segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Eleições 2018 - #Relembrando# Protótipo de urna foi encomendado a filho de ex-ministro de Sarney






O Flextronics Instituto de Tecnologia, que recebeu R$ 7 milhões do TSE para desenvolver novas urnas eletrônicas, pertence ao empresário Jorge Eduardo Suplicy Funaro, filho de Dilson Funaro, ex-ministro da Fazenda de José Sarney.
O contrato com o TSE, firmado por Gilmar Mendes sem licitação, traz cláusulas que chamam atenção de especialistas, como o pagamento de diárias do contratado e a liberação de pagamento (R$ 1,7 milhão) pela simples entrega de um “plano de trabalho”.
“É muito estranho. Outros institutos, como o ITA e o IME, se ofereceram para desenvolver uma nova urna. Mas o TSE optou pelo Flextronics”, afirma a advogada Maria Aparecida Rocha Cortiz, da equipe de Modesto Carvalhosa e autora do requerimento de adequação da nova licitação.
Segundo ela, há claros indícios de irregularidades. Assim como na nova licitação, do dia 12, que prevê o desenvolvimento de novos protótipos com módulo de impressão de urna – em tese, já desenvolvidos pelo Flextronics.
“O TSE vai comprar as urnas de quem desenvolveu um protótipo financiado com recursos do próprio TSE. É um ótimo negócio”, alerta Cortiz. 


TSE JÁ TORROU 7 MILHÕES COM PROTÓTIPO DE URNA


Gilmar Mendes firmou em 2016, sem licitação, um contrato de R$ 7 milhões com a Flextronics Instituto de Tecnologia.

A empresa deveria prestar “serviços técnicos especializados para a criação de um novo modelo de urna eletrônica”.

Foram feitos 30 protótipos de urna e 15 módulos de impressão, mas agora o TSE lança uma licitação para o desenvolvimento de mais 12 protótipos de urna com módulo de impressão.

Os outros não serviram? E os milhões gastos?
 Fonte: O Antagonista


sábado, 18 de agosto de 2018

Lula declara patrimônio de R$ 7,988 milhões, 852% maior na comparação com 2006

Sua candidatura corre risco de ser barrada, em função da aplicação da Lei da Ficha Limpa



(Agência Brasil)


SÃO PAULO - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou candidatura à Presidência nesta

quarta-feira (15) no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e informou patrimônio líquido de R$ 7,988 milhões em bens. A maior parte desse valor, 78,9% ou R$ 6,3 milhões, está em um fundo de previdência privada VGBL (Vida Garantidor de Benefício Livre) e 13,4% está em imóveis, incluindo um apartamento de R$ 530.000.

Levando em consideração os bens declarados em 2006, na última vez em que concorreu a cargos públicos, Lula aumentou seu patrimônio em 852% desde então.

O líder petista está preso há quatro meses após ter sido condenado em segunda instância por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Sua candidatura corre risco de ser barrada, em função da aplicação da Lei da Ficha Limpa. O ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad foi apresentado ao Tribunal como candidato a vice na chapa e declarou patrimônio de R$ 428.451.

Veja os bens declarados por Lula (PT)

Bem declaradoValor do bemPart %
VGBLR$6.300.000,0078,9%
TerrenoR$530.000,006,6%
TerrenoR$260.000,003,3%
ApartamentoR$189.142,502,4%
Crédito decorrente de alienaçãoR$179.298,962,2%
Veículo automotor terrestre: 
caminhão, automóvel, moto, etc.
R$170.000,002,1%
Quotas ou quinhões de capitalR$98.000,001,2%
Veículo automotor terrestre: 
caminhão, automóvel, moto, etc.
R$96.950,001,2%
Crédito decorrente de empréstimoR$50.000,000,6%
ApartamentoR$38.334,670,5%
ApartamentoR$38.334,670,5%
Depósito bancário em 
conta corrente no País
R$16.993,250,2%
Fundo de Curto PrazoR$5.813,550,1%
TerrenoR$5.466,900,1%
Aplicação de renda fixa 
(CDB, RDB e outros)
R$4.801,240,1%
Caderneta de poupançaR$3.866,990,0%
Fundo de Investimento ImobiliárioR$625,460,0%
Depósito bancário em 
conta corrente no País
R$292,380,0%
Depósito bancário em 
conta corrente no País
R$1,000,0%
TOTALR$7.987.921,57100,0%

 

Confira os patrimônios de todos os candidatos à Presidência

 

CandidatoPatrimônio
João Amoedo (Novo)R$ 425.066.985,46
Henrique Meirelles (MDB) R$377.496.700,70
João Goulart Filho (PPL)R$8.591.035,79
Luiz Inácio Lula da Silva (PT)R$7.987.921,57
Eymael (DC)R$6.135.114,71
Álvaro Dias (Podemos)R$2.889.933,32
Jair Bolsonaro (PSL)R$ 2.286.779,48
Geraldo Alckmin (PSDB)R$ 1.379.131,70
Ciro Gomes (PDT)R$ 1.695.203,15
Marina Silva (Rede)R$118.835,13
Vera (PSTU)R$ 20.000,00
Guilherme Boulos (PSOL)R$ 15.416,00
Cabo Daciolo (PATRI)0,00
by Infomoney

terça-feira, 17 de julho de 2018

DST pouco conhecida preocupa especialistas


A 'Mycoplasma genitalium' (MG), bactéria causadora de doença sexualmente transmissível, já tem mostrado resistência aos antibióticos mais comuns

De acordo com especialistas europeus, uma doença sexualmente transmissível (DST) pouco conhecida pode ser causada por uma superbactéria resistente a tratamentos. Conhecida como Mycoplasma genitalium (MG), a bactéria já tem mostrado resistência aos antibióticos mais comuns.
Mycoplasma genitalium é uma bactéria transmitida por meio de relações sexuais com parceiro contaminado. Na maioria dos casos, a infecção não apresenta sintomas. Quando eles aparecerem, nas mulheres há dor, sangramento e febre, resultado de uma inflamação nos órgãos reprodutivos (útero e trompas de Falópio) que pode causar infertilidade. Já nos homens, a bactéria provoca inflamação da uretra, levando à emissão de secreção pelo pênis e dor ao urinar.
O problema é que esses sintomas são facilmente confundidos com os de outra DST: a clamídia. Como essa é mais conhecida e mais comum  principalmente no Brasil , frequentemente, os tratamentos prescritos são indicados para combater a clamídia, e não a Mycoplasma genitalium. A consequência disso é que essas bactérias estão se tornando cada vez mais resistentes aos tratamentos comuns e podem se tornar um grave problema de saúde pública.
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Aumento da resistência

A Associação Britânica de Saúde Sexual e HIV (BASHH, na sigla em inglês) estima que a resistência da MG aos macrolídeos  classe de antibiótico usada no tratamento  seja de 40%, aproximadamente. Como as taxas de erradicação da bactéria depois do tratamento estão diminuindo, os serviços de saúde locais estão usando a azitromicina, que não seria a primeira indicação, mas ainda funciona na maioria dos casos.
Por isso, na semana passada, a organização emitiu diretrizes de combate à bactéria. Entre as medidas recomendadas está a realização de exames em pacientes que apresentem sintomas como uretrite (inflamação na uretra) e dor pélvica (sinal de doença pélvica inflamatória, condição que pode levar à infertilidade).
Apesar do aumento no número de casos de MG ter sido registrado principalmente no continente europeu, a Austrália já relatou diversos casos da infecção. No Brasil, o Ministério da Saúde informou que monitora a bactéria. Entretanto, não se pode afirmar o número exato da doença por aqui, já que sua notificação não é compulsória no país.
Segundo informações da BBC, o ministério esclareceu que estudos regionais demonstram que a Mycoplasma genitalium é muito menos frequente que outros agentes como a N. gonorrhoeae (responsável pela gonorreia) e a Chlamydia trachomatis (responsável pela clamídia), doenças que, quando não tratadas, podem causar dor durante a relação sexual e infertilidade, entre outras problemas de saúde.

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