07/01/2013

Gérard Depardieu: “Tenho um passaporte russo, mas sou francês”


O ator Gérard Depardieu falou nesta segunda-feira (7) com a imprensa pela primeira vez desde o início da polêmica com o governo francês, que culminou com o ator recebendo um passaporte russo no último domingo (6). Depardieu negou que está deixando a França e que pretende fugir do plano de aumentar os impostos dos mais ricos, proposto pelo presidente da França, François Hollande.
O ator conversou com o canal esportivo L’Equipe 21 após participar da cerimônia de premiação Bola de Ouro, da Fifa, como conta o jornal Le Figaro.

“Eu tenho um passaporte russo, mas eu sou francês, e certamente terei dupla cidadania belga”, disse Depardieu. “Se eu quisesse fugir dos impostos, como a imprensa francesa diz, eu já teria fugido há muito tempo”.

A polêmica envolvendo o ator e o governo francês começou em dezembro, quando a imprensa noticiou que Depardieu pretendia comprar uma casa na Bélgica e se mudar para fugir do plano do governo socialista de Hollande de taxar em 75% as pessoas mais ricas do país. No domingo (6), Depardieu se encontrou com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, e recebeu um passaporte russo. Por decreto, Putin concedeu a cidadania russa a Depardieu, gerando uma onda de criticismo na França contra o ator, acusado de trair seu país de origem.
O plano de Hollande para taxar os mais ricos foi barrado pela Suprema Corte da França no dia 29 de dezembro. O governo francês prometeu reescrever o projeto e apresentar na próxima votação do Orçamento. O plano taxaria cerca de 1.500 franceses – os mais ricos do país – por dois anos, para gerar uma receita de 500 milhões de euros.

Foto: Gérard Depardieu posa com passaporte russo, em foto no último domingo. Mordovmedia.ru/AP

Saiba mais:

by Época

Sempre foi assim Só não era escancarado. Porque tinhamos vergonha de admitir agir assim. by Deise


Ao vivo, Olívio Dutra pede renúncia a José Genoino


Em entrevista à ‘Rádio Guaíba’, Olívio criticou partido na presença de condenado pelo mensalão
  • Petista histórico analisou ainda ‘negociatas’ permitidas por figuras importantes do partido



Olívio Dutra, então ministro das Cidades (2004)
Foto: Agência O Globo / Roberto Stuckert Filho
Olívio Dutra, então ministro das Cidades (2004) Agência O Globo / Roberto Stuckert Filho

RIO - Ex-governador do Rio Grande do Sul, o petista Olívio Dutra disse, nesta segunda-feira, durante programa ao vivo da “Rádio Guaíba”, que o deputado José Genoino (PT-SP) não deveria ter assumido o cargo após ter sido condenado a 6 anos e 11 meses pela participação no esquema do mensalão. Sem saber que seria confrontado, no ar, com Genoino, Dutra teve que repetir o que havia dito. O ex-governador criticou ainda o que considerou as "más companhias" do PT e o aparelhamento do Ministério das Cidades.
- Eu acho que tu deverias pensar na sua biografia, na trajetória que tem dentro do partido. Eu acho que tu deverias renunciar. Mas é a minha opinião pessoal, a decisão é tua. Não tenho porque furungar nisso - disse ele a Genoino, que negou durante entrevista ter cometido crime algum:
- Não contrariei norma sobre a conceituação do que é crime. Fiz escolhas políticas. Não podemos misturar isso com crime. Não fiz prática criminosa enquanto fui presidente do PT. Os dois empréstimos que avalizei estavam registrados no TRE e foram respondidos judicialmente pelo partido. Em relação ao julgamento do STF eu respeito, mas não tem nada definitivo. Quando elas forem, eu as cumprirei, mesmo que eu discorde. Isto faz parte da democracia.
Olívio Dutra disse ainda que José Dirceu e Genoino possibilitaram "negociatas" com dinheiro público. Ele defendeu a possibilidade de o PT explicar os erros cometidos.
- Nem (José) Genoino nem (José) Dirceu tiraram dinheiro pra si, mas possibilitaram que outras figuras usassem o dinheiro público para negociatas e outras práticas que mancham a atividade política. O PT está tendo que se explicar sobre práticas que os inimigos costumavam se explicar.
Ele afirmou na entrevista que avisou sobre as más companhias:
- Eu avisei em uma ocasião que íamos sofrer com as más companhias. Más companhias que não são somente aquelas de fora para dentro, mas também de dentro do partido à medida que vão chegando pessoas. Na medida que tu tens cargos para oferecer, há pessoas no partido que não conhecem nada da história nem da razão de ser. O PT falha nisso e deixa de ser uma escola política e passa a agregar pessoas por conta dos cargos.
by O Globo


 

Em Alta

Quando a notícia cria a notícia

  by Deise Brandão Há uma linha tênue entre informar um fenômeno e ampliá-lo. Nem sempre ela é perceptível ao leitor. Às vezes, nem ao própr...

Mais Lidas