quinta-feira, 10 de julho de 2014

Cuba usou Porto de Mariel para vender armas à Coreia do Norte


Política


Informações foram reunidas em relatório da ONU; a transação fere sanções internacionais. Porto foi construído com recursos do BNDES

Gabriel Castro, de Brasília
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Carga formada por componentes que seriam usados em mísseis foi despachada do Porto de Mariel, em Cuba, e tinham como destino a Coreia do Norte
Carga formada por componentes que seriam usados em mísseis foi despachada do Porto de Mariel, em Cuba, e tinham como destino a Coreia do Norte - Reprodução






























A construção do Porto de Mariel, em Cuba, ganhou o noticiário nos últimos meses porque o governo brasileiro concedeu, via BNDES, um empréstimo de 682 milhões de dólares à ditadura cubana para assegurar a obra – dois terços do valor total estimado para o porto. Além disso, os detalhes da transação foram estranhamente mantidos em sigilo. Em janeiro deste ano, a presidente Dilma Rousseff esteve na ilha dos irmãos Castro para a inauguração oficial do terminal portuário.

Mas a história não acaba aí: um relatório elaborado por um painel de especialistas do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) mostra que Cuba utilizou o Porto de Mariel para abastecer com 240 toneladas de armamento um navio norte-coreano, em descumprimento a sanções internacionais contra o regime autoritário da Coreia do Norte. A operação, realizada há menos de um ano, fracassou porque a carga secreta foi descoberta por autoridades do Panamá, já no caminho de volta à Ásia.

Por causa do flagrante, foi possível encontrar os registros de navegação e reconstituir a rota do navio: em 4 de junho, o cargueiro Chong Chon Gang parou em Havana, onde descarregou rodas automotivas e outros produtos industriais. Em 20 de junho, o navio aportou secretamente em Mariel. Lá, o material bélico foi embarcado. Em 22 de junho, o Chong Chon Gang chegou a Puerto Padre, onde recebeu a carga de açúcar que seria usada na tentativa de esconder o armamento.
A maior parte da carga era formada por componentes que seriam usados em mísseis terra-ar, dos modelos C-75 Volga e C-125 Pechora. Dois caças MiG-21, desmontados, estavam no carregamento. Muita munição foi encontrada. Também havia lançadores de mísseis, peças de radares, antenas, transmissores e geradores de energia. Para diminuir os riscos, parte do material enviado recebeu uma nova mão de tinta: os containers perderam a cor verde, indicativa da carga militar, e foram pintados de azul.
Entre os fatos que chamaram a atenção dos investigadores, aparece justamente a escolha pelo Porto de Mariel: o relatório cita que a opção, em detrimento de Havana e Puerto Padre, é mais uma prova das más intenções de cubanos e norte-coreanos. "A carga foi aceita pelo navio sem os documentos básicos de envio, recibos de carregamento, relatórios de carregamento e relatórios de inspeção de carga", diz o texto da ONU. O navio Chon Chong Gang trazia uma declaração falsa de que carregava apenas açúcar-mascavo. E, na lista de portos pelos quais a embarcação passou, não há referência a Mariel.
Trecho do relatório elaborado pela ONU aponta que Porto de Mariel foi retirado da documentação  para não levantar suspeitas sobre o carregamento de material bélico que seguiria para a Coreia do Norte 






















O terminal construído com dinheiro do Brasil é descrito desta forma pelo relatório: "Mariel está sendo desenvolvido como um grande porto de águas profundas e como área de livre comércio por um consórcio Cuba-Brasil".
Os dois governos admitem que Cuba estava enviando as armas para a Coreia do Norte, mas alegam que o material passaria por reparos e seria devolvido à ilha dos irmãos Castro. O painel da ONU não se convenceu: o fato de a carga estar escondida se soma a orientações por escrito, encontradas a bordo, orientando a tripulação a preparar uma declaração falsa e enganar as autoridades do Panamá. O relatório fala em "clara e consciente intenção de burlar as resoluções".
As sanções que proíbem a venda de armas para a Coreia do Norte são consequência da insistência do regime comunista em manter seu projeto nuclear, inclusive para fins militares.
by Veja

Mulher do ajudante de pedreiro Amarildo está desaparecida há dez dias


Às vésperas de completar um ano do sumiço do companheiro, Beth, como é conhecida, foi vista andando pelas ruas da Rocinha. Ela sofre de alcoolismo e depressão
Beth durante protesto contra o sumiço do marido, Amarildo | Foto: Reprodução/Caminho 21
Beth durante protesto contra o sumiço do marido, Amarildo | Foto: Reprodução/Caminho 21

A viúva do ajudante de pedreiro Amarildo Dias de Souza, Elizabeth Gomes da Silva, de 48 anos, está desaparecida há dez dias. De acordo com a família, Beth, como é conhecida, saiu de casa no último dia 30 de junho após ser encontrada alcoolizada pelas ruas da Rocinha, na Zona Sul do Rio de Janeiro.
O advogado da família, João Tancredo, informou que a companheira de Amarildo sofre de depressão profunda e bebe compulsivamente. Beth estaria vagando pelas ruas da comunidade. Ao ser encontrada, foi levada para casa pelos filhos. Após recaída, voltou a beber e a vagar pelas vias da comunidade, sem ser mais vista.
A Justiça concedeu atendimento psicológico a Beth, mas ela não conseguiu dar continuidade no tratamento. Já foram feitas buscas em hospitais e necrotérios. Um dos filhos suspeita que a mãe voltou a consumir drogas e a abusar do álcool.

Caso Amarildo

Amarildo desapareceu aos 42 anos, no dia 14 de julho de 2013, há quase um ano, quando o Brasil vivia uma onda de protestos. A operação Paz Armada, realizada por policiais militares e agentes da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) para combater o tráfico de drogas, culminou no sumiço dele.
O auxiliar de construção foi levado para averiguação na unidade. Enquanto agentes da UPP afirmavam que Amarildo havia sido liberado, familiares diziam que o parente teria sido morto por PMs e o corpo, ocultado.
Pouco menos de um mês depois do caso, foi divulgado um vídeo que mostra o momento que Amarildo foi levado a uma UPP por uma patrulha da PM. Lá, foi o último local em que ele foi visto.
O procedimento derradeiro em relação ao julgamento do caso foi feito no início de abril, quando a Justiça do Rio de Janeiro realizou audiência de instrução e julgamento do processo. Foram ouvidas as últimas testemunhas de defesa dos 29 policiais militares acusados de envolvimento no crime.
No início deste mês, a PM encerrou o Inquérito Policial Militar (IPM) sobre o desaparecimento. O documento relata que os policiais cometeram crimes no âmbito da Justiça comum, e não da Militar, entre eles o major Edson dos Santos, ex-comandante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, e o segundo-tenente Luiz Felipe de Medeiros, ex-subcomandante da unidade.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

O que acontece com suas redes sociais depois que você morre?


HAENDEL DANTAS
09/07/2014 at 08:00

As redes sociais hoje fazem parte do nosso dia a dia. Quem aqui a todo momento está conferindo a timeline do Twitter, postando fotos no Instagram ou curtindo/criando algum conteúdo no Facebook?

Mas já parou para refletir o que aconteceria com todos esses dados que você produziu e armazenou? E suas contas nesses serviços? Ela vão ficar lá eternas ou um dia irão ser excluídas?

Pensando nesses questionamentos, o pessoal da Iinterativa criou esse infográfico curioso para sanar as dúvidas e mostrar os procedimentos que algumas redes sociais fazem diante do falecimento dos seus usuários. Confira

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