segunda-feira, 22 de agosto de 2022

Após quatro anos do crime de Kauã e Joaquim, família prepara um ato em Linhares

Por @EquipeGN 20/04/2022

Até agora não houve um julgamento devido a inúmeros recursos da defesa. O pastor evangélico acusado pelo assassinato do filho, Joaquim (3 anos) e do enteado Kauã (6 anos), segundo a Polícia, provocou o crime para encobrir os estupros que vinha praticando com as crianças

A população de Linhares está sendo convidada a participar deste ato, que ocorre neste Feriado de Tiradentes | Convite: Famíliares

O assassinato das crianças Kauã, 6 anos, e Joaquim, 3 anos, promovido em Linhares (ES) pelo próprio pai, o pastor evangélico Georgeval Alves Gonçalves no dia 21 de abril de 2018, através de um incêndio criminoso completa nesta quinta-feira (21) quatro anos. O acusado pelo crime ainda não foi a julgamento devido a recursos interpostos pela sua defesa. O processo 0004057-45.2018.8.08.0030 teve a sua última movimentação no dia 9 de fevereiro do ano passado, quando foi remetido para o Tribunal de Justiça e se encontra na 1ª Câmara Criminal. Em fevereiro deste ano a defesa do acusado consta que a defesa interpôs um recurso especial ao Superior Tribunal de Justiça.

Na ocasião o crime chocou a sociedade capixaba e até os policiais que apuraram o caso. A mãe das crianças estava em Minas Gerais, com um outro filho menor do casal. Em nota distribuída à imprensa, o advogado Síderson Vitorino, que atua no caso como assistente de acusação, informou que passados quatro anos do homicídio dos dois irmãos no Norte do Espírito Santo, a família prepara um ato. Trata-se de uma caminhada que será feita na cidade onde foram mortas as crianças, começando na capela mortuária e terminando nas sepulturas onde estão enterrados os meninos, informou.

Sobre o caso, na nota, que ainda é assinada pela também assistente de acusação, a advogada Lharyssa de Almeida Carvalho, é dito que o juiz da Primeira Vara Criminal de Linhares, nos autos do processo criminal número 0004057-45.2018.8.08.0030, pronunciou Georgeval Alves pelo crime de homicídio qualificado contra seu filho e seu enteado. “Colocando-o à disposição do Tribunal do Júri, que só não foi instalado ainda por conta de recursos que estão sendo discutidos no Tribunal de Justiça do Estado do Espírito Santo”, expliocaram.

“A última manobra jurídica da defesa de Georgeval, consiste no manejo de um “Recurso Especial no Recurso em Sentido Estrito” que está sob análise da Vice-presidência do TJES, o que pode fazer com que o processo seja enviado para julgamento no STJ caso o desembargador relator da demanda admita o recurso interposto pelo acusado. A família espera por quatro anos que justiça seja feita”, finaliza a nota assinada por Siderson Vitorino e Lharyssa de Almeida Carvalho.

Relembre o crime

Depois de um mês de investigações, a Polícia Civil capixaba concluiu quer o pastor evangélico agrediu as vítimas e provocou o incêndio, que atingiu apenas o quarto dos irmãos, para tentar encobrir o abuso que vinha praticando nas crianças. Os laudos periciais deram a certeza de que, antes de as crianças serem mortas por um incêndio proposital e serem queimados vivos, os meninos Joaquim e Kauã foram agredidos e estuprados.

A Polícia, através da perícia, confirmou que as crianças estavam vivas quando foram queimadas. Foi encontrada fuligem na traqueia e o exame demonstrou que ainda respiravam quando começou o incêndio, constatou a perícia. Além disso, o delegado chamou atenção para o fato de o pastor não ter acionado o socorro. “Foram os vizinhos que prestaram auxílio”, disse.na ocasião.

Mudança de profissão: De cabelereiro à pastor evangélico

Georgeval era cabelereiro em São Paulo e se mudou para Linhares em 2014, onde abriu um salão de beleza no Bairro Interlagos. Após um ano como cabelereiro naquela cidade do Norte capixaba decidiu mudar de profissão e se tornar pastor evangélico da Igreja Batista Vida e Paz, no mesmo bairro. A sua mulher, Juliana, também se tornou pastora.

Membros da igreja de Geogeval declararam na ocasião que o acusado de pedofilia e de ter assassinado com incêndio criminoso os próprios filhos “era como um pai”. “Muitas vezes, ele saiu de sua casa para ir até a minha, ajudar minha família. Ele é como um pai para nós. George era um excelente cabeleireiro e começou a igreja como uma célula (pequeno grupo). Hoje a igreja tem cerca de 300 membros. Todos nós acreditamos em sua inocência e queremos que a investigação corra rápido”, contou na época a membra da igreja do acusado de assassinar as duas crianças.

domingo, 21 de agosto de 2022

Marinha do Brasil realiza cancelamento de operações em comissões por falta de combustíveis e escassez nos recursos


Escrito porRuth RodriguesemMarítimo19 de julho de 2022 às 14:59
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Fonte: Poder Naval

Após um cenário instável no território nacional quanto ao problema de abastecimento de recursos na Marinha do Brasil, o órgão realizou uma série de cancelamentos de operações em diversas comissões devido à falta de combustíveis.

O cenário nacional de combustíveis está cada vez mais instável nesta terça-feira, (19/07), em razão dos altos preços dos recursos e, em meio a esse problema, a Marinha do Brasil acaba de realizar o cancelamento de algumas operações em suas comissões pela falta de combustíveis. O repasse de recursos à Marinha do Brasil não aconteceu como o previsto e a organização dos produtos e combustíveis utilizados nas operações está passando por um momento de grande instabilidade.

Cenário de falta de combustíveis na Marinha do Brasil se intensifica e órgão cancela operações em comissões devido ao problema com os recursos

A Marinha do Brasil acaba de realizar o cancelamento das operações de algumas das suas comissões em diversas áreas devido à falta de combustíveis para a realização das atividades. O cenário brasileiro de comercialização desses recursos se encontra cada vez mais instável, em razão dos altos preços internacionais, índices de inflação elevados e conflitos geopolíticos internacionais que impactam no abastecimento interno.

Dessa forma, não só o consumidor final está sendo influenciado pelos problemas relacionados ao encarecimento e à escassez na oferta dos combustíveis, já que a Marinha do Brasil suspendeu essas operações. E, entre as comissões que tiveram suas operações canceladas pelo órgão recentemente, estão a CIAsA — Comissão de Inspeção e Assessoria de Adestramento dos navios F41, F49, V32 e K120, testes do míssil Mansup 1 e 2, Aderex, Ibsamar e Atlasu.

Assim, somente as operações das comissões de mais importância e aquelas que já estavam em andamento estão sendo continuadas, sendo elas o “deployment” do S34 nos EUA, a Guinex 2, Unitas LXIII, Parada Naval, Revista Naval, VIGM, avaliação operacional do submarino S40 e experiência de máquinas do A140. A falta de combustíveis na Marinha do Brasil vem sendo um problema desde o repasse dos recursos neste ano, uma vez que, segundo a fonte anônima, o órgão recebeu apenas parte do que estava planejado para este ano.

Entre as comissões que sofreram com a suspensão das operações por parte da Marinha do Brasil devido à falta de combustíveis está a do Mansup. Esse é um projeto de míssil antinavio de US$75 milhões em desenvolvimento pela Avibras, Mectron, Atech e Omnisys para o órgão e o principal objetivo do projeto é realizar todo o desenvolvimento do míssil utilizando a tecnologia brasileira.

O projeto passou pela fase da produtação transformação de protótipo em produto capaz de ser produzido industrialmente e produção de um lote piloto e passaria agora pelo início dos testes, mas a falta de recursos e, principalmente, dos combustíveis acabou atrasando esse processo. Além dos testes do Mansup, outros projetos estão com suas operações canceladas pelo problema na Marinha do Brasil, como o Ibsamar, sendo uma série de exercícios navais entre as marinhas da Índia, Brasil e África do Sul.

Ademais, os serviços da CIAsA — Comissão de Inspeção e Assessoria de Adestramento, quanto aos projetos de desenvolvimento de diversos navios para o uso da Marinha do Brasil também foram cancelados. Entre os navios, está o F41, sendo uma fragata da Classe Niterói, da Marinha do Brasil, fruto do Programa de Renovação e Ampliação de Meios Flutuantes da Marinha, concebido na década de 1970.

Agora, a Marinha do Brasil aguarda o abastecimento de combustíveis e novos recursos para conseguir retomar as operações das suas comissões.

quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Paulo Maluf declara apoio a Bolsonaro

Guilherme de Almeida Soares
São Paulo
quarta-feira 17 de outubro de 2018 | Edição do dia



IMAGEM: Poder 360

Conhecido de maneira demagógica de ’’ser honesto’’ e ’’acabar com a corrupção’’, Jair Bolsonaro recebeu o apoio de ninguém menos do que Paulo Maluf. De acordo com a Veja, Maluf revelou a amigos e parentes os candidatos de seu coração: para Presidência em Jair Bolsonaro e Marcio França para o governador do Estado de São Paulo. Paulo Maluf que está em prisão domiciliar cumprindo pena por desvio de dinheiro.

O apoio de Paulo Maluf a Jair Bolsonaro mostra que o candidato reacionário não vai combater a corrupção e os corruptos do congresso. Bolsonaro, herdeiro da ditadura militar assim como Paulo Maluf, hoje quer aprofundar o autoritarismo com o seu bonapartismo para impor aos trabalhadores e demais através da violência. Quer impor ataques muito mais profundos que o golpista Michel Temer já vinha implementando, está localizado entre os setores mais reacionários deste sistema corrupto que está bastante degradado.

Vale a pena lembrar que Paulo Maulf e Jair Bolsonaro já foram do mesmo partido e estes conviveram pacificamente, antes de Bolsonaro migrar para o PSC, ultimo partido do Bolsonaro antes dele ir para o seu atual PSL. Qualquer combate contra a corrupção vindo de alguém que já esteve no mesmo partido de Paulo Maluf não passa de pura demagogia para canalizar o rechaço de milhares de trabalhadores contra este sistema corrupto.

Paulo Maluf é mais que entra na seleta lista de apoiadores da candidatura de Jair Bolsonaro. Nesta lista esta desde Eduardo Cunha, Guilherme de Padua, Alexandre Frota, Bispo Edir Macedo e até ex-membro da KKK nos Estados Unidos. Alianças estas mostram que a extrema direita, através de Jair Bolsonaro, está muito longe de combater a corrupção no país.

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