24/10/2025
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22/10/2025
Fux: Quando a voz dissonante é a única lúcida
O julgamento dos atos de 8 de janeiro expôs mais uma vez algo que há tempos está evidente: o Supremo Tribunal Federal se atribuiu uma centralidade que ultrapassa os limites constitucionais da sua competência. No meio de discursos previsíveis, decisões em bloco e condenações em massa, apenas uma voz destoou com firmeza: a de Luiz Fux.
Fux reconheceu, em voto e palavras, que “cometeu injustiças que não pode mais sustentar”. Reconheceu também que o STF não é, e nunca foi, competente para julgar todos os réus desses processos. Há uma diferença colossal entre julgar quem tem poder real de golpe e julgar cidadãos comuns — e é aí que reside a ruptura jurídica e moral desse caso.
Golpe de Estado, por definição, só pode ser praticado por quem tem poder para executá-lo — não por civis comuns, desarmados, sem qualquer capacidade de tomada institucional. Quando essa linha é rompida, não se está mais falando de Justiça: está-se falando de vingança travestida de legalidade e ainda, principalmente, uma tentativa canalha de calar O POVO, cuja voz é soberana.
A voz de Fux rompe a homogeneidade artificial do tribunal e colocou o dedo na ferida:
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O STF extrapola sua competência constitucional.
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A retórica do “golpe” segue inflada além de qualquer base técnica sólida.
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O julgamento é usado politicamente para reforçar um poder que deveria ser limitado — e controlado — pela Constituição.
E há um ponto que não pode ser esquecido: numa democracia, a voz soberana é a do povo. O STF não pode (nem deve) se colocar acima do povo. O tribunal não é detentor do poder originário, ele é guardião da Constituição — e não seu dono. Quando ministros passam a agir como donos do país, já não há separação de poderes, há usurpação institucional.
Por isso, concorde-se ou não com a linha de Fux, o voto dele é o único que realmente trouxe de volta a noção de limite e de legalidade. E quem prega que o STF pode tudo, decide tudo e julga todos — inclusive civis sem qualquer capacidade de golpe — desconhece a Constituição e/ou age de má-fé. Acredito muito mais na última.
17/10/2025
O que é, afinal, ser criador de conteúdo?
Criar é interpretar (de preferência com alto conhecimento da semâtica!)
Criar é se posicionar
Criar dá trabalho
Criar conteúdo verdadeiro exige pesquisa, tempo, olhar crítico e responsabilidade. Não basta catar fragmentos e colar no feed como se fosse sabedoria pronta. O verdadeiro criador constrói pontes — não apenas ecoa palavras de terceiros.
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Num mar de cópias, repetidores e “fatos” jogados sem critério, o diferencial está em pensar. Em provocar. Em se comprometer com a própria palavra. O resto é ruído.
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