domingo, 26 de outubro de 2014

Deputado federal, Reinaldo Azambuja é o novo governador de Mato Grosso do Sul

26/10/2014 às 18h47
Candidato tucano já foi eleito prefeito de Maracaju duas vezes
Reinaldo Azambuja (PSDB) foi eleito no Mato Grosso do SulMoisés Palácios26.10.2014/Futura Press/Estadão Conteúdo
Após segundo turno disputado com Delcídio Amaral (PT), Reinaldo Azambuja (PSDB) foi eleito governador do Mato Grosso do Sul neste domingo (26). Com mais de 94% das urnas apuradas, Azambuja tinha 55,43% dos voto. O tucano havia ficado em segundo lugar no primeiro turno. 
O novo governador do Estado, que atualmente é deputado federal, já foi prefeito de Maracaju (MS) e foi reeleito no cargo. Além disso, foi presidente da Assomasul (Associação de municípios de Mato Grosso do Sul) e se elegeu deputado estadual como o mais votado da história do Estado.
Em 2012, ele tentou a candidatura para prefeito de Campo Grande, mas não foi eleito. Azambuja é casado e tem três filhos. Ele também tem dois netos.

Eleição do sucessor de Mujica poderá ser resolvida no 2o. turno no Uruguai



O Uruguai foi às urnas neste domingo para eleger o sucessor do presidente José Mujica e demais legisladores para o período 2015-2020, em eleições em que a esquerda no poder deve ser a força mais votada, embora talvez tenha de continuar disputando a presidência em um segundo turno.

Cercado por simpatizantes, Mujica foi um dos primeiros a depositar seu voto no popular bairro de Cerro (oeste de Montevidéu).

Como sempre, chegou em seu velho Fusquinha azul, acompanhado da esposa e senadora Lucía Topolansky.

"A eleição não é uma guerra, é uma passo importante para o país seguir em frente", comentou aos jornalistas o presidente que deixará o poder em março de 2015.

Ele assinalou ainda que está vivendo este momento com alegria e tranquilidade.

Recebido como um rock star, Mujica saudou os simpatizantes e autografou bandeiras.

O candidato da governista Frente Ampla, Tabaré Vázquez, 74 anos e que se tornou em 2005 o primeiro presidente de esquerda do país, também votou cedo, e não quis cantar vitória, mesmo liderando as preferência de votos, segundo todas as pesquisas.

"Esperamos pelo melhor, mas é o povo que vai falar", declarou, sorridente, o candidato que precisa de 50% mais um voto para evitar o segundo turno com Luis Lacalle Pou, candidato do Partido Nacional (centro-direita).

Um total de 2,6 milhões de uruguaios estão habilitados a eleger o presidente, 30 senadores e 99 deputados que integram o Parlamento, além de se pronunciar sobre um plebiscito para reduzir a 16 anos a maioridade penal.

Mas, segundo todas as pesquisas, nenhum dos candidatos teria mais de 50% dos votos e por isso, os dois mais votados terão que voltar a se enfrentar em um segundo turno, em 30 de novembro.

Vázquez é a aposta da coalizão Frente Ampla (FA) para se manter no poder, mas as pesquisas atribuem a ele entre 43% e 46% das intenções de voto, insuficientes para obter a maioria parlamentar com a qual a esquerda governou na última década e que lhe permitiu aprovar de reformas tributárias e na saúde à legalização do aborto e da maconha.

Os desejos de Vázquez estão ameaçados pelo candidato do Partido Nacional (centro-direita), Luis Lacalle Pou, um deputado de 41 anos, filho do ex-presidente Luis Alberto Lacalle (1990-1995), que com uma campanha que tem como lema "Ar fresco", se posicionou como o principal desafiante da supremacia do FA.

Embora Lacalle Pou reúna pouco mais de 30% das intenções de voto, ele já anunciou que, se passar para o segundo turno, buscará o apoio de Pedro Bordaberry, candidato do também tradicional Partido Colorado (centro-direita), que deve obter entre 15% e 18% dos votos.

Bordaberry, que espera ser a grande surpresa dessa eleição, é o principal promotor do plebiscito para diminuir a idade da imputabilidade penal.

Para ser aprovada, esta iniciativa deve contar com 50% mais um do total de votos.

Nestas eleições será aplicada pela primeira vez uma lei de cota de gênero, que busca dar maior participação às mulheres no cenário político.

aic/cd/cn

As eleições brasileiras também estão sendo acompanhadas com atenção pela imprensa venezuelana.


O jornal El Universal afirma que "a polarização beneficia a candidatura de Dilma Roussef", enquanto o Últimas Notícias destaca que "aqueles que deixaram a pobreza decidem futuro do Gigante (Brasil)".

Segundo o jornal, o pleito de hoje "depende de 40 milhões de brasileiros que se beneficiaram de programas sociais e hoje são classe média".

Já o El Nacional discute na capa o papel dos "indecisos" no resultado final do pleito deste domingo.

O jornal destaca ainda a preocupação de Argentina e Venezuela diante de uma eventual vitória do candidato do PSDB Aécio Neves.

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