domingo, 6 de julho de 2014

Mais de 20,2 mil pessoas do RS são afetadas pela chuva, diz Defesa Civil

6/07/2014 13h43 - Atualizado em 06/07/2014 13h43

Último boletim divulgado neste domingo (6) aponta 20.233 atingidos.

Número de municípios que decretaram situação de emergência é 78.

Do G1 RS

Na Fronteira Oeste, ainda contabiliza maior número de afetados (Foto: Estevão Pires/G1)

Sobe para 20.233 o número de pessoas afetadas pela chuva no Rio Grande do Sul. O último relatório da Defesa Civil do estado divulgado neste domingo (6) aponta que Itaqui, na Fronteira Oeste, continua sendo a cidade mais atingida, com 9.138 pessoas desalojadas e 672 desabrigados. Uruguaiana, na mesma região, é o segundo município com maiores números: 5.750 desalojados e 236 desabrigados.
O número de municípios que decretaram situação de emergência continua o mesmo, 78, enquanto dois declararam calamidade pública. São Borja é a terceira cidade que mais sente os efeitos da água: 2.500 desalojados e 672 desabrigados. Os locais sofrem por conta da cheia do Rio Uruguai.
Em outras localidades, duas pessoas morreram durante ou após os temporais, uma em Jacutinga e outra em Arroio do Tigre. Uma jovem de 23 anos segue desaparecida.
O prognóstico mostra que a chuva deve voltar, principalmente no período da tarde, em função de uma frente fria que avança no estado. Conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a chuva chega acompanhada de trovoadas e também de ventania. A segunda-feira (7) deve começar com mínima de 7°C na capital e Região Metropolitana. Já na terça-feira (8), a temperatura fica entre 6°C e 18°C e o sol predomina.

'Vontade de chorar', diz idoso que ficou só com cão após chuva no RS

06/07/2014

O animal 'Pope' conseguiu se salvar da cheia do Rio Uruguai em Itaqui.

Conforme Defesa Civil, mais de 20,2 mil pessoas foram atingidas.

Estêvão Pires
Do G1 RS, em Itaqui
Aposentado conta com companhia do cão Pepo após perder casa no RS (Foto: Estêvão Pires/G1)Aposentado conta com companhia do cão Pope após perder casa no RS (Foto: Estêvão Pires/G1)
Apesar dos avisos prévios sobre a cheia do Rio Uruguai, após os temporais no Rio Grande do Sul, algumas pessoas não conseguiram sair a tempo de casa. De acordo com último relatório da Defesa Civil, neste domingo (6), 20.233 pessoas foram atingidas em todo o estado. Em Itaqui, na Fronteira Oeste, mais de um quarto da população precisou deixar sua residência. É o caso do aposentado Leazir Meus da Silva, de 72 anos.
O pouco que sobrou para Silva foi o cãozinho Pope, seu fiel companheiro, vivo após uma enchente que matou diversos animais pela cidade.
“Dá vontade de chorar mesmo. Não imaginava que isso pudesse acontecer, ninguém me avisou nada. Perdi tudo. É muita tristeza. Não queria estar morando aqui”, afirmou ao G1, sem conter as lágrimas.
Ele realiza uma vigília perto de sua casa nesta manhã. Localizada a poucos metros do rio que divide o Brasil e a Argentina, a propriedade do idoso ficou completamente embaixo d'água.
“Ficou tudo lá, não dava mais tempo. Graças a Deus salvei o Pope. Deus me livre. Ele já fugiu duas vezes. Ele é puro de raça, e consegui recuperar”, salientou.
Desde que o nível do rio subiu, o homem decidiu dormir durante o dia e passar as madrugadas sob o toldo de uma lancheria, a uma quadra de sua residência. “É pra evitar os saques”, detalhou.
Animais vagam pelas ruas após temporal no RS (Foto: Estêvão Pires/G1)Animais vagam pelas ruas após temporal no RS
(Foto: Estêvão Pires/G1)
O risco de furtos segue sendo a preocupação em Itaqui, mas a Brigada Militar diz não ter registro de crimes em área alagadas. Durante o dia Silva procura dormir com uma das filhas em uma região mais alta da cidade. A esposa e os três filhos também ganharam abrigo no local.
“Saúde é o mais importante”, ponderou o aposentado, ainda sem perspectivas sobre quando poderá voltar para casa.
Apesar da tristeza, uma boa notícia animou Silva: o Rio Uruguai voltou a baixar desde sábado (5). A última medição realizada nesta manhã indicava um nível 12,98 acima do normal, 22 centímetros a menos dos 13,2 centímetros registrados na sexta-feira (4). Esta é a pior enchente da cidade desde 1983.

O fim da injeção diária: FDA aprova insulina inalável

Adriana Dias Lopes

A insulina inalável promete livrar das picadas até 90 milhões de doentes, 3 milhões no Brasil
A insulina inalável promete livrar das picadas até 90 milhões de doentes, 3 milhões no Brasil (Montagem sobre fotos Thinkstock e divulgação)
Em 27 de junho, o bilionário americano Alfred Mann, de 88 anos, almoçava com a mulher em um restaurante em Las Vegas, onde mora, quando recebeu por telefone a notícia mais importante de sua carreira como físico e empresário na área de saúde: a insulina inalável Afrezza, produto no qual ele investira 2 bilhões de dólares, finalmente recebera o o.k. da FDA, a agência do governo dos Estados Unidos de controle de remédios e alimentos. No dia do anúncio da aprovação, as ações do laboratório MannKind, empresa de sua propriedade, subiram 10%. A boa notícia não era apenas para Mann. A Afrezza representa uma mudança drástica no tratamento do diabetes. Graças à nova insulina, 25% dos diabéticos, um universo de 90 milhões de doentes no mundo, 3 milhões deles no Brasil, podem se livrar das injeções diárias do hormônio, imprescindíveis até agora para o controle da doença. Diz o endocrinologista Freddy Eliaschewitz, diretor do Centro de Pesquisas Clínicas (CPClin), de São Paulo, instituição envolvida nos estudos clínicos com o medicamento: “Este é o maior marco na história do tratamento com insulina nos últimos quarenta anos”. A data refere-se ao lançamento, na década de 70, do hormônio feito com material genético humano, o que livrou os doentes dos efeitos colaterais severos causados pelas insulinas anteriores, produzidas a partir de animais, principalmente porcos.
by Veja

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