, em 19 de janeiro de 1958, com quase 93 anos.

Este ano, Revista MAD completa 61 anos


Veja infográfico com as clássicas dobradinhas da publicação, além de entrevista com o editor brasileiro

A revista MAD vai completar 61 anos em outubro. A publicação, lançada nos EUA em 1952, surgiu de uma ideia do cartunista Harvey Kurtzman, criador do mascote Alfred E. Neuman.

Em 2012, para comemorar a data, a Time Home Entertainment lançou o livro "Totally MAD: 60 Years of Humor, Satire, Stupidity and Stupidity" ("MAD Total: 60 Anos de Humor, Sátira, Idiotices e Idiotices", em português).
Veja infográfico com as clássicas dobradinhas da revista abaixo

Organizado por décadas, "Totally MAD" terá 256 páginas com informações sobre a origem da revista, além de trabalhos dos escritores e ilustradores que fizeram parte de sua história - o "grupo habitual de idiotas", como eles costumam se autodenominar.
O mascote Alfred E. Neuman em uma de suas primeiras aparições e na capa do livro de 60 anos da MAD. Foto: Divulgação
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Entre os nomes famosos que passaram por sua redação, estão Al Jaffee, Dave Berg, Don Martin, Sergio Aragonés e Antonio Prohias. "Certamente a revista me influenciou. Eu adorava as sátiras, os microcartuns do Aragonés, as crônicas da classe média americana que o Dave Berg fazia, o humor enlouquecido do Don Martin. Foram modelos que me iluminaram bastante", disse o cartunista Laerte Coutinho ao iG .
Para o quadrinista  Gustavo Duarte , a MAD teve um papel importante em sua formação artística. "Nomes como Aragonés e Don Martin me influenciaram e influenciam até hoje. Esses caras eram o que eu queria ser quando crescer. Muito do que aprendi de humor e narrativa gráfica vem dali."
MAD no Brasil
No Brasil, a MAD passou por quatro editores diferentes. Sua estreia ocorreu em 1974, na Editora Vecchi. Em 1983, a publicação foi para a Record, que cancelou a revista em 2000. De 2000 a 2006, ficou com a Mythos. Em 2008, voltou às bancas pela Panini, com quem permanece até hoje. Desde a sua primeira publicação no país até 2008, a MAD brasileira foi editada pelo jornalista e cartunista Otacílio D’Assunção, o Ota. Depois de sua saída, a publicação ficou nas mãos de Raphael Fernandes, seu atual editor.


Divulgação
Capa da MAD brasileira que satiriza o seriado "Game of Thrones"

Em conversa com o iG , Raphael falou sobre as diferenças entre as publicações nos EUA e no Brasil e sobre o aniversário da edição nacional, que completa 40 anos em 2014.
iG: Como você começou a trabalhar na MAD?
Raphael Fernandes: Eu era editor assistente da Marvel e DC na editora Mythos. Um dia vi o editor que fechava a MAD Especial, que era feita em São Paulo (a MAD mensal era então feita por Ota no Rio de Janeiro), montar a revista com uma imagem que já havia sido utilizada. Comentei com ele e em poucos dias a MAD Especial já estava comigo, em 2006. A partir do número 8, lançado pela Panini em 2008, assumi a revista mensal.
iG: Qual a principal diferença entre a Mad do Brasil para a dos EUA?
Raphael Fernandes:  Eles estão muito presos à fórmula da MAD dos anos 1960. Caras como o Dave Berg, o Sérgio Aragonés, ficaram por muito tempo fazendo seções fixas, eles não ousam.
A nossa sátira é completamente anárquica. A que fizemos do seriado "Game of Thrones", por exemplo, começa como uma sátira normal da MAD e fica tão louca que vira uma história própria. Somos mais ousados. Damos liberdade para os desenhistas que temos aqui.
A vantagem deles nos EUA é ter anunciantes. Nós só vivemos de banca. Além disso, eles têm alguns artistas com os quais é difícil competir, principalmente o das dobradinhas. Elas são insuperáveis, não dá para imitar. É muito difícil fazer aquilo e o cara que faz tem 90 anos - está há 50 anos na MAD.
iG: Quanto da MAD brasileira é de material nacional?
Raphael Fernandes:  Antes havia 50% de conteúdo gringo, hoje temos 70% de material nacional. Às vezes os leitores enviam cartas dizendo que detestaram a parte nacional da MAD, mas só falam de conteúdo gringo - prova que os leitores são realmente idiotas (risos).
iG: Qual a tiragem atual da revista no Brasil? Raphael Fernandes: Em torno de 10 a 15 mil exemplares mensais.
iG: Em outubro a MAD comemora 60 anos nos EUA. Vocês pretendem fazer alguma coisa na edição nacional?
Raphael Fernandes: Por enquanto não pensamos em nada para os 60 anos da MAD gringa. Talvez algum reflexo do que sair lá fora. O lance agora é a edição número 50 da MAD brasileira. Desde a época da Record somos a primeira editora a chegar ao número 50. E tem os 40 anos da MAD no Brasil, em 2014, que está chegando.
by Ultimo Segundo

Pastor Feliciano manda prender manifestante que o chamou de 'racista'



BRASÍLIA - O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, Pastor Marco Feliciano, determinou à polícia legislativa que detivesse um dos manifestantes que faziam protesto contra ele durante sessão da comissão na tarde desta quarta-feira, 27.
Veja também:
Feliciano concede entrevista a jornalistas antes da sessão na Câmara - Andre Dusek/AE
Andre Dusek/AE
Feliciano concede entrevista a jornalistas antes da sessão na Câmara
A sessão começou às 14h22 e a ordem de Feliciano para a retirada do rapaz do local foi dada cerca de apenas 10 minutos depois do início dos trabalhos, após o deputado ter sido acusado de racista pelo manifestante. Marcelo Régis foi levado para a sede da polícia legislativa para prestar depoimento.
Depois da confusão, Feliciano tentou dar prosseguimento aos debates, mas logo suspendeu a sessão e transferiu a audiência pública para outro plenário, onde só poderão participar parlamentares, jornalistas e assessores.
A comissão havia começado a discutir a situação dos corintianos presos na Bolívia. Agora a audiência pública que ocorrerá em novo local vai debater a contaminação de pessoas por chumbo na cidade Santo Amaro da Purificação (BA).
by Estado de São Paulo

Marco Feliciano diz que direitos das mulheres atingem a família

  • Em entrevista para livro, deputado e pastor diz que reivindicações feministas estimulam o homossexualismo


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Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) no plenário da Câmara
Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo
Pastor Marco Feliciano (PSC-SP) no plenário da CâmaraAILTON DE FREITAS / AGÊNCIA O GLOBO
RIO — As críticas do atual presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, Marco Feliciano (PSC-SP), avançam também em outra direção: o direito das mulheres. Em entrevista para o livro “Religiões e política; uma análise da atuação dos parlamentares evangélicos sobre direitos das mulheres e LGBTs no Brasil”, ao qual O GLOBO teve acesso, o deputado critica as reivindicações do movimento feminista e afirma ser contra as suas lutas porque elas podem conduzir a uma sociedade predominantemente homossexual.
“Quando você estimula uma mulher a ter os mesmos direitos do homem, ela querendo trabalhar, a sua parcela como mãe começa a ficar anulada, e, para que ela não seja mãe, só há uma maneira que se conhece: ou ela não se casa, ou mantém um casamento, um relacionamento com uma pessoa do mesmo sexo, e que vão gozar dos prazeres de uma união e não vão ter filhos. Eu vejo de uma maneira sutil atingir a família; quando você estimula as pessoas a liberarem os seus instintos e conviverem com pessoas do mesmo sexo, você destrói a família, cria-se uma sociedade onde só tem homossexuais, você vê que essa sociedade tende a desaparecer porque ela não gera filhos”, diz ele na página 155, em declaração dada em junho de 2012.
Para o pesquisador Paulo Victor Lopes Leite, do Instituto de Estudos da Religião (Iser), um dos autores do estudo, a posição de Feliciano não é exceção: reflete o pensamento majoritário defendido pelos integrantes da Frente Parlamentar Evangélica.
— Constatamos que os parlamentares evangélicos trabalham com a ideia de pânico moral, que se manifesta sempre que qualquer atitude ou comportamento se mostra diferente do conceito de família patriarcal, com pai, mãe e filhos. É a ideia de pânico moral que faz com que rejeitem qualquer transformação natural da sociedade, como o casamento igualitário e a necessidade de se discutir a legalização do aborto — avalia.
As afirmações de Feliciano causaram revolta nos movimentos feministas. Para Hildete Pereira de Melo, professora da UFF e pesquisadora de relações de gênero e mercado de trabalho, as convicções do parlamentar são atrasadas porque não acompanham as necessidades da sociedade.
— Ele é misógino e homofóbico. Desde a invenção da pílula anticoncepcional, os casais heterossexuais podem manter vida sexual ativa sem que a gravidez ocorra. Atribuir aos homossexuais a responsabilidade pela destruição da família é um delírio. A destruição tem como culpado o homem, que sai de casa e abandona os filhos quando o relacionamento termina. É preciso entender que os filhos são responsabilidade do casal, e não apenas da mulher — critica.


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