07/01/2013

Outros, gozam de saúde invejável.... by Deise


Irmão de Fernando Lyra diz que 
estado de ex-ministro é grave

João Lyra Neto disse que Fernando Lyra tem 30% do coração funcionando.
Ele foi transferido do Hospital Português, no Recife, para o Incor, em SP.

Fernando Lyra (Foto: Reprodução / TV Globo)Fernando Lyra está internado no Incor
(Foto: Reprodução / TV Globo)
O irmão do ex-ministro Fernando Lyra, João Lyra Neto, que é vice-governador de Pernambuco, informou, na tarde desta segunda-feira (7), que o estado de saúde do ex-ministro é grave. Ele disse que, segundo o médico Luciano Baracioli, Fernando Lyra, que está internado no Instituto de Coração (Incor), em São Paulo, tem apenas 30% de capacidade do coração funcionando.
Ainda de acordo com o irmão do ex-ministro, a decisão médica é mantê-lo na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por mais 72 horas até que seja controlada a infecção urinária. A família também aguarda a chegada no próximo domingo (13) do chefe do setor de cardiologia do Incor, José Nicolau, que está nos Estados Unidos. O médico deve fazer uma avaliação do paciente para saber quais os procedimentos necessários para aumentar a capacidade de funcionamento do coração. Segundo João Lyra, o ex-ministro é acompanhado pelo médico José Nicolau há 15 anos. "Ele está no melhor lugar, com a melhor assistência e esperamos que ele se recupere mais uma vez", ressaltou o vice-governador.
O ex-ministro estava internado desde o dia 29 de dezembro, no Real Hospital Português, noRecife, com um quadro de infecção e problemas cardíacos. Ele foi transferido no sábado (5) para o Incor, em São Paulo. A transferência foi feita em uma UTI aérea.
Fernando Lyra é ex-deputado federal e ex-ministro da Justiça do governo Sarney
by G1

A nova herança maldita


A manobra do governo para improvisar R$ 15,8 bilhões de receita e maquiar as contas de 2012 foi mais uma prova do firme compromisso da presidente Dilma Rousseff com o atraso e o subdesenvolvimento. Em apenas dois anos ela conseguiu bem mais que a triste façanha de um crescimento acumulado inferior a 4%. Qualquer país pode atravessar uma fase de estagnação e sair da crise mais forte e preparado para um longo período de expansão. O Brasil poderá até se mover um pouco mais em 2013, mas ninguém deve iludir-se quanto às perspectivas de médio prazo. As bases de uma economia saudável, promissora e atraente para empreendedores de longo prazo estão sendo minadas por uma política voluntarista, imediatista, populista e irresponsável, embalada num mal costurado discurso desenvolvimentista.

O governo manchou mais uma vez sua imagem e sua credibilidade ao montar uma operação com o Fundo Soberano e dois bancos estatais para encenar o cumprimento da meta fiscal. O truque, só conhecido publicamente nesta semana, foi um complemento perfeito do pacotaço do fim de ano.

Sem disposição para cobrar do Congresso a aprovação do Orçamento até 31 de dezembro, a presidente assinou medida provisória (MP) para liberar desde o início do ano R$ 42,5 bilhões. A Constituição, no entanto, só autoriza esse procedimento para despesas "imprevisíveis e urgentes", decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública. Ainda antes do réveillon, a presidente embutiu num projeto de lei complementar sobre a dívida de Estados e municípios um dispositivo para afrouxar a Lei de Responsabilidade Fiscal e facilitar a distribuição de benefícios tributários sem os cuidados indispensáveis ao equilíbrio das contas. Como a saúde orçamentária é irrelevante, o Executivo ainda aproveitou a virada do ano para reduzir os juros cobrados pelo Tesouro no repasse de recursos ao BNDES.

Esses repasses totalizaram R$ 285 bilhões a partir de 2009, quando o Executivo decidiu estimular com recursos orçamentários o crédito para investimento. Lançada como ação temporária contra a recessão, a transferência de verbas do Tesouro ao BNDES foi mantida nos anos seguintes, numa crescente e perigosa promiscuidade financeira. Com essa política, o Executivo ressuscitou, com nova aparência, a famigerada conta movimento, extinta no fim dos anos 80 depois de grandes danos às políticas fiscal e monetária.

A eliminação dessa conta foi um dos primeiros passos de um longo e difícil trabalho de recuperação dos principais instrumentos da estabilidade macroeconômica. As políticas monetária e fiscal só seriam efetivamente restabelecidas depois do lançamento do Plano Real, em 1994. A tarefa só seria completada entre 1999 e 2000, quando se articularam as políticas de meta de inflação, meta fiscal e câmbio flutuante. A Lei de Responsabilidade Fiscal, aprovada em 2000, reforçaria nos anos seguintes um novo padrão para as finanças públicas.

O tripé formado pelas políticas monetária, cambial e fiscal foi mantido, em linhas gerais, até 2010, mas com perigosa tolerância com a expansão dos gastos federais e com uma inflação quase sempre bem superior àquela observada nas economias mais competitivas. Além disso, a administração petista sempre desprezou, no governo federal, critérios de eficiência, profissionalismo e impessoalidade. O partido aparelhou e loteou milhares de cargos no governo central e em suas empresas, comprometendo cada vez mais a gestão e a capacidade de elaboração e execução de projetos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sujeitou as estatais às suas ambições políticas e aos interesses partidários. A deterioração da Petrobrás, o emperramento dos projetos de infraestrutura e a ampla corrupção em vários ministérios foram parte da herança deixada à sua sucessora. A presidente Dilma Rousseff promoveu alguns acertos, mas, de modo geral, aperfeiçoou aquele triste legado com novas manifestações de voluntarismo e imediatismo, sem poupar sequer a precária autonomia do Banco Central e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Uma nova herança maldita, muito pior que a recebida em 2011, está em formação.

by o estadão
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Posse de Hugo Chávez gera apreensão e incerteza na Venezuela




Eventual ausência de presidente em cerimônia na quinta por razões de saúde ameaça mergulhar país em crise constitucional.


Da BBC

Venezuela entra em uma semana que ameaça colocar o país na inédita situação de ter que definir na Justiça sobre quem tem o direito de chefiar o governo.
Na origem dessa polêmica está a incerteza sobre a presença do presidente Hugo Chávez - convalescente em Cuba após sua quarta cirurgia para combater um câncer - na cerimônia de posse para o seu novo mandato, na quinta-feira, dia 10 de janeiro.
Governo e oposição têm interpretações diferentes sobre como proceder caso Chávez não seja juramentado para o mandato até 2019, para o qual foi eleito em outubro.
Nos próximos dias, a Assembleia Nacional - de maioria governista - deve enviar uma consulta ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) solicitando um parecer favorável ao adiamento da posse, sob a interpretação de que há uma continuidade do governo Chávez, razão pela qual o governo diz considerar mera 'formalidade' a cerimônia de posse.
A oposição rejeita essa interpretação e diz que, se na quinta-feira Chávez não comparecer à posse, o Parlamento deverá declarar sua ausência temporária e solicitar à Corte Suprema que uma equipe médica avalie as condições de saúde do presidente para determinar se ele poderá, ou não, assumir o mandato.
'Não se trata de formalidade. Se não comparecer, ele (Chávez) passaria a ser presidente eleito em situação de ausência temporária', afirmou à BBC Brasil Gerardo Blyde, advogado e prefeito opositor do município de Baruta, Caracas.
Se a junta médica determinasse que Chávez não está em condições de continuar na Presidência, seria decretada a 'ausência permanente', e novas eleições deveriam ser convocadas em 30 dias consecutivos à decisão.
'Golpe constitucional'
Em ambos casos, a Presidência seria assumida interinamente por 90 dias pelo presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello, que chefiaria o governo até a posse do próximo presidente eleito.
Caso contrário, na opinião do jurista Asdrubal Aguiar, ex-magistrado da Corte Interamericana de Direitos Humanos, o governo cometeria um 'golpe constitucional'.
A coalizão de oposição Mesa de Unidade Democrática (MUD) convocou uma reunião de emergência nesta segunda-feira para avaliar a situação e decidir sobre que ações tomar.
Para o deputado governista Roy Daza, a MUD se nega a interpretar uma situação 'inédita' e busca uma 'justificativa' para fortalecer a tese de vazio de poder e preparar o caminho para um 'golpe de Estado'.
'Aqui não haverá vazio de poder', afirmou à BBC Brasil Daza, do governista Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV). 'Chávez continua sendo o presidente em exercício, e o que estamos discutindo é que se cumpra o mandato popular (resultado da eleição) de 7 de outubro.'
Afetado por uma 'severa' infecção pulmonar, é pouco provável que Chávez regresse a Caracas para ser juramentado. Se confirmada a ausência de Chávez, será a primeira vez na história democrática do país, desde 1959, que o presidente falta na posse.
'Chávez continuará sendo o presidente além de 10 de janeiro', afirmou o deputado Diosdado Cabello, o número dois na hierarquia chavista, pouco depois de sua reeleição como presidente da Assembleia Nacional, no sábado.
Sua manutenção na liderança do congresso é vista como uma demonstração de unidade e força entre os governistas, em meio a rumores de que haveria um racha entre Cabello e o vice-presidente, Nicolás Maduro.
A solução do impasse estará nas mãos do TSJ, que ainda não se pronunciou sobre o caso. Ao que tudo indica, deverá dar parecer favorável à interpretação do Executivo.
Antes de viajar a Havana, em dezembro, para ser operado, Chávez antecipou a crise, ao apontar Maduro como sucessor e candidato presidencial caso sua saúde o impeça de assumir o novo mandato.
Nas ruas, o clima de comoção entre os simpatizantes do governo permanece.
Alguns se arriscam a pensar sobre o futuro sem Chávez e afirmam que serão 'leais' à decisão do presidente, caso novas eleições tenham de ser convocadas.
Outros, principalmente os mais idosos, apelam à fé e dizem acreditar na recuperação do líder venezuelano. 'Ele é o homem das dificuldades, das grandes batalhas, ele vai se curar', disse a aposentada Nora Cáceres.
Constituição
O artigo 231 da Constituição, alvo da polêmica, determina que o presidente tome posse diante do Parlamento em 10 de janeiro, mas também afirma que, 'por qualquer motivo inesperado', o presidente pode ser juramentado pelo TSJ, sem especificar a data ou local da cerimônia.
Amparado na ambiguidade da segunda parte do artigo, o governo pretende fortalecer a tese de 'extensão' do mandato presidencial, flexibilizando assim a obrigatoriedade do dia da posse.
'O presidente reeleito continua no cargo e tem uma autorização da Assembleia Nacional para cuidar de sua saúde. Quando puder, tomará posse, já como presidente em funções', afirmou Maduro, no sábado, logo depois de acompanhar a eleição na casa.
A tese de continuidade do atual mandato garante que o gabinete se mantenha intacto, sem alterações que poderiam, na opinião de analistas, perturbar a unidade chavista neste momento de crise.
Fonte: G1
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