sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Meus Problemas Acabaram!!!! REcebi por email de uma vidente., embora eu nao tenha pedido consulta alguma. Lamento pelo perigo que corre "meu amor!". Nao posso ajuda-lo. A vidente esqueceu de me dizer o nome dele e o endereço. De preferencia o cel. by Deise



Seu amor está em perigo


Deise,

Sim, foi isso que eu senti há pouco, por ocasião de minha sessão de meditação diária. Estava a pensar em certas pessoas que são minhas amigas e minhas protegidas, e das quais você faz parte. Quando pronunciei seu nome Deise, senti de imediato que era possível que você tivesse um problema urgente a resolver em sua vida emocional e sentimental.

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Quando senti essas vibrações concentrei-me inteiramente em sua imagem astral e penso ter visto algumas dificuldades sentimentais em sua vida. Talvez me engane, mas isso é muito raro. Tudo me indica que você tem um nó emocional que é preciso eliminar o mais depressa possível para que possa beneficiar das influências de Vênus que vão estar presentes nas próximas horas.

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Além disso, fique sabendo que as pessoas que me solicitam esta ação mágica podem ter de esperar alguns dias para que eu tenha tempo para a realizar. Para si, e como símbolo de nossa amizade, vou realizar essa ação logo que você clicar no link abaixo:

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Deise, fico à espera de suas notícias o mais brevemente possível. Logo que tiver recebido seu acordo, envio-lhe de imediato instruções secretas que vai ter de seguir enquanto eu realizo sua ação mágica imediata de amor.

Sua amiga que pensa sempre em si,







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Já em 2010. E os homens involuem tanto a ponto de se tornarem bestiais. Nem irracionais, matam suas parceiras. Tenho para mim, que um homem que ousa levantar a mão para uma mulher, não foi parido. Não saiu de uma. Estes, sem excessão foram CAGADOS. by Deise


30/07/2010 

'Ele cavou uma cova para mim', diz 




mulher vítima de violência


G1 visitou abrigo onde moram mulheres ameaçadas pelos ex-companheiros.
Elas temem reencontrar os agressores e esperam recomeçar a vida

Ana Cláudia tem pouco menos de 30 anos e passou quase um terço da vida sendo agredida pelo ex-companheiro. Um dia, chegou em casa do trabalho e havia uma cova no quintal. Era uma maneira encontrada pelo ex para intimidá-la.
"[Ele] me ameaçava de morte. Teve um dia que cheguei do serviço e no fundo do meu quintal tinha um terreno e tinha um buraco onde ele ia me enterrar. Várias vezes falou que ia me matar, dar facadas, cortar meu corpo em pedacinho, ia enterrar e que ninguém ia me encontrar. (...) Ele cavou uma cova. (...) No dia que vi aquele buraco, você não tem noção de como fiquei apavorada. Eu só estou viva hoje porque eu procurei ajuda, eu fui na delegacia da mulher e eles me encaminharam para o abrigo, senão eu não estava viva hoje", disse –confira no vídeo ao lado.
Ele cavou uma cova. (...) No dia que vi aquele buraco, você não tem noção de como fiquei apavorada. Eu só estou viva hoje porque eu procurei ajuda"
Ana Cláudia, vítima de violência doméstica
A história de Ana Cláudia é uma entre as de muitas mulheres vítimas de violência. Atualmente, os noticiários dão destaque aos casos de Eliza Samudio, ex-amante do ex-goleiro do Flamengo Bruno Souza, desaparecida há mais de um mês, e da advogada Mércia, encontrada morta em junho. Mas a maioria dos casos não aparece no noticiário.
G1 visitou uma casa-abrigo onde moram mulheres e seus filhos, que fugiram dos companheiros e tentam recomeçar uma nova vida após agressões e ameaças. Os nomes das mulheres vítimas de violência citadas na reportagem foram alterados a pedido das entrevistadas.
As ameaças e agressões contra Ana Cláudia começaram quando ela começou a trabalhar.
“Ele não acreditava em mim, achou que eu ficava com homens no meio da rua. Um dia ele judiou muito de mim, fez machucado bem grande na minha cabeça. Ele arrancou a porta, jogou na minha perna. Arrancou metade dos meus cabelos. (...) Ainda tô fazendo tratamento psicológico. Para ter ânimo. Um dia juntei todos os comprimidos e fiquei três dias dormindo, tipo um coma de três dias. Não acordava. Eu não via mais razão para viver, eu queria destruir aquela vida, porque não estava mais fazendo sentido para mim.”
Ela mora no abrigo e atualmente faz curso na área de construção civil. O maior medo é reencontrar o ex-companheiro, que ela classifica como "perigoso". “Eu tenho muito medo dele, da família, de tudo, dos amigos, de tudo dele eu tenho medo, eu saio e fico que nem doida no meio da rua, toda hora olhando para trás, se alguém olha muito eu tenho que sair de perto.”
O medo de Ana Cláudia tem razão de existir, de acordo com a advogada Maria Aparecida da Silva, especializada em violência contra mulher. Ela conta que a ida ao abrigo é necessária nos casos em que a mulher corre risco de morte e que, na maioria das vezes, os ex-companheiros insistem em procurar as mulheres. Por isso, elas vivem sob absoluto sigilo, sem poder contar nem mesmo a parentes onde estão. Quando chegam, passam cerca de 30 dias sem contato com o mundo externo. Depois da “trintena”, podem fazer ligações sob a supervisão de educadoras para garantir que não vão revelar o próprio paradeiro.
A coordenadora da casa-abrigo visitada pelo G1, que cuida da organização da casa e recepciona pessoalmente as mulheres - o nome dela foi preservado pela segurança do local -, diz que o trabalho sobre a importância de manter o sigilo da casa é constante.
"A tendência é esquecer o risco. Por isso a gente trabalha todo dia com elas, não no sentido de aterrorizar. Trabalhar o medo saudável. Tem dois tipos de medo: o que paralisa é horroroso, a pessoa nunca mais caminha. O medo saudável é aquele que preserva minha vida, minha segurança e ao mesmo tempo me permite ir à luta", diz a coordenadora.
O abrigo visitado pela reportagem fica na Grande São Paulo. É uma casa normal em uma rua tranquila, sem muito movimento. Há vários quartos - algumas famílias maiores ficam em um único ambiente e outras dividem o espaço -, refeitório, sala de TV, cozinha, copa, lavanderia e quintal para as crianças brincarem. Algumas mulheres estão sozinhas, outras com seus filhos. Vítimas de violência doméstica, estão ali porque psicólogos e assistentes sociais identificaram que havia risco de morte.
Refeitório de abrigo para mulheres vítimas de violência na Grande São PauloRefeitório de abrigo para mulheres vítimas de violência na Grande São Paulo (Foto: Mariana Oliveira / G1)
Fracasso
A coordenadora do abrigo conta que as mulheres chegam no local com "sentimento de fracasso". "A nossa sociedade nos ensinou que somos responsáveis pelo sucesso do casamento, pelo sucesso dos filhos, dessa vida familiar. Então, quando chegam aqui, além da perda material, da perda dos objetos pessoais, chegam com muita raiva, outras com muita tristeza. O sentimento de fracasso é geral e na maioria das vezes elas saem agressivas no sentido de defesa. Elas chegam muito indignadas, 'eu não dei certo', 'eu fracassei', 'ele é um criminoso, mas está lá fora solto e eu estou aqui presa'."
Para a advogada Maria Aparecida da Silva, é uma distorção as mulheres ficarem privadas de liberdade enquanto seus agressores ficam soltos. “É injusto e desumano uma mulher ter que se retirar de sua condição de mãe, de esposa, da família, ser retirada de seu convívio, de sua comunidade, para ter de ficar presa enquanto agressor fica solto, é injusto.”
Ana Cláudia afirmou que, quando conheceu o ex-companheiro, ele não era violento. “Ele nunca mostra quem é no começo, sabe a pessoa tem várias faces, tem palavra para tudo que perguntam. É boa para as pessoas na rua, quem vê fala ‘nossa essa pessoa não é assim’.Tem estudo, profissão boa, tem tudo para ser uma pessoa educada, sabe conversar com mendigo até prefeito, governador. Mas com companheira dele em casa, quando abre a porta, deixa tudo de bom que tinha lá fora.”
Sofri em minha casa durante 10 anos. Eu sofri vários tipos de violência, psicológica e agressões físicas. Eu não aguentava mais. Eu decidi que tinha de denunciá-lo e através da minha denúncia vim para o abrigo"
Lúcia, vítima de violência doméstica
Lúcia, que também falou com o G1, passou mais de dez anos em situação de violência. "Ele me batia muito, usava armas, me ameaçou com armas. Me intimidava, a primeira coisa que fazia era me apontar um revólver. Convivi durante todo o tempo com esse tipo de situação. (...) Sofri em minha casa durante 10 anos. Eu sofri vários tipos de violência, psicológica e agressões físicas. Eu não aguentava mais. Eu decidi que tinha de denunciá-lo e através da minha denúncia vim para o abrigo. Eu descobri que [ele] era violento depois de um ano de casado, aí descobri quem era a pessoa dele.”
Assim como Ana Cláudia, Lúcia também teme encontrar o ex-companheiro. “Por incrível que pareça, estou dois anos afastada e ele ainda me procura. Eu tenho muito medo, de ele me encontrar se ele chegar a me encontrar. Porque ele pode me matar, onde ele me achar ele me mata.”
De acordo com especialistas, as mulheres que sofrem violência podem buscar informações no disque-denúncia 180. Devem ainda buscar orientação dos centros de referência de apoio à mulher em seus municípios, que orientam sobre as medidas de abrigamento e as medidas judiciais contra o ex-companheiro.
Nos abrigos, as mulheres fazem cursos e aprendem profissões. Elas ficam nas casas por, no máximo, um ano e meio. Nesse período, técnicos ajudam para a obtenção de um emprego e também auxiliam para que a pessoa regularize a sua documentação pessoal. Depois, cada uma segue a sua vida, muitas vezes em cidades diferentes.
Medo de perder os filhos
Cristina é uma das pessoas que está há menos tempo no abrigo visitado pela reportagem. Ela chegou ao local com os filhos, mas relutou em buscar ajuda por medo de perder a guarda. "Eu não denunciava porque tinha medo que pudessem tomar meus filhos de mim."
Ele tinha muito ciúme, até do filho quando mamava, porque o menino só queria a mãe"
Cristina, vítima de violência doméstica
Ela conta que o marido batia também nas crianças. "Ele tinha muito ciúme, até do filho quando mamava, porque o menino só queria a mãe. Com o menor, chegou a espetar o garfo no céu na boca porque não queria comer feijão. O pintinho do meu filho ele puxava, torturava mesmo."
Após ligar no disque-denúncia, recebeu a orientação de que não perderia a guarda dos filhos e resolveu denunciar o próprio marido. "Ele me batia muito, resolvi denunciar no dia que ele disse que ia quebrar minhas pernas e me matar."
Cristina disse que o marido não bebia, não fumava e não usava drogas, mas já demonstrava sinais de violência antes mesmo do casamento. "Era violento com as irmãs, uma vez eu vi ele dando um soco na irmã, mas achei que nunca ia fazer isso comigo."
‘Príncipe encantado’
Priscila também mora no abrigo com os filhos. Ela conta que o marido a humilhava e chegou a botar fogo na casa. "Ele batia, humilhada, me colocava fora de casa, me deixava tomando chuva. Antes de vir para cá, ele colocou fogo na minha casa e queimou tudo que eu tinha."
Disse que as drogas o levaram a ser violento. "Quando casamos ele não era violento, falava que me amava, que iria me proteger, não ia deixar ninguém fazer nada de mal para mim. Mas ele começou a usar droga. Antes ele era um sonho, um príncipe encantado."
Lei Maria da Penha
Criada para proteger mulheres em situação de violência, a Lei Maria da Penha completa quatro anos em agosto.
abrangência da legislação gera divergências dentro do Judiciário, de acordo com magistrados consultados pelo G1. Enquanto alguns juízes entendem que a legislação vale para todos os casos de violência contra a mulher, outros consideram que ela só se aplica a relacionamentos estáveis. Para que a situação seja contornada, magistrados defendem alteração na lei para deixá-la mais clara.

by G1

530 mil mulheres denunciaram violência em 2011, diz governo


Desde 2006, foram mais de 2 milhões de atendimentos, segundo secretaria.
Central telefônica passará a atender mulheres também no exterior.

Priscilla MendesDo G1, em Brasília
6 comentários
A ministra da Secretaria de Política para Mulheres, Iriny Lopes (Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil)A ministra da Secretaria de Política para Mulheres,
Iriny Lopes (Foto: Antonio Cruz / Agência Brasil)
De janeiro a outubro deste ano, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 recebeu 530.542 ligações de mulheres que sofrem situação de violência. O dado foi divulgado nesta sexta-feira (25) pela Secretaria de Políticas para as Mulheres, que anunciou a ampliação do serviço a brasileiras que estejam em Portugal, na Espanha e na Itália.
Segundo dados da Secretaria de Políticas para as Mulheres, de abril de 2006 a outubro de 2011, a central de atendimento registrou mais de 2 milhões de atendimentos no país.
Até outubro deste ano, foram 530.542 ligações. A maior parte tem entre 20 e 40 anos e convive com o agressor por dez anos ou mais – 74% dos crimes são cometidos por homens com quem a vítimas possuem vínculos afetivos e sexuais. Além disso, 66% dos filhos presenciam a violência e 20% sofrem violência junto com a mãe.
Em números absolutos, o estado de São Paulo é o líder no ranking nacional de atendimentos em 2011, com um terço das ligações, seguido pela Bahia (53.850) e pelo Rio de Janeiro (44.345).
Quando levada em consideração a população feminina por estado a cada 100 mil mulheres, o Distrito Federal ocupa o primeiro lugar no ranking, com 792 atendimentos a cada 100 mil mulheres. Em segundo lugar está o Pará (767), seguido pela Bahia (754).
A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 será ampliada para mulheres em situação de risco na Espanha, em Portugal e na Itália. A ministra Iriny Lopes, da Secretaria de Políticas para as Mulheres, lançou o serviço nesta sexta-feira, Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher.
A partir desta sexta-feira, brasileiras que estejam na Espanha, em Portugal e na Itália poderão ligar a cobrar de qualquer aparelho telefônico para o Ligue 180 internacional. O serviço é gratuito e funciona 24 horas, com atendimento em português.
A secretaria, com apoio dos ministérios da Justiça e das Relações Exteriores, vai distribuir folhetos informativos em aeroportos, consulados e embaixadas, postos da Polícia Federal e entidades da sociedade civil que atuam na área.
Para ligações feitas na Espanha, é preciso discar 900 990 055, escolher a opção 3 e digitar o número 61-3799.0180. Em Portugal, ligar 800 800 550, opção 3, número 61-3799.0180. Na Itália, discar 800 172 211, opção 3, número 61-3799.0180.
Com o tema "Quem ama ajuda", a campanha que será divulgada em cadeia de TV e rádio a partir desta sexta-feira
A ministra Iriny Lopes disse que a ampliação do serviço de atendimento será iniciado nesses três países porque são os locais onde há maior concentração de brasileiras residentes.
Ela afirmou que, fora do Brasil, as "mulheres se sentem mais desamparadas, longe de suas famílias, com as barreiras da língua, dos costumes e precisam que o Estado brasileiro lhes dê o atendimento necessário".
O secretário-executivo do Ministério da Justiça, Luiz Paulo Barreto, que participou do lançamento, disse que o Estado "tem obrigação de estender proteção aos brasileiros que estão lá fora, que são cidadãos, são eleitores e devem contar com a assistência do governo".
Barreto disse que a Polícia Federal irá investigar todos os casos relatados, mas que o primeiro passo é retirar as mulheres da situação de risco em que se encontram. O secretário destacou que, mesmo mulheres que vão ao exterior para se prostituirem voluntariamente, "não deixam de ter direitos".
by G1
Brasil amplia atendimento às mulheres 
vítimas de violência no campo e nas fronteiras

29/11/2012 12:41 - Portal Brasil


Serão entregues 54 unidades móveis de atendimento para garantir assistência social, jurídica e psicológica às mulheres do campo e da floresta vítimas de violência

Durante o 2º Encontro de Parceria Global Pelo Fim da Violência Contra a Mulher, a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) apresentou ações que irão intensificar o atendimento às mulheres do campo, da floresta e nas fronteiras do País, vítimas de violência.


Para reverter o quadro, a secretaria está renovando o Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, um acordo que envolve estados e municípios

De acordo com a ministra Eleonora Menicucci, o governo brasileiro vai abrir em 2013, mais três unidades dos Serviços de Atendimento Binacional que, em parceria com governos vizinhos, oferece assistência especializada às migrantes que sofrem violência. Essas unidades serão implantadas em Corumbá (MS), na fronteira com a Bolívia; em Santana do Livramento (RS), próximo ao Uruguai; e em Brasileia (AC), perto da Bolívia.

“Será priorizado o atendimento às mulheres vítimas de violência nas nossas fronteiras, principalmente nas secas. Por meio do serviço, há ações de prevenção e de capacitação das pessoas que trabalham nas delegacias locais para o apoio especializado a essas mulheres, e o repatriamento das vítimas”, enfatizou, Eleonora Menicucci.

O Brasil tem atualmente unidades semelhantes em Pacaraima (RR), na fronteira com a Venezuela; no Oiapoque (AP), próximo à Guiana Francesa; e em Foz do Iguaçu (PR), na tríplice fronteira, entre Paraguai, Argentina e Brasil.

Durante o evento, a ministra destacou, como parte das ações de proteção às brasileiras no exterior, o Ligue 180, que há um ano atende vítimas de violência na Espanha, em Portugal e na Itália.


Atendimento internacional do 180

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Levantamento da Secretaria de Políticas para as Mulheres indica que, de janeiro a outubro, o serviço recebeu 62 ligações procedentes, das quais 34% vindas da Espanha, 34% da Itália e 24% de Portugal. A maior parte dos atendimentos (35%) correspondia a relatos de violência, 4% a tráfico de pessoas e 2% a cárcere privado. De acordo com a ministra, foi identificado um alto percentual (22%) de pedidos de informação relacionado ao sequestro internacional de crianças.

Dados do Ministério da Justiça revelam que, em seis anos, quase 500 brasileiros e brasileiras foram vítimas do tráfico de pessoas. Do total, 337 casos, que representam mais de 70% dos registros feitos de 2005 a 2011, referem-se à exploração sexual. O diagnóstico aponta que o Suriname, que funciona como rota para a Holanda, é o país com maior número de ocorrências, com 133 casos, seguido da Suíça, com 127. Na Espanha, o número de vítimas brasileiras chegou a 104 e, na Holanda, a 71.


Vítimas do campo

Em março de 2013, serão entregues 54 unidades móveis de atendimento para garantir assistência social, jurídica e psicológica às mulheres do campo e da floresta vítimas de violência. A ideia, é que cada estado receba duas unidades.

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“Um dos nossos grandes desafios é garantir atendimento e informação às mulheres do campo e da floresta, que têm dificuldade de acesso aos serviços [da rede de enfrentamento à violência, como delegacias especializadas e centros de referência], geralmente localizados nos centros urbanos”, enfatizou a ministra.

De acordo com o Mapa da Violência, elaborado pelo Instituto Sangari e pelo Ministério da Justiça, Espírito Santo, Alagoas e Paraná são os estados com as taxas mais elevadas de violência contra a mulher. O Brasil é o sétimo colocado no ranking de 84 países com o maior número de homicídios de mulheres. A cada ano, morrem cerca de 4,4 mil brasileiras, totalizando 43,7 mil vítimas na última década.

Para reverter o quadro, a secretaria está renovando o Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher, um acordo que envolve estados e municípios. Segundo a SPM, quatro estados já assinaram a repactuação – o Espírito Santo, a Paraíba, o Amazonas e o Distrito Federal -, para os quais foram repassados R$ 5 milhões. Os recursos devem ser investidos em melhorias das estruturas e dos serviços de atendimento às mulheres em situação de violência.

A secretaria também disponibiliza o Ligue 180 - Central de Atendimento à Mulher -, que funciona 24 horas por dia ao longo de todo o ano, para receber e encaminhar denúncias das vítimas. Desde a criação, em 2006, a central atendeu mais de 3 milhões de pessoas, em uma média diária de 2 mil ligações. Dos atendimentos feitos, 56,65% são denúncias de violência física e 27,21% de violência psicológica.

Rede de Enfretamento à Violência

O conceito de rede de enfrentamento à violência contra as mulheres diz respeito à atuação articulada entre as instituições/serviços governamentais, não-governamentais e a comunidade, visando ao desenvolvimento de estratégias efetivas de prevenção; e dePolíticas que garantam o empoderamento das mulheres e seus direitos humanos, a responsabilização dos agressores e a assistência qualificada às mulheres em situação de violência.


Fonte:
Agência Brasil
Secretaria de Políticas para as Mulheres

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