12/01/2013

Sisu registra quase 2 milhões de inscritos, diz Ministério da Educação



Inscrições foram encerradas as 23h59 de sexta-feira (11).
Primeira chamada sai na próxima segunda-feira.


O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do Ministério da Educação registrou até as 23h59 desta sexta-feira (11) o total de 1.949.958 candidatos que irão concorrer a 129.319 vagas em 3.752 cursos de ensino superior de 101 instituições públicas (federais ou estaduais).
De acordo com o MEC, no ano passado o sistema registrou 1.757.399 inscritos. O balanço final foi informado na manhã deste sábado (12) no site do MEC.

A primeira chamada será divulgada na segunda-feira (14) e as matrículas acontecem entre 18 e 22 de janeiro. O sistema vai selecionar candidatos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2012. Um novo balanço com todos os números referentes à primeira edição deste ano do Sisu será divulgado também na segunda.

Como cada candidato pode fazer inscrição em duas opções de curso, o número de inscrições registradas foi de 3.801.894. Em 2012, o Sisu teve 3.411.111 inscrições. O sistema considerou apenas inscrições feitas por estudantes no site sisualuno.mec.gov.br.
Veja a seguir as instruções dos próximos passos do processo seletivo deste semestre:

Na tarde desta sexta-feira, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) decidiu derrubar a segunda liminar que suspendia o prazo para inscrições e a divulgação dos resultados do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

A decisão, favorável ao Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), libera o calendário do sistema definido pelo MEC em dezembro.

Os prazos haviam sido suspensos depois que um candidato obteve decisão favorável do juiz federal substituto Gustavo Chies Cignachi, da Vara Federal de Bagé, o mesmo que havia concedido, um dia antes, uma liminar idêntica à estudante Thamisa Borba. O MEC recorreu das duas decisões e, na quinta, conseguiu suspender a liminar de Thamisa.
Quem pode participar do Sisu 2013?
Apenas quem fez o Enem 2012 e tirou nota maior do que zero na prova de redação. O resultado no exame é a pontuação utilizada para selecionar os candidatos nas vagas escolhidas. Para se inscrever, basta usar o CPF ou o número de inscrição no Enem, além da senha cadastrada no sistema do Enem, que será a mesma utilizada pelo Sisu. Quem perdeu a senha do Enem deverá recuperá-la no site do exame.
VEJA O CALENDÁRIO DO SISU 2013
7 a 11 de janeiro
Período de inscrições do Sisu
14 de janeiro
Primeira chamada do Sisu
18 a 22 de janeiro
Matrícula da primeira chamada do Sisu
28 de janeiro
Segunda chamada do Sisu
1º a 5 de fevereiro
Matrícula da segunda chamada do Sisu
28 de janeiro a 8 de fevereiro
Prazo para participar da lista de espera
a partir de 18 de fevereiro
Convocação dos candidatos da lista de espera
Como funciona a seleção?
Após o período de inscrição, o sistema selecionará automaticamente os candidatos com maior pontuação, na quantidade referente ao número de vagas em cada curso. O resultado desta seleção será divulgado na primeira chamada, no dia 14.
Os candidatos selecionados em sua primeira opção de curso devem fazer a matrícula entre os dias 18 e 22 de janeiro. Eles não poderão participar das chamadas seguintes.
Quem for selecionado na segunda opção continuará participando da seleção, inclusive quem fizer a matrícula no mesmo período, e poderá ser convocado na segunda chamada para sua primeira opção de curso. A segunda chamada está prevista para o dia 28.
A matrícula dos convocados na segunda chamada acontece entre 1º e 5 de fevereiro.
Como funciona a lista de espera?
No dia 28 o Sisu abre as inscrições para a lista de espera, que podem ser feitas até 8 de fevereiro. Para se inscrever, é preciso acessar o sistema durante esse período especificado, no boletim de acompanhamento, clicar no botão que correspondente à confirmação de interesse em participar da lista de espera do Sisu.
Dessa lista podem participar tanto quem não foi convocado em nenhuma chamada quanto quem foi selecionado em sua segunda opção - mesmo tendo feito matrícula. Porém, cada candidato só poderá disputar as vagas remanescentes relativas à sua primeira opção.
A lista será divulgada em 18 de fevereiro. A partir daí, a seleção será feita gradativamente pelas instituições.
Como a lei de cotas será aplicada no Sisu?
No ato da inscrição, o candidato também deverá especificar a modalidade de concorrência da qual quer participar. Ele poderá concorrer às vagas reservadas pela Lei nº 12.711, de 29 de agosto de 2012.
A lei determina que, até 2016, 50% das vagas das instituições federais sejam para alunos que fizeram todo o ensino médio em escola pública. Além disso, metade deste índice será para alunos com renda familiar até 1,5 salário mínimo. Há ainda um percentual para estudantes autodeclarados pretos, pardos e indígenas de acordo com a proporção desta população no estado da instituição, segundo o IBGE.
Em 2013, pelo menos 30% do total de vagas ofertadas pelas universidades serão preenchidas nestes critérios.
O candidato inscrito no Sisu pode se inscrever no Prouni?
Sim, mas só podem participar do Prouni quem cursou todo o ensino médio em escola pública ou foi bolsista integral em uma particular. A seleção do Prouni também será feita usando a nota do Enem 2012.
Porém, apenas um dos resultados será considerado. Caso o candidato seja aprovado pelo Sisu para uma vaga em universidade pública, mas também receba uma bolsa de estudos do Prouni para uma instituição privada, ele terá que optar por apenas uma delas, já que não é permitido acumular as duas vagas.

"Prefiro a paz mais injusta à mais justa das guerras." - Cícero



Onda de violência varre o Oriente 

Médio e paz continua distante

Guerra civil na Síria provoca mais de 40 mil mortes e deixa 500 mil refugiados. Votação histórica na ONU eleva Palestina a estado observador.


Em 2012, uma onda de violência varreu a região do Oriente Médio. A Primavera Árabe ainda está longe dos seus ideais.
Malala, menina paquistanesa que sonha ser médica, foi covardemente atacada por fanáticos do Talibã. Ela se tornou um símbolo da luta pela liberdade, uma luta que tantos outros também travaram.
Síria atravessa o ano assolada pela guerra civil. O presidente Bashar Al-Assad segue com promessas de esmagar o inimigo com mão de ferro. Civis são alvos em todo o país. Já são mais de 500 mil refugiados e mais de 40 mil mortos. Não há cessar-fogo, nem acordo de paz.
O conflito extrapola as fronteiras e Síria e Turquia estremecem. Rússia e China são grandes aliados do governo, mas outras cem nações reconhecem que a oposição é a legítima representante do país.
Irã segue com seu programa nuclear, ameaça um navio de guerra americano e faz testes com mísseis no estreito de Ormuz.
O ano é de atentados devastadores no Iraque, no Líbano e no Afeganistão, mas a Primavera Árabe dá alguns sinais. A eleição no Iêmen põe fim a três décadas de poder de Ali Saleh. Na Tunísia, o ex-ditador Ben Ali é condenado à prisão perpétua, mesma punição de Hosni Mubarak. O ex-presidente do Egito chegou a ter a morte anunciada, mas não confirmada.
Na praça Tahir, no coração do Cairo, houve protestos o ano inteiro. Os egípcios entraram 2012 exigindo a saída dos militares do poder. Nas eleições, elegem Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana, mas ele enfrenta uma crise após a outra. Ainda é frágil a democracia no país.
É frágil também o cessar-fogo entre Israel e a Palestina. Este ano, a escalada de provocações culminou com um ataque aéreo fulminante. O líder militar do Hamas é morto na Faixa de Gaza e o que se sucede deixa o mundo assustado. Um acordo é anunciado após oito dias.
Na ONU, uma votação histórica: a Palestina é elevada a estado observador. O ano de 2012 chega ao fim com as mesmas velhas dúvidas: a paz virá um dia?

Único sobrevivente de chacina na Síria conta como escapou



Mohammed Ali tomou cinco tiros e foi única vítima a escapar com vida de chacina que matou outras 20 pessoas.


Mohammed Ali trabalha como vendedor em um posto de gasolina no sul da Turquia. Mas a história que ele diz ter protagonizado é uma das mais impressionantes do conflito na Síria.Assista ao vídeo.
Durante o mês sagrado do Ramadã, em agosto de 2012, Ali conta ter decidido viajar de Beirute, a capital do Líbano, para o vilarejo no norte da Síria onde mora sua família.
Um dia, ele resolveu ir a Aleppo, a maior cidade da Síria, para fazer compras.
''Fui lá para comprar um telefone celular e um chip. Fui parado em um posto de controle. Os milicianos armados (pró-governo) perguntaram de onde eu era. Eles pediram meu passaporte e identidade. Levaram tudo que eu tinha: meus telefones, meus anéis de ouro. Me colocaram no porta-malas de um carro. E nos levaram para um edifício de inteligência da Força Aérea'', relata.
Mohammed Ali tomou cinco tiros e foi única vítima a escapar com vida de chacina que matou outras 20 pessoas.  (Foto: BBC)Mohammed Ali tomou cinco tiros e foi única vítima a escapar com vida de chacina que matou outras 20 pessoas. (Foto: BBC)
''Após três dias sem comida ou sem água, tarde da noite, os homens armados disseram que iam nos levar para outra estação. Éramos 21 pessoas, nos levaram para uma área deserta.''
''Fui atingido por cinco balas'', afirma, indicando cada um de seus ferimentos. ''Uma delas me atingiu no ouvido, outra entrou no meu ombro, duas atingiram minha perna, e outra, meu quadril.''
Único sobrevivente
Após ter sido atingido pelos disparos, ele conta que desmaiou e ficou inconsciente por 10 a 15 minutos. Quando acordou, conta que ouviu o carro que os tinha trazido ao local saindo em disparada e que todos os demais 20 prisioneiros levados ao local juntamente com ele estavam mortos.
''Consegui me levantar e comecei a caminhar, mas caía a cada 10 minutos. Bati em uma porta, uma mulher atendeu e disse que não havia ninguém ali e que eu tentasse outra casa.
Na casa seguinte, relata, ''quatro homens abriram a porta. Tive medo de dizer que eu fora atingido por forças do governo, no caso de eles trabalharem para o regime. Então, disse a eles que haviam atirado contra mim e levado todo o meu dinheiro''.
''Eles me perguntaram: 'Onde quer que nós o levemos?' E eu disse: 'Para qualquer lugar, estou sangrando há duas horas.''
Mohammed foi levado a um hospital. Após ter se recuperado, conseguiu cruzar ilegalmente a fronteira da Síria com a Turquia, onde, atualmente, batalha para sobreviver.
Antes da guerra civil na Síria, ele era bem pago como alfaiate. Agora, dorme em um colchão em um quartinho que aluga aos fundos do posto de gasolina onde trabalha. O quarto nem sequer tem uma cadeira.
''Não tenho qualquer plano, agora'', afirma. Ele conta que pretende recomeçar a fazer roupas, mas precisa de documentos para provar sua identidade.
Ele agora tem tempo de sobra para refletir sobre a sua ''segunda vida''. E o porquê de ele ter sido o único sobrevivente entrev 21 pessoas.
''Não sei'', afirma, com um sorriso. ''Talvez seja porque eu pude suportar os tiros. No Islã, acreditamos que ninguém morre antes da sua hora. Talvez a minha hora ainda não tivesse chegado.''
É impossível comprovar a veracidade de seu relato, assim como o de deiversos outros refugiados que fugiram da Síria deixando para trás documentos ou fotografias.
by G1

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