domingo, 6 de julho de 2014

Cuba tem 50 carros vendidos em seis meses e Renault Clio custa R$ 60 mil

02.07.2014 - 16:17

Preços altos impedem cubanos de comprar carros mais novos em mercado local



Ed Ferreira/Estadão


A liberação das transações de compra e venda de automóveis em Cuba sem a necessidade da aprovação do governo abriu novos horizontes para o país. No entanto, os preços elevadíssimos dos modelos oferecidos por lá causaram um óbvio problema. Em seis meses, apenas 50 carros e quatro motos foram vendidos.
O descompasso entre os valores cobrados e o salário médio do cubano é a maior causa das vendas pífias. Um Peugeot 206 ano 2013 é vendido por US$ 91 mil, enquanto um 508 novo chega a custar US$ 262 mil, num país onde não é raro ganhar menos de US$ 20 por mês.

As 11 concessionárias em funcionamento em Cuba conseguiram US$ 1,28 milhões nas vendas, quantidade insuficiente para um investimento sólido no transporte público, uma das premissas do projeto de liberação das vendas. Segundo o governo cubano, 75% do valor das transações será direcionado para melhorar o carente sistema de transporte do país.

Por enquanto, a administração pública não fez nada para que os preços cobrados sejam minimamente ajustados à realidade cubana, deixando o mercado de automóveis limitado a alguns poucos endinheirados.

by Estadão

Três opções ao Chromecast para levar internet para sua TV


Aparelho do Google está à venda no Brasil com preço de 199 reais, mas outras opções com recursos semelhantes estão disponíveis nas lojas

Claudia Tozetto
Divulgação
Chromecast funciona ligado à conexão HDMI da TV e a uma porta USB para receber energia (Divulgação)
As TVs conectadas ganham cada vez mais recursos e, por isso, tornam-se cada vez mais confusas para os consumidores. Quase sempre, essa dificuldade em entender os recursos é um empecilho para investir em um novo televisor com acesso à internet. Para simplificar, fabricantes colocaram no mercado alguns dispositivos capazes de levar a web para qualquer TV com entrada HDMI. O Chromecast, dispositivo fabricado pelo Google, é um deles e chegou ao Brasil na semana passada.
Embora os conteúdos disponíveis nas plataformas das TVs da Samsung, da LG e de outras marcas sejam mais variados, dispositivos como centrais multimídia permitem acessar os principais serviços de TV sob demanda, como o Netflix, e sites de vídeos, como o YouTube. Além disso, alguns deles tornam mais simples a exibição de fotos e vídeos do seu smartphone na TV. Além do Chromecast, que chegou ao país com preço de 199 reais, é possível encontrar no Brasil outras boas opções. Confira abaixo os principais concorrentes do produto do Google:


Três centrais multimídia para conectar a TV à internet

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Apple TV

A central multimídia fabricada pela Apple permite assistir filmes e séries de TVs alugados ou comprados por meio da iTunes Store. Além disso, estão disponíveis apps como Netflix, Crackle, YouTube e Vevo. O aparelho permite exibir também fotos e vídeos do iPhone e iPad na TV por meio do AirPlay: basta que os dois aparelhos estejam conectados à mesma rede Wi-Fi para compartilhar conteúdo. O ponto negativo é a falta do cabo HDMI, que deve ser comprado à parte. Preço: 399 reais

Um país inteiro se prepara para migrar antes de ser engolido pelo oceano

A ilha de Kiribati corre o risco de desaparecer nos próximos 20 anos, por causa do aumento do nível do mar. Seu governo comprou parte de uma nova ilha para acomodar seus cidadãos quando isso acontecer

REDAÇÃO ÉPOCA
04/07/2014 18h06 

Kiribati desaparecerá em alguns anos. O governo prepara a evacuação de toda a população (Foto: Divulgação/ Governo da República de Kiribati)
Se pesquisar pelas ilhas Kiribati no Google Imagens, você vai ficar com inveja de seus moradores. Kiribati é um verdadeiro paraíso natural no meio do Pacífico. O lugar é famoso também por estar sempre à frente do resto da humanidade: muito ao leste, em Kiribati o ano novo chega mais cedo, por causa do fuso-horário. Antes de se render ao impulso de fazer as malas e mudar-se para lá, saiba: Kiribati vai desaparecer. Dentro de 20 ou 85 anos (os cálculos variam) a ilha-nação será engolida pelo mar, à medida que o aquecimento global faz subir o nível do oceano. Para abrigar sua população, o governo do país recorreu a uma solução pouco ortodoxa: nesta semana, efetivou a compra de um pedaço de Fiji. Quando Kiribati desaparecer, sua população inteira vai migrar para o terreno comprado no país vizinho.

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A ilha adquiriu 20 quilômetro quadrados de floresta para o caso de ter de evacuar seus 103 mil moradores. O terreno foi comprado da Igreja Anglicana por US$8, 8 milhões.  Por enquanto, o governo de Kiribati pretende usar o território para agricultura. “Esperamos não ter de colocar todo mundo nesse pedaço de terra. Mas, se for absolutamente necessário, podemos fazer isso” disse o presidente Anote Tong à agência de notícias Associated Press em 2012, quando as negociações começaram. O governo da ilha ainda precisa discutir com as autoridades em Fiji o que elas acham do plano de migração em massa.

A situação é urgente para Kiribati. O nível do mar ao redor de seus 32 atóis sobe uma média de  1,2 centímetros por ano – 4 vezes mais rápido do que  a média mundial. De acordo com Tong, moradores de alguns vilarejos já começaram a migrar e a água do mar contaminou parte dos lençóis freáticos das ilhas.  A maré que sobe salga as terras cultiváveis do país, dificultando a produção de alimentos. Destrói casas e lojas. O aquecimento global também matou os corais próximos às ilhas. Ao morrer, eles deixaram o ecossistema mais pobre. Os peixes foram desaparecendo.  A situação é tão ruim que alguns cidadãos de Kiribati já fizeram pedido de asilo na Nova Zelândia.

Os moradores de Kiribati, a procura de um novo lar, fazem parte de uma nova categoria de migrantes: os refugiados climáticos. Eles ainda são poucos, mas devem aumentar nas próximas décadas. Estimativas atuais avaliam que devem chegar a ser 700 milhões até 2050.
RC

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