sexta-feira, 27 de junho de 2014

Argentinos assam parrilla em carrinho de supermercado no RS

25/06/2014 18h33 - Atualizado em 25/06/2014 18h48

Dupla montou estrutura improvisada para preparar as carnes.

Estrangeiros comemoram vitória de 3 a 2 diante da Nigéria, no Beira-Rio.


Vinícius Guerreiro

Do G1 RSArgentinos fazem 'parrilla' em carrinho de supermercado (Foto: Vinícius Guerreiro/G1)

Depois de ver a vitória da Argentina por 3 a 2 sobre a Nigéria, uma dupla de torcedores do país vizinho resolveu comemorar no melhor estilo: com uma parrilla, o famoso churrasco do país sul-americano. No largo Zumbi dos Palmares, no bairro Cidade Baixa, eles demonstraram criatividade ao colocar as carnes e o fogo em um carrinho de supermercado.
Cabajara Jose, de 44 anos, e Marco Garrido, de 45, usaram tijolos para acomodar o carvão na estrutura. Os dois dormem na cidade e deixam a capital gaúcha nesta quinta. "Estamos fazendo uma parrilla para comemorar. Voltamos amanhã para Córdoba" contou Cabajara ao G1.
Parrilla churrasco argentina porto alegre (Foto: Vinícius Guerreiro/G1)Argentinos comemoram com "parrilla"
(Foto: Vinícius Guerreiro/G1)
A movimentação dos estrangeiros é grande. Na Fan Fest, por exemplo, um novo telão foi instalado na Orla do Guaíba para possibilitar que mais torcedores pudessem assistir à partida que garantiu a classificação argentina em primeiro lugar no Grupo F.
Na saída do estádio Beira-Rio, palco da partida, os argentinos puderam circular sem transtornos. Logo após o término, a multidão de torcedores seguiu para diferentes pontos de Porto Alegre, principalmente para ruas e bares da Cidade Baixa.
Invasão argentina no Beira-Rio
Desde as primeiras horas da manhã, torcedores argentinos lotam o Caminho do Golem Porto Alegre em direção ao Beira-Rio. Ao contrário dos outros jogos, uma grade foi colocada entre o estádio e a Avenida Padre Cacique. O objetivo era deixar os torcedores um pouco mais longe e montar uma barreira de proteção do Batalhão de Operações Especiais (BOE).
O esquema funciounou e não houve invasões ao perímetro limitado pelas barreiras. Fora da área delimitada, porém, houve incidentes. Em um dos casos, um torcedor catarinense foi atacado por um grupo de pessoas, alguns usando camisas da Argentina. Ele teve uma sacla e o ingresso roubados pelos agressores.

"Em Família" terá beijo gay entre Giovanna Antonelli e Tainá Müller nesta segunda

Cena já foi gravada e deve ir ao ar nesta segunda-feira, em episódio que Marina pede Clara em casamento

"Em Família" terá beijo gay entre Giovanna Antonelli e Tainá Müller nesta segunda Globo/Divulgação
Tainá Müller e Giovanna Antonelli já gravaram a cena em que suas personagens se beijamFoto: Globo / Divulgação
As portas foram abertas Niko e Félix em Amor à Vida, no ano passado. Agora, é a vez das mulheres. O segundo beijo gay da história das novelas da Globo acontecerá nesta segunda-feira, entre Clara(personagem de Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Müller), da novelaEm Família.
Na cena, Marina compra uma aliança e dá de presenta para a namorada, que fica surpresa e feliz. No estúdio de fotografia da personagem vivida por Tainá, ela pede que a namorada use o anel na mão direita e mostra um igual em seu dedo.
Vanessa, vivida pela atriz Maria Eduarda de Carvalho, surge no momento romântico e comenta a situação de maneira sarcástica. Quando Vanessa vai embora, Marina diz que gostaria que ela fosse madrinha delas – momento em que Clara percebe que aquilo é, de fato, um pedido de casamento. Clara vibra e aceita o pedido. É quando Marina põe a aliança no dedo de Clara e as duas se beijam.
by clickRBS

Onda de suicídios assusta

Em um ano, 11 agentes da PF tiraram a própria vida. Atualmente, policiais morrem mais por suicídio do que durante combate ao crime. Conheça as possíveis causas desse cenário dramático

Josie Jeronimo e Izabelle TorresChamada.jpg
DRAMA 
Em 40 anos, 36 policiais federais perderam a vida no cumprimento da função. 
Um terço desse total morreu por suicídio apenas entre 2012 e 2013
Vista do lado de fora, a Polícia Federal é uma referência no combate à corrupção e ainda representa a elite de uma categoria cada vez mais imprescindível para a sociedade. Vista por dentro, a imagem é antagônica. A PF passa por sua maior crise interna já registrada desde a década de 90, quando começou a ganhar notoriedade. Os efeitos disso não estão apenas na queda abrupta do número de inquéritos realizados nos últimos anos, que caiu 26% desde 2009. Estão especialmente na triste história de quem precisou enterrar familiares policiais que usaram a arma de trabalho para tirar a própria vida. Nos últimos dez anos, 22 agentes da Polícia Federal cometeram suicídio, sendo que 11 deles aconteceram entre março de 2012 e março deste ano: quase um morto por mês. O desespero que leva o ser humano a tirar a própria vida mata mais policiais do que as operações de combate ao crime. Em 40 anos, 36 policiais perderam a vida no cumprimento da função. Para traçar o cenário de pressões e desespero que levou policiais ao suicídio, ISTOÉ conversou com parentes e colegas de trabalho dos mortos. O teor dos depoimentos converge para um ponto comum de pressão excessiva e ambiente de trabalho sem boas perspectivas de melhoria.
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FALTA DE ESTRUTURA
Agentes trabalham amordaçados em protesto contra condições desumanas de trabalho
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Brasília (UnB) no ano passado mostrou que por trás do colete preto, do distintivo, dos óculos escuros e da mística que transformou a PF no ícone de polícia de elite existe um quatro grave. Depressão e síndrome do pânico são doenças que atingem um em cada cinco dos nove mil agentes da Polícia Federal. Em um dos itens da pesquisa, 73 policiais foram questionados sobre os motivos das licenças médicas. Nada menos do que 35% dos entrevistados responderam que os afastamentos foram decorrentes de transtornos mentais como depressão e ansiedade. “O grande problema é que os agentes federais se submetem a um regime de trabalho militarizado, sem que tenham treinamento militar para isso. Acreditamos que o problema está na estrutura da própria polícia”, diz uma das pesquisadoras da UnB, a psicóloga Fernanda Duarte.

O drama dos familiares dos policiais que se suicidaram está distribuído nos quatro cantos do País. A última morte registrada em 2013 ainda causa espanto nas superintendências de Roraima, onde Lúcio Mauro de Oliveira Silva, 38 anos, trabalhou entre dezembro do ano passado e março deste ano. Mauro deixou a noiva no Rio de Janeiro para iniciar sua vida de agente da PF em Pacaraima, cidade a 220 quilômetros de Boa Vista. Nos 60 dias em que trabalhou como agente da PF, usou o salário de R$ 5 mil líquidos para dar entrada em financiamento de uma casa e um carro. O sonho da nova vida acabou com um tiro na boca, na frente da noiva. Cinco meses se passaram desde a morte de Mauro e o coração de sua mãe, Olga Oliveira Silva, permanece confuso e destroçado. “A Federal sabia que ele não tinha condições de trabalhar na fronteira. Meia hora antes de morrer, ele me ligou e disse: Mainha, eu amo a senhora. Perdoa eu ter vindo pra cá sem ter me despedido”.
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Relatos de colegas de Mauro dão conta que ele chegou a sofrer assédio moral pela pouca produtividade, situação mais frequente do que se poderia imaginar. Como ele, cerca de 50% dos agentes federais já chegaram a relatar casos de assédio praticados por superiores hierárquicos. Essas ocorrências, aliadas a fatores genéticos, à formação de cada um e à falta de perspectivas profissionais, são tratadas por especialistas como desencadeadoras dos distúrbios mentais. “A forma como a estrutura da polícia está montada tem causado sofrimento patológico em parte dos agentes. Há dificuldades para enfrentar a organização hierárquica do trabalho. As pessoas, na maioria das vezes, sofrem de sentimentos de desgaste, inutilidade e falta de reconhecimento. Não é difícil fazer uma ligação desse cenário com as doenças mentais”, afirma Dayane Moura, advogada de três famílias de agentes que desenvolveram doenças psíquicas.
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Os distúrbios mentais e a ocorrência de depressão em policiais são geralmente invisíveis para a estrutura da Polícia Federal. De acordo com o Sindicato dos Policiais do Distrito Federal, há apenas cinco psicólogos para uma corporação de mais de dez mil pessoas. Não há vagas para consultas e tampouco acompanhamento dos casos. Foi nessa obscuridade que a doença do agente Fernando Spuri Lima, 34 anos, se desenvolveu. Quando foi encontrado morto com um tiro na cabeça, em julho do ano passado, a Polícia Federal chegou a cogitar um caso de vingança de bicheiros, uma vez que ele tinha participado da Operação Monte Carlo. Dias depois, entretanto, descobriu-se que Spuri enfrentava uma depressão severa há meses. O pai do agente, Fernando Antunes Lima, reclama da falta de estrutura para um atendimento psicológico no departamento de polícia. “Os chefes estão esperando quantas mortes para tomar uma ação? Isso é desumano e criminoso”, diz ele.

O drama de quem perdeu um familiar por suicídio não se limita aos jovens na faixa dos 30 anos. Faltavam dois anos para Ênio Seabra Sobrinho, baseado em Belo Horizonte, se aposentar do cargo de agente da Polícia Federal. Com histórico de transtorno psicológico, o policial já havia comunicado à chefia que não se sentia bem. Solicitou, formalmente, ajuda. Em resposta, a PF mandou dois agentes à sua casa para confiscar sua arma. Seabra foi então transferido para o plantão de 24 horas, quando o policial realiza funções semelhantes às de um vigia predial. A missão é considerada um castigo, pois não exige qualquer treinamento. No dia 14 de outubro de 2012, Seabra se matou, aos 49 anos. Apesar de estar perto da aposentadoria, a família recebe pensão proporcional com valor R$ 2 mil menor do que os vencimentos do agente, na ativa.
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Fruto de uma especial combinação de fatores negativos, internos e externos, o suicídio nunca foi uma tragédia de fácil explicação para a área médica nem para estudiosos da vida social. Lembrando que toda sociedade, em qualquer época, tem como finalidade essencial defender a vida de seus integrantes, o sociólogo Émile Durkheim (1858-1917) demonstrou que o suicídio é a expressão mais grave de fracasso de uma comunidade e que raramente pode ser explicado por uma razão única. Ainda que seja errado apontar para responsabilidades individuais, a tragédia chegou a um nível muito grande, o que cobra uma resposta de cada parcela do Estado brasileiro que convive com esse drama.
fotos: Cesar Greco / Foto arena; Adriano Machado
by Isto É

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